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Solteiro, misógino, com um azedume que lhe chegava das rotinas de manga-de-alpaca no Ministério do Interior, assim foi sentido J.-K. Huysmans nos seus trinta e três anos de vida literária.

[...]

Na literatura, onde deixou o seu nome flamengo semi-inventado (o verdadeiro era Charles Marie Georges Huysmans [Paris, 5 de Fevereiro de 1848-Paris, 12 de Maio de 1907]) bebido numa ilustre cepa de pintores da Flandres, foi exemplo de um notável domínio da palavra. E com essa frase «pintada», que pretendeu sentir como metamorfose em escrita da pincelada flamenga, pretendeu terçar armas pelo «naturalismo» — quase uma obrigação, um preço exigido pela sua convivência apertada com Émile Zola.

[...]

Mais tarde, quando os socialistas de Jaurès expulsaram com o seu combate anti-clerical de 1902 a maioria das congregações católicas, Huysmans regressou a Paris e recolheu-se na vizinhança dos beneditinos da rua Monsieur. Apesar do tempo que a devoção lhe pedia, este burguês cheio de incertezas e ressentimentos conseguiu ser presidente da Academia Goncourt desde 1900 a 1906. E foi escrevendo. Da pena saíram-lhe ortodoxias enfeitadas por boa prosa, e no capítulo dos sentimentos ainda encontrou ânimo e disponibilidade para uma admiração apaixonada, a que dedicou a Henriette du Fresnel, a jovem que em dias finais parece abrandar-lhe a misoginia.

J.-K. Huysmans abeirou-se dos sessenta arrasado por novenas, comunhões e jejuns que talvez negociassem o perdão divino para a sua obra literária de vinte anos atrás. Em 1907 morreu, apesar disto, com os grandes sofrimentos físicos de um cancro e aterrorizado com o exame rigoroso que o esperava à porta estreita de São Pedro.

«Sim», veio a dizer dele outro escritor católico, Barbey d’Aurevilly, «das duas uma: ou era um desses casos que se resolvem de pistola na boca, ou com a humilhação aos pés da cruz!»

Aníbal Fernandes

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James Hogg [Escócia, 1770-1835], poeta, romancista e ensaísta. Na sua juventude foi trabalhador agrícola e pastor, por isso a sua educação foi maioritariamente autodidacta, através da leitura. Foi amigo de grandes escritores da sua época, como Sir Walter Scott, de quem mais tarde escreveu uma biografia não autorizada. Memórias Íntimas e Confissões de um Pecador Justificado, de 1824, é o seu romance mais conhecido. Muito criticada na altura da sua publicação, acusada de ser um «grave atentado contra a religião e um insulto ao gosto moderno», a obra permaneceu na sombra até 1947, quando foi republicada com um posfácio entusiástico de André Gide. Outras obras de James Hogg incluem o longo poema The Queen's Wake (1813), a colecção de canções Jacobite Reliques (1819), e os dois romances The Three Perils of Man (1822) e The Three Perils of Woman (1823).

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É Professor no Departamento de História da Universidad de Navarra (Espanha). As suas áreas de investigação principais são a historiografia medieval e moderna, autobiografia de autores e as coroações medievais. É membro investigador do Projecto «Religion y Sociedad Civil» do Instituto de Cultura y Sociedad da Universidad de Navarra. As suas publicações incluem Theoretical Perspectives on Historians’ Autobiographies. From Documentation to Intervention (New York: Routledge, 2015) [http:// www.tandf.net/books/details/9781138934405/]; Authoring the Past. History, Autobiography, and Politics in Medieval Catalonia (Chicago, The University of Chicago Press, 2012) [http://press.uchicago.edu/ucp/books/book/chicago/A/bo12778575. html], La escritura de la memoria, de los positivismos a los postmodernismos (Valencia: Universitat de Valencia, 2005) e Els mercaders catalans al Quatre-Cents (Lleida: Pagès, 1998). Editou «Rewriting the Middle Ages in the Twentieth Century» (Brepols, 2005 and 2009), e publicou artigos sobre história e autobiografia em Biography, Annales, Rethinking History, Biography and Prose Studies. Editou o volume: La historia de España en Primera Persona. Autobiografías de historiadores hispanistas (Barcelona: Base, 2012) [http://www.editorialbase.es/libros/195]. Editou «Rethinking Historical Genres in the Twenty-First Century», Rethinking History 19.2 (2015), e, com Rocio G. Davis, «Academic Autobiography and/in the Discourses of History,» Rethinking History, 13, 1 (2009). É co-editor, com Montserrat Herrero, de «Medieval and Early Mondern Political Theology» (Brepols) (http://www.brepols.net/Pages/BrowseBySeries.aspx?TreeSeries=MEMPT).

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Jean Cocteau [Maisons-Laffitte, 1889 – Milly-la-Forêt, 1963] foi poeta, dramaturgo, encenador, cineasta, pintor e escultor. Participou em todos os movimentos da sua época, desde os Ballets Russes ao surrealismo, de cujo grupo foi membro activo. Enveredou também pela música e escreveu libretos para obras de Stravinski, Darius Milhaud e Eric Satie. As suas relações de amizade e colaborações incluíam artistas de todas as áreas, entre eles Pablo Picasso, Modigliani, Apollinaire, Satie, Jean Anouilh, Jean Marais, Henri Bernstein e Édith Piaf. Em 1919, publicou o seu primeiro livro, Le Potomak, seguido de Thomas l’imposteur (1923), Orphée (1926), Le Livre blanc (1928), Les Enfants terribles (1929), La Voix humaine (1930), La Machine infernale (1934), Les Parents terribles (1938) e Bacchus (1951), entre romances, peças de teatro e poesia.

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Jean Giono [Manosque, 1895-Manosque, 1970], escritor e argumentista francês, nasce de uma família modesta de origem piemontesa. Aos 16 anos abandona os estudos e trabalha num banco para ajudar a família, até ao início da Primeira Guerra Mundial, na qual prestou serviço militar. Em 1919 voltou para o banco, de onde saiu em 1930 para se dedicar inteiramente à actividade literária após o êxito do seu primeiro romance La Colline, de 1929, o mesmo ano em que publicou Un de Baumugnes (O Homem que Falou). Em 1953 é galardoado com o Prémio Literário Prince-Pierre-de-Monaco e mais tarde tornou-se membro da Academia Goncourt (1954). Entre as suas obras mais conhecidas estão os romances da trilogia Pan, dedicadas ao deus grego Pan e ao panteísmo: La Colline, Un de Baumugnes e Regain. São também muito conhecidas as suas obras Voyage en Italie e L’homme qui plantait des arbres. Vários livros seus foram adaptados ao cinema.

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Andrzejewski [Varsóvia, Polónia, 19 de Agosto de 1909 – 19 de Abril de 1983], este escritor polaco, «jovem grande e magro que usava óculos de armação de massa», acompanhou as constantes mudanças políticas e a instabilidade da Polónia. Chamavam-lhe moralista. Gombrowicz, por exemplo, chegou a chamar-lhe «padre» numa das páginas do seu diário. Outros tantos acabaram por chamar-lhe «uma puta respeitável». Filho de pai merceeiro e de mãe filha de um médico de província, nasceu em 1909. Interessou-lhe estudar na universidade de Varsóvia literaturas polacas, mas saiu de lá sem grandes preocupações em trazer consigo um diploma. Conhecendo desde cedo as suas orientações sexuais, sabe-se homossexual sem querer admitir essa homossexualidade. A vontade de uma vida normal faz com que se case por duas vezes. A primeira seria com Nona Siekierzyska, mas sobre este curto casamento corria o rumor de não ter sido consumado, pois Andrzejewski desapareceu com uma das suas testemunhas, um músico chamado Eugeniusz Biernacki. O segundo casamento seria com Maria Abgarowicz, que duraria mais e dar-lhe-ia dois filhos; esta sabia da homossexualidade do marido e, ao que parece, até concordava com ela.

