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Alberto Carneiro nasceu no Coronado, Portugal, em 1937. Entre os dez e os vinte e um anos de idade, aprendeu o ofício de santeiro nas oficinas de arte sacra da sua terra natal. Diplomado pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1961-1967) e pós-graduado pela Saint Martin’s School of Art de Londres (1968-1970). Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian: Porto (1962-1967) e Londres (1968-1970). Professor Associado, agregado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Leccionou no curso de Escultura da ESBAP (1971-1976), no curso de Arquitectura da FAUP (1970-1999) e foi responsável pela orientação pedagógica e artística do Círculo de Artes Plásticas, Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (1972-1985). Dedicou-se ao estudo do Zen, do Tao, do Tantra e da Psicologia Profunda. Viajou pelo Oriente e pelo Ocidente para viver e interiorizar outras culturas. Expõe desde 1963. Realizou 93 exposições individuais e participou em mais de cem exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro; está representado em museus e colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro; realizou esculturas públicas em diversos países; recebeu numerosos prémios e publicou inúmeros textos e três livros, um em co-autoria, sobre Arte e sobre Pedagogia.

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Nasceu no Canadá. É doutorado em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a classificação final de aprovado com distinção e louvor, por unanimidade. É Professor Auxiliar na Universidade da Beira Interior, leccionando nos cursos de Ciência Política e Relações Internacionais (1.º Ciclo), Ciências da Comunicação (1.º Ciclo), Estudos Ibéricos (2.º Ciclo) e Ciência Política (2.º Ciclo). Na mesma universidade, exerce ainda os cargos de Director do Mestrado em Estudos Ibéricos e de membro do Conselho Científico da Faculdade de Artes e Letras. Integra o Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra, a Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa (Secção de História) e a Associação Internacional Colóquios da Lusofonia. Uma das suas últimas publicações foi o capítulo de livro intitulado «Uma Potência em Ascensão: Portugal à luz do discurso proferido por D. Garcia de Meneses perante o Papa Sisto IV (1481)», in Representações da Portugalidade, org. André Barata, António Santos Pereira e José Ricardo Carvalheiro, Alfragide, Caminho, Dezembro de 2011, pp. 243-264.

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Nasceu em Lisboa, a 5 de Maio de 1972. Realizou estudos na Universidade Católica Portuguesa, na Universidade de Lisboa, na Universidade Albert Ludwig (Freiburg, Alemanha) e na Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 2007. É actualmente Professor no Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no qual é Director do Curso de Licenciatura em Filosofia. É Presidente da Associação de Professores de Filosofia, membro da Direcção da Associação Portuguesa de Filosofia Fenomenológica e sócio da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, da Martin-Heidegger-Gesellschaft e da Carl Schmitt-Förderverein. É investigador da Unidade I&D Linguagem, Interpretação e Filosofia, sediada na Universidade de Coimbra, e colaborador em projectos do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do Instituto de Filosofia Prática, da Universidade da Beira Interior (Covilhã). Os seus campos de investigação privilegiados são os da Filosofia Política e da Filosofia Moderna e Contemporânea, particularmente o da Fenomenologia. Traduziu obras de filósofos como Johann Gottlieb Fichte e Martin Heidegger, assim como de pensadores como Carl Schmitt, Ernst Jünger ou Eric Voegelin.

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Alfred Jarry [Laval, 1873-Paris, 1907] foi de um modo raro homem de letras. Os seus actos mais insignificantes, as suas traquinices, eram literatura. Porque estava ancorado nas letras e em mais nenhum lado. Mas de que forma admirável! Foi um dia dito à minha frente que Jarry tinha sido o último autor burlesco. É um erro! A maior parte dos autores do século XV e uma grande parte dos autores do século XVI não teriam sido, se assim fosse, mais do que burlescos. Esta palavra não pode designar os mais raros produtos da cultura humanista. Não dispomos de termo que possa aplicar-se a esta jovialidade particular onde o lirismo se faz satírico; onde a sátira, por se exercer sobre a realidade, de uma tal forma ultrapassa o objecto e consegue destruí-lo; tão alto sobe, que só a muito custo lá chega a poesia; ao passo que a trivialidade está aqui relacionada com o próprio gosto, e por um fenómeno inconcebível faz-se necessária. Só o Renascimento permitiu estes deboches da inteligência onde os sentimentos não se incluem; e Jarry, por um milagre, foi o derradeiro desses deboches sublimes.

[Guillaume Apollinaire]

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José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, São Tomé e Príncipe, 7 de Abril de 1893 – Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses.

Almada Negreiros é uma figura ímpar no panorama artístico português do século XX. Essencialmente autodidacta (não frequentou qualquer escola de ensino artístico), a sua precocidade levou-o a dedicar-se desde muito jovem ao desenho de humor. Mas a notoriedade que adquiriu no início de carreira prende-se acima de tudo com a escrita, interventiva ou literária. Almada teve um papel particularmente activo na primeira vanguarda modernista, com importante contribuição para a dinâmica do grupo ligado à Revista Orpheu, sendo a sua acção determinante para que essa publicação não se restringisse à área das letras. Aguerrido, polémico, assumiu um papel central na dinâmica do futurismo em Portugal. Mas a intervenção pública de Almada e a sua obra não marcaram apenas o primeiro quartel do século XX. A sua acção prolongou-se ao longo de várias décadas, sobrepondo-se à da segunda e terceira geração de modernistas. A contundência das suas intervenções iniciais iria depois abrandar, cedendo o lugar a uma atitude mais lírica e construtiva que abriu caminho para a sua obra plástica e literária da maturidade. Almada é também um caso particular no modo como se posicionou em termos de carreira artística. Esteve em Paris, como quase todos os candidatos a artista então faziam, mas fê-lo desfasado dos companheiros de geração e por um período curto, sem verdadeiramente se entrosar com o meio artístico parisiense. E se Paris foi para ele pouco mais do que um ponto de passagem, a sua segunda permanência no estrangeiro revelou-se ainda mais atípica. Residiu em Madrid durante vários anos e o seu regresso ficou associado à decisão de se centrar definitiva e exclusivamente em Portugal. Ao longo da vida empenhou-se numa enorme diversidade de áreas e meios de expressão – desenho e pintura, ensaio, romance, poesia, dramaturgia, bailado. Sem se fixar num domínio único e preciso, o que emerge é sobretudo a imagem do artista total, inclassificável, onde o todo supera a soma das partes.

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Álvaro Siza Vieira (Matosinhos,1933) estudou, entre 1949 e 1955, na Escola Superior de Belas-Artes, onde leccionou de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente). Fortemente marcado pelas obras dos arquitectos Adolf Loos, Frank Lloyd Wright, e Alvar Aalto, cedo conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais mas também na forte tradição construtiva portuguesa, das quais resultaram obras de grande requinte e detalhe no modernismo português, entre as quais se destaca a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira. Siza Vieira criou verdadeiros marcos na história da arquitectura portuguesa e internacional, influenciando várias gerações de arquitectos. Vejam-se as Piscinas de Marés, o Museu de Serralves, a igreja de Marco de Canaveses, ou o museu para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, onde Álvaro Siza retorna a umas das suas mais fortes influências de linguagem arquitectónica, Le Corbusier. As suas obras encontram-se por todo o mundo, da América à Ásia, passando por países como Portugal, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos, entre outros. Siza foi ainda professor visitante na Escola Politécnica Federal de Lausana, na Universidade de Pensilvânia, na Universidade de Los Andes em Bogotá e na Universidade de Harvard.

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Nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, freguesia de Mancelos, no concelho de Amarante. Fez estudos liceais em Amarante e frequentou a Academia de Belas-Artes de Lisboa em 1905, tentando seguir o curso de Arquitectura que interrompeu para partir para Paris, em 1906, instalando-se, então, em Montparnasse. Frequentou ateliers preparatórios para o concurso de admissão às Beaux-Arts parisienses, ainda com destino a Arquitectura, vindo, no entanto, a dedicar-se exclusivamente à Pintura, tendo frequentado a Academia Viti do pintor espanhol Anglada Camarasa. Nesta primeira época realizou várias caricaturas e algumas pinturas marcadas por aspectos naturalistas e impressionistas. Em 1910 fez uma estada de alguns meses em Bruxelas e em 1911 expôs trabalhos no Salon des Indépendants, em Paris, havendo-se aproximado progressivamente das vanguardas e de artistas como Modigliani, Brancusi, Archipenko, Juan Gris, Robert e Sonia Delaunay. Em 1912 publicou o álbum XX Dessins e expôs no Salon des Indépendants e no Salon d’Automne. Em 1913 tomou parte, com oito trabalhos, no Armory Show, nos Estados Unidos da América, aí restando algumas das obras expostas, hoje patentes ao público nos museus americanos. Nesse ano participou ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim. Em 1914 encontrou-se em Barcelona com Gaudí, e partiu depois para Madrid onde foi surpreendido pela guerra. Regressou a Portugal, instalando-se em Manhufe, e casou no Porto com Lucia Pecetto, que conhecera em Paris em 1908. Pintou com grande constância, refez algumas obras no seu atelier da Casa do Ribeiro, cultivou a amizade com Eduardo Viana, Almada Negreiros e os Delaunay (que então se instalaram em Vila do Conde). Em 25 de Outubro de 1918 Amadeo morre em Espinho vítima da «pneumónica» que então grassava em Portugal.

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Amândio Reis é licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos (2011) e mestre em Estudos Românicos (2014) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É Bolseiro de Doutoramento FCT desde 2015, e aluno no Programa Internacional de Doutoramento em Estudos Comparatistas – PhDComp (U. Lisboa, U. Católica de Lovaina, U. Bolonha), onde desenvolve um projecto de investigação centrado no conceito de conhecimento na literatura do fim do século XIX, e, em particular, em obras de Henry James, Guy de Maupassant e Machado de Assis. É membro do Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), onde desenvolve investigação nas áreas de Literatura Comparada e Literatura e Cinema. Pertence à comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento, dedicada a estudos sobre cinema e escrita, e é membro do INCH – International Network for Comparative Humanities. Em 2015, publicou O Livro Encenado: Escrita e Representação em Ana Teresa Pereira (Colibri).

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André Barata [Faro, 17 de Junho de 1972] fez toda a sua formação em Lisboa, onde se doutorou em Filosofia Contemporânea. É professor universitário na Universidade da Beira Interior e investigador do Instituto de Filosofia Prática. Os seus interesses académicos circulam pela teoria política, o pensamento existencial e a psicologia. Tem publicado livros de ensaio, como Metáforas da Consciência (Campo das Letras, 2000), sobre o pensamento de Jean-Paul Sartre, ou Mente e Consciência (Phainomenon, 2009), conjunto de ensaios sobre filosofia da mente e fenomenologia. Publicou Círculos – Experiências Descritivas (Caminho, 2007), um livro de fragmentos filosóficos, em parceria com Rita Taborda Duarte. Editou Representações da Portugalidade (Caminho, 2011), obra colectiva que inquire criticamente os discursos identitários sobre o país.

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Nasceu na Amadora em 1974. Trabalha desde 1992 como ilustrador, designer gráfico, animador e caricaturista, colaborando com as mais importantes publicações portuguesas. Vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, já viu o seu trabalho exposto em Portugal, Espanha, Brasil, França e EUA. Em 2002 foi galardoado com o prémio Gold Award para Portfolio de Ilustração pela Society for News Design (EUA), um dos mais importantes prémios de ilustração a nível mundial. The New Yorker, The New York Times, Word, Vanity Fair, Harper’s, The Independent on Sunday, Bilboard, e Diário de Notícias são apenas alguns dos títulos em cujas páginas se podem encontrar trabalhos seus. Realizou a curta-metragem de animação Jantar em Lisboa, com argumento de J.P. Simões, cuja produção terminou em 2007. Em 2004, iniciou uma parceria de criação new media com o músico/programador Nuno Correia, baptizada Video Jack, que editou o CD/DVD Heat Seeker, divulgado amplamente no Reino Unido, França, Polónia, Estónia, Finlândia e Alemanha. Mais recentemente, a dupla realizou os projectos AVOL (Audio-Visual OnLine), a convite da Direcção-Geral das Artes, e Master and Margarita, adaptação audio-visual da obra homónima de Mikhail Bulgákov. Em 2008 criou com João Paulo Cotrim o projecto de cartoons animados Spam Cartoon, que conta com a colaboração dos ilustradores Cristina Sampaio e João Fazenda. Spam Cartoon é transmitido semanalmente no canal SIC, SIC Notícias e SIC Internacional. André Carrilho vive e trabalha em Lisboa.

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Nasceu em Lisboa em 1977 e viveu algum tempo nos Estados Unidos da América (época Clinton). É membro do Teatro Praga (a companhia mais megalopsíquica de todos os tempos). Frequentou o Conservatório Nacional de Música, a Escola Superior de Música e a Escola Superior de Teatro e Cinema. Foi membro do Coro Gulbenkian, da companhia de teatro Casa Conveniente, e colabora assiduamente com a companhia de teatro Cão Solteiro. Para além de teatro, encenou óperas na Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian e Teatro Nacional São Carlos. É autor dos textos «Shoot the Freak», «Cenofobia», dos «Top Models: Susana Pomba» e «Paula Sá Nogueira» e do bailado «Perda Preciosa» para a CNB considerado melhor espectáculo do ano (2012) pela SPA. Apresenta regularmente os seus espectáculos em várias cidades europeias. Tem textos editados pela Culturgest, Tinta-da-China e Documenta. Foi considerado um dos portugueses mais influentes do ano de 2012 pelo jornal Expresso. Apresentará (2013) «A Tempestade» no CCB e MC-93 em Paris.

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António Antunes (Vila Franca de Xira, 12 de Abril de 1953) publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta República, em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário Expresso onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1.º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence — Best Newspaper Design, SND — Estocolmo, Suécia (1995), Premio Internazional Sátira Politica (ex æquo, Forti dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse International (St. Just-Le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Publicou, entre outros, os livros António — 20 anos de Desenhos (1994), Desenhos Satíricos (2000) e Traços Contínuos (2005), integrando também as colectâneas Cartoons do Ano, desde 1999, e as internacionais 1970’s The Best Political Cartoon of Decade (1981), The Finest International Political Cartoons of Our Time, volumes I, II e III (1992, 1993 e 1994) e Cartoonometter (1994). Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil, Grécia e Turquia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura e à medalhística. É director do salão de humor gráfico World Press Cartoon. Na Documenta, para além de integrar Cartoons do Ano 2011 (2012) e de seleccionar e editar Boligán — Espelho de tinta, de Angel Boligán Corbo (2012), publicou Caricaturas do Metro Aeroporto (2013).

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É Doutor pela Universidade da Beira Interior (UBI, Covilhã, Portugal)). Integra como investigador o Instituto de Filosofia Prática (IFP) e o Centro de Estudos Judaicos (CEJ), Unidades de Investigação e Desenvolvimento da UBI. É membro do editorial board da revista Machiavelli and Machiavellism integrada no «Progetto Hypermachiavellism». A sua investigação centra-se nas áreas da Teologia Política, Filosofia Política, História do Direito e Estudos Judaicos. Em colaboração com Rui Bertrand Romão, organizou e editou Guerra, Filosofia e Política (Covilhã, UBI, 2008). Publicou vários artigos em revistas científicas nacionais e internacionais e em obras colectivas nacionais e internacionais. Organizou e editou Maquiavel e o Maquiavelismo (Almedina, Lisboa, 2012) e Razão de Estado e Democracia (Almedina, Lisboa, 2012). Organizou e editou (com José Maria da Silva Rosa) Revisiting Spinoza’s, Theological-Political Treatise, Georg Olms Verlag, Hildesheim-Zürich-New York (no prelo).

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António Bolota nasceu em Benguela (Angola,1962) e veio para Portugal em 1975. Vive e trabalha em Bicesse. Formou-se em Engenharia Civil pelo «ISEL» entre 1981 e 1985 mantendo o exercício desta actividade até à presente data. Iniciou a sua formação artística em Desenho e Pintura, entre 1994 e 1998, na Escola «Oficina de Artes» e na Cooperativa «Atitude», ambas em Cascais. Ingressou em 2001 na «Arco» onde deu continuidade a esta formação, desenvolvendo os seus conhecimentos em Estética, História de Arte e Prática do Desenho, até 2003. De 2004 a 2007, na mesma Escola, frequentou o curso de Escultura. Concluiu a sua formação artística ao frequentar o Curso Avançado do «Arco» entre 2006 e 2008. Iniciou a sua prática artística em 2006 com a exposição coletiva «Sem Título» («Telhado») na Interpress em Lisboa, mantendo esta prática e expondo regularmente o seu trabalho.

