0,00€
A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | X | Y | Z
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

A.calpi, Lisboa, 1952.

IADE, fotografia, 1972. Aluno fundador do Ar.Co, serigrafia e teoria da cor, 1973. Escola Superior de Teatro do Conservatório Nacional, Lisboa, 1977. The Lee Strasberg Theatre Institute, Nova Iorque, 1982. The Common Basis Theatre, Nova Iorque (bolseiro FCG), 1997. Colaborou com: Osório Mateus, Nuno Carinhas, Norberto Barroca, Lúcia Sigalho e Richard Foreman, teatro, Luz da Camara e Luís Guerra, performance, Pedro Ramos, dança, Luís Noronha da Costa, Manoel de Oliveira, João Mário Grilo, Cristina Hauser, cinema.

Exposições: *colectiva – Espaço AZ, 2016, + MORRE PR’AÍ ou DROP DEAD ou DIE HARD, acção dramática. *Boninas - Museu Geológico, 2017 *De-A-a-A, Calpi & Camarao – Espaço Cultural Mercês, 2018, com Alexandre Camarao. *Casa Teatro – A Montanha, 2018, com Ana Cardoso e Manuel Caldeira. *Segunda Categoria – Atelier Alexandre Camarão, Bernardo Simões Correia, 2018, colectiva. *Uma Pequena História da Linha – Casa da Cerca, 2018, colectiva.

Colecções: Figueiredo Ribeiro. Ana Jotta. Ar.Co.

Publicação Símil, Companhia das Ilhas, 2016.

Livros relacionados
 

Nasceu em Chacim (Macedo de Cavaleiros) em 1941.

Licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra. Foi professor do Ensino Secundário em Vila Real, animador cultural e coorganizador das Jornadas Camilianas.

Publicou poesia, teatro, romance, conto, ensaio e crítica.

O seu romance O Cónego (2007) foi distinguido com o Grande Prémio de Literatura DST e aos seus livros de poesia Douro: Pizzicato e Chula (2004) foi atribuído o Prémio D. Dinis – Fundação Casa de Mateus. Com a obra As têmporas da cinza (2008), venceu o Prémio Luís Miguel Nava 2009. Em 2010, publica a coletânea de contos O porco de Erimanto e outras fábulas pela qual recebe o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco de 2010.

Grande parte da sua vasta obra, que se inciciou em 1974 com Algures a Nordeste (edição de autor), está publicada na editora Livros Cotovia.

Livros relacionados
 
 

Nasceu em 1971, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha.

Licenciada em História de Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1994) e mestre em História Contemporânea pela mesma Instituição (1999). Concluiu ainda o Curso de Curadoria e Organização de Exposições da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian (2003).

Iniciou funções técnicas como Especialista em Arte Contemporânea no IAC – Instituto de Arte Contemporânea, em 2001, sob a direcção de Fernando Calhau. Com a transição do IAC para IA – Instituto das Artes, passou a coordenar o Gabinete de Internacionalização. Em 2006, assumiu as funções de subdirectora do IA. Dirigiu várias representações de Portugal às Bienais Internacionais de Artes Visuais e de Arquitectura, em Veneza e em São Paulo. Em 2007, assumiu o projecto de renovação da Bienal Internacional de Arte e Cultura de São Tomé e Príncipe e foi comissária-geral da 5.ª (2008) e da 6.ª (2011) edições. Foi docente de Curadoria no Curso de Pós-Graduação em Curadoria e Programação das Artes da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, entre 2012 e 2015. Em 2016 recebeu uma bolsa anual da Fundação Calouste Gulbenkian, para um projecto internacional de investigação e qualificação profissional sobre Born Digital / Software based art.

É curadora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, desde 2008. Autora de projectos vários na área da curadoria e historiografia, tem obra publicada desde 1994.

 

B. Lisbon, 1971, lives and works in Lisbon. Adelaide Ginga has a degree in History of Art from the Faculty of Social Sciences and Humanities of the New University of Lisbon (1994) and a master’s in Contemporary History from the same institution (1999). She has also completed the Course in Curating and Exhibition Organisation at the Higher School of Fine Arts of Lisbon in partnership with the Calouste Gulbenkian Foundation (2003).

She began working as a specialist in contemporary art at the IAC (Institute of Contemporary Art), in 2001, under the direction of Fernando Calhau. When the IAC became the IA (Arts Institute), she was made coordinator of the Internationalisation Office. In 2006, she took on the role of deputy director of the IA. She directed several representations of Portugal in International Biennales of Visual Arts and Architecture, in Venice and São Paulo. In 2007, she took on the renovation project of the International Biennale of Art and Culture of São Tomé and Príncipe and was the general-commissioner of the 5th (2008) and 6th (2011) editions. She taught curating in the Post-Graduate Course in Curating and Arts Programming at the Faculty of Human Sciences of the Catholic University of Portugal, Lisbon, between 2012 and 2015. In 2016 she received an annual grant from the Calouste Gulbenkian Foundation, for an international research project and professional qualification in Born Digital / Software based art.

