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Antonin Artaud

De seu nome Antoine Marie Joseph Artaud, nasceu em Marselha no dia 4 de Setembro de 1896. Artisticamente, adoptou o nome Antonin, carinhoso diminutivo materno que vem da sua infância.

Dramaturgo, poeta, actor (no teatro e no cinema), desenhador e teórico do teatro, é o criador do "Teatro da Crueldade", um conceito que procura um modo novo de fazer e de olhar o espectáculo teatral, e o precursor do chamado "Teatro do Absurdo", tendo influenciado autores como Genet, Ionesco e Beckett.

Internado, várias vezes ao longo da vida, por razões de ordem psiquiátrica, nem sempre compreendido e aceite pela sociedade do seu tempo — tendo integrado o Movimento Surrealista, acabou por ser expulso por André Breton — mas, como nos conta Aníbal Fernandes na apresentação de Eu, Antonin Artaud, «Em 1946, um grupo de intelectuais conseguiu que ele deixasse de estar internado; que uma liberdade “vigiada” lhe restituísse Paris e uma nova oportunidade de reconhecimento público. Antonin Artaud foi reconhecido como digno de Obras Completas na grande editora Gallimard. Mas continuava um ser de radicais diferenças. Ele próprio se não considerava nascido; tinha explodido no mundo, e só a farsa orgânica de um parto lhe dera a mulher-mãe e uma naturalidade ligada a Marselha; não ia morrer, desapareceria numa realidade incompreensível aos homens de falso corpo que povoam a terra.

Dois anos depois, em 4 de Março de 1948, o jardineiro da casa de saúde onde ele vivia encontrou-o morto, sentado ao lado da cama, dir-se-á que por ter ingerido uma dose excessiva de hidrato de cloral. Tinha deixado uma última anotação escrita num caderno: continuarem a fazer de mim este enfeitiçado eterno, etc., etc.».

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