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Nasceu em Lisboa em 1964. Licenciou-se em Design de Comunicação pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e fez Mestrado em Theatre Design na Slade School of Fine Art em Londres (onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian). Desenhou semanalmente um cartoon editorial para O Inimigo Público (jornal Público). Publica banda desenhada em jornais e revistas, desde 1978, em Portugal, Espanha, França e Itália. Dos vários livros editados destacam-se a trilogia de Filipe Seems (com Nuno Artur Silva), A Arte Suprema e Rei (com Rui Zink) ou O Senhor Abílio. Criou o projecto Subway Life (http://www.subway-life.com) desenhando pessoas sentadas nas carruagens do Metro em Londres, Berlim, Estocolmo, Nova Iorque, São Paulo, Tóquio, Atenas, Moscovo e Cairo. Concebeu cenografia e figurinos para teatro nas peças O Que Diz Molero, Arte ou Como Fazer Coisas Com Palavras, entre outras. O Desenho Digital em tempo real tem sido uma das suas principais actividades: integrou várias performances com músicos, bailarinos e actores em Portugal, França, Alemanha, Japão e EUA, entre as quais o Concerto Desenhado com o pianista Mário Laginha ou a ópera Antígono com a orquestra Divino Sospiro.

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António Maria Calado da Maia nasceu em Rio Maior em 1951. Frequentou os cursos de Sociologia, Direito e História da Arte. Artista plástico e jornalista, a sua actividade divide-se entre o cartoon e a pintura. Começou a publicar cartoons em 1978 no semanário Edição Especial. Entre 1979/80, no jornal Tempo e também no jornal A Tribuna. De 1981 a 1983 publica no jornal Expresso. Segue-se o Semanário 1983/2000, A Capital 1984/2000. De 2000 a 2009 no jornal 24 Horas. Colaborou também nas revistas Fortuna e Villas & Golfe e actualmente na Golf Digest. No presente, publica cartoons nos jornais Correio da Manhã, O Ribatejo e Jornal do Algarve. Desde 1979 que tem feito inúmeras exposições individuais e colectivas, tanto de cartoons como de pintura, em Portugal e no estrangeiro. Ganhou os seguintes prémios: Prémio Desenho do Ano – Salão Nacional de Caricatura, Vila Real, 1987; 1.º Prémio do Salão de Tecnologia e Desenvolvimento, Instituto Superior Técnico, 1988; Prémio Cartoon de Imprensa – Salão Nacional de Caricatura, Porto de Mós, 1988; Prémio Cartoon de Imprensa – Salão Nacional de Caricatura, Porto de Mós, 1990; Prémio Cartoon de Imprensa – VII Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1992; Prémio Humor de Imprensa – VIII Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1994; Grande Prémio do IX Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1995; Prémio Gazeta, Cartoon 1995 – Clube de Jornalistas, Lisboa, 1995. Entre os vários livros de cartoons publicados, contam-se a série Cartoons do Ano, em parceria com outros cartoonistas e que se publicam desde 1999. Como cartoonista, está representado nos museus Sammlung Karikaturen & Cartoons, Basileia, Suíça e Herausgeber – Haus der Bumdesrepublik Deutschland, Bonn, Alemanha.

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É natural de Faial (Horta), Açores (1941). Livros publicados: Que se passa na frente; PREC I e II; O Superman; Eanito el Estático; O Último Tarzan; O Fim do PREC; Demito-me uma Ova; Camarate: Como, Porquê e Quem; Agarra Mas Não Abuses; Alto Cão Traste; O Produto Interno Brito; Cão Traste; Desculpe o Mau Jeito; Soares É Fixe; O Fenómeno (com António); Porreiro Pá. Jornais e revistas: A Parada da Paródia; A Mosca; Diário de Lisboa; Lorentis; Observador; O Século; Vida Mundial; O Jornal Novo; A Tarde; O Dia; O Diabo; Semanário; O Independente; Fócus; Grande Reportagem; TVI e O Sol.Exposições: 1995 – Exposição colectiva no Palácio de Belém; 1999/2010 – Exposição Colectiva: Cartoon Xira, Vila Franca de Xira. Prémios: 1987 – 1.º Prémio de Desenho Humorístico, do Salão Nacional de Caricatura; 1989 – Prémio C.P.P.M. – Humor e Património; 1994 – Grande Prémio do Salão de Caricatura; 1996 – Prémio Nacional de Humor de Imprensa; 2004 – Menção Honrosa Prémio Stuart; 2008 – Grande Prémio, Porto Cartoon World Festival; 2009 – 2.º Prémio Porto Cartoon World Festival; 2010 – Menção Honrosa Porto Cartoon World Festival – Escultura. Esculturas: 1995 – Escultura Gonçalves Zarco, na Avenida Gonçalves Zarco, no Restelo em Lisboa; 1997 – Escultura urbana do Aeroporto de Macau, em Macau; 2001 – Escultura alusiva às vítimas do atentado do 11 de Setembro na Av. Estados Unidos  da América; 2002 – Escultura Cauda da Baleia, Câmara Municipal de Oeiras; 2005 – Escultura Imperador Carlos I da Áustria, Câmara Municipal do Funchal, Madeira; 2008 – Escultura Três Cavalos, Câmara Municipal de Oeiras; 2009 – Escultura Infante D. Henrique, Câmara Municipal de Vila do Bispo, Sagres; 2009 – Escultura D. Diogo de Menezes, Câmara Municipal de  Cascais.

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Bruno Marchand é Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e doutorando em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. Entre 2003 e 2008 foi colaborador da Galeria 111 para as áreas de produção e comunicação. É autor de um livro sobre a vida e a obra do artista José de Carvalho, publicado pela editora Casa do Sul em 2004, e foi editor de Robert Rauschenberg: Crítica e a Obra de 1949 a 1974, publicado no âmbito da colecção de arte contemporânea Público/Serralves. Em 2007 comissariou a exposição Documento:Projecto:Ficção incluída no projeto “Antena” – programa de itinerâncias da colecção da Fundação de Serralves – e colaborou com a revista L+Arte entre 2008 e 2011 nas secções “Arquivo” e “Livros&Net”. Tem escrito para catálogos e outras publicações artísticas, integrado júris, apresentado comunicações em colóquios e conferências e prestado serviços como consultor para instituições nacionais. Desde Maio de 2009 é responsável pela programação do Chiado 8, Arte Contemporânea – projecto da Companhia Fidelidade Mundial com direcção artística da Culturgest – e, desde Janeiro de 2010, é co-curador (com Ana Anacleto) do ciclo de exposições colectivas Appleton Recess, a decorrer na Appleton Square, em Lisboa. Actualmente, dirige e edita os Cadernos de Curadoria – jornais gratuitos dedicados à reflexão sobre as práticas curatoriais em Portugal, projecto concebido para Guimarães Capital Europeia da Cultura, 2012.

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Lisboa, 16 de Março de 1825 – Vila Nova de Famalicão, 1 de Junho de 1890. O escritor dominou a segunda geração romântica e pode considerar-se como seu maior representante. Publicou volumes de poesia lírica nos moldes da época; poemetos satíricos mais ou menos pessoais; folhetos e amplos volumes de contundentes polémicas; dedicou-se também à crítica e à história literária, com agudo senso do ridículo e de certos factores biográficos; muito versado em problemas genealógicos, em certas miuçalhas eruditas, bibliográficas e anedotas históricas, deixou também vários volumes de investigação e miscelânea; para o teatro produziu dramas históricos e passionais, e comédias de caracteres; no jornalismo, além de folhetins, poesia e crítica literária, produziu ainda, em vários periódicos, um trabalho vasto e indiferenciado de redacção e direcção; traduziu muito; prefaciou e editou numerosas obras; deixou epistolografia vastíssima. No entanto, o género mais importante da sua obra é a novela e o conto, género em que criou algumas obras-primas e com as quais preencheu o melhor de vários volumes.

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Carlos Alberto Brito Ferreira do Amaral nasceu em Lisboa em 1943 por acaso e em Paris em 1963 por necessidade… político-militar. Estudos de comércio em Lisboa, licenciatura de sociologia em Paris e formação artística em parte alguma. Múltiplos empregos com função alimentar entre 1957 e 1979; desenhador de imprensa desde 1980. Publicou desenhos em numerosos títulos franceses, entre os quais La Vie Ouvrière, Les Nouvelles Littéraires, L’Événement du Jeudi, Le Monde Diplomatique, L’Humanité, Citoyens du Monde e alguns portugueses, em 1974/75: República, Sempre Fixe, Diário de Lisboa; colaborou regularmente no diário Le Monde de 1983 a 2011 e no semanário satírico Le Canard Enchaîné de 1987 a 2012. Participou em exposições colectivas em vários países da Europa, das Américas e da Ásia; exposições individuais em França e Portugal; recebeu vários prémios nacionais e internacionais; participou em júris internacionais na Grécia, Portugal, Alemanha, Brasil e Dinamarca. Publicou igualmente alguns livros e participou noutros. Actualmente vice-presidente geral da FECO, Federation of Cartoonists Organizations, que federa uns 2000 desenhadores de cerca de 30 países nos 5 continentes.

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Carlos Relvas (1838-1894) nasceu na Golegã, filho de um abastado proprietário rural. Educado por professores particulares, aprendeu ciências e línguas, com destaque para o francês. No entanto, depressa se deixa atrair pelas actividades ao ar livre, distinguindo-se de igual modo no tiro de pistola e carabina, como jogador de pau, florete e sabre, ou na equitação. Homem eclético, Carlos Relvas interessou-se sobretudo pela fotografia, produzindo uma obra de grande envergadura, onde se destaca também a magnífica casa-estúdio que construiu no jardim da sua residência do Outeiro. Mas além de fotógrafo, foi ainda político e lavrador, criador de cavalos e cavaleiro, inventor, e até músico. À frente das propriedades da família, Relvas mostra-se um agricultor influente, sector onde introduziu máquinas e processos de produção pioneiros. Monarca convicto, figura de fidalgo da época, Carlos Relvas vive no coração das suas terras, impondo-se pela fortuna, talento e carisma. Criador de gado e produtor de azeite, mel e vinho, Relvas exporta os seus produtos e é distinguido em várias exposições internacionais do sector. Com uma curiosidade insaciável e uma absoluta necessidade de inventar e descobrir, Relvas coloca esta sua faceta principalmente ao serviço da fotografia. Mas alarga-a a outras áreas. É assim que concebe e constrói um bote salva-vidas revolucionário, que tinha a particularidade de voltar à posição inicial sempre que se virava.

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Concluiu a Licenciatura em História da Arte, na Faculdade de ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 2000. Em 2008 concluiu o Mestrado em Museologia e Património, nesta mesma instituição. Desenvolveu competências nas áreas científicas da investigação em história da arte em contexto museológico através de actividades relacionadas com a documentação ou estudo das colecções (sobretudo na sua inventariação e catalogação) e exposição. Esta investigação desenvolveu-se em função da edição do Catálogo Raisonné de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), sendo ainda autora da Fotobiografia do artista (Volume I do Catálogo Raisonné, editado em Dezembro de 2007). Entre 2004-2006 realizou a investigação preparatória da exposição Amadeo de Souza-Cardoso Diálogo de Vanguardas, assumindo as funções de Comissária-adjunta e coordenadora editorial do catálogo da referida exposição (coordenação partilhada com Helena de Freitas). Integrou a equipa científica do volume II do catálogo Raisonné de pintura de Amadeo de Souza-Cardoso. Actualmente trabalha na Casa das Histórias Paula Rego.

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Lisboa, 1972 (fotografia de Luísa Saldanha).

Historiadora da arte. Trabalha no âmbito da arte contemporânea, através de projectos curatoriais, edições, inventariação e organização de espólios artísticos, seminários, cinema documental, membro de júris, entre outros. Doutorada em História da Arte – Teoria da Arte em 2015 pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mediante bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Investigadora, desde 2006, do Instituto de História da Arte (FCSH-UNL). Desenvolve, desde 2014, investigação curatorial para a Colecção do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves. Integrou, entre 1995-2006, o Serviço de Exposições da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea (Almada), onde desenvolveu projectos de investigação e colaborou e/ou foi responsável pela coordenação de exposições e respectivos catálogos. Co-autora do filme documentário sobre o escultor Alberto Carneiro, Dificilmente o que habita perto da origem abandona o lugar (2008, produção Laranja Azul). Autora de livros e catálogos de exposição e de ensaios para catálogos de exposição, actas de congressos e imprensa. Prémio José de Figueiredo [ex-aequo], Academia Nacional de Belas Artes, 2008, com o livro Alberto Carneiro, os primeiros anos, 1963-1975 (2007). É membro da Associação Portuguesa dos Historiadores da Arte, da Associação Internacional de Críticos de Arte Portugal e da International Association of the Word and Image Studies.

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Cécile Bertrand é uma das raras mulheres, senão a única, que alguma vez ocupou o lugar de caricaturista editorial num diário francófono.

Nascida em Liège, Bélgica, inicia-se na ilustração para crianças depois dos estudos em arte que fez na escola Saint-Luc. É também pintora e escultora. Desde 1981 que faz as ilustrações de numerosos livros para a juventude. Em 1989 começou uma carreira de caricaturista e adquiriu rapidamente notoriedade graças ao seu estilo característico, redondo, cheio e, ao mesmo tempo, marcado pela sensibilidade. O seu traço simples e divertido veicula um discurso poderoso e eficaz, usando com abundância metáforas visuais, com textos curtos e incisivos. As suas colaborações mais conhecidas são em Vif / L’Express, Plus Magazine e Axelle, uma revista da vida feminina onde ela aborda as questões de um ponto de vista mais feminista. Em 2003, publica a primeira recolha dos seus desenhos de imprensa, Les femmes et les enfants d’abord («As mulheres e as crianças em primeiro lugar»). Desde 2005, é caricaturista editorialista no diário La Libre Belgique com a sua série Os Piolhos. Em 2007 publicou uma coletânea das suas caricaturas Les Poux. Expõe também com regularidade as suas obras plásticas. É membro do Cartooning for peace / Desenhos para a paz. Recebeu por duas vezes o Grand Prix PCB (Press Cartoon Belgium) em 2007 e 2011. [Extrato do livro de Mira Falardeau Femmes et Humour («Mulheres e Humor), edições Hermann, 2014]

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Investigadora Principal da Universidade de Lisboa e do Centro de Biologia Ambiental (CBA). Especialista em Briologia, desenvolvendo investigação sobre a Brioflora de Portugal, Espanha, Ilhas da Madeira e Açores, abrangendo estudos florísticos, taxonómicos e ecológicos de floras tropicais. Desenvolveu as primeiras abordagens sobre a diversidade biológica de briófitos e outros organismos, assim como, a primeira Lista Vermelha dos Briófitos Ibéricos e de Portugal. Colaborou na avaliação da biodiversidade e na obtenção de padrões de distribuição e modelação de ocorrência de briófitos em todo o país, baseados em análises informáticas e de GIS. Simultaneamente, desenvolve Investigação Aplicada (impactos ambientais e alterações de clima), biomonitorização da qualidade ambiental, de poluição atmosférica e aquática, em estudos de Impacto Ambiental e na quantificação de metais pesados no ambiente, alguns ligados à saúde.

Publicou cerca de 420 títulos quer em revistas nacionais, quer internacionais. Destas publicações 26 correspondem a livros ou capítulos de livros, em que foi autora, co-autora ou colaboradora.
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Licenciado em Biologia Vegetal Aplicada e Doutorado em Ecologia pela Universidade de Lisboa. Pós Doutoramento em Ecossistemas Tropicais. Desde 1996 desenvolve estudos em ecologia e taxonomia de briófitos em Portugal. O objetivo principal de sua tese de doutoramento foi contribuir para o conhecimento das comunidades de briófitos epífitos dos carvalhais da Rede Natura 2000. Neste momento colabora com a UICN na conservação das espécies e trabalha em modelação ecológica, tentando perceber o efeito das alterações climáticas nos diferentes taxa. Desde 2007 trabalha também na caracterização das comunidades briofíticas do Arquipélago de São Tomé e Príncipe. É responsável por cerca de 15.000 espécimes georreferenciados de briófitos alojados no herbário do Museu Nacional de História Natural e da Ciência-Universidade de Lisboa.

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É Professor de Filosofia alemã na Université Lille 3, membro do laboratório Savoirs, Textes, Langage (CNRS, Lille3, Lille1) e membro associado do Centre d’herméneutique phénoménologique (Université Paris-Sorbonne). Entre outros títulos, é autor de Au détour du sens. Perspectives d’une philosophie herméneutique (Paris, 2007), Qu’est-ce qu’une conception du monde? (Paris, 2006), La Philosophie de Schleiermacher. Herméneutique, dialectique, éthique (Paris, 1995). Tradutor de filosofia alemã (Feuerbach, Cassirer, Manfred Frank, Josef Simon…), editou, traduziu e apresentou numerosos textos de Schleiermacher, entre os quais a Ética (Paris, 2003) e a Hermenêutica (Paris-Lille, 1989), e, em colaboração, a Estética (Paris, 2004), a Dialéctica (Paris, 1997) e os Diferentes métodos do traduzir (Paris, 1999). Os seus principais domínios de investigação são a história da filosofia alemã e a questão da hermenêutica, quer na sua relação com a história, quer nas suas dimensões contemporâneas.

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Coordenadora do projecto Falso Movimento – estudos sobre escrita e cinema, é Professora Auxiliar no Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da mesma instituição. Desenvolve o seu trabalho nas áreas da Literatura Brasileira, da Literatura Comparada e dos Estudos Interartes. O seu livro A Forma do Meio. Livro e Narração na obra de João Guimarães Rosa foi publicado em 2011 pela Unicamp (Brasil). No âmbito do projecto editou com José Bértolo A Escrita do Cinema: Ensaios (Documenta, 2015), com Tom Conley Falso Movimento: ensaios sobre escrita e cinema (Cotovia, 2016) e, com Francisco Frazão e Susana Nascimento Duarte, uma antologia da crítica de Serge Daney (O Cinema que faz escrever: textos críticos, Angelus Novus, 2015).

