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Rachilde [Cros, 11 de Fevereiro de 1860 - 4 de Abril de 1953] — Marguerite Eymery em solteira, e Marguerite Valette depois de casada com o fundador da editora Mercure de France — se não teve talento que lhe garantisse, junto das sumidades literárias da época, uma memória vitalícia, mereceu do seu tempo um olhar rendido, ou de recusa, ou de reserva, mas nunca de indiferença. A escritora Rachilde, agora um pouco esquecida, foi o contrário do insucesso público: somou num vasto percurso de edições uma admirável quantidade de best-sellers. [...]

Conquistou uma cadeira de poder na Mercure de France, sacerdotisa que intrigava na sombra a boa e a má sorte dos editados. [...] O seu pai, oficial de carreira, tinha sonhado descendências varonis e fora forçado a consolar-se com esta filha única «vestida à rapaz». [...] Esta amazona estreia-se como romancista numa época bastante descrente de talentos literários na Mulher. [...] morreu velha de noventa e três anos, e cansada de tanto escrever. [Aníbal Fernandes]

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Catedrático jubilado e professor emérito de filosofia na Universidade Complutense de Madrid, onde lecciona História da Filosofia Medieval e História das Filosofias Árabe e Judaica. Deu aulas em diversas universidades europeias, americanas e do mundo árabe. É membro de várias sociedades científicas, entre elas a SIEPM, a SIHSPAI e a SOFIME. Publicou vários livros e numerosos artigos, entre os quais El pensamiento filosófico árabe, Obras filosóficas de al-Kindî, Al-Fârâbî. Obras filosófico-políticas, La recepción árabe del «De anima» de Aristóteles. Al-Kindî y al-Fârâbî, Avicena (ca. 980-1037), Historia de la Filosofía Medieval, Averroes: Sobre filosofía y religión, Filosofías árabe y judía, Al-Fârâbî: El camino de la felicidad (Kitâb al-tanbîh ‘alà sabîl al-sa#âda), Visión de filósofos en la primitiva literatura castellana.

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Era galego; nascido, segundo dados biográficos mais seguros, em 1866 na velha casa «El Cantillo» de Villanueva de Arosa (embora costumasse afirmar, com imaginação à solta, que tinha nascido num barco). E chamava-se Ramón José Simón del Valle y Peña, antes de descobrir que um hífen a anteceder um inventado Inclán lhe daria uma sonoridade aristocrática, favorável às pretensões de quem se queria com destaque nas letras do seu país.

Tinha sido um señorito del pueblo mimado, vigiado e bem vestido, com uma inteligência precoce que suscitava boas expectativas, mas sem conseguir passar de «assim-assim» num liceu de Pontevedra e capaz de se arrastar apenas por três anos nos estudos de Direito em Santiago de Compostela; que hostilizou desde muito cedo a compostura familiar, as conservadoras mentalidades da sua Galiza e travou uma luta sem quartéis para se impor ao arrepio de tudo quanto o rodeava, muito solto na fantasia e na decisão de cultivar uma provocatória extravagância física; que em tertúlias de cafés — com ele já no fim da adolescência — começou a inventar-se e a desdobrar-se, palavroso, pelos meandros de uma autobiografia dia a dia falada e cada vez mais empolgante nas suas improváveis aventuras, cheia de histórias pensadas para desbanalizar o que em si existia de mais comezinho.

[...]

Tinha, de facto, barba e cabeleira românticas que enfeitavam com êxito a boémia literária da cidade. Uma exuberância que também fê-lo ver-se como actor de teatro e chegou mesmo a fazê-lo declamar textos dramáticos com ênfase e gestos incómodos para os seus parceiros de palco. Em 1892, já desiludido com Madrid mas seduzido por um México que talvez desse resposta aos seus desejos de vida aventureira, atravessou o oceano. E esteve nesse lado de lá um ano, ao que parece com poucas aventuras mas a escrever artigos para jornais de espanha e também, ao que se julga, a fazer traduções de textos italianos e franceses.

[…]

Chegou depois a época em que pareceu mais contido. Foi eleito deputado e defendeu a Corunha nas listas do Partido Republicano Liberal. Nomearam-no director do novo Museu de Aranjuez e também presidente do Ateneu Científico, Literário e Artístico de Madrid; em 1933 organizou o Congresso da Associação de Escritores e Artistas Revolucionários e esteve entre os que fundaram a Associação de Amigos da União soviética; uma intensa campanha de apoios fê-lo director da Academia Espanhola de Belas Artes de Roma.