She has been curator of the National Museum of Contemporary Art – Chiado Museum, in Lisbon, since 2008, and is the author of several projects in the field of curating and historiography. She has published work since 1994.

Livros relacionados
 
 
 
 
 

Nasceu em Ferreira do Alentejo em 1933. Estudou no Magistério Primário de Faro, onde concluiu o curso em 1955.

Para além de professor primário foi também funcionário público, bibliotecário das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, revisor tipográfico e livreiro, mas foi no jornalismo que encontrou a sua ocupação principal, aquela que exerceu até à reforma, passando pelos jornais República, Vida Mundial, O Século, O Século Ilustrado, Portugal Hoje, France Press e A Capital, onde ao longo de doze anos assinou a «Crónica do Planeta Terra».

Destacou-se pela autoria de inúmeros artigos sobre temas que até então não eram abordados, como a poluição dos rios, a plantação de eucaliptos, a ocupação industrial de Sines ou a central nuclear de Ferrel e também foi dos primeiros a escrever sobre defesa do consumidor. Após a Revolução de 1974, fundou o Movimento Ecológico Português, onde criou e dirigiu o jornal Frente Ecológica.

Em 1960 publicou o seu primeiro livro de poesia, Espaço Mortal, a que se seguiu O Nariz (1961). Recentemente, voltou a dar livros à estampa com a publicação de Campa Rasa e Outros Poemas (2011) e Lama e Alvorada — Poesia Reunida 1953-2015 (2017).

Lutador incansável pela Liberdade e pela defesa do nosso Planeta, ecologista militante, humanista activo, também defensor da causa animal, foi um dos fundadores das lutas ecologistas em Portugal há mais de cinquenta anos.

Faleceu no dia 29 de Junho de 2018, com 85 anos de idade.

Livros relacionados
 
 

(Porto, 1979) é doutorada em Ciências da Comunicação: Comunicação e Artes pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese «Mapeamento do Espaço entre Arte e Ciência na Cultura Contemporânea: Ligação e Intervalo» (2019), na qual tenta aproximar o pensamento de Hermínio Martins às práticas artísticas. Bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2012-2016). É professora auxiliar convidada na secção Multimédia da Faculdade de Belas- -Artes da Universidade do Porto, investigadora do ICNOVA e colaboradora do I2ADS. Membro fundador do Colectivo Embankment e da Plataforma Ma nos quais desenvolveu projectos sobre as ligações técnicas e os imaginários da arte. Trabalha com Maria Mire numa dupla artística que recentemente preparou a edição da revista Interact — Revista Online de Arte, Cultura e Tecnologia do ICNOVA, Interact #34 sobre o tema «Dead Link: mediações das práticas artísticas» (2021).

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em São Mamede do Coronado, Trofa, em 1937. Entre os dez e os vinte e um anos de idade, aprendeu o ofício de santeiro nas oficinas de arte sacra da sua terra natal. Diplomado pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1961-1967) e pós-graduado pela Saint Martin’s School of Art de Londres (1968-1970). Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian: Porto (1962-1967) e Londres (1968-1970). Professor Associado, agregado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Leccionou no curso de Escultura da ESBAP (1971-1976), no curso de Arquitectura da FAUP (1970-1999) e foi responsável pela orientação pedagógica e artística do Círculo de Artes Plásticas, Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (1972-1985). Dedicou-se ao estudo do Zen, do Tao, do Tantra e da Psicologia Profunda. Viajou pelo Oriente e pelo Ocidente para viver e interiorizar outras culturas. Expõe desde 1963. Realizou 93 exposições individuais e participou em mais de cem exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro; está representado em museus e colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro; realizou esculturas públicas em diversos países; recebeu numerosos prémios e publicou inúmeros textos e três livros, um em co-autoria, sobre Arte e sobre Pedagogia. Morreu no Porto no dia 15 de Abril de 2017.

Livros relacionados
 

Poeta, narrador, ensaísta, performer e professor universitário, nasceu no dia 26 de Dezembro de 1937, no Porto.

Licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra e, entre 1960 e 1977, exerceu funções de leitor de Português e de Literatura Portuguesa em Heidelberg, na Alemanha.