Os seus primeiros trabalhos literários aparecem; com vinte e sete anos de idade publica Caminhos Inevitáveis, e dois anos mais tarde aparece A Harmonia do Coração, livros de contos que já tinham surgido na revista de direita Prosto z Mostu. Era um jovem fascinado por escritores como Georges Bernanos, Joseph Conrad e François Mauriac. Ficaria com a fama de «Mauriac polaco».

[…]

Engordado por excessos de vodka, já pouco saía de casa; e muito tempo não passaria até que, a 19 de Abril de 1983, a morte provocada por um ataque cardíaco encontrou-o em Varsóvia, no seu apartamento da rua Nowiniarska com vista para o gueto. Deixaria por terminar um romance sobre o imperador Heliogábalo, figura celerada que devia muito certamente ser do seu interesse.

[Diogo Ferreira, Apresentação de As Portas do Paraíso]

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É licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa e pós-graduada em Comunicação Estratégica pela Universidade da Beira Interior. Realizou um programa de mobilidade académica na Universidade Católica de Louvain- la-Neuve, com foco na vertente de informação e comunicação e pesquisa em comunicação em organizações culturais. Tem desenvolvido a sua atividade profissional em diversas organizações internacionais, tais como Nexes Interculturals de Joves per Europa e Aflatoun International, onde colaborou na área de comunicação e programas de cooperação para o desenvolvimento. Atualmente, é assistente na unidade de coordenação política na Direção-geral de Energia da Comissão Europeia. As suas principais áreas de interesse são comunicação em organizações não governamentais, relações públicas, média sociais e comunicação política.

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Professora Auxiliar no Departamento de Estudos Portugueses e Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. É membro da rede internacional de pesquisa «LyraCompoetics» e do grupo «Poesia e Contemporaneidade» (Universidade Federal Fluminense), e pertence à direcção da Sociedade Portuguesa de Retórica. Tem desenvolvido o seu trabalho nas áreas da Poesia Portuguesa e da Poesia Brasileira Moderna e Contemporânea, dos Estudos Comparatistas e dos Estudos de Intermedialidade. Co-organizou, com Rosa Maria Martelo e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010). Em 2014-2015, publicou as colectâneas de ensaios Repto, Rapto e Cinefilia e Cinefobia no Modernismo Português.

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Artista plástica, nasceu em Lisboa, em 1970. Vive e trabalha em Avis desde 2012.

Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para a residência Location One em Nova Iorque (2010/11). Foi artista residente na Guest House da Fundação Qattan em Ramallah (2014). Foi selecionada pela EUNIC-European Union National Institutes for Culture para participar no workshop Rethink Palestine, em Jericó, na Palestina (2015). Em Dezembro 2015 participou na conferência “Walter Benjamin in Palestine”, em Ramallah, na Palestine.

Desde 2016 está a desenvolver o projeto Mar com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Grupo Bensaúde.

Colabora regularmente em teatro, com a criação de cenografias para produções apresentadas em vários teatros nacionais. É responsável pelos desenhos/ilustrações dos cartazes e programas mensais do Teatro do Bairro. É coautora, com Mafalda Ivo Cruz, do livro Emma (Cavalo de Ferro). É coautora, com ilustrações suas, de Tia Mira (Libelinha, uma chancela Livros Cotovia).

Em 2018, inaugura o seu atelier Officina Mundi, em Avis.

O seu trabalho está representado na Colecção MAAT-Fundação EDP, quARTel Colecção Fernando Ribeiro, Diocese de Beja e em várias colecções particulares em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Estados Unidos da América e Palestina.

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Em 1468, morreu o cavaleiro valenciano mossèn Joanot Martorell, deixando «ventilado» (que pode interpretar-se como «definitivamente concluído») o romance de cavalaria Tirant lo Blanc, a cuja redacção se dedicara desde Janeiro de 1460, quando o escritor teria cerca de quarenta e cinco anos; dedicou-o ao infante D. Fernando de Portugal, que residiu em Barcelona em 1464 e 1465, pelo menos, na corte e séquito do seu irmão D. Pedro, o Condestável, «rei dos catalães», e do qual podia ser considerado presumível sucessor à coroa de Aragão, o que explica que o nosso romancista o tenha chamado «rei expectante».

Joanot Martorell morreu solteiro e sem filhos, e os seus papéis, sem dúvida por disposição testamentária, passaram para outro cavaleiro valenciano, evidentemente seu amigo, mossèn Martí Joan de Galba, de quem sabemos que tinha dois manuscritos de Tirant lo Blanc e que fez uma revisão do original de Martorell sem evitar a tentação de intervir e refazer as passagens que ele, com razão ou sem ela, considerava incompletas ou necessitadas de revisão. Galba decidiu publicar o romance do seu amigo Martorell, por ele revisto, através do meio então recente da imprensa (introduzida em Valência em 1474); com efeito, de acordo com os contratos assinados a 7 de Agosto e a 28 de Setembro de 1489, o impressor Nicolau Spindeler procedeu, em Valência, à impressão do Tirant lo Blanc, que ficou concluída a 20 de Setembro de 1490, sete meses depois da morte de Martí Joan de Galba.

O Tirant lo Blanc apareceu, então, como obra duplamente póstuma e muito depois do seu início: Joanot Martorell, o seu autor principal e decisivo, trabalhou nele a partir de 1460, ou seja, trinta anos antes da sua publicação, altura em que dificilmente se imaginaria que seria difundida em 715 exemplares impressos, processo de divulgação de uma obra literária que abria perspectivas inimagináveis.

É difícil e arriscado determinar a intervenção de Martí Joan de Galba no Tirant, talvez intensa a partir do capítulo 276, ainda que trabalhando sempre sobre um texto escrito por Martorell, que deve ter reformulado e ampliado com acrescentos seus de diversas dimensões. Parece que Galba utilizou fontes literárias que Martorell não teve em conta, como o famosíssimo The Travels, de Sir John Mandeville, ou a Història de Leànder i Hero, de Joan Roís de Corella. Galba exacerbou o retoricismo da prosa e encarou o problema da comunicação linguística quando no romance dialogam personagens de diferentes línguas, aspecto nunca tido em conta por Martorell, como ocorre em muitos romancistas antigos e modernos. O certo é que Martorell deixou um original, sem dúvida mais breve na quarta parte do livro, mas que concluía o romance, como revelam algumas afirmações da dedicatória que Galba fez imprimir tal como as tinha escrito. Por outro lado, nada sabemos da personalidade de Martí Joan de Galba que nos permita aproximar-nos da sua fisionomia.

O contrário acontece com a personalidade de Joanot Martorell. Nascido no reino de Valência, provavelmente em Gandia, entre 1413 e 1415, pertencia a uma linhagem do braço militar ligado aos Montpalau e aos March (Isabel, irmã do romancista, foi a primeira mulher do grande poeta Ausias March) e imerso em brigas cavaleirescas e controvérsias. Em 1437, Martorell desafiou para um duelo o primo Joan de Montpalau por este ter desonrado a sua irmã Damiata Martorell e recusar-se a casar com ela. Os dois primos trocaram entre si um epistolário insultuoso, provocador e engenhoso sobre este assunto em cartas de desafio divulgadas em todo o reino de Valência, até que os dois contendores se puseram de acordo em dirimir o problema num combate único até à morte perante um juiz competente e imparcial. Joanot Martorell foi então a Inglaterra e convenceu o rei Henrique VI a ser o juiz do combate cavaleiresco; todavia, Joan de Montpalau não compareceu no dia marcado, enviou procuradores para que solucionassem o assunto sem derramamento de sangue, intervindo também com uma atitude pacificadora a rainha Maria, de Castela, mulher de Afonso, o Magnânimo. Tudo se resolveu, algum tempo depois, com uma compensação económica que Joan de Montpalau pagou aos Martorell, mas Damiata ficou solteira durante toda a sua vida. A estada de Joanot Martorell em Inglaterra, entre Março de 1438 e Fevereiro de 1439 (certificada com documentos de origem inglesa), foi sem dúvida decisiva na formação do escritor e na concepção do que viria a ser o Tirant lo Blanc. Conheceu a fundo a corte inglesa, que tão bem descreve na primeira parte do romance, e leu livros da biblioteca do rei, como é o caso do romance de Guy de Warwick, que Joanot Martorell seguirá nos primeiros capítulos da sua narrativa.