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Nasceu em Lisboa. Tem o curso de Pintura da ESBAL. O seu trabalho tem-se repartido entre cartoon, ilustração, animação e multimédia. Principais publicações onde colabora ou colaborou: Público, Expresso, Independente, África 21, Combate, Courrier International, New York Times, Wall Street Journal, Washington Post, Puls Biznesu, Kleine Zeitung, Die Presse. Principais exposições: O Desenho dos Dias, Bedeteca de Lisboa 2001; Na Ponta da Linha, Cartoon Xira 2003; Ilustrace Cristiny Sampaiové, Praga 2007; Combate Ilustrações 88/89, A Comuna 1989; Por Timor, Padrão dos Descobrimentos 1992; Declaração Universal dos Direitos Humanos, Malaposta 1996; 25 Bandas Desenhadas comemorativas do 25 de abril, Cordoaria Nacional 1999; 500 anos de Brasil, Casino Estoril / Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro 2000; Coisas que Acontecem, Cordoaria Nacional 2004; World Press Cartoon, Centro Cultural Olga Cadaval 2005 a 2010; Ilustração Portuguesa, Bedeteca de Lisboa 1998 a 2004; World Press Cartoon – Prix 2005-2008, Fundação Calouste Gulbenkian, Paris 2008; Cartoons from the 27 Countries of the EU, Zappeion Megaron, Atenas 2008; Cartoon Xira, Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira 2009 e 2010; Expressions – International Cartoon Exhibition, Global Forum on Freedom of Expression, Drøbak 2009; Dessine-moi la Paix en Méditerranée, Marseille 2009; Um Século, Dez Lápis, Cem Desenhos, Museu da Presidência da República 2009; Taches d’Opinion, Mémorial Cité de l’Histoire, Caen 2010; Res Publica, Fundação Calouste Gulbenkian 2010. Principais prémios e distinções: Society of News Design USA – Award of Exellence, 2002, 2005 e 2009; Prémio Stuart de Desenho de Imprensa, categoria Cartoon, El Corte Inglés / Casa da Imprensa, 2006 e 2010; 1.º Prémio World Press Cartoon 2007, categoria Cartoon Editorial; Menção Honrosa World Press Cartoon 2009; Society of News Design de Pamplona, Medalha de Prata 2009.

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Romancista, contista, poeta, ensaísta e pintor, David Herbert Lawrence é uma das grandes figuras literárias do século XX. Nascido em Eastwood, Nottinghamshire, em 1885, D.H. Lawrence estudou na Universidade de Nottingham, publicando em 1911 o seu primeiro romance, The White Peacock.
Em 1915, The Rainbow, o seu quarto romance, é proibido por alegada obscenidade. Também os seus quadros são retirados de uma galeria de arte.
Em 1926, já com vários romances publicados, D.H. Lawrence começa a trabalhar no que viria a ser o seu romance mais conhecido, O Amante de Lady Chatterley. Também este será proibido no Reino Unido e nos Estados Unidos, por pornografia. A partir de Junho de 1928, data em que abandonou Florença, e até à sua morte em 1930, por tuberculose, Lawrence vagueia de cidade em cidade. Trabalhará até ao fim, completando Apocalypse, livro que viria a ser publicado em 1931.

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Nasceu em Aveiro em 1962. Doutorado em Arte Contemporânea, é Professor do Colégio das Artes e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde coordena o Mestrado em Estudos Curatoriais. Desde 1990 que se dedica à curadoria de arte contemporânea, bem como à ensaística sobre arte. Foi o Comissário Geral da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010, Director do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém e consultor da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi fundador e director da revista Pangloss. Foi o Comissário da Representação Portuguesa à 48.ª Bienal de Veneza e co-Comissário da Representação Portuguesa à Bienal de Veneza de Arquitectura 2010. No campo das publicações destacam-se os volumes Julião Sarmento, Catalogue Raisonée, Edições Numeradas, Vol. I (MEIAC, 2007), Luxury Bound (Electa, Milão, e Assírio & Alvim, Lisboa, 1999), Jorge Molder (Caminho, Lisboa, 2005), Helena Almeida, Pés no Chão, Cabeça no Céu (Bial, 2004), Pintura Redux (Fundação de Serralves/Público, 2006), Abrir a Caixa (Caixa Geral de Depósitos, 2009) e A Visão em Apneia (Babel, Lisboa, 2011). Colabora regularmente como ensaísta para publicações sobre arte e arquitectura.

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A obra literária [de Drieu la Rochelle – Paris, 1893 – Paris, 1945] soube resistir ao limbo imposto, por decência política e patriótica, aos colaboracionistas da ocupação da França pelos nazis. Mas passado um período de nojo e temor, os editores franceses relembram-no e mantêm-no generosamente disponível nos seus catálogos; hoje ele é, sobretudo, o autor dos contos de La Comédie de Clarleroi (1934) — Marcel Arland: «Tenho-os pela sua obra-prima»; é o autor de Gilles (1939) — François Mauriac: «É um livro importante, essencial, verdadeiramente carregado com um terrível peso de sofrimento e erro.», uma das suas obras maiores e literariamente mais ambiciosa (o mais anti-semita dos romances franceses?); é o autor deste célebre O Fogo-Fátuo (1931) — Bernard Frank: «Acho-o o melhor livro de Drieu». [Aníbal Fernandes]

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Nasceu em Lisboa (1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas.
Da obra publicada poderíamos destacar Orlando Ribeiro — Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela (1999); Ruy Belo — Coisas de Silêncio (2000); O Vento Sobre a Terra — apontamentos de viagens (2002); À Superfície do Tempo — Viagem à Amazónia (2002); Território em Espera (2005); Geografia do Caos (2005); Terras Templárias de Idanha (2006); Olívia e Joaquim – Doces de Santa Clara em Vila do Conde (2007); Fogo Frio - O Vulcão dos Capelinhos (2008); Comboios de Livros (2009); Desenha, produz e fotografa as ilustrações do conto O Príncipe-Urso Doce de Laranja (2009); Cidade do Mais Antigo Nome (2010).
De uma obra documental extensa, centrada no levantamento fotográfico da paisagem e das formas de ocupação do território, são de destacar as obras Portugal — O Sabor da Terra (1997) e Portugal Património (2007-2008).
 Este trabalho sobre Portugal deu origem a um arquivo fotográfico pessoal de mais de novecentas mil fotografias.

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Edith Newbold Jones nasceu na cidade de Nova Iorque, em 1862, e faleceu em Paris, em 1937. De origens aristocratas, passou grande parte da sua infância na Europa, recebendo instrução de professores particulares. Casou com Edward Wharton em 1885, treze anos mais velho que Edith. The House Of Mirth (A Casa da Alegria), o seu primeiro romance, apareceu em 1905, e conseguiu estabelecer quase imediatamente a grande reputação da autora. Aclamada pelo público, mudou-se para Paris, onde conheceu um jovem norte-americano, por quem se apaixonou, Morton Fullerton, prosseguindo a sua carreira como romancista. Em 1912 obteve o divórcio, apresentando como fundamento a infidelidade do marido, pelo que assumiu a sua relação com Morton Fullerton. Voltou aos Estados Unidos da América apenas para receber o Prémio Pulitzer, que lhe foi atribuído em 1921, graças à publicação de The Age of Innocence (A Idade da Inocência).

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Doutor em Filosofia pela Universidade de Coimbra com uma dissertação sobre a filosofia política de Hegel, publicada com o título Povo, Eticidade e Razão (INCM, 2006). Desde então tem dedicado a sua actividade à docência universitária e à escrita de livros, destacando-se A Individuação da Sociedade Moderna (Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011), Public Spaces, Power and Communication / Espaços Públicos, Poder e Comunicação (editor, Afrontamento, 2007) e Still Reading Hegel – 200 Years after the Phenomenology of Spirit (coordenador, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2009). Redigiu vários artigos em revistas científicas, como a DEDiCA, o European Journal of Pragmatism and American Philosophy e a Revista Filosófica de Coimbra. As suas áreas de investigação preferenciais são a filosofia social e política, estética e ética, com enfoque no estudo de Hegel e Luhmann.

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Eduardo Batarda [Coimbra, 1943] frequentou a Faculdade de Medicina entre 1960 e 1963, ano em que foi admitido e se matriculou na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Terminou os respetivos Cursos, Geral e Complementar, de Pintura em 1967 e 1968, e cumpriu serviço militar obrigatório entre 1968 e 1971. Neste mesmo ano começou a frequentar, em Londres, o Royal College of Art, Faculty of Fine Art, School of Painting, onde se diplomou em 1974 (MaRCA). De 1976 até 2008 foi professor na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Expôs pela primeira vez em 1966, e realizou exposições individuais a partir de 1968. Destas, a última teve lugar no Porto, em 2013. Foram organizadas várias retrospetivas do seu trabalho: em 1975, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, do seu trabalho como bolseiro em Londres; em 1998, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Eduardo Batarda. Pinturas, 1965-1998); em 2009, no Centro de Arte Manuel de Brito, em Oeiras (Eduardo Batarda no CAMB); e em 2011, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto (Outra Vez Não. Eduardo Batarda). Em Maio de 2016, no Pavilhão Branco do Museu de Lisboa — Palácio Pimenta, realizou-se uma exposição antológica, intitulada Mise en abyme. Eduardo Batarda recebeu em 2007 o Grande Prémio Fundação EDP Arte.

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Nasceu em 1964, Lisboa, Portugal. Conservadora e curadora para a área da Fotografia e Novos Media, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Lisboa. Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora de História da Fotografia, tendo publicado a obra João Martins – Imagens de um tempo descritivo desolador, Mimesis, Porto, 2001. Tem diversos ensaios publicados sobre história da fotografia portuguesa. Desenvolve uma actividade regular na área da crítica, bem como na realização de seminários e conferências, em diversas instituições. Comissariou as exposições «1980-2004 - anos de actualização artística nas colecções do Museu do Chiado-MNAC», Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco, 2004; «Joshua Benoliel (1873-1932) - repórter fotográfico», LisboaPhoto, Cordoaria Nacional, Lisboa, 2005), Batalha de Sombras: «Colecção de Fotografia dos anos 50 do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado», Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2009 e co-comissariou a exposição «Amália - Coração Independente» no Museu Berardo, Lisboa; a apresentação da exposição «Joshua Benoliel», na Casa Museu Zavala, Cuenca, no âmbito da PhotoEspaña 2009 e da exposição «Batalha de Sombras»: «Colecção de Fotografia dos anos 50 do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado», na Casa Museu Zavala, Cuenca, no âmbito da PhotoEspaña 2010. Ainda no ano de 2010 comissariou a exposição «Annemarie Schwarzenbach (1908-1942) - Auto-retratos do Mundo», no Museu Berardo, Lisboa. Coordenadora do Projecto Objectiva – Base de Dados Online para a História da Fotografia Portuguesa, com o apoio da FCG e Direcção-Geral das Artes. Investigadora portuguesa convidada do projecto FOTOFO - The History of 20th Century European Photography, com o apoio da FCG.

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Enzo Bianchi, escritor e religioso italiano, nasceu no dia 3 de Março de 1943, em Castel Boglione. Em 1965 fundou a Comunidade Monástica de Bose, precisamente no dia em que se encerrava o Concílio Vaticano II (8 de Dezembro). Estes anos afirmaram-no como uma das vozes espirituais mais surpreendentes do nosso tempo. Autor de importantes textos sobre a espiritualidade das tradições cristãs, mantém um diálogo permanente e exigente com o mundo contemporâneo. Bianchi cita muitas vezes a carta a Diogneto, um escrito do século II, que define assim os cristãos: «vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cidadãos, mas separam-se de tudo como estrangeiros. Moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu». Para aprofundar o sentido desta cidadania prefere o termo grego políteuma — que a Bíblia de King James traduz como conversação. Mergulhado radicalmente no mundo, o cristão é chamado a entender a vida como conversa com Deus.

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Nasceu numa vila da Cantábria em 1961, mudou-se depois com a sua família para a cidade de Torrelavega, onde, durante o bacharelato, teve o primeiro contacto com a filosofia, chegando a doutorar-se nesta área em 1994 com uma tese sobre o pensamento político de Ockham em Dialogus. Antes tinha também estudado teologia, sendo ordenado sacerdote em 1988. Foi pastor em diversas paróquias da diocese de Santander, onde actualmente tem a seu cargo quatro pequenas comunidades.
Também desde 1988 é professor no Instituto de Teologia de Monte Corbán, em Santander, filiado depois à Universidade Católica de Salamanca. Ensina aí várias matérias filosóficas, desde Metafísica e Ética, passando por Teodiceia ou História da Filosofia.
De 1994 a 1998 trabalhou também numa biblioteca da referida Universidade, primeiro como subdirector e depois como director. Além da publicação da sua tese (melhorada — Encuentro, 2005), publicou diversos artigos, geralmente a expressão escrita da sua participação em vários congressos. Também se destaca a sua actividade como tradutor, tanto de filosofia como de teologia. Prepara a memoria de licenciatura em Teologia sobre a heresia em Ockham.

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Fernando Lemos nasceu em Lisboa em 1926. É pintor, artista gráfico e fotógrafo. Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e pintura no curso livre da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Definiu-se inicialmente como surrealista, pintando, desenhando, escrevendo poesia e fotografando. Em 1952 expôs, com Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo, na Casa Jalco, em Lisboa. Nesse mesmo ano abandona a fotografia e em 1953 fixa residência em S. Paulo, Brasil, naturalizando-se brasileiro alguns anos mais tarde. Ao longo dos anos de 1950 dedicou-se ao desenho, vencendo o Prémio Nacional Brasileiro na Bienal de S. Paulo de 1957; trabalhou em artes plásticas, design gráfico e industrial e publicidade. Em 1961 participou com 4 desenhos na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, FIL, Lisboa. Em 1994 expôs individualmente no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, e venceu o Prémio Anual de Fotografia, concedido pelo Centro Português de Fotografia, Porto, em 2001.

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Nasceu em 1968 em Lisboa, onde vive e trabalha. A escultura tem sido um interesse constante no percurso deste artista que começou a expor no início da década de noventa e cujo trabalho tem obtido uma significativa atenção por parte das instituições e da crítica. Foi o representante de Portugal na edição de 2011 da Bienal de Veneza, e participou ainda na Bienal de Rennes (2012), na Bienal de Istambul (2011), na Manifesta (2000), na Bienal de Melbourne (1999) e na Bienal de São Paulo (1999). Diversos meios são utilizados por Tropa, como a própria escultura, o desenho, a performance, a fotografia ou o filme, para convocar uma série de reflexões introduzidas por diferentes tradições da escultura. Temas como o corpo, a morte, a natureza, a paisagem, a memória, a origem ou o tempo, estão sempre presentes nos seus trabalhos, num processo interminável de remissão a ideias da história da arte, a outras obras de arte, a trabalhos anteriores do próprio artista, e a autores específicos.

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Gilles Deleuze (1925-1995) é hoje internacionalmente considerado como um dos nomes maiores do pensamento contemporâneo. Michel Foucault, outra grande referência da filosofia do nosso tempo, considerava Deleuze o único verdadeiro filósofo de todo o século XX francês. E o italiano Giorgio Agamben, talvez o mais importante filósofo vivo, afirmou algures que o século XX só conheceu dois filósofos da estatura dos grandes clássicos da história da filosofia: o alemão Heidegger e, precisamente, Deleuze. A obra filosófica de Deleuze teve, já em vida do pensador, mas vem tendo entretanto cada vez mais, e por toda a parte, uma extraordinária importância não só na filosofia mas em vários outros domínios, uma vez que essa obra sistematicamente confrontou, de uma forma sempre criativa, a filosofia com a literatura, a psicanálise, o cinema, a pintura, a ciência e a política.

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Nasceu em Lisboa em 1974. Mudou-se para Macau onde publicou os seus primeiros cartoons. Entretanto concluiu o curso de arquitectura em Lisboa e viveu alguns anos em Londres a trabalhar como arquitecto. Nada que lhe esmorecesse a vontade. Em 2002 iniciou enfim a carreira com que sempre sonhara. Da arquitectura perdurou a geometria, que desde cedo lhe pontuou o trabalho gráfico.Os seus trabalhos são presença assídua nas principais publicações portuguesas. Fora do âmbito nacional tem mantido parcerias com publicações estrangeiras, com destaque para colaborações com o New York Times e a revista HOW. O seu traço de pendor conceptual foi reconhecido pela Society for News Design, as revistas Creative Quarterly e 3x3 e pela colectânea 200 Best Illustrators Worldwide da Lüerzer's Archive. Em 2008 foi agraciado com o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa.