Regressando a Portugal, desenvolveu uma intensa actividade no domínio da criação literária relacionada com os movimentos experimentalistas. Os seus textos, por vezes publicados em livros com uma configuração gráfica original, assumem um sentido polémico, que ocasionalmente os próprios títulos podem evidenciar, e ao mesmo tempo de vanguarda. É autor de O Silêncio dos Poetas (1978), um importante estudo sobre o sentido da criação literária ligada aos movimentos de vanguarda, a qual se caracteriza pelo seu "desvio da norma"; o desenvolvimento dos seus pontos de vista leva-o a estabelecer uma bem fundamentada e sugestiva "fenomenologia da modernidade". Realizou o seu primeiro happening em 1977 no Jardim Zoológico de Lisboa, Homo Sapiens, e, mais tarde, Uma Tarefa para o Ano Vindouro, dividida em duas partes (31/12/1999 e 01/01/2000), também em Lisboa, na Galeria Ler Devagar. Traduziu, entre outros, Thomas Bernhard (A Força do Hábito, em colaboração com João Barrento, 1991) e Botho Strauss (O Parque). Colaborou com Miguel Vale de Almeida e Rui Simões em Pornex: Textos Teóricos e Documentais de Pornografia Experimental Portuguesa (coord. de Leonor Areal e Rui Zink), 1984.

Foi professor auxiliar convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O seu livro De Nada (Boca, 2012) é distinguido com o Prémio Nacional de Poesia Diógenes, atribuído pela revista Cão Celeste e por um júri constituído por Luís Miguel Queiróz, Rosa Maria Martelo e Rui Caeiro.

 

Livros relacionados
 
 
 
Livros relacionados
 
 
 
Livros relacionados
 

Nasceu no Canadá. É doutorado em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a classificação final de aprovado com distinção e louvor, por unanimidade. É professor auxiliar na Universidade da Beira Interior, leccionando nos cursos de Ciência Política e Relações Internacionais (1.º Ciclo), Ciências da Comunicação (1.º Ciclo), Estudos Ibéricos (2.º Ciclo) e Ciência Política (2.º Ciclo). Na mesma universidade, exerce ainda os cargos de director do Mestrado em Estudos Ibéricos e de membro do Conselho Científico da Faculdade de Artes e Letras. Integra o Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra, a Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa (Secção de História) e a Associação Internacional Colóquios da Lusofonia. Uma das suas últimas publicações foi o capítulo de livro intitulado «Uma Potência em Ascensão: Portugal à luz do discurso proferido por D. Garcia de Meneses perante o Papa Sisto IV (1481)», in Representações da Portugalidade, org. André Barata, António Santos Pereira e José Ricardo Carvalheiro, Alfragide, Caminho, Dezembro de 2011, pp. 243-264.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em Lisboa, a 5 de Maio de 1972. Realizou estudos na Universidade Católica Portuguesa, na Universidade de Lisboa, na Universidade Albert Ludwig (Freiburg, Alemanha) e na Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 2007. É actualmente Professor no Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no qual é Director do Curso de Licenciatura em Filosofia. É Presidente da Associação de Professores de Filosofia, membro da Direcção da Associação Portuguesa de Filosofia Fenomenológica e sócio da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, da Martin-Heidegger-Gesellschaft e da Carl Schmitt-Förderverein. É investigador da Unidade I&D Linguagem, Interpretação e Filosofia, sediada na Universidade de Coimbra, e colaborador em projectos do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do Instituto de Filosofia Prática, da Universidade da Beira Interior (Covilhã). Os seus campos de investigação privilegiados são os da Filosofia Política e da Filosofia Moderna e Contemporânea, particularmente o da Fenomenologia. Traduziu obras de filósofos como Johann Gottlieb Fichte e Martin Heidegger, assim como de pensadores como Carl Schmitt, Ernst Jünger ou Eric Voegelin.

Livros relacionados
 
 
 
 

Alfred Jarry [Laval, 1873-Paris, 1907] foi de um modo raro homem de letras. Os seus actos mais insignificantes, as suas traquinices, eram literatura. Porque estava ancorado nas letras e em mais nenhum lado. Mas de que forma admirável! Foi um dia dito à minha frente que Jarry tinha sido o último autor burlesco. É um erro! A maior parte dos autores do século XV e uma grande parte dos autores do século XVI não teriam sido, se assim fosse, mais do que burlescos. Esta palavra não pode designar os mais raros produtos da cultura humanista. Não dispomos de termo que possa aplicar-se a esta jovialidade particular onde o lirismo se faz satírico; onde a sátira, por se exercer sobre a realidade, de uma tal forma ultrapassa o objecto e consegue destruí-lo; tão alto sobe, que só a muito custo lá chega a poesia; ao passo que a trivialidade está aqui relacionada com o próprio gosto, e por um fenómeno inconcebível faz-se necessária. Só o Renascimento permitiu estes deboches da inteligência onde os sentimentos não se incluem; e Jarry, por um milagre, foi o derradeiro desses deboches sublimes.

[Guillaume Apollinaire]

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
 

José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, São Tomé e Príncipe, 7 de Abril de 1893 – Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses.