Numa itália de alguns meses, acompanhado por três filhos, pouco se rendeu aos benefícios da honra que o afastava de Espanha. Em 1934, o seu regresso foi melancólico; Josefina Tejerina, a sua mulher, já se tinha divorciado e posto fim ao convívio marital com um «revolucionário» de atitudes e posições políticas incompatíveis com os seus princípios de mulher burguesa e de boas famílias. Valle-inclán, com um bastante comprometido estado físico sentiu-se vítima de uma pitoresca falta de meios de subsistência e viu-se na contingência de ser internado num sanatório de Santiago de Compostela. São de 1936 o seu coma rápido (devido a um cancro na bexiga) e a morte depois de recusar, com uma derradeira porém fraca veemência de gestos e palavras, o conforto de um ofício religioso.

[Aníbal Fernandes, Apresentação de Tirano Banderas]

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É professor auxiliar do departamento de sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) e investigador no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), Portugal. Actualmente é director do Observatório das Desigualdades, subdirector do CIES-IUL, e membro da rede europeia Inequality Watch. Tópicos como as desigualdades sociais e territoriais, o Estado social, as políticas públicas, as mobilidades espaciais, e o capital social têm sido os temas principais da sua investigação e dos projectos que coordenou e coordena. Recentemente publicou nas revistas: European Societies, Sociologia Ruralis, Time & Society, Sociological Research Online, European Planning Studies, Portuguese Journal of Social Science, entre outras. Publicou 22 livros (16 como editor e 6 como autor e co-autor). Preside ao grupo de trabalho sobre indicadores de desigualdades sociais do Conselho Superior de Estatística – Secção permanente de estatísticas sociais (INE). Desde a finalização do doutoramento recebeu vários prémios científicos.

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René Crevel [Paris, 1900-1935] descreveu-se numa «Autobiografia» que lhe foi pedida em 1926 pelas Editions du Sagittaire:

Nascido no ano 1900 em Paris, a 19 de Agosto, de pais parisienses; isto permitiu-lhe ter um ar eslavo. Liceu, Sorbonne, Faculdade de Direito; o serviço militar até ao fim de 23 dá-lhe a impressão de só estar, desde há poucos meses, verdadeiramente a viver. Não foi ao Tibete nem à Groenlândia, nem mesmo à América, mas as viagens que não tiveram lugar à superfície tentou fazê-las em profundidade. Pode portanto gabar-se de conhecer, de dia e de noite, certas ruas e os seus hotéis.

Tem horror a todos os esteticismos, sejam os de Oxford e das calças largas, dos negros e do jazz, dos bailes populares, das pianolas, etc. Bem gostaria de encontrar em romances futuros personagens tão nuas e tão vivas como as facas e os garfos com papel de homens e mulheres nas histórias que a si próprio contava quando era criança, e se arriscam a permanecer inéditas. [Note-se que o primeiro capítulo do seu quarto romance, Babylone, intitular-se-á «Monsieur Faca, Mademoiselle Garfo».]

Tinha começado as suas investigações para uma tese de doutoramento em Letras sobre Diderot romancista, na altura em que fundou Aventure com Marcel Arland, Jacques Baron, Georges Limbour, Max Morice, Roger Vitrac, e esta revista permitiu- lhe esquecer o século XVIII e lembrar-se do século XX. Conheceu então Louis Aragon, André Breton, Paul Éluard, Philippe Soupault, Tristan Tzara; e um dia, estava ele à frente de um quadro de Georgio Chirico, teve a visão de um mundo novo. Abandonou definitivamente o velho sótão lógico- -realista, compreendendo que era cobardia sua confinar-se a uma mediocridade argumentadora; e que amava os verdadeiros poetas — entre eles Rimbaud e Lautréamont, sobretudo — que tinham, sem jogos de palavras nem jogos de imagens, um poder libertador.

[...]

Este Crevel que se escolhia e apressava numa «versão para leitores», omitia o já anunciado e pressentido como seu fim precoce e, não podemos deixar de dizê-lo, temperamental. Na nossa família suicidamo-nos muito, avisava com frequência, contando que tinha sido convocado pela sua mãe para ver, ainda muito jovem, o seu pai enforcado — com língua de fora e ejaculação no pano das calças — antes de o despendurarem e horizontalizarem no leito fúnebre.