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Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 2005, apresentou a sua tese de mestrado intitulada «A Desconstrução Derridiana ou a Hospitalidade Incondicional», na Universidade de Coimbra, sob orientação da Prof.ª Fernanda Bernardo. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver uma investigação de doutoramento em torno da problemática da lei a partir de Gilles Deleuze e de Jacques Derrida, sob a orientação do Prof. Nuno Nabais (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e do Prof. Rodolphe Gasché (State University of New York at Buffalo). É membro do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, desde 2007, e da associação Unipop, desde 2012. Actualmente trabalha como gestor de ciência e tecnologia no Departamento de Relações Internacionais da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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Graça Pereira Coutinho nasceu em Lisboa, onde tirou o curso de Escultura na ESBAL. Em 1971 foi estudar para Londres, onde tirou o curso de pós-graduação ST. Martins School of Art, onde ainda vive. Das inúmeras exposições que realizou destacam-se: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Fundação de Serralves, Porto , Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Museu de Arte Contemporânea Osaka, Japão, Bienal de São Paulo, Brasil, MAC, Badajoz, Museu Historico Nacional, Rio de Janeiro, Centro Britânico, São Paulo, Centro Cultural Ecco-Brasilia. Tem exposto na Todd Gallery, Londres; Galeria Graça Fonseca, Lisboa; Galeria Cristina Guerra, Lisboa; Galeria Porta 33, Funchal; Galeria João Esteves de Oliveira, Lisboa, entre outras. Tem trabalhos em várias colecções particulares e nas colecções da Caixa Geral de Depósitos, Fundação António Prates, Fundação PLMJ, Museu de Arte Contemporânea Belém, Brasil, Museu de Arte Contemporânea Osaka, Japão, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Lisboa, etc.

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Roma, 26 de Agosto de 1880 – Paris, 9 de Novembro de 1918. Olhado, durante muito tempo, como um génio fantasista e mistificador, Apollinaire viu crescer a sua glória ao longo dos anos. Teve o pressentimento ousado das vias por onde deveria seguir a poesia moderna (autonomia das imagens, ruptura da sintaxe, abandono da pontuação, arte da colagem literária, modernidade do vocabulário). Foi também um dos iniciadores mais perspicazes da arte moderna. Proveniente do simbolismo, libertou-se muito cedo de toda a influência desta escola para enriquecer o universo da poesia com modulações de uma ressonância única de imagens insólitas e novas, dando-lhe o sentido do lirismo e do mistério. Vários músicos basearam algumas das suas composições na poesia de Apollinaire (Honegger, Poulenc, Chostakovitch, etc.). O melhor da sua poesia está publicado em Alcools, onde renova verdadeiramente a poesia francesa encaminhando-a «até às fronteiras do ilimitado e do futuro». A sua vida foi muito agitada, exercendo desde ofícios medíocres até professor na Renânia. Alistou-se como voluntário na Primeira Grande Guerra.

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Guy de Pourtalès [Berlim, 1881-Lausanne, 1941] […], se num primeiro momento de afirmação foi apenas tradutor de Shakespeare […], não tardaria a expor-se como ensaísta, como memorialista, e num alargado espaço de vinte anos como escritor de oito obras submetidas ao título L’Europe romantique, as que viriam a associar dois romances a seis biografias. Esta Europa romântica de Guy de Pourtalès revê-se em histórias instaladas nas margens do lago Leman — as margens que tinham sido cenário de eleição na sua juventude, as que ele voltava a amar nos romances Marins d’eau douce (1919) e Montclar (1926) — e escolhe biografias de homens ligados de perto a importantes momentos musicais do século XIX, todos contemporâneos ou mesmo próximos por amizades e ambientes, todos a gravitarem num mesmo espaço cultural. Começa com La vie de Franz Liszt (1925) e prolonga-se com Chopin ou le poète (1926), Louis II de Bavière ou Hamlet-Roi (1928), Nietzsche en Italie (1929), Wagner, histoire d’un artiste (1932) e por fim Berlioz et l’Europe Romantique (1939). Exteriormente a esta Europa Romântica foi autor de La Pêche miraculeuse […], em 1937 a escolha dos que atribuíam o Grande Prémio da Academia Francesa. [Do Prefácio de Aníbal Fernandes]

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H. de Luna (Toledo, 1575; Londres, depois de 1644). Investigadores recentes forçaram-no a alguma biografia: descobriram-no numa família de judeus convertidos e materialmente folgados que vivia em Toledo, e jovem frade na Ordem de Santo Agostinho. Podemos imaginá-lo rebelde, porque mais ou menos quinze anos de convento levaram-no à decisão drástica de se meter em roupas civis e procurar o caminho de uma França onde o protestantismo florescia (ao contrário do que lhe destinava aquela Espanha severamente católica e inquisitorial), onde respirava ainda livre das ameaças e das punições do cardeal Richelieu. Num barco do Mediterrâneo, Luna pôs-se longe dos Filipes e da Inquisição; tinha trinta e sete anos de idade, era talvez aventureiro mas seguramente um desiludido pelo catolicismo de Roma. Juan de Luna mudava-se para Montauban (futura terra natal de Ingres), nessa época importante centro de religiosos sem obediência ao Vaticano; e saía de Espanha com o sonho, dizia ele, «de poder professar publicamente a verdadeira religião», ou seja, a religião católica reformada e de atitude protestante. […] estudou durante três anos na Faculdade de Teologia protestante de Montauban e limitou-se, quando foi para Paris, a exibir o título de «intérprete da língua espanhola» e a suportar na sua vida prática as consequências de tão mal reconhecida pretensão. Sabe-se que em 1617 Juan de Luna estava casado e não dissuadido pela religião activa de ser escritor; que tinha publicado e ia publicar livros com títulos extensíssimos […] Mas do Juan de Luna ficcionista apenas ficou a conhecer-se a Segunda Parte do Lazarilho de Tormes […]. [Aníbal Fernandes, Apresentação]

 

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Doutorada em 2008 na Universidade Eötvös Lóránd, Budapeste, Hungria, foi investigadora de pós-doutoramento da FCT no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa. As suas áreas de investigação incluem teoria dos media, intermedialidade e re-mediações literárias. É autora de um livro publicado na Hungria (Koinónia, Cluj, 2010): Könyv És Film Között. A Hu˝ségelven Innen És Túl (Entre Livro e Filme. Além do Discurso da Fidelidade). Outras publicações importantes incluem ensaios nos volumes Media Borders: Multimodality and Intermediality (ed. Lars Elleström, 2010), Adaptation Studies: New Challenges, New Directions (ed. J. Bruhn, A. Gjelsvik e E.F. Hanssen, 2013), Words and Images on the Screen (2008), Film in the Post-Media Age (2012) e The Cinema of Sensations (editados por Ágnes Pethö).

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Helder Moura Pereira nasceu em Setúbal, a 7 de Janeiro de 1949. Foi professor no Ensino Secundário e Assistente da Faculdade de Letras de Lisboa (Departamento de Estudos Anglo-Americanos). No King's College da Universidade de Londres, como Leitor, ensinou Literatura Portuguesa. Leccionou também Português e Técnicas de Expressão do Português nos cursos de Formação Profissional da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa. Ingressou no Ministério da Educação em 1986, tendo exercido funções técnicas na área da educação de adultos, nomeadamente em animação de leitura e nos grupos de planeamento e redacção da revista Forma e do jornal Viva Voz. Foi técnico superior do Ministério da Justiça, em funções no Estabelecimento Prisional de Lisboa.O seu trabalho poético tem vindo a ser publicado regularmente pela editora Assírio & Alvim, obtendo o reconhecimento do público e da crítica. É disso exemplo a atribuição de diversos prémios literários, entre eles o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio de Literatura Casa da América Latina/Banif, este último pela sua tradução do livro O Inútil da Família, de Jorge Edwards. De resto, a sua actividade como tradutor é também notável e tem traduzido regularmente autores como Ernest Hemingway, Jorge Luis Borges, Sylvia Plath, Charles and Mary Lamb, Sade, Guy Debord.

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Natural de Cabreira-do-Côa, Guarda (20-03-1969) e residente em Lisboa desde 1979. Executou trabalhos gráficos para empresas; participou em iniciativas para BD com outros artistas plásticos; esteve presente com trabalhos em exposições promovidas pela Humorgrafe: -  Encontro Iberoamericano da Cultura Humorística, Paródia & Pastiche. - 20 anos de Democracia Satírica – Mário Soares visto por Caricaturistas. - Iconografias da Sátira Contemporânea, Presidente Soares na Caricatura em Macau. - Mostras de Humor Gráfico de Alcalá Henares – Espanha. - III Bienal de Caricatura de Ourense – Espanha. Colaborou com a Editora “Elo” efectuando Bandas Desenhadas para os “CTT”, “Delta Cafés” e “Carris”; foi colaborador permanente no Semanário Expresso de  1993 a 2002 (onde iniciou a sua carreira como cartoonista e ilustrador); colaborou para o Diário de Notícias, onde, entre outras coisas, ilustrou um artigo bi-semanal do Estebes (Herman José) com textos dos Gatos Fedorento; colaborou com as revistas/jornais Valor, Exame, Semanário Económico, Jornal do Imobiliário, revista Prémio, revista Just Leader; foi premiado nos Salões Humor de Imprensa com a melhor ilustração em 1997 e 1998, Menção Honrosa no XI Salão Luso-Galaico, em Vila Real em 2007 e 1.º lugar em 2009; efectuou exposições individuais de cartoon e ilustração em vários locais do país, e uma exposição individual no Metropolitano de São Paulo – Brasil, em 2007; publicou trabalhos como cartoonista e ilustrador no Jornal i, Jornal de Negócios, Peninsula Press, entre outros títulos. Na internet tem, desde Março de 2008,  um blogue de Cartoons –  Henricartoon, http://henricartoon.blogs.sapo.pt. Actualmente publica diariamente dois cartoons nas páginas do SAPO Notícias e SAPO Desporto.

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Elias é um profissional das Ciências da Comunicação. Desde logo enquanto estudante de Licenciatura que se preocupa com questões de investigação. Elias licencia-se em Ciências da Comunicação e da Cultura na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, e rapidamente termina o seu primeiro livro sobre "Ciberpunk". Desde 1999 o autor envereda por trabalhar como Jornalista em revistas de tecnologias de informaçäo e entretenimento sobre Internet e vocacionadas para o multimédia.
A cultura digital representa o início da sua investigação no anos 90 e, até ao presente, permanece como núcleo temático num trabalho em estado progressivo. A sua dissertação de Mestrado intitula-se “First Person Shooter: O Ciberespaço Subjectivo”; já a sua tese de Doutoramento é em 2010 apresentada como “A Galáxia de Anime - A Animação Japonesa como New Media”. Dois dos seus últimos livros são o ensaio "Post-Web: The Continuous Geography of Digital Media" (2013) e o romance noir thriller "O Homem Completo" (2012), recentemente publicado e disponível agora na loja online amazon.com.

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Possui, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), graduação (1973), mestrado (1979) e doutoramento em Comunicação (1991), e pós-doutoramento orientado pelo professor Bernard Stiegler no IRCAM, Centre Pompidou Paris 2003. Actualmente é professora associada IV da UFRJ, pesquisadora bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa em Ciência e Tecnologia (CNPq) e coordenadora do grupo de pesquisa «Corpo e Imaginário Tecnológico». Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria da Comunicação, Filosofia e Estética, actuando principalmente nos temas corpo, comunicação, tecnologia, subjectividade e cultura. Publicou vários artigos, alguns dos quais na revista de Comunicação e Linguagens editada pelo CECL da Universidade Nova de Lisboa e vários outros em revistas brasileiras e internacionais  e o livro Breve História do Corpo e de seus Monstros, Lisboa, Editora Vega, Colecção Passagens, segunda edição 2004.

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Ilda David (n. 1955) frequentou o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, de 1976 a 1981. Vive e trabalha em Lisboa. As mais recentes exposições individuais: «Epifania da Graça» (mosaico), Catedral de Bragança, 2015: «Azul de Perdição» (pintura sobre papel), Giefarte, Lisboa, 2014; «Amor de Perdição» (pintura sobre papel), Casa de Camilo, S. Miguel de Seide, 2014; «O Quarto e o Bosque» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2012; «Vicente» (pintura), Teatro de São João, Porto, 2009; «Cartas de São Paulo» (pintura), Seminário Conciliar de Braga, Braga, 2009; «Pentateuco» (pintura), Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, 2007; «Ínsula» (pintura), Escola António Arroio, Lisboa, 2006; «Tábuas de Pedra» (pintura), Porta 33, Funchal, 2005; «Florestas» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2005. Para além da pintura, tem-se dedicado também à ilustração de livros em colaboração com muitos dos melhores poetas portugueses. Numa iniciativa de José Tolentino Mendonça, ilustrou uma nova edição, em oito volumes, da primeira tradução da Bíblia para língua portuguesa, traduzida por João Ferreira Annes d’Almeida, publicada pela Assírio & Alvim, 2006. Em 2012 ilustrou livros de Camilo Castelo Branco, Maria Velho da Costa e Manuel António Pina.

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Isabela Figueiredo nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal, incorporando o contingente de retornados. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português. Estudou Línguas e Literaturas Lusófonas, Sociologia das Religiões e Questões de Género. Publicou os seus primeiros textos no extinto suplemento DN Jovem, do Diário de Notícias, em 1983.

É autora de Conto É Como Quem Diz (Odivelas: Europress, 1988), novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, em 1988, e de Caderno de Memórias Coloniais, cuja primeira edição data de 2009. Escreve regularmente no blogue Novo Mundo. Desenvolve workshops de escrita criativa e participa em seminários e conferências sobre as suas principais áreas de interesse: estratégias de poder, de exclusão/inclusão, colonialismo dos territórios, géneros, corpo, culturas e espécies.

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James Hogg [Escócia, 1770-1835], poeta, romancista e ensaísta. Na sua juventude foi trabalhador agrícola e pastor, por isso a sua educação foi maioritariamente autodidacta, através da leitura. Foi amigo de grandes escritores da sua época, como Sir Walter Scott, de quem mais tarde escreveu uma biografia não autorizada. Memórias Íntimas e Confissões de um Pecador Justificado, de 1824, é o seu romance mais conhecido. Muito criticada na altura da sua publicação, acusada de ser um «grave atentado contra a religião e um insulto ao gosto moderno», a obra permaneceu na sombra até 1947, quando foi republicada com um posfácio entusiástico de André Gide. Outras obras de James Hogg incluem o longo poema The Queen's Wake (1813), a colecção de canções Jacobite Reliques (1819), e os dois romances The Three Perils of Man (1822) e The Three Perils of Woman (1823).

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Jean Cocteau [Maisons-Laffitte, 1889 – Milly-la-Forêt, 1963] foi poeta, dramaturgo, encenador, cineasta, pintor e escultor. Participou em todos os movimentos da sua época, desde os Ballets Russes ao surrealismo, de cujo grupo foi membro activo. Enveredou também pela música e escreveu libretos para obras de Stravinski, Darius Milhaud e Eric Satie. As suas relações de amizade e colaborações incluíam artistas de todas as áreas, entre eles Pablo Picasso, Modigliani, Apollinaire, Satie, Jean Anouilh, Jean Marais, Henri Bernstein e Édith Piaf. Em 1919, publicou o seu primeiro livro, Le Potomak, seguido de Thomas l’imposteur (1923), Orphée (1926), Le Livre blanc (1928), Les Enfants terribles (1929), La Voix humaine (1930), La Machine infernale (1934), Les Parents terribles (1938) e Bacchus (1951), entre romances, peças de teatro e poesia.

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Jean Giono [Manosque, 1895-Manosque, 1970], escritor e argumentista francês, nasce de uma família modesta de origem piemontesa. Aos 16 anos abandona os estudos e trabalha num banco para ajudar a família, até ao início da Primeira Guerra Mundial, na qual prestou serviço militar. Em 1919 voltou para o banco, de onde saiu em 1930 para se dedicar inteiramente à actividade literária após o êxito do seu primeiro romance La Colline, de 1929, o mesmo ano em que publicou Un de Baumugnes (O Homem que Falou). Em 1953 é galardoado com o Prémio Literário Prince-Pierre-de-Monaco e mais tarde tornou-se membro da Academia Goncourt (1954). Entre as suas obras mais conhecidas estão os romances da trilogia Pan, dedicadas ao deus grego Pan e ao panteísmo: La Colline, Un de Baumugnes e Regain. São também muito conhecidas as suas obras Voyage en Italie e L’homme qui plantait des arbres. Vários livros seus foram adaptados ao cinema.

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Professora Auxiliar no Departamento de Estudos Portugueses e Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. É membro da rede internacional de pesquisa «LyraCompoetics» e do grupo «Poesia e Contemporaneidade» (Universidade Federal Fluminense), e pertence à direcção da Sociedade Portuguesa de Retórica. Tem desenvolvido o seu trabalho nas áreas da Poesia Portuguesa e da Poesia Brasileira Moderna e Contemporânea, dos Estudos Comparatistas e dos Estudos de Intermedialidade. Co-organizou, com Rosa Maria Martelo e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010). Em 2014-2015, publicou as colectâneas de ensaios Repto, Rapto e Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português.