Regressado a Valência, nunca mais terá uma vida sossegada: os seus vassalos de Murla e de Benibafrim (em Vall de Xaló, no marquesado de Dénia) tentaram livrar-se das suas obrigações para com ele e aquelas localidades ser-lhe-ão sequestradas; no Verão de 1442, foi desafiado para um combate pelo cavaleiro errante Filip Boïl, outro valenciano que alcançara prestígio em Londres, mas Martorell não quis e recusou-se a lutar com ele numa carta que acaba com estas palavras significativas: «Quem quer carne vai a um talho, e não a casa do lobo». Naquele mesmo ano, o nosso romancista foi desafiado, ainda, pelo jovem cavaleiro Jaume de Ripoll.

Está documentada uma viagem de Joanot Martorell a Portugal em 1443, onde deixou dívidas em dinheiro que pedira emprestado a uns judeus. Em 1444, o escritor vendeu os feudos conflituosos de Murla e Benibafrim a D. Gonçalbo d’Híxer, comendador de Montalbà, e o pagamento das quantias estipuladas produziu tão grandes divergências entre os dois, que Joanot Martorell e o seu irmão Jofre mandaram avisos de desafio a D. Gonçalbo; apesar das tentativas de concórdia e soluções amigáveis propostas pelo rei de Navarra (o futuro João II) e alguns nobres valencianos, o romancista desafiou o seu adversário, com cartas de insultos difamantes, para um combate até à morte, enquanto D. Gonçalbo tentava resolver o assunto pelas vias da justiça normal e acusava Joanot Martorell de difamação. Isto ocorria em 1450, ano em que é provável ele ter feito uma nova viagem a Inglaterra.

Pouco mais sabemos de Joanot Martorell. Em 1454, viajou para o reino de Nápoles; documentalmente consta que morreu no ano de 1468, não sabemos onde.

[Martí de Riquer, in «Introdução»]

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Nasceu a 26 de Abril de 1940 em Alter do Chão. Estudou Filologia Germânica na Faculdade de Letras de Lisboa (1958-64). Foi leitor de Português na Universidade de Hamburgo  entre 1965 e 1968, e docente de Literatura Alemã e Comparada na Faculdade de Letras de Lisboa (1969-86). De 1986 a 2002, foi Professor Associado Convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Colaborou no jornal Público e na maior parte das revistas literárias portuguesas, bem como nalgumas estrangeiras. É ensaísta e tradutor de literatura de língua alemã. Publicou treze livros de ensaio, crítica e teoria literária, e algumas centenas de artigos. Foi Vice-Presidente do PEN-Clube Português entre 1994 e 2003; Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Germanistas (1994-96); Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Tradutores  (1989-97) e da Associação Portuguesa de Literatura Comparada. Foi Professor Convidado e conferencista na Áustria, Bélgica, e em várias universidades alemãs e brasileiras. É membro de diversas organizações literárias e científicas. Recebeu numerosos prémios e condecorações nacionais e internacionais; publicou algumas centenas de artigos e ensaios, nas áreas da teoria da literatura e da tradução, das literaturas de língua alemã, da literatura comparada e da literatura portuguesa; e algumas dezenas de traduções de autores de língua alemã, especialmente poesia do século XX, teatro contemporâneo, Goethe e Walter Benjamin.

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João Pedro Bénard da Costa [Lisboa, 1935 – Lisboa, 2009], foi crítico de cinema e ensaísta. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa em 1959. Em 1963 tornou-se co-fundador e, mais tarde, chefe de redacção e director da revista O Tempo e o Modo. Seis anos depois, assumiu a coordenação do Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, função que desempenharia até 1991. Entre 1973 e 1980 foi professor de História do Cinema da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, e, em 1980, foi nomeado subdirector da Cinemateca Portuguesa, tornando-se, em 1991, seu director. Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outras homenagens, foram-lhe concedidas, em 1990, as comendas de Oficial das Artes e das Letras de França e a Ordem do Infante D. Henrique; em 1995 foi destacado com o Prémio de Estudos Fílmicos da Universidade de Coimbra; em 1997 foi nomeado Presidente da Comissão do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas – cargo, aliás, que continuaria a ocupar nos anos seguintes; e, em Dezembro de 2001, foi galardoado com o Prémio Pessoa.

Publicou, ao longo da sua vida, várias obras de filosofia, pedagogia e história do cinema. Entre outros títulos, destacam-se os livros Alfred Hitchcock (1982), Luis Buñuel (1982), Fritz Lang (1983), Nicholas Ray (1984), Emmanuel Mounier (1960), Os Filmes da Minha Vida (1990), Histórias do Cinema Português (1991), Muito Lá de Casa (1993) e O Cinema Português Nunca Existiu (1996).

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João Botelho (Lamego, 1949) frequentou a Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Foi dirigente do CITAC. Integrou os cineclubes de Coimbra e Porto. Foi professor na Escola Técnica de Matosinhos, ilustrador de livros infantis e profissional de artes gráficas a partir de 1970. Frequentou a Escola de Cinema do Conservatório Nacional. Foi crítico de cinema em jornais e revistas e fundou a revista de cinema M. Iniciou-se na realização com duas curtas-metragens para a RTP e o documentário de longa-metragem Os Bonecos de Santo Aleixo para a cooperativa Paz dos Reis. Teve filmes premiados nos festivais da Figueira da Foz, Antuérpia, Rio de Janeiro, Veneza, Berlim, Salsomaggiore, Pesaro, Belfort, Cartagena e Varna, entre outros. Foi distinguido duas vezes com o prémio da OCIC, da Casa da Imprensa e dos Sete de Ouro. Todas as suas longas-metragens tiveram exibição comercial em Portugal, quase todas em França e algumas em Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Japão. Foram exibidas retrospectivas integrais da sua obra em Bergamo (1996), em La Rochelle, com edição de uma monografia (1998) e na Cinemateca de Luxemburgo (2002). Foi distinguido com a Comenda de mérito cultural da Ordem do Infante (2005).

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Nasceu no dia 20 de Maio de 1950, em Lisboa. No curto período em que fez crítica de música (revistas, rádio, televisão) foi autor do programa radiofónico na RDP FM Estéreo «A Idade do Rock» (1977-1980), para o qual reuniu materiais que são grande parte da antologia bilingue de poesia Estro in Watts publicada pela Documenta. Na área cultural foi também fundador e primeiro presidente da cooperativa de produção de cinema e de produção de espectáculos Era Nova, e na área social foi presidente da SOMA-Associação Antiproibicionista, que promoveu a actual legislação de descriminalização do consumo de drogas em Portugal. Com licenciatura em Direito (Lisboa) e post-graduação em Altos Estudos Europeus pelo Colégio da Europa (Bruges), desenvolveu grande parte da sua actividade profissional na área da integração europeia, como advogado, diplomata (Bruxelas), negociador (chefe da delegação nacional nos Comités de Redacção do Tratado de Adesão de Portugal às Comunidades Europeias e do Tratado de Lisboa, respectivamente em 1985 e 2007), deputado à Assembleia da República (1991-1995), e professor universitário. Foi ainda empresário nas indústrias da construção (EUROAMER) e da requalificação ambiental (ECOSOROS), fundador e dirigente da Associação FORUM PORTUGAL GLOBAL criada para apoio da participação na Comissão Trilateral, de que foi membro.