Era homossexual de bandeira numa época que hostilizava esta frontalidade com os incómodos da exclusão; era fervoroso comunista, olhado de soslaio pelos catecismos morais do partido (ele respondia-lhes: Desde que haja puritanismo, há perigo para a revolução; e o puritanismo, que é um efeito sexual da reacção, corre fortes riscos de arrastar consigo outras reacções. Ainda acrescentava: Nada do que costuma chamar-se um vício alguma vez me aprisionou ou travou. Contraditórias no tempo, todas as minhas sedes — sedes corporais, sedes de álcool, sedes de drogas, de água pura e tinta — conseguiram construir — mais em turbilhão, é verdade, do que em templo grego — esta síntese que me forma a vida). O surrealismo seduzia-o como força nova, capaz de quebrar todos os tabus e dar à existência um novo sentido, mas adaptava-o à sua vocação de golden boy e dandy, enfrentando com sorriso largo e indiferença a homofobia militante e a hostilidade a todos os mundanismos, professadas por André Breton.

[...]

[Aníbal Fernandes]

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Ricardo Jacinto (Lisboa, 1975) vive e trabalha em Lisboa e Belfast.

Artista sonoro e músico, concentra-se principalmente na relação entre som e espaço. Desde 1998 tem apresentado o seu trabalho em exposições, concertos e performances individuais e em grupo, em Portugal e no estrangeiro, e tem colaborado extensivamente com outros músicos, arquitectos e artistas. Apresentou o seu trabalho em diversas exposições individuais e colectivas como: Projet Room CCB – Lisboa, Circulo de Belas-Artes – Madrid, MUDAM – Luxemburgo, Centro Cultural Gulbenkian – Paris, Manifesta 08 – Bienal Europeia de Arte Contemporânea em Itália, Loraine Frac-Metz, OK CENTRE – Linz – Áustria, CHIADO 8 – Culturgest – Lisboa, Casa da Música – Porto e Bienal de Arquitectura de Veneza de 2006. Como músico-performer actuou em diversos locais como: Fundação de Serralves – Porto, Palais Tokyo – Paris, SARC – Belfast, Festival VERBO – São Paulo, Festival Temps d’ Images – Lisboa, Festival Rescaldo – Lisboa, Festival BigBang – CCB – Lisboa, Culturgest – Porto e Lisboa, ZDB – Lisboa, Dança Base – Edimburgo, Kabinett 0047 – Oslo, Fundação Calouste Gulbenkian – Paris e SARC – Belfast.

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Investigadora do Centro de Estudos Comparativas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde conclui o seu doutoramento sobre a figura do argumento cinematográfico (em Manoel de Oliveira e João César Monteiro). Mestre em Literatura Comparada (CEC-FLUL) com uma tese sobre a transposição de Fanny Owen para o cinema (Manoel de Oliveira). Pertence à comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento. Leccionou «Argumento Cinematográfico» na licenciatura de Estudos Artísticos (Artes do Espectáculo) da FLUL e «História do Cinema» na Universidade Moderna. Trabalha em cinema, desde 2000, como assistente de realização e argumentista – colaborou, entre outros, com Teresa Villaverde, Margarida Gil, Inês Oliveira, António Cunha Telles, Vincent Gallo e Catherine Breillat.

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Depois de A Liberdade ou o Amor, Robert Desnos [Paris, 1900 – Teresin, 1945] teve dezoito anos de vida para se exercer como poeta de versos, jornalista, crítico literário e de cinema, vendedor imobiliário; para ser o argumentista de filmes […], para ser autor de um programa radiofónico célebre (La complainte de Fantômas), para escrever os textos líricos do filme Panurge de Michel Beruheim, a letra da cantata feita para a inauguração do Museu do Homem, com música de Darius Milhaud… Teve uma actividade intelectual intensa e ocasião para se afirmar como um dos maiores poetas da sua geração; pôde reunir os seus poemas mais significativos em dois livros, Corps et biens (1930) e Fortunes (1942) (com o longo poema Siramour onde Lisboa é cinco vezes citada); e conseguir escrever um quase-romance, Le vin est tiré… (1943), onde lamenta e comenta os malefícios da droga (Desnos foi um viciado opiómano)… Mas […] houve um fatal acidente ligado à sua corajosa militância anti-fascista.

Os artigos que assinou no jornal Aujourd’hui, odiado pela extrema-direita, e com o pseudónimo Cancale num jornal clandestino anti-alemão, marcaram-no durante a presença nazi como um alvo a abater. Foi preso em 22 de Fevereiro de 1944; deportado para Compiègne, depois para Auchwitz, Buchenwald, Flossenburg, Flöha, e finalmente para Teresin na Checoslováquia. [Aníbal Fernandes]