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Nasceu a 26 de Abril de 1940 em Alter do Chão. Estudou Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa (1958-64). Foi leitor de Português na Universidade de Hamburgo  entre 1965 e 1968, e docente de Literatura Alemã e Comparada na Faculdade de Letras de Lisboa (1969-86). De 1986 a 2002, foi Professor Associado Convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colaborou no jornal Público e na maior parte das revistas literárias portuguesas, bem como nalgumas estrangeiras. É ensaísta e tradutor de literatura de língua alemã. Publicou treze livros de ensaio, crítica e teoria literária, e algumas centenas de artigos. Foi Vice-Presidente do PEN-Clube Português entre 1994 e 2003; Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Germanistas (1994-96); Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Tradutores  (1989-97) e da Associação Portuguesa de Literatura Comparada. Foi Professor Convidado e conferencista na Áustria, Bélgica, e em várias universidades alemãs e brasileiras. É membro de diversas organizações literárias e científicas. Recebeu numerosos prémios e condecorações nacionais e internacionais; publicou algumas centenas de artigos e ensaios, nas áreas da teoria da literatura e da tradução, das literaturas de língua alemã, da literatura comparada e da literatura portuguesa; e algumas dezenas de traduções de autores de língua alemã, especialmente poesia do século XX, teatro contemporâneo, Goethe e Walter Benjamin.

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João Pedro Bénard da Costa [Lisboa, 1935 – Lisboa, 2009], foi crítico de cinema e ensaísta. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1959. Em 1963 tornou-se co-fundador e, mais tarde, chefe de redacção e director da revista O Tempo e o Modo. Seis anos depois, assumiu a coordenação do Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, função que desempenharia até 1991. Entre 1973 e 1980 foi professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, e, em 1980, foi nomeado subdirector da Cinemateca Portuguesa, tornando-se, em 1991, seu director. Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outras homenagens, foram-lhe concedidas, em 1990, as comendas de Oficial das Artes e das Letras de França e a Ordem do Infante D. Henrique; em 1995 foi destacado com o Prémio de Estudos Fílmicos da Universidade de Coimbra; em 1997 foi nomeado Presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas – cargo, aliás, que continuaria a ocupar nos anos seguintes; e, em Dezembro de 2001, foi galardoado com o Prémio Pessoa.

Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outros títulos, destacam-se os livros Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), Nicholas Ray (1984), Emmanuel Mounier (1960), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996).

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João Botelho (Lamego, 1949) frequentou a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Foi dirigente do CITAC. Integrou os cineclubes de Coimbra e Porto. Foi professor na Escola Técnica de Matosinhos, ilustrador de livros infantis e profissional de artes gráficas a partir de 1970. Frequentou a Escola de Cinema do Conservatório Nacional. Foi crítico de cinema em jornais e revistas e fundou a revista de cinema M. Iniciou-se na realização com duas curtas-metragens para a RTP e o documentário de longa-metragem Os Bonecos de Santo Aleixo para a cooperativa Paz dos Reis. Teve filmes premiados nos festivais da Figueira da Foz, Antuérpia, Rio de Janeiro, Veneza, Berlim, Salsomaggiore, Pesaro, Belfort, Cartagena e Varna, entre outros. Foi distinguido duas vezes com o prémio da OCIC, da Casa da Imprensa e dos Sete de Ouro. Todas as suas longas-metragens tiveram exibição comercial em Portugal, quase todas em França e algumas em Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Japão. Foram exibidas retrospectivas integrais da sua obra em Bergamo (1996), em La Rochelle, com edição de uma monografia (1998) e na Cinemateca de Luxemburgo (2002). Foi distinguido com a Comenda de mérito cultural da Ordem do Infante (2005).

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Nasceu no dia 20 de Maio de 1950, em Lisboa. No curto período em que fez crítica de música (revistas, rádio, televisão) foi autor do programa radiofónico na RDP FM Estéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que são grande parte da antologia bilingue de poesia Estro in Watts publicada pela Documenta. Na área cultural foi também fundador e primeiro presidente da cooperativa de produção de cinema e de produção de espectáculos Era Nova, e na área social foi presidente da SOMA-Associação Antiproibicionista, que promoveu a actual legislação de descriminalização do consumo de drogas em Portugal. Com licenciatura em Direito (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus pelo Colégio da Europa (Bruges), desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área da integração europeia, como advogado, diplomata (Bruxelas), negociador (chefe da delegação nacional nos Comités de Redacção do Tratado de Adesão de Portugal às Comunidades Europeias e do Tratado de Lisboa, respectivamente em 1985 e 2007), deputado à Assembleia da República (1991-1995), e professor universitário. Foi ainda empresário nas indústrias da construção (EUROAMER) e da requalificação ambiental (ECOSOROS), fundador e dirigente da Associação FORUM PORTUGAL GLOBAL criada para apoio da participação na Comissão Trilateral, de que foi membro.

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João Jacinto [Mafra, 1966] vive e trabalha no Monte Estoril. Em 1985 iniciou os seus estudos artísticos na ESBAL. Leccionou entre 1989 e 1992 no Ar.Co em Lisboa. É, desde 2001, professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Expõe individualmente desde 1987, tendo participado em inúmeras exposições individuais e colectivas. A sua obra encontra-se representada em várias colecções: CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Colecção António Cachola – MACE – Elvas, Fundação PLMJ, Lisboa, Museu do Chiado (Depósito Isabel Vaz Lopes), Lisboa, Museo Extremeño Iberoamericano de Arte Contemporaneo, Badajoz, Veranneman Foundation, Kruishoutem, Bélgica, Art Collectors, Genebra, Fine Arts Gallery, Bruxelas, Renate Schröder Gallery, Colónia, Gallery Catherine Clerc, Lausanne, Collection Kierbaum & Partner, Colónia, Fundação Carmona e Costa, Lisboa, entre outras.

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É ensaísta, tradutor e investigador nas áreas da filosofia, da musicologia e dos estudos literários, tendo-se doutorado em 2011, pela Universidade Nova de Lisboa, com uma dissertação sobre o pensamento estético de Theodor W. Adorno. É Professor Convidado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e membro integrado do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, onde desenvolve actualmente um projecto de pós-doutoramento sobre os aspectos estéticos e políticos da relação do cinema com a ópera. É o autor de Verdade e Enigma: Ensaio sobre o pensamento estético de Adorno (Vendaval, 2013), que recebeu o prémio do PEN Clube Português na categoria de Primeira Obra em 2014, bem como de vários ensaios publicados em revistas como Artefilosofia, Colóquio/Letras, Parrhesia: A Journal of Critical Philosophy, Opera Quarterly, entre outras. Traduziu Bernard Aspe, Georges Didi-Huberman e Jacques Rancière.

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É licenciado em Gestão pela UCP, tem um mestrado em Estudos do Desenvolvimento no ISCTE-IUL e frequentou cursos para executivos no INSEAD, Stanford University, Kellogg School of Management e Harvard Business School. Coordena o Gabinete de Apoio ao Bairro de Intervenção Prioritária (GABIP) da Mouraria da Câmara Municipal de Lisboa e é professor convidado de Gestão de Organizações Sem Fins Lucrativos no ISCTE-IUL.Já foi presidente da TESE (uma associação para o desenvolvimento empenhada na promoção da inovação social, em Portugal e nos PALOP, em parceria com a Young Foundation), director financeiro da associação Chapitô e técnico na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e na Roland Berger – Strategy Consultants. Foi Comissário do Simpósio «Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)», promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa. Escreveu crónicas no Diário Económico. Vive em Lisboa.

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Nasceu em 1940. Professou nos Salesianos de Dom Bosco em 1958 e foi ordenado sacerdote em 1970. É licenciado em Filosofia Escolástica (Roma, 1964), Teologia (Roma, 1970) e Filosofia (Lisboa, Faculdade de Letras, 1976), e doutorado em Filosofia (Lisboa, UCP, 1995). Como Professor na Faculdade de Teologia, na Faculdade de Ciências Humanas e no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, leccionou, além de Filosofia Antiga, Filosofia Moderna, Filosofia Contemporânea e Filosofia da Linguagem, as disciplinas de Antropologia Filosófica, Ética e Teologia Filosófica, disciplinas que, sob a égide de São Tomás de Aquino, constituem as suas principais áreas científicas de investigação em Filosofia. Foi membro dos Conselhos Científicos da Faculdade de Ciências Humanas e do Instituto de Estudos Políticos. Aposentado desde Agosto de 2011, continua a dirigir alguns seminários nos mestrados de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas e no Mestrado Integrado em Teologia da Faculdade de Teologia. Integra a direcção do Centro de Estudos de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas e é membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa. Algumas publicações: Ipseidade e Alteridade: Uma Leitura da Obra de Paul Ricoeur, Lisboa, INCM, 2004, 2 vols., 485 + 466 pp.); «A Filosofia Moral de São Tomás de Aquino», Didaskalia 37 (2007), fasc. 1 [«Gramáticas da Plenitude: Homenagem à Professora Maria Manuela de Carvalho»], pp. 345-361; «As aporias da identidade pessoal em John Locke (1632-1704): Análise do texto “Da identidade e da diversidade” (Essay, II, 27)», in C. Morujão / L. Loia (org.), John Locke: Nos 300 Anos da Sua Morte, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2009, pp. 79-111; «Ética da autenticidade», em Charles Taylor, A Ética da Autenticidade (trad. do inglês). Lisboa: Ed. 70, 2009, pp. 211-232; «Elogio da Filosofia», in [Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa] (org.) Razão e Liberdade: Homenagem a Manuel José do Carmo Ferreira, vol. I. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2010, pp. 693-706; «Festa e Identidade», in Comunicação & Cultura, n.º 10 (2010), pp. 15-31.

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John Main (Londres, 21 de Janeiro de 1926 – Montreal, 30 de Dezembro de 1982) nasceu no seio de uma família católica irlandesa. Diplomou-se em Direito no Trinity College. Inscreveu-se no Serviço Britânico dos Estrangeiros e foi colocado na Malásia, que se revelaria uma estação providencial. Aí contactou com as formas de meditação e oração orientais. No seu regresso tornou-se monge beneditino, na Abadia Beneditina de Ealing em Londres. O seu grande contributo foi recuperar e repropor a experiência contemplativa para as pessoas comuns dentro da tradição Cristã. Nos ensinamentos de João Cassiano (século IV) e dos Padres e Madres do Deserto, ele aprofundou o significado da chamada «oração pura» e compreendeu que esta forma de oração poderia facilitar a busca de uma vida espiritual mais profunda. Em 1977 foi convidado pelo Arcebispo de Montreal, Canadá, a fundar um pequeno Mosteiro Beneditino, dedicado à prática e ao ensino da Meditação Cristã.

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Licenciado em Filosofia pela Universidade de Mogi das Cruzes, Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo, Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (1980) e Doutor em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa (2001). Professor Titular Jubilado da Universidade Federal de Goiás. Investigador Integrado do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Fundador (1981) e primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Filosofia Medieval (até 1991), membro da Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale (SIEMP). Autor de livros: As Relações de Poder na Idade Média Tardia: Marsílio de Pádua, Álvaro Pais O. Min. e Guilherme de Ockham O. Min. (EST Edições, Porto Alegre, 2010); O Pensamento Social de Santo António (Edipucrs, Porto Alegre, 2001). Coordenador de livros: O Reino e o Sacerdócio. Pensamento Político na Alta Idade Média e O Reino de Deus e o Reino dos Homens. As Relações entre os Poderes Espiritual e Temporal na Baixa Idade Média (Edipucrs, Porto Alegre, 1995 e 1997, respectivamente), e As Relações de Poder: do Cisma do Ocidente a Nicolau de Cusa (EST Edições, Porto Alegre, 2011). Capítulos de livros: «Guillermo de Ockham y el dualismo político», in La Filosofia Medieval (G. Burlando e Francisco Bertelloni [eds.], Trotta, Madrid, 2002). Autor de numerosos artigos: «Uma visão introdutória à 3.ª Parte do Diálogo de Guilherme de Ockham», Theologica, 46 (2011); «Os deveres do Imperador e dos Reis na Opera Política de Ockham», Itinerarium, 56 (2010); «A causa final do poder secular ou temporal no pensamento de Álvaro Pais», Eborensia, 43 (2009); «As causas eficiente e final do poder espiritual na visão de D. Frei Álvaro Pais», Anales del Seminario de Historia de la Filosofía, 25 (2008); «João Duns Escoto, O. Min. (1266-1308): Sobre a origem da Propriedade e da Autoridade Secular», Revista Portuguesa de Filosofia, 64 (2008); «Santo Antonio e a Ordem Franciscana», Boletín de Teología, Buenos Aires, 37 (2003); «Il programma antoniano di comportamentomorale per l’episcopato e il clero secolare», Il Santo, XLI (2001).

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Cartoonista, fotógrafo e humorista, Lisboa, 1962. Começou a publicar como cartoonista político em 1983 em jornais portugueses. Trabalhou para, entre outros, os jornais O Século, Tal & Qual, Diário Popular e Diário de Lisboa. Publica diariamente tiras cómicas no Diário de Notícias e no Jornal de Notícias. Participou em diversas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Está representado no Sammlung Karikaturen & Cartoons Basel, Suíça, e na antologia Os Melhores Cartoons Políticos da Actualidade, edição de 1992. Publicou fotografia em revistas portuguesas e trabalhou para a Infordesporto como director criativo nas áreas de geração gráfica para televisão e multimédia para Internet. Fundou, com Nuno Artur Silva, Carlos Fogaça e Fernando Marques, a empresa Bandeira Digital.

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José Fontes [Abrantes, 1940] iniciou a frequência do Curso de Medicina em Lisboa. Foi membro da Comissão Pró-Associação de Estudantes e aí fundou a Secção de Intercâmbio e Turismo. Continuou a frequência do Curso de Medicina em Coimbra e nesse período, conjuntamente com António Portugal, fundou a Secção Fotográfica da Associação Académica de Coimbra. Organizou cursos de fotografia conjuntamente com outros médicos e professores ilustres. Voltou a frequentar a Faculdade de Medicina de Lisboa, onde dirigiu o departamento fotográfico (primeiro como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e depois como bolseiro do Instituto de Alta Cultura). No Instituto de Anatomia montou um serviço de radiologia e um departamento de microangiografia para apoio a doutorandos e outros investigadores. Paralelamente, como associado do Foto Club 6 × 6 (membro do International Federation of Fotografic Art — FIAP), fez parte do seu Conselho Artístico e participou em concursos nacionais e internacionais, tendo igualmente efectuado exposições individuais.

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Professor auxiliar convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde lecciona Filosofia Social e Política e História das Ideias na Europa Contemporânea. Doutorou-se em Filosofia Política na FLUL, com uma dissertação sobre James Madison. Trabalha actualmente num pós-doutoramento sobre federalismo, no horizonte da filosofia política moderna e contemporânea. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do Centro de Investigação do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Publicou diversas obras e artigos sobre teoria política, entre as quais Filosofia Kantiana do Direito e da Política (co-editor, CFUL, 2006), Razão e Liberdade. O Pensamento Político de James Madison (Esfera do Caos, 2012) e Challenges to Democratic Participation. Antipolitics, deliberative democracy and pluralism (co-editor, Lexington Books, 2014).

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Nasceu em Lisboa, licenciou-se em Direito e exerce a advocacia. Poeta, ensaísta e tradutor, publicou vários livros de poesia, o último dos quais, A Mão na Água que Corre (Assírio & Alvim). Tem colaboração crítica e ensaística dispersa pelas principais revistas literárias e jornais portugueses. Tem escrito igualmente sobre pintura, nomeadamente em catálogos de exposições. Participou em diversos Colóquios e Encontros literários em Portugal e no estrangeiro. Traduziu poetas como Federico García Lorca, Eugenio Montale e Umberto Saba. É membro da direcção da Associação Portuguesa de Escritores, tem-se interessado pela divulgação da literatura italiana, sendo colaborador do Osservatorio Permanente Sugli Studi Pavesiani nel Mondo. Tem poemas traduzidos em várias línguas.

 

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Mestrado e doutoramento em Filosofia Medieval pela Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), onde também foi Professor nos cursos de Filosofia, Teologia e Ciências Religiosas de 1993 a 2002. Desde então a esta parte, é Professor Auxiliar no Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior (UBI — Covilhã), investigador no Instituto de Filosofia Prática (IFP) e no Centro de Estudos Judaicos (CEJ) da mesma universidade. É igualmente membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e colaborador em centros de investigação da Universidade Católica Portuguesa, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Algumas publicações: Proslogion de Santo Anselmo — Introdução, tradução, notas, propostas de trabalho e recepção do Argumento (em col.), Texto Editora, Lisboa, 1995; Em Busca do Centro. Investigações sobre a Noção de Ordem na Obra de Santo Agostinho (Período de Cassicíaco), Lisboa, Universidade Católica Editora, 1999; O Primado da Relação. Da Intencionalidade Trinitária da Filosofia, Lisboa, Universidade Católica Editora, Lisboa, 2007. Organizou e editou (com António Bento) Revisiting Spinoza’s, Theological-Political Treatise (co-org.), Georg Olms Verlag, Hildesheim-Zürich-New York, 2012 (no prelo).