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Nasceu em Mafra, em 1966. Trabalha em Lisboa. Em 1985 iniciou os seus estudos artísticos na ESBAL. Leccionou entre 1989 e 1992 no Ar.Co em Lisboa. É, desde 1999, professor na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Expõe individualmente desde 1987, tendo participado em inúmeras exposições individuais e colectivas. A sua obra encontra-se representada em várias colecções: CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Colecção António Cachola – MACE – Elvas, Fundação PLMJ, Lisboa, Museu do Chiado (Depósito Isabel Vaz Lopes), Lisboa, Museo Extremeño Iberoamericano de Arte Contemporaneo, Badajoz, Veranneman Foundation, Kruishoutem, Bélgica, Art Collectors, Genebra, Fine Arts Gallery, Bruxelas, Renate Schröder Gallery, Colónia, Gallery Catherine Clerc, Lausanne, Collection Kierbaum & Partner, Colónia, Fundação Carmona e Costa, Lisboa, entre outras.

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João Paulo Feliciano (Caldas da Rainha, 1963).

Artista visual e músico, é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa.

Um percurso muito pouco linear tem levado João Paulo Feliciano a experimentar múltiplos campos de expressão, diversas formas artísticas e até diferentes actividades. No entanto é a partir do seu trabalho como artista plástico que Feliciano tem afirmado o essencial da sua linguagem. Na sua obra encontramos instalação, objectos, pintura, desenho, fotografia, vídeo, luz, som, música, design gráfico, arquitectura, performance

Em 2009, em conjunto com o seu irmão Mário Feliciano, criou o Real Combo Lisbonense – uma orquestra de música de dança.

Entre 2015 e 2016 realizou o projecto «Xabregas City», um importante levantamento fotográfico da zona oriental de Lisboa, publicado online e agora em livro. 

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É ensaísta, tradutor e investigador nas áreas da filosofia, da musicologia e dos estudos literários, tendo-se doutorado em 2011, pela Universidade Nova de Lisboa, com uma dissertação sobre o pensamento estético de Theodor W. Adorno. É Professor Convidado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e membro integrado do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, onde desenvolve actualmente um projecto de pós-doutoramento sobre os aspectos estéticos e políticos da relação do cinema com a ópera. É o autor de Verdade e Enigma: Ensaio sobre o pensamento estético de Adorno (Vendaval, 2013), que recebeu o prémio do PEN Clube Português na categoria de Primeira Obra em 2014, bem como de vários ensaios publicados em revistas como Artefilosofia, Colóquio/Letras, Parrhesia: A Journal of Critical Philosophy, Opera Quarterly, entre outras. Traduziu Bernard Aspe, Georges Didi-Huberman e Jacques Rancière.

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Vive e trabalha em Paris. Foi professor auxiliar convidado do Departamento de Arquitectura, na Universidade Autónoma de Lisboa; trabalhou como professor auxiliar convidado do Mestrado de Gestão de Mercados de Arte (ISCTE, Lisboa); foi presidente da Secção Portuguesa da Associação International dos Críticos de Arte (AICA); director de programação do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2007-2010) – Colecção António Cachola que tinha organizado em 1999; participou em numerosos júris de exposições e Prémios de Arte em Portugal, Espanha e Brasil; em numerosas conferências em Portugal, Espanha, México, Brasil, Rússia e França; colaborou na imprensa como crítico de arte entre 1984 e 2001 (no jornal Público foi responsável pela secção de artes plásticas entre 1990-2000); tem também colaboração em revistas especializadas portuguesas e internacionais (Arte Ibérica, Flash Art, Neue Kunst in Europa, Spazio Umano, Arena...). É consultor artístico e responsável pela programação de exposições da Fundação EDP, desde 2000, onde organizou mais de uma centena de exposições e catálogos; organizador dos Prémios de Arte da Fundação EDP (Prémio EDP – Novos Artistas e Grande Prémio EDP); responsável pela Colecção de Arte da Fundação EDP; comissário e coordenador do Programa da Fundation EDP «Arte e Arquitectura em Barragens»; comissário e coordenador do Programa de Arte Pública do Parque de Escultura Contemporânea do Parque Almourol (Vila Nova da Barquinha); projecto de intervenção na paisagem na zona da Barragem do Alqueva (Aldeia da Luz/Museu da Luz); é comissário de numerosas exposições individuais e colectivas em museus nacionais e internationais (Espanha, França, Rússia, México, Brasil).

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Nasceu em 1957, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha.

Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1984. Entre 1989 e 2002 leccionou Desenho, Pintura e Teoria de Arte no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, onde foi um dos responsáveis pelo Curso Avançado de Artes Plásticas.

Em 2000 foi-lhe atribuído o Prémio EDP de Desenho. É distinguido também com o Prémio AICA 2011 pela exposição Silvae (Culturgest, Lisboa, 16/X/2010 - 16/I/2011).

Lê-se num texto de apresentação de Silvae: «Por volta de 1998, João Queiroz passou a tomar o género da paisagem como quadro de referência do seu trabalho, radicalizando uma investigação sobre a pintura e o desenho como campos de construção de novos modos de percepção e de conhecimento, de relação do sujeito com as coisas, os seres e os acontecimentos. As suas obras curtocircuitam os hábitos de percepção, as convenções culturais, a linguagem como sistema de ordenação, classificação e hierarquização. Como o artista afirmou em diversas ocasiões, enquanto interpretação (sem o motivo à vista) da experiência de observação atenta da natureza, as suas pinturas mobilizam não apenas a visão e o intelecto, mas o corpo inteiro e as memórias da experiência sensível que esse corpo incorpora. Esta exposição, a primeira antológica do trabalho de João Queiroz, ocupa as duas galerias da Culturgest, reunindo um conjunto muito vasto de pinturas e de desenhos realizados ao longo dos últimos vinte anos. Um convite a descobrir ou redescobrir uma obra de extraordinária singularidade, de enorme rigor e vitalidade, que se reinventa permanentemente na sua incessante averiguação das possibilidades da pintura e do desenho como construção de novos modos de ver.»

Está representado, entre outras, nas seguintes colecções públicas: Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Fundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian – Centro de Arte Moderna, Ar.Co, Centro de Arte e Comunicação Visual, Colecção António Cachola, Colecção Museu Estremeño e Iberoamericano de Arte Contemporánea, Museu de Arte Moderna, Funchal.

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Após mais de vinte anos na publicidade, dez dos quais como CEO da agência BBDO, dedicou-se nos últimos quatro a explorar os temas da criatividade, autoria e busca da singularidade, através da alta cozinha. Depois de se preparar no centro de formação de Alain Ducasse em Paris, viajou à volta do mundo para descobrir o que podemos aprender, para além da cozinha, com alguns dos chefs mais influentes da actualidade. Gastrónomo apaixonado e observador atento da cozinha de vanguarda, é actualmente keynote speaker sobre temas da inovação, criatividade e cultura empresarial. É co-fundador da consultora WB.

 

Former CEO of advertising agency BBDO in Lisbon, spent the last four years exploring the themes of creativity, authorship and the search for singularity, through haute cuisine. After his training at the Alain Ducasse Centre de Formation in Paris he traveled around the world to discover what we can learn from today’s most influent chefs, beyond cooking. A passioned gastronomer and a keen observer of the developments at the forefront of fine dining, João Wengorovius is also a regular keynote speaker on the subjects of innovation, creativity and company culture. Co-founder of the consultancy WB.

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É licenciado em Gestão pela UCP, tem um mestrado em Estudos do Desenvolvimento no ISCTE-IUL e frequentou cursos para executivos no INSEAD, Stanford University, Kellogg School of Management e Harvard Business School. Coordena o Gabinete de Apoio ao Bairro de Intervenção Prioritária (GABIP) da Mouraria da Câmara Municipal de Lisboa e é professor convidado de Gestão de Organizações Sem Fins Lucrativos no ISCTE-IUL.Já foi presidente da TESE (uma associação para o desenvolvimento empenhada na promoção da inovação social, em Portugal e nos PALOP, em parceria com a Young Foundation), director financeiro da associação Chapitô e técnico na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e na Roland Berger – Strategy Consultants. Foi Comissário do Simpósio «Reinventar a Solidariedade (em tempo de crise)», promovido pela Conferência Episcopal Portuguesa. Escreveu crónicas no Diário Económico. Vive em Lisboa.