Almada Negreiros é uma figura ímpar no panorama artístico português do século XX. Essencialmente autodidacta (não frequentou qualquer escola de ensino artístico), a sua precocidade levou-o a dedicar-se desde muito jovem ao desenho de humor. Mas a notoriedade que adquiriu no início de carreira prende-se acima de tudo com a escrita, interventiva ou literária. Almada teve um papel particularmente activo na primeira vanguarda modernista, com importante contribuição para a dinâmica do grupo ligado à Revista Orpheu, sendo a sua acção determinante para que essa publicação não se restringisse à área das letras. Aguerrido, polémico, assumiu um papel central na dinâmica do futurismo em Portugal. Mas a intervenção pública de Almada e a sua obra não marcaram apenas o primeiro quartel do século XX. A sua acção prolongou-se ao longo de várias décadas, sobrepondo-se à da segunda e terceira geração de modernistas. A contundência das suas intervenções iniciais iria depois abrandar, cedendo o lugar a uma atitude mais lírica e construtiva que abriu caminho para a sua obra plástica e literária da maturidade. Almada é também um caso particular no modo como se posicionou em termos de carreira artística. Esteve em Paris, como quase todos os candidatos a artista então faziam, mas fê-lo desfasado dos companheiros de geração e por um período curto, sem verdadeiramente se entrosar com o meio artístico parisiense. E se Paris foi para ele pouco mais do que um ponto de passagem, a sua segunda permanência no estrangeiro revelou-se ainda mais atípica. Residiu em Madrid durante vários anos e o seu regresso ficou associado à decisão de se centrar definitiva e exclusivamente em Portugal. Ao longo da vida empenhou-se numa enorme diversidade de áreas e meios de expressão – desenho e pintura, ensaio, romance, poesia, dramaturgia, bailado. Sem se fixar num domínio único e preciso, o que emerge é sobretudo a imagem do artista total, inclassificável, onde o todo supera a soma das partes.

Livros relacionados
 

Aloysius Bertrand [Ceva (Piemonte), 20 de Abril de 1807 – Paris, 29 de Abril de 1841]. Viveu em Dijon, cidade que o marcou profundamente, mas fez algumas incursões em Paris, onde experimentou enormes dificuldades materiais e de relacionamento com o meio literário e editorial. Aí se instalou de 1833 até à sua morte, vítima da tuberculose, e aí foi enterrado na vala-comum do cemitério de Montparnasse. Deixou-nos a obra Gaspar da Noite – Fantasias à maneira de Rembrandt e Callot, editada postumamente pelo seu amigo, o escultor David d’Angers, com a ajuda de Sainte-Beuve. Alguns fragmentos já tinham sido publicados no jornal literário Le Provincial. A sua forma inovadora – «nem-prosa-nem-verso» – causou estranheza nos meios literários. Baudelaire reconheceu a sua influência no Le Spleen de Paris e alguns dos seus textos inspiraram René Magritte e Maurice Ravel.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu em Évora no dia 31 de Julho de 1939.

O primeiro contacto com a pintura efectua-se através de aulas de desenho com António Charrua. Em 1956, fixa-se em Lisboa onde começa por se matricular na Faculdade de Direito e, mais tarde, na Faculdade de Letras, em Filosofia, licenciatura que conclui em 1975.

Em Junho de 1961 efectua a sua primeira viagem ao estrangeiro, a Paris, onde estabelece contacto com pintores próximos do surrealismo e com a arte norte-americana. No seu percurso, a pintura e a escrita mantiveram caminhos paralelos, que se cruzaram frequentemente. A teoria da arte faz parte da sua obra literária, assim como a poesia e pequenas histórias de natureza surrealista.

O reconhecimento da sua obra reflectiu-se em exposições retrospectivas como as da Fundação de Serralves e da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi distinguido com o Grande Prémio Fundação EDP Arte em 2004.

Faleceu no Porto no dia 11 de Fevereiro de 2006.

Livros relacionados
 

Álvaro Siza Vieira (Matosinhos,1933) estudou, entre 1949 e 1955, na Escola Superior de Belas-Artes, onde leccionou de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente). Fortemente marcado pelas obras dos arquitectos Adolf Loos, Frank Lloyd Wright, e Alvar Aalto, cedo conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais mas também na forte tradição construtiva portuguesa, das quais resultaram obras de grande requinte e detalhe no modernismo português, entre as quais se destaca a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira. Siza Vieira criou verdadeiros marcos na história da arquitectura portuguesa e internacional, influenciando várias gerações de arquitectos. Vejam-se as Piscinas de Marés, o Museu de Serralves, a igreja de Marco de Canaveses, ou o museu para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, onde Álvaro Siza retorna a umas das suas mais fortes influências de linguagem arquitectónica, Le Corbusier. As suas obras encontram-se por todo o mundo, da América à Ásia, passando por países como Portugal, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos, entre outros. Siza foi ainda professor visitante na Escola Politécnica Federal de Lausana, na Universidade de Pensilvânia, na Universidade de Los Andes em Bogotá e na Universidade de Harvard.