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José Pedro Croft nasceu no Porto em 1957. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Entre 1976 e 1981, frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em 2001 vence o Prémio Nacional de Arte Pública Tabaqueira e o Prémio EDP - Desenho. Em 2002 o Centro Cultural de Belém organiza uma grande exposição retrospectiva do seu trabalho. Expõe individualmente com regularidade desde 1981, de onde se destacam, das exposições mais recentes: Chiado 8 - Arte Contemporânea (2011), Lisboa; Galeria Mário Sequeira (2011), Braga; Projecto Contentores P28 (2010), Docas de Alcântara, Lisboa; Galeria Filomena Soares (2009), Lisboa; Galería SENDA (2009), Barcelona; Marília Razuk Galeria de Arte (2009), São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo - Museu de São Paulo de Arte Contemporânea (2009), São Paulo; Galería SCQ (2009), Santiago de Compostela; Pavilhão Centro de Portugal (2008), Coimbra; Galeria Helga de Alvear (2008), Madrid; La Caja Negra (2008), Madrid; Fundação Calouste Gulbenkian (2007 e 2006), Lisboa; MAM - Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro (2006), Rio de Janeiro; Museu de Arte da Pampulha (2006), Belo Horizonte; e Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães-MAMAM (2005), Recife, Brasil. A sua obra encontra-se presente em diversas colecções públicas e privadas, tais como: Banco Central Europeu, Frankfurt; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Centro Galego de Arte Contemporâneo, Santiago de Compostela; Fundação de Serralves, Porto; Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Lisboa; Fundación Caixa Galiza, La Coruña; Fundación La Caixa, Barcelona; MEIAC, Museo Extremenho y Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz; Ministério da Cultura, Portugal; Museo de Cantábria, Espanha; Museo de Zamora, Espanha; Museo Nacional, Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Sammlung Albertina, Viena; e Colecção Berardo, Lisboa.

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José António Inácio de Sousa Quitério nasceu em Tomar, a 10 de Abril de 1942, cidade onde completou os estudos liceais. Frequentou, sem o concluir, o curso de Direito na Universidade de Coimbra e (após 4 anos, 2 meses e 15 dias de serviço militar obrigatório, com estada forçada em Angola) na de Lisboa. Entrou para os jornais em 1973, para o saudoso O Século, como documentalista. Estreou-se como cronista / crítico gastronómico em 1975, na efémera revista Tilt. Em 1976 foi convidado a fundar a coluna gastronómica do Expresso, que manteve até meados de 2014, tendo sido documentalista, colaborador e redactor (de 1990 até à reforma em Abril de 2007) deste jornal. Entre 1990 e 2006 assinou também a coluna sobre vinhos deste semanário. De 1989 a 1991 publicou textos de gastronomia literária na revista LER – Livros & Leitores. Durante todo o ano de 1993 assinou e leu uma crónica gastronómica na RDP – Antena 1. Criou e dirigiu, desde 1994, a colecção de livros de gastronomia «Coração, Cabeça e Estômago» da editora Assírio & Alvim. Ao longo dos anos 80 e 90, além de membro ou presidente de júris de diversos concursos, participou e apresentou comunicações em vários congressos e colóquios de temática gastronómica e/ou literária. Autor de dois guias «100 Restaurantes / 100 Livros» (1995 e 1998) distribuídos com o Expresso.

Autor das seguintes obras: Livro de Bem Comer (1987), Histórias e Curiosidades Gastronómicas (1992), Comer em Português (1997), Escritores à Mesa (e outros artistas) (2010) e Bem Comer & Curiosidades (2015).

Entre os galardões que lhe foram atribuídos (e outros que recusou), destaca: «Mérito Turístico», concedido pela Secretaria de Estado do Turismo, em 1987, «por grande e valioso contributo que tem prestado através dos seus artigos à gastronomia, doçaria e vinhos portugueses»; «Personalidade do Ano / Gastronomia – 1987», revista Portugal, Turismo, Actualidade; «Prémio Especial Jornalismo / Crítica», 1992, Revista de Vinhos; «Medalha de Honra» da ARESP, 2007; «Personalidade do Ano na Gastronomia», 2013, revista Wine.

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Doutor e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (IEP-UCP) e licenciado em Direito (Universidade Lusíada). É, desde 2000, docente no IEP-UCP, onde leccionou cadeiras no âmbito das suas áreas de especialização como Teoria Política Contemporânea, Regimes Políticos, Teoria do Estado, Teoria da Constituição e Pensamento Político Islâmico. Entre 2011 e 2014 foi professor auxiliar convidado na Universidade da Beira Interior, onde ministrou as cadeiras de Teoria Política, Teoria do Estado, História das Ideias Políticas e Políticas Públicas. As suas áreas preferenciais de investigação incidem na teoria política, nomeadamente em temas como o pluralismo, o conservadorismo, o pensamento utópico, o terrorismo político, as origens intelectuais do radicalismo islâmico e o legado filosófico-político do Al-Andaluz.

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É Maxine Elliot Professor no Department of Comparative Literature e no Program of Critical Theory na University of California, Berkeley. Exerceu as funções de director-fundador do Critical Theory Program. Recebeu o seu Doutoramento em Filosofia pela Yale University em 1984. É autora de Subjects of Desire: Hegelian Reflections in Twentieth-Century France (1987), Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity (1990), Bodies That Matter: On the Discursive Limits of “Sex” (1993), The Psychic Life of Power: Theories of Subjection (1997), Excitable Speech (1997), Antigone’s Claim: Kinship Between Life and Death (2000), Precarious Life: Powers of Violence and Mourning (2004), Undoing Gender (2004), Who Sings the Nation-State?: Language, Politics, Belonging (com Gayatri Spivak, 2008), Frames of War: When Is Life Grievable? (2009), Is Critique Secular? (escrito em conjunto com Talal Asad, Wendy Brown e Saba Mahmood, 2009) e Sois Mon Corps (2011), em co-autoria com Catherine Malabou. Os seus livros mais recentes incluem: Parting Ways: Jewishness and the Critique of Zionism (2012), Dispossessions: The Performative in the Political, em co-autoria com Athena Athanasiou (2013), Senses of the Subject (2015) e Notes Toward a Performative Theory of Assembly (2015). Os seus projectos futuros incluem trabalhos sobre gestos messiânicos em Kafka e Benjamin, ficções filosóficas na obra de Freud, e o género na tradução. É também activa nas políticas gender e sexuais, nos direitos humanos, nas políticas antiguerra, e faz parte da comissão científica da Jewish Voice for Peace. Recebeu o Andrew Mellon Award for Distinguished Academic Achievement in the Humanities (2009-2013). Recebeu o Prémio Adorno da cidade de Frankfurt (2012) devido às suas contribuições para a filosofia feminista e moral, o Prémio Brudner da Yale University pelo seu papel fundamental nos gay and lesbian studies, e o louvor de Research Lecturer na UC Berkeley em 2005. Recebeu também previamente várias bolsas de investigação, que incluem: Guggenheim, Rockefeller, Ford, American Council of Learned Societies, e foi Fellow no Institute for Advanced Study em Princeton e no Collège des Hautes Études em Paris. Recebeu o título Honoris Causa da Université Bordeaux-III, Université Paris-VII, Grinnell College, McGill University, University of St. Andrews, Université de Fribourg, e da Universidad de Costa Rica. Em 2014, foi galardoada com o Diploma de Chevalier da Ordem das Artes e Letras pelo Ministério da Cultura francês.

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Júlio Pomar (Lisboa, 1926) vive e trabalha em Paris e Lisboa. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. No início da sua carreira, foi um dos animadores do movimento neo-realista, desenvolvendo uma larga intervenção crítica em jornais e revistas. Tem-se dedicado especialmente à pintura, mas realizou igualmente trabalhos de desenho, gravura, escultura e assemblage, ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Prémio de Gravura (ex aequo) na sua I Exposição de Artes Plásticas, em 1957, o 1.º Prémio de Pintura (ex aequo) na II Exposição de Artes Plásticas, em 1961, o Prémio Montaigne em 1993, o Prémio AICA-SEC em 1995, o Prémio Celpa / Vieira da Silva, em 2000, e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Além de diversos textos publicados em revistas e catálogos, sobre outros artistas e sobre a sua própria obra, Pomar é autor de livros de ensaios sobre pintura.

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Leonor de Oliveira é investigadora do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Desde a licenciatura em História da Arte (FCSH/UNL), tem colaborado com diversos museus portugueses e colecções privadas, participando na publicação dos respectivos catálogos: Caixa Geral de Depósitos (2006); Colecção Telo de Morais (Coimbra, 2009); Fundação Passos Canavarro (Santarém, 2009); Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (2011). É autora dos textos do catálogo de obras do Centro de Arte Moderna que se encontram em exposição na sede da Comissão Europeia em Bruxelas. Trabalhou ainda com o Millennium BCP na inventariação da sua colecção de arte. De 2004 a 2008 colaborou na elaboração do catálogo raisonné de Amadeo de Souza-Cardoso, levado a cabo por uma equipa do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. Participou ainda na publicação do catálogo da exposição Amadeo de Souza-Cardoso: Diálogo de Vanguardas. Prepara actualmente a sua tese de Doutoramento, que se debruça sobre o papel da Fundação Calouste Gulbenkian na promoção das artes plásticas portuguesas entre 1956 e 1969. Integra a equipa do projecto de investigação Fontes para a História dos Museus de Arte em Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e sediado no Instituto de História da Arte.

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Artista plástica portuguesa, nasceu a 9 de Dezembro de 1930, no Funchal, ilha da Madeira. Frequentou aí a Escola Alemã na década de 1930. Concluiu o curso na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1956. Expôs individualmente pela primeira vez em 1955, no Funchal, participando também em algumas exposições colectivas em Lisboa. Parte para Munique em 1957, e pouco depois instala-se em Paris, com René Bertholo. Em 1958, juntamente com René Bertholo, Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada, Gonçalo Duarte, Jan Voss e Christo, funda o grupo KWY. Regressou ao Funchal em 1983, onde reside actualmente. Algumas exposições individuais: Baden-Baden, Stattliche Kunsthalle (1966), Indica Gallery, London (1967), Moderna Galerija, Ljubljana, Akademie der Künste (1971) (com René Bertholo). Exposições colectivas (selecção): 5.ª Bienal de São Paulo (1959 e 1985); Grupo KWY, Universidade de Saarbrüken, Alemanha; SNBA, Lisboa (1960); 1.ª Bienal de Paris (1961), Diálogo, Fundação Calouste Gulbenkian, CAM, Lisboa (1985), Vraiment faux, Fondation Cartier, Paris (1988). Retrospectiva na Fundação Calouste Gulbenkian em 1992. Representou Portugal, juntamente com Francisco Tropa, na Bienal de São Paulo em 1998. Em 2000 foi-lhe atribuído o Grande Prémio EDP; e em 2003 realizou uma grande exposição no Museu de Serralves.

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Agrigento, 1867 – Roma, 1936. Foi um dos mais importantes escritores e dramaturgos italianos. Em 1934 ganhou o Prémio Nobel de Literatura. Nasceu numa família da média burguesia e seguiu os estudos de filologia românica primeiro em Roma e depois em Bona.
Logo a seguir ao casamento, a mulher Antonietta começou a manifestar sinais de transtornos mentais, o que levou o escritor a aprofundar o estudo dos mecanismos da mente e da reacção social perante a perda de equilíbrio intelectual.
A formação de Pirandello desenvolveu-se no período de passagem entre o verismo e o decadentismo, quando a fé na realidade objectiva e nas ciências cedeu o lugar à subjectividade e à sensibilidade. Este facto manifesta-se nas suas obras como drama do pensamento, que perde a capacidade de distinguir o verdadeiro do falso.

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Licenciado em Comunicação Social (curso pré-Bolonha) pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (ISCSP-UTL). É mestre em ciências da comunicação sob a orientação do Professor Doutor João Mário Grilo, na especialidade de cinema e televisão, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Iniciou em 2010 o curso de doutoramento, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), na mesma área e na mesma faculdade, no Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens — CECL, sob orientação da Professora Doutora Margarida Medeiros. Organizou vários ciclos de cinema e debates e realizou a curta-metragem Lugar/Vazio em 2010, filme mostrado no festival Panorama e estreado na Cinemateca Portuguesa. É fundador e redactor regular do site de cinema À pala de Walsh e do blogue CINEdrio.

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Nasceu em Coimbra em 1947 e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa (1966-1971). É jornalista desde 1973. Foi chefe de redacção da agência ANOP (1981) e Director de Informação-Adjunto da Agência Lusa (1990).
No que à música diz respeito, é fundador do jornal Blitz (1984), co-autor de Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa (Círculo de Leitores, 1998, esgotado) e Beatles em Portugal (Assírio & Alvim, 2002) e autor de Biografia do Ié-Ié (Documenta, 2014).
É autor e/ou co-autor dos programas de rádio Amigos de Alex (1985-1995), nomeado para um Sete de Ouro em 1987, Ob-La-Di Ob-La-Da (1988-1991), nomeado para um Sete de Ouro em 1989, e Há Horas Felizes (1991-1993), todos na RFM, e Mensageiro da Moita (2000-2004), na Rádio Voxx, e VivaMúsica (1985-1989), na RTP.
Foi director do portal de Cultura NetParque (2000-2002).
Coordenou a compilação All You Need Is Lisboa, com versões portuguesas de canções dos Beatles (EMI, 2004), bem como as colectâneas Óculos de Sol (iPlay, 2010-2011) e Caloiros da Canção (iPlay, 2010), com música portuguesa dos anos 60.
Entrevistou duas vezes Paul McCartney a solo (1987 e 1989) e viu 16 concertos seus (1989 a 2009), fez duas entrevistas a Ringo Starr (1992 e 1998) e viu dois concertos seus (1992 e 1998), viu um concerto de George Harrison (1992), viu John Lennon em palco (1970), entrevistou ainda cinco vezes George Martin (1990, 1993, 1994, 1995 e 1997), Derek Taylor e Neil Aspinall (1995), Geoff Emerick (1997), Sean Lennon (2007) e Allan Rouse, remasterizador da obra dos Beatles (2009).
Acompanhou a carreira dos Beatles desde o início e foi, a partir de 1966, o membro n.º 130 222 do clube de fãs oficial do grupo e, mais tarde, o n.º 2/8950E, do Wings Fun Club, de Paul McCartney.

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Manoel de Oliveira Paiva [Ceará, 1861-Ceará, 1892] começa a sua actividade literária enquanto estuda na Escola Militar no Rio de Janeiro, fundando nessa altura a revista A Cruzada, onde publicou o seu folhetim Tal Filha, Tal Esposa. No entanto, dois anos mais tarde, tem de abandonar a Escola Militar por sofrer de tuberculose. Regressa então ao Ceará onde, enquanto jornalista, luta pelo abolicionismo. Paralelamente, intensifica a produção literária através de contos, crónicas e sonetos. Em 1889 é publicado em folhetins no jornal Libertador o seu romance de estreia, A Afilhada, e, três anos mais tarde, deixa pronto um novo romance, Dona Guidinha do Poço, que contudo só viria a ser publicado em 1952. Esta obra é considerada um dos mais marcantes romances do naturalismo brasileiro.

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(Barcelona, 1970). Doutor em Filosofia pela Universidad Pontificia de Salamanca, realizou estudos de filosofia no Institut Catholique de Paris, na École Pratique des Hautes Études, Section V, «Sciences Religieuses» e na Université de Paris 1 (Pantheon-Sorbonne). Tem efectuado estudos teológicos em diversos centros de Espanha, França e Portugal. Professor de diversos centros universitários no Equador e em Espanha: na Universidad Internacional FLACSO (Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales) e na Pontificia Universidad Católica del Ecuador, e Professor Estável da Área de Filosofia do Instituto Superior de Ciências Religiosas de Mérida-Badajoz, assim como Professor Ordinário da Área de Filosofia do Instituto Teológico «San Pedro de Alcántara» de Cáceres (centros da Universidad Pontificia de Salamanca). Actualmente, é Investigador Auxiliar (Programa C-2008 de FCT) no Instituto de Filosofia, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Colabora com diversas revistas de filosofia, de pensamento medieval e franciscano. Actividade do projecto de investigação, Iberian Scholastic Philosophy at the Crossroads of Western Reason: The Reception of Aristotle and the Transition to Modernity (ISPCWR — Ref.: PTDC/FIL-FIL/109889/2009). Entre as suas publicações podemos assinalar: La creación en Buenaventura. Acercamiento filosófico a la metafísica expresiva del ser finito (Grottaferrata — Roma, 2005).

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Artista plástico, músico e artista de variedades, Manuel João Vieira nasce em Lisboa, onde vive e trabalha. Como Manuel Vieira, a sua arte é hiperfigurativa.

Completa o curso de pintura da ESBAL, onde é co-fundador do grupo Homeostética, com Pedro Proença, Pedro Portugal, Fernando Brito, Ivo e Xana, em 1983. Este histórico movimento é o ponto de exclamação e interrogação da arte dos anos 80 em Portugal.