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Nasceu em 1940. Professou nos Salesianos de Dom Bosco em 1958 e foi ordenado sacerdote em 1970. É licenciado em Filosofia Escolástica (Roma, 1964), Teologia (Roma, 1970) e Filosofia (Lisboa, Faculdade de Letras, 1976), e doutorado em Filosofia (Lisboa, UCP, 1995). Como Professor na Faculdade de Teologia, na Faculdade de Ciências Humanas e no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, leccionou, além de Filosofia Antiga, Filosofia Moderna, Filosofia Contemporânea e Filosofia da Linguagem, as disciplinas de Antropologia Filosófica, Ética e Teologia Filosófica, disciplinas que, sob a égide de São Tomás de Aquino, constituem as suas principais áreas científicas de investigação em Filosofia. Foi membro dos Conselhos Científicos da Faculdade de Ciências Humanas e do Instituto de Estudos Políticos. Aposentado desde Agosto de 2011, continua a dirigir alguns seminários nos mestrados de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas e no Mestrado Integrado em Teologia da Faculdade de Teologia. Integra a direcção do Centro de Estudos de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas e é membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa. Algumas publicações: Ipseidade e Alteridade: Uma Leitura da Obra de Paul Ricoeur, Lisboa, INCM, 2004, 2 vols., 485 + 466 pp.); «A Filosofia Moral de São Tomás de Aquino», Didaskalia 37 (2007), fasc. 1 [«Gramáticas da Plenitude: Homenagem à Professora Maria Manuela de Carvalho»], pp. 345-361; «As aporias da identidade pessoal em John Locke (1632-1704): Análise do texto “Da identidade e da diversidade” (Essay, II, 27)», in C. Morujão / L. Loia (org.), John Locke: Nos 300 Anos da Sua Morte, Lisboa, Universidade Católica Editora, 2009, pp. 79-111; «Ética da autenticidade», em Charles Taylor, A Ética da Autenticidade (trad. do inglês). Lisboa: Ed. 70, 2009, pp. 211-232; «Elogio da Filosofia», in [Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa] (org.) Razão e Liberdade: Homenagem a Manuel José do Carmo Ferreira, vol. I. Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2010, pp. 693-706; «Festa e Identidade», in Comunicação & Cultura, n.º 10 (2010), pp. 15-31.

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John Main (Londres, 21 de Janeiro de 1926 – Montreal, 30 de Dezembro de 1982) nasceu no seio de uma família católica irlandesa. Diplomou-se em Direito no Trinity College. Inscreveu-se no Serviço Britânico dos Estrangeiros e foi colocado na Malásia, que se revelaria uma estação providencial. Aí contactou com as formas de meditação e oração orientais. No seu regresso tornou-se monge beneditino, na Abadia Beneditina de Ealing em Londres. O seu grande contributo foi recuperar e repropor a experiência contemplativa para as pessoas comuns dentro da tradição Cristã. Nos ensinamentos de João Cassiano (século IV) e dos Padres e Madres do Deserto, ele aprofundou o significado da chamada «oração pura» e compreendeu que esta forma de oração poderia facilitar a busca de uma vida espiritual mais profunda. Em 1977 foi convidado pelo Arcebispo de Montreal, Canadá, a fundar um pequeno Mosteiro Beneditino, dedicado à prática e ao ensino da Meditação Cristã.

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Nasceu em Lisboa, em 1966. 

Estudou no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa (1992-93), e concluiu o mestrado em Belas-Artes na School of Visual Arts, Nova Iorque (1997-99).

Expôs o seu trabalho nos Estados Unidos da América e pela Europa, destacando-se as exposições individuais na Fundação Carmona e Costa, Lisboa (2012), Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto (2007); Horst-Janssen-Museum, Oldenburgo (2006) e no Künstlerhaus Bethanien, Berlin (2004), onde fez uma residência artística. Participou na Bienal de Rennes (2016); 4ª Bienal de Berlim (2006), 26ª Bienal de São Paulo (2004) e na 50ª Bienal de Veneza (2003). 

Foi distinguido com o Prémio Artes Plásticas 2015 da Associação Internacional dos Críticos de Arte.

Após um longo período a viver em Berlim, actualmente vive e trabalha em Lisboa.

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Nasceu em Alcobaça, em 1953.

É licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Durante largos anos exerceu a sua actividade profissional em organismos governamentais na área da Cultura, tendo sido presidente do Instituto Português do Livro e da Leitura (1987-1991). Posteriormente assumiu o cargo de director da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian (1992-2012).

Publicou várias obras nas áreas do livro e leitura, bibliotecas e novas tecnologias, quer em Portugal quer no estrangeiro, designadamente A Edição de Livros e a Gestão Estratégica (Booktailors, 2009), com tradução na Argentina.

Foi docente em várias instituições do ensino superior, nomeadamente no Curso de Pós-Graduação em Edição – Livros e Novos Suportes Digitais da Universidade Católica Portuguesa. É membro da Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura 2027.

Paralelamente, desenvolveu diversas actividades no âmbito da Fotografia decorrentes da sua formação profissionalizante no Instituto Português de Fotografia (1981-1984), onde foi posteriormente docente de História da Fotografia.

Expõe desde 1984. Exposições individuais (selecção): «Das Áfricas», Ministério das Finanças / Galeria Cómicos, Lisboa,1991; «Linha de Costa», Museu da Água, Lisboa, 1996; «Imagens do Vale do Ave», Encontros de Imagem de Braga, 2001; «Paisagem Fim de Século» (com Alberto Picco), Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, 2002; «A Ocupação do Espaço. Fotografias 1998-2000», Galeria Municipal de Arte de Almada, 2004; «Canada do Inferno», Galeria Diferença, Lisboa, 2005. Exposições colectivas (selecção): «Buques en el Muelle / Billetes de Andén», Projecto Lusitânia, Madrid, 1992; «Vale do Mondego» (com Debbie Fleming Caffery e Albano Silva Pereira), 13ºs Encontros Fotográficos de Coimbra, 1992; «Tajo Tejo - Doce objetivos fotográficos», Sala Júlio González, Madrid, 1998; «Rondom Porto», Kunsthal, Rotterdam, 2000; «Luz do Sul – Mês da Fotografia», Palácio D. Manuel, Évora, 2004; «Uma Extensão do Olhar. Entre a fotografia e a imagem fotográfica. Obras da colecção da fundação PLMJ», Centro de Artes Visuais, Coimbra, 2005; «A Fotografia no Douro: Arqueologia e Modernidade / Photography in Douro: Archeology and Modernity», Royal College of Arts, London, 2006; «Por Estes Lugares Adentro», m|i|mo, Leiria, 2012.

Publicou, entre outros catálogos e livros fotográficos: Das Áfricas (com Maria Velho da Costa), Difusão Cultural, 1991; Os Quatro Rios do Paraíso (com Clara Pinto Correia e Cristina Castel-Branco), D. Quixote, 1994; Linha de Costa (prefácio de Bernardo Pinto de Almeida), Contemporânea Editora, 1996; Canada do Inferno (introdução de Maria do Carmo Serén), Edição do Autor, 2005; Contaminações — Minas Abandonadas (Fotografias 1994-2009), Documenta, 2019.

Para além de diversas colecções particulares, está representado nas colecções do Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros), do Centro de Estudos de Fotografia de Coimbra, da Fundação Belmiro de Azevedo, da Fundação PLMJ, da Colecção Nacional de Fotografia do Ministério da Cultura, do Musée de L'Élysée, Lausanne e do Département des Estampes et de la Photographie da Bibliothèque Nationale de France.

Traduziu On Photography, de Susan Sontag (Ensaios sobre Fotografia, Quetzal, Lisboa, 2012).