Livros relacionados
 

Nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, freguesia de Mancelos, no concelho de Amarante.

Fez estudos liceais em Amarante e frequentou a Academia de Belas-Artes de Lisboa em 1905, tentando seguir o curso de Arquitectura que interrompeu para partir para Paris, em 1906, instalando-se, então, em Montparnasse. Frequentou ateliers preparatórios para o concurso de admissão às Beaux-Arts parisienses, ainda com destino a Arquitectura, vindo, no entanto, a dedicar-se exclusivamente à Pintura, tendo frequentado a Academia Viti do pintor espanhol Anglada Camarasa. Nesta primeira época realizou várias caricaturas e algumas pinturas marcadas por aspectos naturalistas e impressionistas. Em 1910 fez uma estada de alguns meses em Bruxelas e em 1911 expôs trabalhos no Salon des Indépendants, em Paris, havendo-se aproximado progressivamente das vanguardas e de artistas como Modigliani, Brancusi, Archipenko, Juan Gris, Robert e Sonia Delaunay. Em 1912 publicou o álbum XX Dessins e expôs no Salon des Indépendants e no Salon d’Automne. Em 1913 tomou parte, com oito trabalhos, no Armory Show, nos Estados Unidos da América, aí restando algumas das obras expostas, hoje patentes ao público nos museus americanos. Nesse ano participou ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim. Em 1914 encontrou-se em Barcelona com Gaudí, e partiu depois para Madrid onde foi surpreendido pela guerra. Regressou a Portugal, instalando-se em Manhufe, e casou no Porto com Lucia Pecetto, que conhecera em Paris em 1908. Pintou com grande constância, refez algumas obras no seu atelier da Casa do Ribeiro, cultivou a amizade com Eduardo Viana, Almada Negreiros e os Delaunay (que então se instalaram em Vila do Conde).

Em 25 de Outubro de 1918 Amadeo morre em Espinho vítima da «pneumónica» que então grassava em Portugal.

Livros relacionados
 
 
 

Américo José Pinheira Pereira.

Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa, Lisboa (1990), com trabalho sobre Nietzsche. Mestre em Filosofia (1997) pela mesma Universidade, com a dissertação A relação entre o acto e o ser na obra De l’acte de Louis Lavelle (Summa cum Laude). Doutor em Filosofia, também pela Universidade Católica Portuguesa (2006), com a defesa da tese Fundamentação ontológica da ética na obra de Louis Lavelle (Magna cum Laude). Licenciatura, mestrado e doutoramento decorreram sob orientação do Professor Manuel Barbosa da Costa Freitas. Actualmente é Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa. Na sua actividade docente nas Faculdades de Teologia e de Ciências Humanas, bem como no Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, tem leccionado disciplinas nas áreas de História da Filosofia Antiga, Axiologia e Ética, Bioética, Ontologia, Filosofia do Trabalho e da Técnica, Filosofia da Religião, Epistemologia, Filosofia da Linguagem, Filosofia da Arte e da Técnica, Antropologia Filosófica, Antropologia Religiosa, Sócio-antropologia da Saúde, além de vários seminários temáticos nas mesmas áreas. Organizou e co-organizou 35 encontros científicos; participou em 67 conferências e palestras científicas; é autor de 14 livros e co-autor de 27; tem 40 artigos científicos publicados em revistas científicas nacionais e estrangeiras, e 166 artigos de diversa índole, publicados on-line em publicações nacionais e internacionais

(a.j.p.pereira@fch.lisboa.ucp.pt).

Livros relacionados
 
 
 
 
 
Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 

Ana Hatherly (Porto, 1929 – Lisboa, 2015).

Foi ensaísta, investigadora, tradutora, professora universitária, pintora e poeta de vanguarda. Membro destacado do grupo da Poesia Experimental Portuguesa nos anos 60 e 70, tem uma extensa bibliografia poética e ensaística. Dedicou-se também à investigação e divulgação da literatura portuguesa do período barroco, tendo fundado as revistas Claro-Escuro e Incidências.

Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa, doutorou-se em Estudos Hispânicos do Século de Oiro na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde fundou o Instituto de Estudos Portugueses. Membro da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores nos anos 70, foi também membro fundador e depois presidente do P.E.N. Clube Português e presidente do Committee for Translations and Linguistic Rights do P.E.N. Internacional.

Diplomada em técnicas cinematográficas pela International London Film School, nos anos 70 foi docente na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e no AR.CO (Centro de Arte e Comunicação Visual), em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

A sua carreira como artista plástica, iniciada nos anos 60 com a exposição «Anagramas» na Galeria Quadrante, em Lisboa (1969), conta com um extenso número de exposições individuais e colectivas em Portugal, e no estrangeiro. Das suas exposições individuais destacam-se as seguintes: «Rotura» – Galeria Quadrum, Lisboa (1977); «Descolagens da Cidade», Galeria C.A.P.C., Coimbra (1980); «Obra Visual 1960-1990», Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1992); «Pavão Negro», Galeria Presença, Porto (1999); «Ana Hatherly – Anos 60-70», Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2005) e no mesmo ano «Dessins, collages et papiers peints», Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris.

