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Artur Guerra

Artur Guerra nasceu em Silvã de Cima (Sátão, Viseu) no dia 23 de Dezembro de 1949. Vive na Margem Sul do Tejo, no concelho do Seixal.

É licenciado em Filosofia pela Universidade de São Tomás, em Roma, e pela Universidade Clássica de Lisboa. Formou-se em Teologia em Valência, Espanha.

Foi professor de Filosofia e de Psicologia do ensino secundário e desempenhou funções de professor bibliotecário, estando actualmente aposentado.

É tradutor freelance de castelhano, italiano e catalão desde 1983. Entre muitos outros, traduziu: José Ortega y Gassett, A Rebelião das Massas (Círculo de Leitores e Relógio D'Água, 1989); Miguel de Unamuno, Do Sentimento Trágico da Vida (Círculo de Leitores, 1989) e A Agonia do Cristianismo (Livros Cotovia, 1991); Miguel Delibes, Os Santos Inocentes (Teorema, 1991); Carlo Coccioli, Buda e o seu glorioso mundo (Livros Cotovia, 1992); Maria Zambrano, Os Sonhos e o Tempo (Relógio D'Água, 1994) e O Homem e o Divino (Relógio D'Água, 1995); Daniel Innerarity, A Filosofia como uma das Belas Artes (Teorema, 1996).

Do catalão, traduziu os seguintes autores: Joan Perucho, As Histórias Naturais (Teorema, 1990); Ramon Llull, Livro da Ordem de Cavalaria (Assírio & Alvim, 1992); Jesus Moncada, Caminho de Sirga (Dom Quixote, 1992); Mercè Rodoreda, Espelho Partido (ASA, 1992) e A Morte e a Primavera (Relógio D’Água, 1992); Maria Barbal, Cânfora (DIFEL, 1997) e Seixo Rolado (DIFEL, 2000); Antoni Tàpies, A Prática da Arte (Livros Cotovia, 2002); Marc Pastor, A Mulher Má, (TopSeller, 2014); Tina Vallès, A Memória da Árvore, (Dom Quixote, 2018); Joanot Martorell, Tirant lo Blanc (Documenta, 1º volume, 2015; 2º volume, 2017; 3º volume, 2018).

Foi distinguido, conjuntamente com Cristina Rodriguez, com o Prémio de Literatura Casa da América Latina 2011 pela tradução de 2666 (Quetzal, 2010), romance póstumo do escritor chileno Roberto Bolaño. Cristina Rodriguez e Artur Guerra exercem juntos a tradução, sobretudo a literária, que iniciaram com Filomeno (Dom Quixote, 1990) e A Saga/Fuga de J.B. (Dom Quixote, 1992)de Gonzalo Torrente Ballester. Contam com cerca de duas centenas de obras traduzidas (entre outros autores, de Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez, Camilo José Cela, Jorge Edwards, Francesco Alberoni, Luis Sepúlveda, Arturo Pérez-Reverte, Mario Vargas Llosa, Mercè Rodoreda). Da tradução de dicionários, destaque para Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, Dicionário de Símbolos (Teorema, 1994), e Giulia Lanciani e Giuseppe Tavani, Dicionário da Literatura Medieval Galega e Portuguesa (Caminho, 1993), este último em colaboração com José Colaço Barreiros.

Em 2018, é distinguido com o Prémio Ramon Llull de Tradução Literária, prémio internacional da Fundação Ramon Llull, pela tradução de Tirant lo Blanc, de Joanot Martorell (Documenta, 3 volumes: 2015, 2017, 2018), e pela sua trajectória como tradutor.

 

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