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Licenciado em Filosofia pela Universidade de Mogi das Cruzes, Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo, Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (1980) e Doutor em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa (2001). Professor Titular Jubilado da Universidade Federal de Goiás. Investigador Integrado do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Fundador (1981) e primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Filosofia Medieval (até 1991), membro da Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale (SIEMP). Autor de livros: As Relações de Poder na Idade Média Tardia: Marsílio de Pádua, Álvaro Pais O. Min. e Guilherme de Ockham O. Min. (EST Edições, Porto Alegre, 2010); O Pensamento Social de Santo António (Edipucrs, Porto Alegre, 2001). Coordenador de livros: O Reino e o Sacerdócio. Pensamento Político na Alta Idade Média e O Reino de Deus e o Reino dos Homens. As Relações entre os Poderes Espiritual e Temporal na Baixa Idade Média (Edipucrs, Porto Alegre, 1995 e 1997, respectivamente), e As Relações de Poder: do Cisma do Ocidente a Nicolau de Cusa (EST Edições, Porto Alegre, 2011). Capítulos de livros: «Guillermo de Ockham y el dualismo político», in La Filosofia Medieval (G. Burlando e Francisco Bertelloni [eds.], Trotta, Madrid, 2002). Autor de numerosos artigos: «Uma visão introdutória à 3.ª Parte do Diálogo de Guilherme de Ockham», Theologica, 46 (2011); «Os deveres do Imperador e dos Reis na Opera Política de Ockham», Itinerarium, 56 (2010); «A causa final do poder secular ou temporal no pensamento de Álvaro Pais», Eborensia, 43 (2009); «As causas eficiente e final do poder espiritual na visão de D. Frei Álvaro Pais», Anales del Seminario de Historia de la Filosofía, 25 (2008); «João Duns Escoto, O. Min. (1266-1308): Sobre a origem da Propriedade e da Autoridade Secular», Revista Portuguesa de Filosofia, 64 (2008); «Santo Antonio e a Ordem Franciscana», Boletín de Teología, Buenos Aires, 37 (2003); «Il programma antoniano di comportamentomorale per l’episcopato e il clero secolare», Il Santo, XLI (2001).

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Professor na Universidade da Beira Interior, no Departamento de Comunicação e Artes da Faculdade de Artes e Letras. Doutor e Mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior e Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa, Lisboa. Presidente do Conselho da Faculdade de Artes e Letras (2009-2017). Membro investigador, e actualmente Vice-Coordenador, da unidade de investigação LabCom.IFP. Director do Segundo Ciclo de estudos em Ensino de Filosofia no Ensino Secundário da Universidade da Beira Interior. Director da colecção Ta Pragmata – Livros de Filosofia Prática da Editora Labcom. IFP. Co-Director da LusoSofia, Biblioteca On-line de Filosofia e Cultura. Membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, Sociedade Portuguesa de Comunicação (SOPCOM) e Associação Portuguesa de Filosofia Fenomenológica (AFFEN). Avaliador da revista Acta Scientiarum. Education, Revista Brasileira de História da Educação e Imagens da Educação, e Revista Portuguesa de Educação, nas áreas de Filosofia da Educação e de Epistemologia. Investigador no Grupo Michel Henry – La barbarie, da Universidade Católica Portuguesa. Áreas de investigação: Filosofia no Ensino Secundário (métodos), Religião (violência); Estética (cinema e arquitectura); Autores: J.-F.Lyotard, M.Henry, S.Weil. É co-autor, com Maria Luísa Branco, do livro Cidadania e currículo. Contributos para pensar a educação do cidadão no mundo globalizado, Rio de Janeiro, Dialogarts/UERJ, 2015. É autor dos livros: Arqueologia da Mediação, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian/Fundação para a Ciência e a Tecnologia, 2010, e O paradigma mediológico: Debray depois de Mcluhan, Covilhã, Labcom, 2010. A suas publicações recentes são: «A Estética de Gonçalo Tocha ou a Experiência do Recolhimento», in Ana Catarina Pereira e Luís Nogueira (org.), Filmes (Ir)refletidos, Covilhã, Editora Labcom.IFP, 2018, 153-167, e «Condição moral da eutanásia», in LusoSofia, Biblioteca On-line de Filosofia e Cultura, 2017.

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Cartoonista, fotógrafo e humorista, Lisboa, 1962. Começou a publicar como cartoonista político em 1983 em jornais portugueses. Trabalhou para, entre outros, os jornais O Século, Tal & Qual, Diário Popular e Diário de Lisboa. Publica diariamente tiras cómicas no Diário de Notícias e no Jornal de Notícias. Participou em diversas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Está representado no Sammlung Karikaturen & Cartoons Basel, Suíça, e na antologia Os Melhores Cartoons Políticos da Actualidade, edição de 1992. Publicou fotografia em revistas portuguesas e trabalhou para a Infordesporto como director criativo nas áreas de geração gráfica para televisão e multimédia para Internet. Fundou, com Nuno Artur Silva, Carlos Fogaça e Fernando Marques, a empresa Bandeira Digital.

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Termina o doutoramento no Programa Internacional em Estudos Comparatistas (Universidade de Lisboa, Universidade Católica de Lovaina, Universidade de Bolonha), com uma tese sobre as noções de fantasma e espectralidade em cinema. Enquanto membro do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa, tem desenvolvido investigação nas áreas dos estudos fílmicos e das relações entre o cinema e outras artes, com especial incidência em questões de ficção e narrativa, representação e figuração, ontologia e materialidade das imagens. Integrou a comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento, editou A Escrita do Cinema: Ensaios com Clara Rowland (Documenta, 2015), e Morte e Espectralidade nas Artes e na Literatura com Fernando Guerreiro (Húmus, 2019), e é autor de Imagens em Fuga — Os fantasmas de François Truffaut (Documenta, 2016) e Sobreimpressões — Leituras de filmes (Documenta, 2019).

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José Fontes [Abrantes, 1940] iniciou a frequência do Curso de Medicina em Lisboa. Foi membro da Comissão Pró-Associação de Estudantes e aí fundou a Secção de Intercâmbio e Turismo. Continuou a frequência do Curso de Medicina em Coimbra e nesse período, conjuntamente com António Portugal, fundou a Secção Fotográfica da Associação Académica de Coimbra. Organizou cursos de fotografia conjuntamente com outros médicos e professores ilustres. Voltou a frequentar a Faculdade de Medicina de Lisboa, onde dirigiu o departamento fotográfico (primeiro como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e depois como bolseiro do Instituto de Alta Cultura). No Instituto de Anatomia montou um serviço de radiologia e um departamento de microangiografia para apoio a doutorandos e outros investigadores. Paralelamente, como associado do Foto Club 6 × 6 (membro do International Federation of Fotografic Art — FIAP), fez parte do seu Conselho Artístico e participou em concursos nacionais e internacionais, tendo igualmente efectuado exposições individuais.

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Professor auxiliar convidado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde lecciona Filosofia Social e Política e História das Ideias na Europa Contemporânea. Doutorou-se em Filosofia Política na FLUL, com uma dissertação sobre James Madison. Trabalha actualmente num pós-doutoramento sobre federalismo, no horizonte da filosofia política moderna e contemporânea. Membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do Centro de Investigação do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa. Publicou diversas obras e artigos sobre teoria política, entre as quais Filosofia Kantiana do Direito e da Política (co-editor, CFUL, 2006), Razão e Liberdade. O Pensamento Político de James Madison (Esfera do Caos, 2012) e Challenges to Democratic Participation. Antipolitics, deliberative democracy and pluralism (co-editor, Lexington Books, 2014).