Posteriormente sê-lo-á também dos grupos Ases da Paleta (1989), com Pedro Portugal, Fernando Brito e João Paulo Feliciano. Nele assume o nome de Sanita Pintor, aludindo ao mítico Santa Rita, caricaturando algumas correntes mais ou menos icónicas da arte contemporânea da época (completamente diferentes das de hoje em dia).
Funda o movimento Orgasmo Carlos (2004), que com as suas quatro históricas exposições inventa a Arte Masculinista, por oposição à Arte Feminista, e se assume como canto do cisne do Pintor Macho Latino Provinciano. Os membros do grupo são artistas desconhecidos e as suas obras irreconhecíveis, sendo estas assinadas por todos, simplesmente, como «Orgasmo Carlos».
Parte integrante e seguidamente dissidente do Movimento Bolista, rompe com este devido à atitude dos seus membros que se recusaram a executar quaisquer obras assim como a fazer exposições. «A nossa Não-Arte é para o Não-Espectador», afirmam. Vieira discorda dessa atitude e funda o movimento neobolista, do qual será até hoje o único elemento.
Executa a performance Candidato Vieira, com a participação de Pedro Portugal e Filipe Melo, assim como de Fernando Brito e Pedro Proença, em 2001, na qual se candidata à Presidência da República portuguesa com um programa absurdo e, por vezes, caricatural, percorrendo o país, estabelecendo assim de facto uma ponte entre o universo da política, os media e a pura ficção. O seu leite-motivo é «Só desisto se for Eleito» ou «Um país de dez milhões de navegadores solitários».
Na área da música ligeira, como performer, escritor e compositor, organiza os grupos de música Ena Pá 2000, Os Irmãos Catita, Corações de Atum, O Lello Perdido e o Quarteto 4444, entre outros. Nas suas performances em palco experimenta passar do estado de sobriedade absoluta até ao de semi-inanição alcoólica, contando a história da sua vida, que sempre que ganha contornos diferentes neles encarna heterónimos como Lello Minsk ou Elvis Ramalho. Só acaba as performances depois de todos os outros músicos e o próprio público saírem da sala.
Entre outros objectos de Vídeo Arte, realiza o pindérico programa de televisão de vanguarda «Portugal Alcatifado», no canal Q, sem qualquer sucesso comercial, investindo a maior parte da sua fortuna pessoal. Participa em vários filmes portugueses para tentar recuperar dinheiro.
Na sua última exposição, na Cordoaria Nacional, reproduziu a sua casa/atelier à escala 100/100, com todo o respectivo recheio, sem esquecer mesmo o pó ou o lixo, numa ossatura de carpintaria de teatro executada pelo mestre Fernando Abreu, e viveu lá, sendo filmado em directo 24 horas por dia.
Tem obras na colecção do Museu de Serralves, Fundação Ilídio Pinho, FLAD e Portugal Telecom.
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Docente da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa desde 1984, onde tem lecionado diversas disciplinas na área da Biologia Vegetal.

Especialista em taxonomia, sistemática, biogeografia e ecologia de briófitos de Portugal e da Macaronésia.
O trabalho de investigação que tem desenvolvido compreende a ecologia das comunidades de briófitos, com interesse especial pela avaliação de parâmetros ambientais. Tem igualmente colaborado na determinação e aplicação de critérios de vulnerabilidade em espécies de briófitos de Portugal continental e da Macaronésia, visando a valorização e a conservação do património natural. Os aspetos relacionados com a avaliação de afinidades biogeográficas, em particular dos padrões de colonização e processos de diversificação e origem de espécies da flora de Portugal e da Macaronésia, têm sido igualmente desenvolvidos.
De referir ainda, investigação aplicada através da biomonitorização ambiental por meio de briófitos e líquenes. Tais estudos têm possibilitado o reconhecimento destes organismos como indicadores biológicos da qualidade do ar, da água e de alterações climáticas. Tem ainda desenvolvido estudos de certificação de cartografia de grandes unidades da vegetação, por meio de bioindicadores.

Publicou cerca de 80 artigos em revistas internacionais com arbitragem científica. Colaborou na publicação de 6 livros e em 15 capítulos de livros.

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Possui graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1986), mestrado em Letras (Língua e Literatura Alemã) pela Universidade de São Paulo (1991), doutoramento em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Freie Universität Berlin (1996), pós-doutoramento pelo Zentrum Für Literaturforschung Berlin (2002) e por Yale (2006). É Professor titular de Teoria Literária na UNICAMP e pesquisador do CNPq. É autor dos livros Ler o Livro do Mundo. Walter Benjamin: romantismo e crítica poética (Iluminuras/FAPESP, 1999, vencedor do Prêmio Mario de Andrade de Ensaio Literário da Biblioteca Nacional em 2000), Adorno (PubliFolha, 2003), O Local da Diferença. Ensaios sobre memória, arte, literatura e tradução (Editora 34, 2005, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Melhor Livro de Teoria/Crítica Literária 2006), Para uma crítica da compaixão (Lumme Editor, 2009) e A atualidade de Walter Benjamin e de Theodor W. Adorno (Editora Civilização Brasileira, 2009); organizou os volumes Leituras de Walter Benjamin (Annablume/FAPESP, 1999; segunda edição 2007), História, Memória, Literatura: o Testemunho na Era das Catástrofes (UNICAMP, 2003) e Palavra e Imagem, Memória e Escritura (Argos, 2006); co-organizou Catástrofe e Representação (Escuta, 2000), Escritas da violência. Vol. I: O testemunho (7Letras, 2012) e Escritas da violência. Vol. II: Representações da violência na história e na cultura contemporâneas da América Latina (7Letras, 2012); Imagem e Memória (Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2012). Traduziu obras de Walter Benjamin (O conceito de crítica de arte no romantismo alemão, Iluminuras, 1993), G.E. Lessing (Laocoonte. Ou sobre as Fronteiras da Poesia e da Pintura, Iluminuras, 1998), Philippe Lacoue-Labarthe, Jean-Luc Nancy, J. Habermas, entre outros. Possui vários ensaios publicados em livros e revistas no Brasil e no estrangeiro. Foi Professor Visitante em Universidades no Brasil, Argentina, Alemanha e México. Actua principalmente nos seguintes temas: romantismo alemão, teoria e história da tradução, teoria do testemunho, literatura e outras artes, teoria dos media, teoria estética dos séculos XVIII ao XX e a obra de Walter Benjamin.

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Professora Associada com Agregação, do Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Participa em colóquios e seminários nas áreas da Semiótica, da Cultura e da Textualidade.
Responsável pelas unidades curriculares: Textualidades, Crítica e Leitura (Licenciatura) e Culturas do Eu e Co-responsável por Práticas e Representações do Corpo (Mestrado).
Publicações recentes:
La traversée de la langue – le Livre de l’Intranquillité de Fernando Pessoa, Covilhã, LabCom Books, 2011.
- Coordenadora, com Margarida Acciaiuoli das Actas do Congresso Arte & Melancolia, Lisboa, IHA/CECL, 2011.
- 2013, «A lógica da in-diferença: Bartleby/ Bernardo Soares», in: I would prefer not to. Em Torno de Bartleby, (org.) Maria Lucília Marcos, Lisboa, UnYLeYa e CECL; ISBN: 978-989-9850-31-6; pp 46- 54.
- 2013, «Desafios del hipertexto», in: MIRANDA, José Bragança de; PINTO, José Gomes (eds.), Perspectivas da la comunicación: arte, cultura, tecnologia, Madrid: Slurp & Cream, ISBN 978-84-941155-2-3; pp.134-145.
- 2013, «De certas práticas de subjectivação – genealogia do cuidado de si», in: Das Imagens Familiares, ed. Filipe Martins e Né Barros, Family Film Fiction Project, Balleteatro, Porto, ISBN: 978-989-96484-2-5.
 

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Professora do Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), onde começou por leccionar Filosofia Medieval e é, actualmente, responsável pela cadeira de Estética. Doutorou-se em 1992 com uma tese sobre «O Pensamento morfológico de Goethe». É membro do Instituto de Filosofia da Linguagem, U.N.L. e do Conselho Científico do Collège International de Philosophie, Paris.

Escreve sobre problemas de estética, enquanto problemas de conhecimento e de linguagem, para revistas de filosofia e de literatura, entre outras, Filosofia e Epistemologia, Prelo, Análise, Revista Ler, Sub-Rosa, A Phala, Internationale Zeitschrift für Philosophie, Philosophica, Revista Belém, Dedalus, Rue Descartes, Chroniques de Philosophie, La Part de l’Oeil.

Tem escrito para catálogos e outras publicações sobre arte e artistas, portugueses e estrangeiros, entre os quais, Jorge Martins, Ruy Leitão, Rui Chafes, Helena Almeida, Ana Vieira, Julião Sarmento, Rui Sanches, José Pedro Croft, Bernard Plossu, Juan Muñoz, Noronha da Costa, Antony Gormley, Louise Bourgeois, Francisco Tropa e Amadeo de Souza-Cardoso.

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Doutora em História das Ideias Políticas pela FCSH-UNL (em 2007, com uma tese sobre John Rawls e Robert Nozick), é investigadora permanente do Grupo de Teoria Política do CEH-UM, investigadora do Observatório Político e membro do Seminário Livre de História das Ideias da UNL. Conferencista em História das Ideias Políticas do Departamento de Estudos Políticos da FCSH-UNL (2009/12) e do mestrado em Filosofia Política da Universidade do Minho (desde 2013/14). Como bolseira de pós-doutoramento da FCT desenvolveu os projectos Paz, Democracia e Direitos Humanos nos Contornos da Utopia Realista Rawlsiana (2008/11) e Justiça Global e Direitos Humanos (2011/14). Autora de artigos publicados em livros e revistas científicas e das obras A Ideia de Justiça em Antero de Quental (Iman, 2002) e Utopia Realista (Fonte da Palavra, 2014).

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Doutora em Ciências de Comunicação, pela Universidade Nova de Lisboa. É professora associada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde lecciona matérias ligadas à comunicação, jornalismo e estudos de género. Os seus interesses de investigação centram-se no tema das relações entre as identidades e a comunicação como medium das interacções sociais, numa perspectiva política e sociológica. É neste sentido que tem investigado particularmente os temas dos direitos comunicativos das mulheres e liderado vários projectos neste domínio. É consultora e referee de várias revistas nacionais e internacionais sobre comunicação. De um vasto conjunto de publicações, destacam-se Identidades, Media e Política (Livros Horizonte, 2004) e Os Media e as Mulheres (organizadora, Livros Horizonte, 2004), além de artigos nas revistas Ex-Aequo, Comunicação e Sociedade, Feminist Media Studies, South European Society & Politics e Revista Crítica de Ciências Sociais, entre outras.

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Nasceu em Lisboa no dia 9 de Agosto de 1923. Estudou belas-artes e música. Foi membro do Grupo Surrealista Português fundado em 1947. Após o seu afastamento do grupo, formou com António Maria Lisboa o que se tornou conhecido pelo Segundo Grupo Surrealista Português. Um poeta excepcional, cuja poesia mostra afinidades com a de Álvaro de Campos, Mário de Sá-Carneiro, António Maria Lisboa e a dos surrealistas franceses Breton e Artaud. A poesia de Mário Cesariny e, através dele, o surrealismo como atitude vital, influenciou toda uma geração de novos poetas tal como tinha acontecido com o Modernismo do Orpheu. Morreu em Lisboa no dia 26 de Novembro de 2006.

 

Ouvimos esta voz com o poema que nos traz e não sabemos se é a voz que diz o poema ou se é o poema que diz a voz. Esta coincidência do dizer e do dito, do som e do sentido, do corpo e do espírito, da poesia e da vida, do dia e da noite foi sempre o sinal de Mário Cesariny.

Já Breton escrevera: «Tudo leva a crer que existe um certo ponto do espírito donde a vida e a morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o incomunicável, o que está em cima e o que está em baixo deixam de ser apercebidos contraditoriamente». Cesariny afirmava: «O único fim que eu persigo / é a fusão rebelde dos contrários».

É por isso que estamos aqui: não apenas para cumprir um acto de homenagem civil e cultural, mas acreditando que Cesariny reconhecia neste lugar onde a sua luz encontra a sua sombra, um sentido sagrado, dando a esta palavra a fundura mais funda e a liberdade mais livre. A morte é o que resta do sagrado e mesmo isso está a desaparecer, afirmava ele. E, às vezes, falava do osso sacro como de um segredo que é preciso guardar.

Cesariny era distante de tudo o que é oficial, convencional e vazio, mas aceitava os ritos que protegem os mitos. Foi assim que aceitou a Ordem da Liberdade, que lhe foi entregue em sua casa, numa tarde em que tudo se calava para o ouvir. Ele recebeu a Grã-Cruz, beijou-a e gritou: «A Santa Liberdade!». A liberdade era a sua medida desmedida, o rosto do seu rosto.

Nessa tarde, recordei uma outra tarde passada com Jorge Luis Borges, que acabava de receber a Ordem de Sant’Iago da Espada, que a sua cegueira o impedia de ver. Ele pediu-nos para lhe descrevermos as cores e as figuras do colar. A seguir, num gesto que foi repetindo, levou a mão ao frio do metal, exclamando: «Sant’Iago! Sant’Iago!» Falámos então daquela passagem de São Paulo que diz «Agora, vemos como num espelho, mas um dia veremos face a face». Borges falava e a nossa visão era o rascunho da sua cegueira. 

Sabemos que esta homenagem nunca conseguirá oficializar, normalizar, naturalizar, neutralizar Cesariny. Ao contrário, e por contraste, torna ainda mais nítido e invencível o seu escárnio selvagem, a fúria firme e feroz, o desassombro ímpio.

A sua vida foi vivida em nome da Liberdade, da Poesia e do Amor, de que os surrealistas fizeram a nova trilogia, juntando ao «transformar o mundo» o «mudar a vida». Em cada dia e em cada passo dele havia uma grande razão, aquela que num poema reclamava: «Falta por aqui uma grande razão / uma razão que não seja só uma palavra / ou um coração/ ou um meneio de cabeças após o regozijo / ou um risco na mão…» Cesariny procurava o ouro do tempo.

Agora, lembro. O Mário fala de Pascoaes, o velho da montanha, e conta o momento sagrado em que o conheceu. Fala de Lautréamont e de Rimbaud com palavras lentas e acesas. Fala de Artaud e a sua cara coincide com a dele. Já na rua, passa a velha que apanha o que encontra e ele faz-lhe perguntas que guiam respostas assombradas. O Mário ri e diz: «É a Vieira da Silva!» Agora, estamos nos Açores e ele toca piano, enquanto, da janela, vemos o mar erguer-se como no Moby-Dick, esse livro mágico e trágico, que lia e voltava a ler.

Estar com Cesariny era partir numa nave espacial e olhar cá para baixo com os olhos muito abertos. Havia nas suas mãos um fogo que, quando queimava, mostrava a tragédia, e, quando iluminava, fazia aparecer a comédia. Esse sentimento trágico e cómico da vida é o dos visionários do visível. Ele confessou um dia: «Para mim, só o momento da criação é linguagem, tudo o mais é baço, não diz, pertence ao sono das espécies, mesmo quando dormem inteligentemente.» Mas em todos os momentos dele havia criação. Nunca o ouvi dizer lugares-comuns, ideias mortas, frases feitas.

Na sua poesia, as palavras têm a exactidão cortante da ponta do diamante sobre o vidro, a velocidade densa dos grandes êxodos, o brilho obscuro dos olhos no amor. Na sua pintura, as cores levam o braço até à proximidade do mar e as formas são as do vento a abrir o portão do castelo.

Cesariny gostava de anarquistas, videntes, xamãs, usurpadores, hereges, piratas, incendiários e revoltosos. E de reis destronados, deuses abolidos, bruxas acossadas, fidalgos arruinados, heróis vencidos, náufragos salvos no último momento. Detestava tiranos, tiranetes, moralistas, hierarcas, burocratas, preopinantes, instalados, acomodados, calculistas, carreiristas, conformistas, cínicos, convencidos, contentinhos, coitadinhos.

Desses, ria com um riso que era sal insolúvel e tinha a grandeza escura da tempestade no Verão. O país dos risinhos, das piadinhas, das gracinhas, e das graçolas, não aguentava um riso tão livre: enorme e desassombrado. Não suportava esse riso cheio de amargura e desdém, de raiva e protesto. Nesse riso, passavam o riso antigo de Rabelais e o riso moderno de Artaud, o riso dos funâmbulos e das feiticeiras.

Num país em que o medo gerava cobardia e obediência, do medo dele nasciam coragem, insubmissão, subversão. No fim, estava ainda mais desencontrado com aquilo com que sempre se desencontrou: a vida pequenina, a vidinha de que falava o seu amigo Alexandre O’ Neill. E agora («O tecto está baixo», avisava-nos ele) só se fala da vidinha - e só a vidinha fala.

Afinal, é preciso repetir a pergunta de Hölderlin: «Para quê os poetas em tempos de indigência?» Afinal, é preciso repetir a resposta de Hölderlin: «O que permanece os poetas o fundam». E a resposta de Cesariny: «A palavra poética é a palavra verdadeira. É a única que diz.» Então, os poetas, se os houver, são para dizer o que ninguém diz, mesmo que ninguém oiça. Mas nesse dizer que ninguém ouve salva-se a honra de um tempo em que tudo se perde.

De Mário Cesariny, não basta afirmar que a sua poesia é das maiores do nosso século XX. Nem que a sua pintura é das mais originais desse tempo. É preciso reafirmar que, nele, pessoa, vida, morte, obra, atitude, ímpeto tinham a força que nos atira para um abismo de claridade.

Nestes 10 anos da sua morte, ouvir a voz de Cesariny é olhar o céu naquele momento em que o sol ainda não partiu e a lua já chegou.