Da sua participação em exposições colectivas, destacam-se as seguintes:

«Operação I», Galeria Quadrante, Lisboa (1967); «Ciclo de Poesia Experimental e Concreta», Goethe Institute, Lisboa (1973); «Poesia Visiva», Studio d’Arte Contemporanea, Roma (1974); La Biennale di Venezia (1976); «Artistes Portugaises», Centre Culturel Portugais, Fundação Calouste Gulbenkian, Paris (1977) e no mesmo ano «Artistas Portuguesas», Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa; Alternativa Zero, Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa e XIV Bienal de São Paulo; «Materializzazione del linguaggio», La Biennale di Venezia (1978); «Portuguese Art since 1910», Royal Academy, Londres (1978); «Arti Visive», La Biennale di Venezia (1980); «Festa de la Letra», Galeria Joan Prats, Barcelona (1980); «PO.EX 80», Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa (1980); «Ambient’Azione Poetica», Galeria Artestudio, Bergamo (1984); Bienal Internacional de Poesia Visual y Experimental, Cidade do México (1985); I Mostra Internacional de Poesia Visual, Centro Cultural de São Paulo (1988); III Bienal Internacional de Poesia Visual, Cidade do México (1990); «Arte Contemporânea na Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento», Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbekian, Lisboa (1992); «Drawing Towards a Distant Shore», The Drawing Center, Nova Iorque (1993); «Surrealismo (e não)», Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão (1993); «Mais do que Ver», III Jornadas de Arte Contemporânea do Porto (1996); «Alternativa Zero», Galeria Bianca, Centieri Culturali alla Zisa, Palermo (1998); «Circa 68», Exposição Inaugural do Museu de Serralves, Porto (1999); «1986-2002 ZOOM, Colecção de Arte Contemporânea da Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento: uma selecção», Museu de Serralves, Porto (2002); «Exposição Entre a Palavra e a Imagem», Palácio Vila Flor, Guimarães (2007); «Sinais – Obras da Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento», Museu Carlos Machado, Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, Ponta Delgada, Açores (2007); «Estes e Outros Encontros – Obras da Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento», Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, Lisboa (2013).

Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura. Em 1998 obteve o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Português; em 2003 o Prémio de Poesia Evelyne Encelot, que distingue mulheres europeias, pelas suas obras nas áreas das artes ou das ciências, em França; e o Prémio Hannibal Lucic, na Croácia. Em 2009 foi condecorada pela República Portuguesa como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 

Ana Lupas nasceu em Cluj-Napoca em 1940, onde continua a viver e a trabalhar. Lupas estudou tapeçaria no Instituto de Belas-Artes Ion Andreescu, em Cluj-Napoca. Ela começou a trabalhar no início dos anos 1960 e a sua abordagem conceptual influenciou fortemente toda uma geração de artistas romenos. Nos anos 1980, Lupas fundou e dirigiu o coletivo de jovens artistas romenos Atelier 35, com uma abordagem forte de vanguarda. Exposições recentes incluem «Christmas Trees for the Years to Come 1993», Art Basel Unlimited (2018) e «The Solemn Process 1964–2008», Tate Modern, Londres (2016).

 

Ana Lupas was born in Cluj-Napoca in 1940, where she continues to live and work. Lupas studied tapestry design at the Ion Andreescu Institute of Fine Arts in Cluj- Napoca. She began working during the early ’60s and her conceptual approach strongly influenced a whole generation of Romanian artists. In the ’80s Lupas founded and directed the collective of young Romanian artists Atelier 35 with a clearly avant-garde approach. Recent exhibitions include “Christmas Trees for the Years to Come 1993”, Art Basel Unlimited (2018) and “ The Solemn Process 1964-2008”, Tate Modern, London (2016).

Livros relacionados
 

Nasceu em Lisboa, em 1962. É poeta, crítica literária, ensaísta e investigadora do CLEPUL. Escreveu Tempo de Morrer, Tempo para Viver (1998), Terra sem Mãe (2000), Três Vezes Deus, em co-autoria com António Rego Chaves e Armando Silva Carvalho (2001), Nocturnos (2002), Nós/Nudos, 25 poemas sobre imagens de Paula Rego (traduzido para castelhano por Floriano Martins, Prémio Pen Clube 2004), Lápis Mínimo (2008) e Adornos (2011). Organizou o livro de entrevistas O Falar dos Poetas (2011) e é autora do volume de ensaios As Palavras Fracturadas (2013). Nós/Nudos foi publicado em França com o título Noeuds (2007), tradução de Catherine Dumas. Editou no Brasil a antologia A Definição da Noite (2003). Alguns dos seus poemas estão traduzidos para castelhano, catalão, francês, inglês, alemão, romeno e esloveno. Coordena a revista Colóquio-Letras da Fundação Gulbenkian desde 2009. Licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa e advogada, foi jornalista cultural, durante mais de vinte anos, no Diário Popular e no Diário de Notícias, e cronista nas revistas Paralelo e Artes e Leilões