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Possui bacharelado e licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996), bem como graduação em Teologia pela Escola Superior de Teologia da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (1996). É Doutor em Filosofia pela Rheinische Friedrich-Wilhelms-Universität Bonn (2001). Realizou pós-doutoramento na Eberhard Karls Universität Tübingen (2005), no Albertus-Magnus-Institut (2007 e 2011), e na University of Notre Dame — IN, EUA (2010). Nessas ocasiões, foi bolsista, respectivamente, da Alexander von Humboldt-Stiftung e da Comissão Fulbright. Foi Professor Visitante na Universidade de Kassel (2004-2005), na Universidade do Porto (2006) e na Universidade de Bonn (2010-2011). Actualmente, é Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e também Professor colaborador no Programa de Pós-Graduação em Teologia, na mesma universidade. É coordenador geral do projecto «Scholastica colonialis: a recepção e o desenvolvimento da Escolástica Barroca na América Latina, séculos 16-18», com apoio do Programa Geral de Cooperação Internacional da CAPES, envolvendo grupos de pesquisa no Brasil, no Peru, no Chile, em Portugal e na Espanha.

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É doutorada em Ciências da Comunicação (Psicologia Social da Comunicação) e professora associada no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. Foi diretora adjunta do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), diretora do Mestrado em Ciências da Comunicação e diretora do Departamento de Ciências da Comunicação na mesma universidade. Atualmente é diretora do programa doutoral em Estudos Culturais e vice-chair da rede COST «Social psychological dynamics of historical representations in the enlarged European Union». Dedica-se principalmente às seguintes áreas de investigação: diversidade e comunicação intercultural, memória social, representações sociais, identidades sociais, estereótipos e discriminação social. Entre as suas obras destacam-se os seguintes livros: Preto e Branco: A Naturalização da Discriminação Racial (Campo das Letras, 2007), Comunicação Intercultural: Perspectivas, Dilemas e Desafios (com Luís Cunha; Campo das Letras, 2008) e Narratives and Social Memory: Theoretical and Methodological Approaches (com Lilia Abadia; CECS, 2013).

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Nasceu no Porto, em 1957. É professora associada com agregação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Llosa. Doutorada em Literatura Portuguesa, tem estudado a poesia moderna e contemporânea e as relações inter-artísticas (poesia/cinema). Algumas publicações: Carlos de Oliveira e a Referência em Poesia (Campo das Letras, 1998), Em Parte Incerta. Estudos de Poesia Portuguesa Contemporânea (Campo das Letras, 2004), Vidro do Mesmo Vidro – Tensões e deslocamentos na poesia portuguesa depois de 1961 (Campo das Letras, 2007), A Porta de Duchamp (Averno, 2009), A Forma Informe – Leituras de Poesia (Assírio & Alvim, 2010, Prémio Jacinto do Prado Coelho), O Cinema da Poesia (Documenta, 2012). Organizou, com Joana Matos Frias e Luís Miguel Queirós, a antologia Poemas com Cinema (Assírio & Alvim, 2010). Tem colaboração dispersa em várias publicações colectivas nacionais e estrangeiras, e em diversas revistas (Colóquio/Letras, Relâmpago, Telhados de Vidro, Diacrítica, Cadernos de Literatura Comparada, Abril, Tropelías, entre outras). Em 2013 o seu livro O Cinema da Poesia (Documenta, 2012) vence o Grande Prémio de Ensaio «Eduardo Prado Coelho» APE/Vila Nova de Famalicão.  

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Nasceu em Vila Viçosa no dia 27 de Junho de 1943. Estreou com o volume Deus, sobre o magno problema da existência de Deus (1988), e publicou, entre outros, Sobre a nossa morte bem muito obrigado (1989), Livro de Afectos (1992) e O Quarto Azul e outros poemas (2011), Acabamentos de Primeira (2014), Deus e Outros Animais (2015). Traduziu obras de Rainer Maria Rilke, Robert Desnos, Nâzim Hikmet, Ramón Gómez de la Serna, Roger Martin du Gard, entre outros. Morreu no dia 29 de Janeiro de 2019.

 

«Tem fãs por onde passa, pelo menos junto dos que olham com atenção. Usa o silêncio como generosa estratégia. Estudou direito. Tem filhos, netos, amigos. Gosta de ler e de comer. Dorme cedo. Leu tudo. É um sábio.» (Changuito)

 

 

 

 

Fotografia: @ Changuito [na livraria Poesia Incompleta]

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Rui Calçada Bastos (Lisboa, Portugal, 1971) estudou Pintura na Escolas de Belas-Artes do Porto e de Lisboa, assim como Artes Visuais no Centro de Arte e Comunicação Visual – Ar.Co, em Lisboa. Após uma estada em Paris, na Cité international des Arts, mudou-se para Berlim em 2002 para efectuar uma residência artística na Kunstlerhaus Bethanien. Em 2004, Calçada Bastos recebeu o prémio Arbeitstipendium der Senatsverweltung fur Wissenschaft, Forschung und Kultur em Berlim. Em 2005, em colaboração com os artistas Sergio Belinchón, Santiago Ydañez, Paul Ekaitz e Antonio Mesones, fundou a galeria Invaliden1, um espaço gerido por artistas em Berlim. Até 2015, Invaliden1 apresentou e expôs obras de cerca de cem artistas contemporâneos de todo o mundo. O trabalho de Rui Calçada Bastos foi exposto em inúmeros museus em Portugal e no estrangeiro e está representado internacionalmente em diversas colecções públicas e privadas.