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Nasceu em Lisboa, licenciou-se em Direito e exerce a advocacia. Poeta, ensaísta e tradutor, publicou vários livros de poesia, o último dos quais, A Mão na Água que Corre (Assírio & Alvim). Tem colaboração crítica e ensaística dispersa pelas principais revistas literárias e jornais portugueses. Tem escrito igualmente sobre pintura, nomeadamente em catálogos de exposições. Participou em diversos Colóquios e Encontros literários em Portugal e no estrangeiro. Traduziu poetas como Federico García Lorca, Eugenio Montale e Umberto Saba. É membro da direcção da Associação Portuguesa de Escritores, tem-se interessado pela divulgação da literatura italiana, sendo colaborador do Osservatorio Permanente Sugli Studi Pavesiani nel Mondo. Tem poemas traduzidos em várias línguas.

 

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Mestrado e doutoramento em Filosofia Medieval pela Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), onde também foi Professor nos cursos de Filosofia, Teologia e Ciências Religiosas de 1993 a 2002. Desde então a esta parte, é Professor Auxiliar no Departamento de Comunicação e Artes da Universidade da Beira Interior (UBI — Covilhã), investigador no Instituto de Filosofia Prática (IFP) e no Centro de Estudos Judaicos (CEJ) da mesma universidade. É igualmente membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e colaborador em centros de investigação da Universidade Católica Portuguesa, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Algumas publicações: Proslogion de Santo Anselmo — Introdução, tradução, notas, propostas de trabalho e recepção do Argumento (em col.), Texto Editora, Lisboa, 1995; Em Busca do Centro. Investigações sobre a Noção de Ordem na Obra de Santo Agostinho (Período de Cassicíaco), Lisboa, Universidade Católica Editora, 1999; O Primado da Relação. Da Intencionalidade Trinitária da Filosofia, Lisboa, Universidade Católica Editora, Lisboa, 2007. Organizou e editou (com António Bento) Revisiting Spinoza’s, Theological-Political Treatise (co-org.), Georg Olms Verlag, Hildesheim-Zürich-New York, 2012 (no prelo).

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José Pedro Croft nasceu no Porto em 1957. Actualmente vive e trabalha em Lisboa. Entre 1976 e 1981, frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em 2001 vence o Prémio Nacional de Arte Pública Tabaqueira e o Prémio EDP - Desenho. Em 2002 o Centro Cultural de Belém organiza uma grande exposição retrospectiva do seu trabalho. Expõe individualmente com regularidade desde 1981, de onde se destacam, das exposições mais recentes: Chiado 8 - Arte Contemporânea (2011), Lisboa; Galeria Mário Sequeira (2011), Braga; Projecto Contentores P28 (2010), Docas de Alcântara, Lisboa; Galeria Filomena Soares (2009), Lisboa; Galería SENDA (2009), Barcelona; Marília Razuk Galeria de Arte (2009), São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo - Museu de São Paulo de Arte Contemporânea (2009), São Paulo; Galería SCQ (2009), Santiago de Compostela; Pavilhão Centro de Portugal (2008), Coimbra; Galeria Helga de Alvear (2008), Madrid; La Caja Negra (2008), Madrid; Fundação Calouste Gulbenkian (2007 e 2006), Lisboa; MAM - Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro (2006), Rio de Janeiro; Museu de Arte da Pampulha (2006), Belo Horizonte; e Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães-MAMAM (2005), Recife, Brasil. A sua obra encontra-se presente em diversas colecções públicas e privadas, tais como: Banco Central Europeu, Frankfurt; Caixa Geral de Depósitos, Lisboa; CAM-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Centro Galego de Arte Contemporâneo, Santiago de Compostela; Fundação de Serralves, Porto; Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Lisboa; Fundación Caixa Galiza, La Coruña; Fundación La Caixa, Barcelona; MEIAC, Museo Extremenho y Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz; Ministério da Cultura, Portugal; Museo de Cantábria, Espanha; Museo de Zamora, Espanha; Museo Nacional, Centro de Arte Reina Sofia, Madrid; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; Sammlung Albertina, Viena; e Colecção Berardo, Lisboa.

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José António Inácio de Sousa Quitério nasceu em Tomar, a 10 de Abril de 1942, cidade onde completou os estudos liceais. Frequentou, sem o concluir, o curso de Direito na Universidade de Coimbra e (após 4 anos, 2 meses e 15 dias de serviço militar obrigatório, com estada forçada em Angola) na de Lisboa. Entrou para os jornais em 1973, para o saudoso O Século, como documentalista. Estreou-se como cronista / crítico gastronómico em 1975, na efémera revista Tilt. Em 1976 foi convidado a fundar a coluna gastronómica do Expresso, que manteve até meados de 2014, tendo sido documentalista, colaborador e redactor (de 1990 até à reforma em Abril de 2007) deste jornal. Entre 1990 e 2006 assinou também a coluna sobre vinhos deste semanário. De 1989 a 1991 publicou textos de gastronomia literária na revista LER – Livros & Leitores. Durante todo o ano de 1993 assinou e leu uma crónica gastronómica na RDP – Antena 1. Criou e dirigiu, desde 1994, a colecção de livros de gastronomia «Coração, Cabeça e Estômago» da editora Assírio & Alvim. Ao longo dos anos 1980 e 1990, além de membro ou presidente de júris de diversos concursos, participou e apresentou comunicações em vários congressos e colóquios de temática gastronómica e/ou literária. Autor de dois guias «100 Restaurantes / 100 Livros» (1995 e 1998) distribuídos com o Expresso.

Autor das seguintes obras: Livro de Bem Comer (1987), Histórias e Curiosidades Gastronómicas (1992), Comer em Português (1997), Escritores à Mesa (e outros artistas) (2010) e Bem Comer & Curiosidades (2015).

Entre os galardões que lhe foram atribuídos (e outros que recusou), destaca: «Mérito Turístico», concedido pela Secretaria de Estado do Turismo, em 1987, «por grande e valioso contributo que tem prestado através dos seus artigos à gastronomia, doçaria e vinhos portugueses»; «Personalidade do Ano / Gastronomia – 1987», revista Portugal, Turismo, Actualidade; «Prémio Especial Jornalismo / Crítica», Revista de Vinhos, 1992; «Medalha de Honra», ARESP, 2007; «Personalidade do Ano na Gastronomia», revista Wine, 2013; «Prémio Universidade de Coimbra», 2015; «Prémio Carreira», ARESP, 2015; «Prémio Gazeta de Mérito», 2016; «Medalha de Honra (Grau Ouro) do Município de Tomar, 2017.

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Nasceu em 1965, na ilha da Madeira.

Doutorado em Teologia Bíblica, em Roma, é actualmente arcebispo, arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica Vaticana, tendo tomado posse em 1 de Setembro de 2018. Anteriormente foi professor e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e também director da Faculdade de Teologia.

Editou o seu primeiro livro de poesia, Os Dias Contados, em 1990, e desde então tem diversificado a sua extensa obra como ensaísta, tradutor e poeta, ocupando um lugar de destaque na poesia portuguesa contemporânea. A sua poesia reunida em A Noite Abre Meus Olhos está publicada na Assírio & Alvim. A sua obra tem sido distinguida com vários prémios, entre eles o Prémio Cidade de Lisboa de Poesia (1998), o Prémio Pen Club de Ensaio (2005), o italiano Res Magnae, para obras ensaísticas (2015), o Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE (2016), o Grande Prémio APE de Crónica (2016).

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Doutor e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (IEP-UCP) e licenciado em Direito (Universidade Lusíada). É, desde 2000, docente no IEP-UCP, onde leccionou cadeiras no âmbito das suas áreas de especialização como Teoria Política Contemporânea, Regimes Políticos, Teoria do Estado, Teoria da Constituição e Pensamento Político Islâmico. Entre 2011 e 2014 foi professor auxiliar convidado na Universidade da Beira Interior, onde ministrou as cadeiras de Teoria Política, Teoria do Estado, História das Ideias Políticas e Políticas Públicas. As suas áreas preferenciais de investigação incidem na teoria política, nomeadamente em temas como o pluralismo, o conservadorismo, o pensamento utópico, o terrorismo político, as origens intelectuais do radicalismo islâmico e o legado filosófico-político do Al-Andaluz.