 

Fotografia: Anna Oswaldo Cruz, 2011.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

É licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2003), mestre em Estudos Curatoriais pela mesma instituição (2006), e doutorada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2012). A sua tese de doutoramento, sobre estética agostiniana, foi orientada pela Professora Doutora Maria Leonor Xavier e pelo Professor Doutor Carlos João Correia. É membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do Núcleo de Pesquisa em Pintura e Ensino da Universidade Federal de Uberlândia. É igualmente membro da Nordic Society of Aesthetics e da Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale (SIEPM). Tem diversos artigos publicados e tem participado como conferencista em eventos na sua área de especialização. Foi secretária da revista Philosophica, publicada pelo Departamento de Filosofia e pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa (mail.ana.rita@gmail.com).

Livros relacionados
 
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

(Lisboa, 1960) vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho recorre à pintura, colagem, assemblage e instalação como processos de descontextualização e reconfiguração de imagens retiradas de diversas fontes, explorando os valores sociais e políticos e até as memórias veiculadas.

Concluiu o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa em 1984. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian (1985-1987). Fez estágio de Gravura em Metal com Bartolomeu Cid, na Casa das Artes de Tavira (1989). Foi pintora residente do Museu de Arte Contemporânea – Fortaleza de São Tiago, Funchal (1998-1999). Em 1995 e em 2002, foi convidada pelo Metropolitano de Lisboa para a execução de painéis de azulejos para as estações de Alvalade e de Alfornelos (construída), respectivamente. Representou Portugal na Bienal de Sharjah em 2009. Realizou a sua primeira exposição antológica na Fundação Calouste Gulbenkian em 2010, intitulada «Menina Limpa, Menina Suja», com curadoria de Isabel Carlos.

Em 2019, no Museu Leopoldo de Almeida nas Caldas da Rainha, realiza «Bela e Má», com curadoria de Hugo Dinis. Em 2020, «Amor Próprio» no Espaço 531 da Galeria Fernando Santos, Porto, «Arpad e as Cinco», Museu Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, em Lisboa, e «Vinte Anos Depois» na Galeria do Mudas – Museu de Arte Contemporânea da Madeira. Fez uma residência artística em Ifitry, Marrocos, em 2013. Em Outubro de 2018, a convite da Embaixada de Portugal na Colômbia, efectuou duas master classes em Bogotá (Universidad de los Andes e FLORA ars+natura), e um site-specific (Universidad de los Andes). Em 2021, realiza «The Girl Who Lost Things» no CAA e faz parte do projecto «Contra-parede», em exibição neste momento no Palácio da Galeria do Museu Municipal de Tavira.

Está representada em várias colecções públicas e privadas no país e no estrangeiro.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
 
Livros relacionados
 

Nasceu em Faro a 17 de Junho de 1972.

Fez toda a sua formação em Lisboa, onde se doutorou em Filosofia Contemporânea. É professor universitário na Universidade da Beira Interior e investigador do Instituto de Filosofia Prática. Os seus interesses académicos circulam pela teoria política, o pensamento existencial e a psicologia.

Tem publicado livros de ensaio, como Metáforas da Consciência (Campo das Letras, 2000), sobre o pensamento de Jean-Paul Sartre, ou Mente e Consciência (Phainomenon, 2009), conjunto de ensaios sobre filosofia da mente e fenomenologia. Publicou Círculos – Experiências Descritivas (Caminho, 2007), um livro de fragmentos filosóficos, em parceria com Rita Taborda Duarte. Editou Representações da Portugalidade (Caminho, 2011), obra colectiva que inquire criticamente os discursos identitários sobre o país.

Livros relacionados
 
 
 

Nasceu na Amadora, em 26 de Julho de 1974. Trabalha desde 1992 como ilustrador, designer gráfico, animador e caricaturista, colaborando com as mais importantes publicações portuguesas. Vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, já viu o seu trabalho exposto em Portugal, Espanha, Brasil, França e EUA. Em 2002 foi galardoado com o prémio Gold Award para Portfolio de Ilustração pela Society for News Design (EUA), um dos mais importantes prémios de ilustração a nível mundial. The New Yorker, The New York Times, Word, Vanity Fair, Harper’s, The Independent on Sunday, Bilboard, e Diário de Notícias são apenas alguns dos títulos em cujas páginas se podem encontrar trabalhos seus. Realizou a curta-metragem de animação Jantar em Lisboa, com argumento de J.P. Simões, cuja produção terminou em 2007. Em 2004, iniciou uma parceria de criação new media com o músico/programador Nuno Correia, baptizada Video Jack, que editou o CD/DVD Heat Seeker, divulgado amplamente no Reino Unido, França, Polónia, Estónia, Finlândia e Alemanha. Mais recentemente, a dupla realizou os projectos AVOL (Audio-Visual OnLine), a convite da Direcção-Geral das Artes, e Master and Margarita, adaptação audio-visual da obra homónima de Mikhail Bulgákov. Em 2008 criou com João Paulo Cotrim o projecto de cartoons animados Spam Cartoon, que conta com a colaboração dos ilustradores Cristina Sampaio e João Fazenda. Spam Cartoon é transmitido semanalmente no canal SIC, SIC Notícias e SIC Internacional. André Carrilho vive e trabalha em Lisboa.