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Nasceu no Porto, em 1975.

É autor de vários livros de poesia publicados entre 2002 e 2016, entre os quais Antigo e Primeiro: Sonetos, Revólver, Corvo, Um Arraial Português e Estrada Nacional. É também autor de ensaios, teatro, crítica literária, artigos científicos e ficção infanto-juvenil, estando representado em diversas publicações e antologias.

Traduziu poesia e ficção de Paul Auster, Pablo Neruda e Samuel Beckett, entre outros.

É doutorado em Literaturas e Culturas Românicas – especialidade em Literatura Portuguesa – pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Fundou e dirigiu a revista de literatura, música e artes visuais Aguasfurtadas, entre 1998 e 2004. Integrou a direcção da Fundação Eugénio de Andrade. Foi assessor parlamentar na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República e docente na ACE – Escola de Artes.

Com Jorge Reis-Sá, foi responsável pela organização, selecção, introdução e notas da obra Poemas Portugueses: Antologia da Poesia Portuguesa do séc. XIII ao séc. XXI (Porto Editora, 2009). Venceu, em 2016, o Prémio Literário Fundação Inês de Castro 2016, com o livro Estrada Nacional. Em 2016 publicou o ensaio Manuel António Pina, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra.

Trabalha atualmente no Parlamento Europeu, entre Bruxelas e Estrasburgo.

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Autor internacional dos Doors, nasceu no Porto, onde em 2000 se licenciou em Ciências da Comunicação. Desde essa altura desenvolveu uma vasta pesquisa, estabeleceu parcerias com artistas nacionais e internacionais, inclusive com os Doors, staff original, reputados biógrafos (como Jerry Hopkins e Danny Sugerman, autores do best seller Daqui Ninguém Sai Vivo), amigos íntimos de Jim Morrison, dos outros Doors, etc. Do seu longo percurso destaca-se a elaboração de uma tese académica de contraste entre a complexa personalidade do homem/poeta James Douglas Morrison (Jim Morrison) e o seu mito «O Rei Lagarto», estrela de rock. Em 2001, e após um escrutínio nacional da Warner e de uma rádio portuguesa, foi escolhido para representar Portugal nas celebrações dos 30 anos da morte de Jim Morrison onde esteve com Ray Manzarek e Danny Sugerman nas homenagens ocorridas a 3 de Julho em Paris.Em 2003 foi lançada a edição nacional do Contigo Torno-me Real, o primeiro livro do autor. Recebeu uma excelente crítica de imprensa e o seu trabalho revelou-se um sucesso imediato junto dos leitores. Em 2008, e depois de vários anos de profunda investigação, surgiu a versão internacional do Contigo Torno-me Real. Uma obra completamente diferente na profundidade da abordagem, aclamada pela crítica e distinguida internacionalmente. As participações de excelência, o material raro, inédito e a pesquisa de qualidade foram premiadas com uma Menção Honrosa no «London Book Festival». Um livro português destacado entre milhares maioritariamente em inglês e espanhol. Um mérito que levou a mítica UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles) a abrir pela primeira vez as suas portas a um investigador residente neste tema.

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Rui Sanches (Lisboa, 1954) inicia formação plástica no Ar.Co, em Lisboa. Prossegue-a no Goldsmiths’ College, Londres, onde tirou um Bachelor of Arts em 1980, e na Yale University, New Haven, onde obteve um Master of Fine Arts, em 1982, sendo bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. De regresso a Portugal, deu aulas no Ar.Co, onde foi também responsável pelo Departamento de Escultura e membro da Direcção, e no IADE. Expõe colectivamente desde 1985 e individualmente desde 1984, tanto em Portugal como no estrangeiro. Nos anos 80 e 90 está ligado à direcção do CAM da FCG, desenvolvendo trabalho de curadoria de exposições. A partir de 1993 realiza também intervenções em espaços públicos. É representado em diversas colecções públicas e privadas no país e no estrangeiro, tendo sido premiado com o Prémio AICA em 2008.

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