 

José Manuel dos Santos

Lisboa, 8 de Dezembro de 2016

 

 

foto © Susana Paiva

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Doutorada em Filosofia pela Universidade de Lisboa, com a tese Ordem e Ser. Ontologia da Relação em Agostinho de Hipona (Lisboa, 2007). Investigadora no Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, tendo colaborado, mediante publicações e organização de colóquios internacionais, em vários projectos de investigação de âmbito internacional e interdisciplinar (v.gr.: História do Pensamento Filosófico Português, dir. Pedro Calafate; Filosofia, Medicina e Sociedade, dir. Adelino Cardoso). Realizou um programa de Pós-Doutoramento na Universidade de Lisboa, sobre a presença de Santo Agostinho na tradição ocidental, tendo analisado e traduzido neste âmbito obras de Anselmo de Canterbury, Petrarca e Lorenzo Valla. Desde 2009, é Investigadora Auxiliar no Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tem participado em diversos colóquios internacionais nas áreas da Filosofia Medieval e Escolástica Ibérica e publicado diversos artigos. É membro de várias sociedades científicas para o estudo da filosofia medieval e renascentista. Dirige projectos de investigação em Escolástica Ibérica, no domínio da Metafísica, Ética e da Filosofia do Homem. 

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Paulo Tavares (1977) é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas e é professor de Português e Inglês nos Ensinos Básico e Secundário. Antigo bolseiro da FCT, está actualmente a terminar uma tese de doutoramento na área dos Estudos Literários. Foi investigador do CECL (Centro de Estudos de Comunicações e Linguagens), participando no projecto «A Ficção e as Raízes da Cibercultura», e é actualmente investigador do CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies), ambos centros de investigação da Universidade Nova de Lisboa.
 
Para além de poeta com cinco títulos publicados (Pêndulo, Quasi Edições, 2007; Minimal Existencial, Artefacto, 2010; Linhas de Hartmann, &etc, 2011; Capitais, ed. de autor, 2012; Quinteto, AA. VV., Artefacto, 2012), Paulo Tavares é o editor das Edições Artefacto e o director da revista Agio – Cadernos de ideias, textos e imagens. É responsável pelo Departamento Literário da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul desde 2010.

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Pedro Antonio de Alarcón nasceu a 10 de Março de 1833, em Guadix, Espanha. Em 1847 muda-se para Granada para iniciar os seus estudos universitários, mas as dificuldades financeiras da família levam-no a regressar à sua cidade natal. Embora não tivesse vocação para clérigo, a sua estada num seminário inicia-o nas lides literárias, levando-o a escrever, entre 1848 e 1849, quatro obras para teatro, que revelaram a sua criatividade e capacidade efabulatória e romântica. Em 1853 decide abandonar a via eclesiástica e rumar para Cádiz, onde virá a dirigir a revista literária El Eco de Occidente, onde incluiu os seus primeiros contos. Em 1853 funda um jornal anticlerical e antimilitarista, que chega a alcançar grande popularidade. Em 1854 encabeça o movimento liberal em Granada, encontrando-se no período mais romântico da sua vida. Em 1859 ingressa voluntariamente no exército e escreve uma série de crónicas sobre cenários de guerra que foram compiladas no livro Diario de um Testigo de La Guerra de África. Em 1865 casa-se e dez anos mais tarde é eleito membro da Real Academia Espanhola. Um derrame cerebral provoca-lhe a morte, a 19 de Julho de 1891.

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Pedro Bandeira (1970), arquitecto (FAUP 1996), é Professor Auxiliar na Escola de Arquitectura da Universidade do Minho. A Convite do Instituto das Artes e do Ministério da Cultura integrou a exposição Metaflux na representação portuguesa na Bienal de Arquitectura de Veneza (2004) e representou Portugal na Bienal de Arquitectura de São Paulo (2005). Participou na exposição «Portugal Now: Country Positions in Architecture and Urbanism» (2007) organizada pela Escola de Arquitectura, Arte e Planeamento da Universidade de Cornell (EUA). É autor do livro Projectos Específicos para um Cliente Genérico – uma antologia de trabalhos desenvolvidos entre 1996 e 2006 (Porto: Editora Dafne). Em 2007 concluiu a tese de doutoramento sob o título Arquitectura como Imagem, Obra como Representação: Subjectividade das Imagens Arquitectónicas. Foi comissário da região norte da edição 2006-2008 do Portugal Habitar, co-comissário do seminário internacional Imagens de Arquitectura e Espaço Público em Debate (FAUP, 2010) e do seminário internacional Megaestruturas: Arquitectura e Jogo, integrado no Congresso Internacional ICSA (UM, 2010). Em Dezembro de 2011 foi galardoado com o Prémio SIM (promovido pela Samsung) pelo projecto Casa Girassol, desenvolvido em co-autoria com a Arq.ª Dulcineia Santos e o Eng.º Filipe Bandeira. Mais recentemente concebeu para a Trienal de Arquitectura de Lisboa a performance The Future is the Beginning, a instalação Weisses Rauschen na Biblioteca de Arte Sitterwerk em St. Gallen e ainda a Proposta de Relocalização da Ponte D. Maria Pia em co-autoria com Pedro Nuno Ramalho.

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Pedro Cabrita Reis (Lisboa, 1956) é um dos artistas portugueses mais conhecidos da actualidade. Participou em exposições internacionais de renome: entre outras, o seu trabalho foi exposto na 9.ª Documenta de Kassel e na 24.ª Bienal de São Paulo. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza. A obra de Pedro Cabrita Reis inclui uma multiplicidade de meios, dos desenhos sobre papel utilizando grafite e pastel, passando pela pintura em grande escala, até às instalações de dimensões arquitecturais. Os meios que utiliza individualmente fluem uns nos outros sem perderem o seu carácter próprio. Esculturas transformam-se em imagens. Fotografias que surgem nas instalações conseguem abrir infinitos espaços de memória e reflexão. A «natureza» aparece no seu trabalho de uma forma extremamente filtrada, como um espaço para o pensamento. A perda da natureza como ideia referencial é uma força motivadora no trabalho de Pedro Cabrita Reis. O artista vê a arquitectura como tomando o seu lugar, e percebe-a como disciplina mental ou «exercício de realidade» através do qual nos medimos a nós mesmos e ao mundo. [Galeria Miguel Nabinho]

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Investigador e Professor na Universidade do Minho. Doutoramento em Sociologia da Cultura na FCSH, Univ. Nova de Lisboa (2002). Ensina na área de cibercultura. Principais áreas de pesquisa: museus de arte e ciência, comunicações digitais e literacias, redes sociais digitais (Web 2.0/Web 3.0), metodologias e hipermédia. Coordenador de vários projectos de investigação financiados pela FCT: Literacia Científico-Tecnológica e Opinião Pública: o caso dos museus de ciência; Comunicação Pública da Arte: o caso dos museus de arte locais/globais. Actividades em artes plásticas, cinema experimental (Paris Film Coop), hibrimédia, jogos digitais: Body Cinema (imagens e música a partir da humidade e temperatura do corpo, 1976), 2.ª pintura digital em Portugal (1985); primeira webpage cultural Portuguesa (1995); Hybrilog (blog híbrido, 2006); Jogos Sociológicos (em Flash e Action Script, 2006); Novela GeoNeoLógica (enredo fundado em GPS, 2009); Sites Social-Semânticos (2011).

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Pedro Lapa é professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e director artístico do Museu Coleção Berardo. Foi durante 11 anos director do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado e de 2004 a 2008 curador da Ellipse Foundation. Foi também professor convidado da Escola das Artes da Universidade Católica de Lisboa. É doutorado em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Comissariou muitas exposições em todo o mundo, das quais se destacam as retrospectivas de Amadeo de Souza-Cardoso (Museu Pushkin, Moscovo), James Coleman (MNAC-MC, Lisboa), Stan Douglas, Interregnum (Museu Colecção Berardo, Lisboa) ou as colectivas More Works About Buildings and Food (Hangar K7, Oeiras), Disseminações (Culturgest, Lisboa), Cinco Pintores da Modernidade Portuguesa (Fundació Caixa Catalunya, Barcelona; Museu de Arte Moderna, São Paulo). Em 2001 foi o curador da representação portuguesa à Bienal de Veneza. Foi co-autor do primeiro catálogo raisonné realizado em Portugal, dedicado à obra de Joaquim Rodrigo e é autor de muitas publicações individuais sobre arte moderna e contemporânea, portuguesa e internacional. O Grémio Literário atribuiu-lhe o Grande Prémio de 2008 e o Ministro da Cultura de França, Frédéric Mitterrand, concedeu-lhe a distinção de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, em 2010.

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Pedro Ressano Garcia (1967) viveu e trabalhou em várias cidades: Rio de Janeiro, Porto, Barcelona, e São Francisco. Actualmente em Lisboa, desempenha a sua actividade profissional partilhada entre a prática do projecto, a docência e a investigação.

Iniciou o seu percurso académico como docente na Universidade da Califórnia, em Berkeley, em 1996. Actualmente é director do Departamento de Arquitectura e Urbanismo da Universidade Lusófona de Lisboa, e convidado para diversos Seminários e Conferências Internacionais.

Desde 2010 é coordenador do European Workshop on Waterfront Urban Design no âmbito da sua investigação centrada na reconversão de frentes ribeirinhas em contexto urbano. No seu atelier, em Lisboa, procura combinar teoria e prática em projectos de arquitectura, desenho urbano e no desenvolvimento de estudos e ideias para valorizar cada realidade cultural. O seu trabalho tem sido amplamente publicado em livros, revistas e encontros internacionais.

É autor do livro Plataforma Tejo – O regresso ao rio, a frente ribeirinha de Lisboa e o século XXI. Recebeu vários prémios e bolsas de instituições de prestígio, como a Fundação Calouste Gulbenkian, e em 2010 recebeu o Prémio de Arquitectura Pancho Guedes.

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Professor Titular de Filosofia da Universidade de Alcalá (História do Pensamento Antigo e Medieval). Subdirector-geral do Ministerio de Educación y Ciencia (1987-1996). Recebeu a Encomienda con Placa de la Orden de Alfonso X el Sabio, al Mérito Docente, del Ministerio de Educación y Ciencia e a Cruz José de Calasanz del Gobierno de Aragón al Mérito Educativo. Director da Sociedad de Filosofía Medieval, SOFIME (desde 2004). Membro do Conselho de Redacção da Revista Española de Filosofía Medieval (desde 2004). Presidente do V Congreso de Filosofía Medieval «El pensamiento político en la Edad Media», realizado na Universidad de Alcalá, Dezembro de 2008. Publicações desde o ano 2004: «La plenitudo potestatis en el De ecclesiastica potestate de Egidio Romano», XI Congresso Internacional de Filosofia Medieval, in Mediaevalia. Textos e estudos, 23 (2004) Porto; B. Bayona y P. Roche: Marsilio de Padua. Sobre el poder del Imperio y del Papa. El defensor menor. La transferencia del Imperio, Biblioteca Nova, Madrid, 2005. «Iglesia y poder en el De ecclesiastica potestate de Egidio Romano», Anales de Historia de la Filosofía de la Universidad, Univ. Complutense, 2007; «Temporalia et dominium ecclesiae en el De ecclesiastica potestate de Egidio Romano», in José Luis Cantón Alonso (ed.), in Maimónides y el pensamiento medieval, IV Congresso da Sociedad de Filosofía Medieval (SOFIME), Servicio de Publicaciones Universidad de Córdoba, Córdoba, 2007; «San Agustín y Egidio Romano: de la distinción a la reducción del poder temporal al poder espiritual», in Revista Española de Filosofía Medieval, XV (2008); «Dos poderes, una autoridad: Egidio Romano o la culminación del pensamiento teocrático medieval», in El Pensamiento político en la Edad Media, Fundación Ramón Areces, Madrid, 2010; «Al César lo que es del César. Dos lecturas sobre el poder temporal: Hugo de San Víctor y Egidio Romano», in Patristica et Mediaevalia, XXXI (2010); (coord.), El pensamiento político en la Edad Media, Fundación Ramón Areces, Madrid, 2010; «Desde San Agustín al agustinismo político en el De ecclesiastica potestate de Egidio Romano», in Universalità della Ragione. Pluralità delle filosofie nel Medioevo. Atti del XII Congresso Internazionaledi Filosofia Medievale de la Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale (SIEPM), Palermo, 17-22 settembre 2007, a cura di A. Musco e G. Musotto, vol. II.1, pp. 539-547, 2012.

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Joaquín Lavado, apelidado de Quino desde tenra idade, nasce em Mendoza a 17 de julho de 1932, no seio de uma família de imigrantes espanhóis da Andaluzia. Com 13 anos de idade matricula-se na Escola de Belas-Artes, mas pouco tempo depois abandona-a para se tornar autor de banda desenhada. Esta aspiração leva-o a mudar-se para a cidade de Buenos Aires aos 18 anos. Três anos mais tarde, em 1954, verá o seu primeiro desenho publicado no semanário Esto es, de Buenos Aires. Em 1960 casa-se com Alicia Colombo, com quem continua casado até hoje. Depois de trabalhar em diversos meios de comunicação, em 1963 aparece Mundo Quino, o seu primeiro livro de humor gráfico. Pouco depois, encomendam-lhe uma tira para publicitar num jornal os eletrodomésticos Mansfield da empresa Siam Di Tella. O nome das personagens tinha de começar pela letra «M» de Mansfield. Chamou a menina de Mafalda, nome inspirado numa das personagens do romance Dar la cara, de David Viñas. Embora a banda desenhada nunca chegasse a ser publicada, Quino fica com algumas tiras que lhe serão úteis alguns meses mais tarde, quando o seu amigo Julián Delgado lhe veio pedir para conceber uma banda desenhada para a revista Primera Plana. Ali nasce Mafalda, a 29 de setembro de 1964. A partir de 1965, a tira passa a ser publicada no jornal El Mundo e, depois, na revista Siete Días Ilustrados. Com enorme sucesso, tanto ao nível nacional como internacional, Mafalda continuaria a ser publicada até 25 de junho de 1973, quando Quino decide deixar de a desenhar. Esta decisão difícil deve-se ao facto de o autor já não sentir a necessidade de utilizar a estrutura expressiva das tiras em sequência. Embora tenha abandonado Mafalda, Quino continua a sua atividade como autor de banda desenhada. Em 1984, em colaboração com Juan Padrón Quinoscopios, cria algumas curtas-metragens baseadas em desenhos e ideias de Quino. Ao longo da sua carreira, Quino recebe vários reconhecimentos, incluindo a Ordem Oficial da Legião de Honra, a mais alta distinção concedida a um estrangeiro pelo governo francês. Por sua vez, Mafalda continuou a ser reimpressa em mais de trinta países, chegando a converter-se na tira latino-americana mais vendida no mundo. 2014 foi um ano especial, uma vez que Quino comemorou 60 anos no humor gráfico e Mafalda celebrou o seu 50.º aniversário. Nesse mesmo ano foi galardoado em Espanha com o Prémio Príncipe das Astúrias de Comunicação e Humanidades e abriu a 40.ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires.

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Catedrático jubilado e professor emérito de filosofia na Universidade Complutense de Madrid, onde lecciona História da Filosofia Medieval e História das Filosofias Árabe e Judaica. Deu aulas em diversas universidades europeias, americanas e do mundo árabe. É membro de várias sociedades científicas, entre elas a SIEPM, a SIHSPAI e a SOFIME. Publicou vários livros e numerosos artigos, entre os quais El pensamiento filosófico árabe, Obras filosóficas de al-Kindî, Al-Fârâbî. Obras filosófico-políticas, La recepción árabe del «De anima» de Aristóteles. Al-Kindî y al-Fârâbî, Avicena (ca. 980-1037), Historia de la Filosofía Medieval, Averroes: Sobre filosofía y religión, Filosofías árabe y judía, Al-Fârâbî: El camino de la felicidad (Kitâb al-tanbîh ‘alà sabîl al-sa#âda), Visión de filósofos en la primitiva literatura castellana.

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Ricardo Jacinto (Lisboa, 1975) vive e trabalha em Lisboa e Belfast. Artista sonoro e músico, concentra-se principalmente na relação entre som e espaço. Desde 1998 tem apresentado o seu trabalho em exposições, concertos e performances individuais e em grupo, em Portugal e no estrangeiro, e tem colaborado extensivamente com outros músicos, arquitectos e artistas. Apresentou o seu trabalho em diversas exposições individuais e colectivas como: Projet Room CCB – Lisboa, Circulo de Belas-Artes – Madrid, MUDAM – Luxemburgo, Centro Cultural Gulbenkian – Paris, Manifesta 08 – Bienal Europeia de Arte Contemporânea em Itália, Loraine Frac-Metz, OK CENTRE – Linz – Áustria, CHIADO 8 – Culturgest – Lisboa, Casa da Música – Porto e Bienal de Arquitectura de Veneza de 2006. Como músico-performer actuou em diversos locais como: Fundação de Serralves – Porto, Palais Tokyo – Paris, SARC – Belfast, Festival VERBO – São Paulo, Festival Temps d’ Images – Lisboa, Festival Rescaldo – Lisboa, Festival BigBang – CCB – Lisboa, Culturgest – Porto e Lisboa, ZDB – Lisboa, Dança Base – Edimburgo, Kabinett 0047 – Oslo, Fundação Calouste Gulbenkian – Paris e SARC – Belfast.

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