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É Maxine Elliot Professor no Department of Comparative Literature e no Program of Critical Theory na University of California, Berkeley. Exerceu as funções de director-fundador do Critical Theory Program. Recebeu o seu Doutoramento em Filosofia pela Yale University em 1984. É autora de Subjects of Desire: Hegelian Reflections in Twentieth-Century France (1987), Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity (1990), Bodies That Matter: On the Discursive Limits of “Sex” (1993), The Psychic Life of Power: Theories of Subjection (1997), Excitable Speech (1997), Antigone’s Claim: Kinship Between Life and Death (2000), Precarious Life: Powers of Violence and Mourning (2004), Undoing Gender (2004), Who Sings the Nation-State?: Language, Politics, Belonging (com Gayatri Spivak, 2008), Frames of War: When Is Life Grievable? (2009), Is Critique Secular? (escrito em conjunto com Talal Asad, Wendy Brown e Saba Mahmood, 2009) e Sois Mon Corps (2011), em co-autoria com Catherine Malabou. Os seus livros mais recentes incluem: Parting Ways: Jewishness and the Critique of Zionism (2012), Dispossessions: The Performative in the Political, em co-autoria com Athena Athanasiou (2013), Senses of the Subject (2015) e Notes Toward a Performative Theory of Assembly (2015). Os seus projectos futuros incluem trabalhos sobre gestos messiânicos em Kafka e Benjamin, ficções filosóficas na obra de Freud, e o género na tradução. É também activa nas políticas gender e sexuais, nos direitos humanos, nas políticas antiguerra, e faz parte da comissão científica da Jewish Voice for Peace. Recebeu o Andrew Mellon Award for Distinguished Academic Achievement in the Humanities (2009-2013). Recebeu o Prémio Adorno da cidade de Frankfurt (2012) devido às suas contribuições para a filosofia feminista e moral, o Prémio Brudner da Yale University pelo seu papel fundamental nos gay and lesbian studies, e o louvor de Research Lecturer na UC Berkeley em 2005. Recebeu também previamente várias bolsas de investigação, que incluem: Guggenheim, Rockefeller, Ford, American Council of Learned Societies, e foi Fellow no Institute for Advanced Study em Princeton e no Collège des Hautes Études em Paris. Recebeu o título Honoris Causa da Université Bordeaux-III, Université Paris-VII, Grinnell College, McGill University, University of St. Andrews, Université de Fribourg, e da Universidad de Costa Rica. Em 2014, foi galardoada com o Diploma de Chevalier da Ordem das Artes e Letras pelo Ministério da Cultura francês.

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Jules Boissière [n. 12 de Abril de 1863, em Clermont-l´Hérault] tinha vinte e quatro anos de idade quando partiu em 1886 para a Indochina como secretário de Paulin-Alexandre Vial, representante do governo em Annam e Tonquim. O sonho do Oriente, nessa época exacerbado pela cultura europeia, o que dava solas de vento a Rimbaud, excitava Flaubert, Gautier, Nerval, Loti e Farrère, fez-se-lhe irrecusável quando o seu pai abandonou por outra aventura o lar conjugal e graves dificuldades financeiras surgiram. [...]

Diário de um Fuzilado destaca-se pela intransigência da sua recusa ao «politicamente correcto». Se Palavras de um Fumador de Ópio apenas nos revela a experiência pessoal do autor na sua relação com a droga, a personagem central do Diário é ficcionada nesta mesma relação com um soldado elitista e xenófobo que deserta do exército francês e se introduz no exército rebelde anamita, não por aprovar a luta desses colonizados contra o poder imperialista, mas saber que poderá nas suas fileiras fumar ópio sem as punições que o exército do seu país lhe destina para o dissuadir do vício. [...]

Jules Boissière morreu subitamente no dia 12 de Agosto de 1897, aos trinta e quatro anos de idade, com uma oclusão intestinal provocada pela maldade dos trópicos e pelo ópio. E teve tempo, nessa agonia violenta, de dizer que desejava ficar sepultado num cemitério de Hanói. [...] tinha em Paris um incondicional amigo — Stéphane Mallarmé, o que lhe tinha influenciado no tom e nos artifícios os primeiros versos. [Aníbal Fernandes]

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Era, pela certidão do baptismo, Jules Gabriel Verne [Nantes, 1828-Amiens, 1905]; e o seu pai, um magistrado de Nantes, desde os seus tempos de berço sonhava- o a brilhar na mesma profissão. Mas bastaram-lhe onze anos de vida e umas quantas e emocionantes leituras para fugir de casa levando consigo um desejo de mar e aventura (e a decisão, muito mais prática, de trazer um colar de coral para oferecer à sua prima Caroline, por quem estava apaixonado) tudo isto vivido — não mais lhe consentiria a idade — como grumete num barco-correio. Sobressaltado, M. Verne foi a tempo de capturá-lo em Paimbæuf, um pequeno porto do Loire-Atlântico. «Pois bem», prometeu a criança frustrada e ingloriamente retida nos seus altos voos, «só vou viajar em sonho». — Quem poderia prever que estas palavras, proferidas numa tão tenra idade, deviam ser tomadas à letra?

É verdade que Jules Verne, para satisfazer os desejos do seu pai chegou à Sorbonne e à licenciatura que poderia dar-lhe o sonhado futuro como magistrado; mas sobrepôs-se a toda esta sabedoria em Direito uma irresistível fascinação literária. De regresso a Nantes, e frustrado por ver a mulher que amava casada com outro homem, voltou para a capital. Parto porque fui desprezado, escreveu numa carta ao músico Aristide Heignard, mas todos verão de que matéria é feito o pobre rapaz a que chamam Jules Verne.

[...] Esteve em Lisboa por duas vezes, em 1878 e em 1884.

A idade mais avançada deu-lhe diabetes, má visão e uma perna coxa que nunca se recompôs de um tiro de espingarda, saído em má hora das mãos de um sobrinho louco. Começou a escrever menos, e até a não escrever. Na minha idade as palavras fogem e as ideias já não entram, pode ler-se numa carta sua.

Morreu em 1905, derrotado por diabetes e cegueira.

O século XX fez dele um clássico; tirou algumas das suas obras da esfera adolescente para acompanhar a de grandes clássicos centrais. Michel Butor é peremptório: «Temos de colocar a sua obra nos grandes conjuntos de romances do século XIX.» E Roland Barthes dedicou-lhe todo um capítulo do seu Mythologies, onde compreende o lado-cárcere dos seus grandes espaços: «A imaginação da viagem corresponde em Verne a uma exploração da clausura. […] O barco pode muito bem ser o símbolo da partida; mas é profundamente a cifra da clausura.» […] «O navio é um facto habitacional, antes de ser um meio de transporte.»

Nenhum outro dos seus livros leva mais à letra estas palavras do que o seu Chancellor.

[Aníbal Fernandes]

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Nasceu em Lisboa, em 1926. Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e as Escolas de Belas-Artes de Lisboa e do Porto. No início da sua carreira, foi um dos animadores do movimento neo-realista, desenvolvendo uma larga intervenção crítica em jornais e revistas. Tem-se dedicado especialmente à pintura, mas realizou igualmente trabalhos de desenho, gravura, escultura e assemblage, ilustração, cerâmica e vidro, tapeçaria, cenografia para teatro e decoração mural em azulejo. Foram-lhe atribuídos vários prémios, nomeadamente o Prémio de Gravura (ex aequo) na sua I Exposição de Artes Plásticas, em 1957, o 1.º Prémio de Pintura (ex aequo) na II Exposição de Artes Plásticas, em 1961, o Prémio Montaigne em 1993, o Prémio AICA-SEC em 1995, o Prémio Celpa / Vieira da Silva, em 2000, e em 2003 o Prémio Amadeo de Souza-Cardoso. Além de diversos textos publicados em revistas e catálogos, sobre outros artistas e sobre a sua própria obra, Pomar é autor de livros de ensaios sobre pintura. Morreu em Lisboa no dia 22 de Maio de 2018.

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