 

 

Foto: Jordi Burch (pormenor).

Livros relacionados
 

Nasceu em Lisboa em 1977 e viveu algum tempo nos Estados Unidos da América (época Clinton).

É membro do Teatro Praga (a companhia mais megalopsíquica de todos os tempos).

Frequentou o Conservatório Nacional de Música, a Escola Superior de Música e a Escola Superior de Teatro e Cinema.

Foi membro do Coro Gulbenkian, da companhia de teatro Casa Conveniente, e colabora assiduamente com a companhia de teatro Cão Solteiro. Para além de teatro, encenou óperas na Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian e Teatro Nacional São Carlos.

É autor dos textos «Shoot the Freak», «Cenofobia», dos «Top Models: Susana Pomba» e «Paula Sá Nogueira», e do bailado «Perda Preciosa» para a CNB, considerado melhor espectáculo do ano (2012) pela SPA.

Apresenta regularmente os seus espectáculos em várias cidades europeias. Apresentou (2013) «A Tempestade» no CCB, em Lisboa, e MC-93, em Paris.

Tem textos editados pela Culturgest, Tinta-da-China e Documenta.

Foi considerado um dos portugueses mais influentes do ano de 2012 pelo jornal Expresso

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, em 1976.

Licenciou-se em Design Industrial (FA-UTL) e concluiu o Curso Avançado de Artes Plásticas (Ar.Co) em Lisboa. Como artista plástica tem desenvolvido o seu trabalho na área do desenho, da performance, das intervenções e das instalações, explorando a noção de «processo» e procurando testar os limites da definição e materialização da obra de arte. Fez formação em Artes Performativas dentro e fora de Portugal. Foi bolseira Dance Web Europe 07, em Viena, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Obteve a nomeação portuguesa do Prémio União Latina Jovem Criação em Artes Plásticas em 2017. Como performer e criadora tem colaborado em projectos diversos com coreógrafos e artistas plásticos, como foi o caso da sua mais recente participação em Artigo 19, projecto de Urândia Aragão para o Teatro Maria Matos, Lisboa (2016). Participou em festivais, exposições colectivas e individuais em Portugal, Estónia, Áustria e Brasil. Das exposições mais recentes destaca-se a individual Momento I, Espaço Arte Tranquilidade, com curadoria de Maria do Mar Fazenda, Lisboa (2014) e as colectivas (Co)Habitar, curadoria de Filomena Serra, Giulia Lamoni e Margarida Brito Alves na Casa da América Latina, Lisboa (2016) e Estática Esfinge, Desenho e Animismo Parte II, curadoria de Nuno Faria, patente no CIAJC, Guimarães (2017).

Tem vindo a realizar residências artísticas de âmbito nacional e internacional – entre as mais recentes conta-se a sua participação no Ateliê Aberto em Campinas, com a exposição Caderno de Viagem (2013), apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela FAAP-Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo (2014). É bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no programa Residência Artística Internacional Künstlerhaus Bethanien, na presente edição de 2017-2018.

Actualmente vive e trabalha entre Berlim e Lisboa.

Livros relacionados
 
 
 

Licenciado en Filosofía (2002) y en Humanidades (2004) por la Universidad de Salamanca. D.E.A. y Grado de Salamanca (2004) con la investigación titulada: Las raíces del pensamiento jurídico Europeo. Teorías de la Justicia y del Derecho de Gentes. Becario de investigación F.P.I. (Junta de Castilla y León) desde el año 2003 al 2007. Master en Historia y Estética de la Cinematografía por la Universidad de Valladolid (2005), doctor en Filosofía por la Universidad de Salamanca con la tesis titulada: Francisco Suárez, lector de Metafísica IV y XII . Posibilidad y límite de la aplicación de la tesis Onto-teo-lógica a las Disputaciones Metafísicas (2008). Desde el año 2008, es profesor del Departamento de Filosofía, Lógica y Estética de la Universidad de Salamanca. Es coordinador de bachillerato en Historia de la Filosofía, coordinador del master en Educación Secundaria y Bachillerato (specialidad Filosofía) y secretario del Departamento de Filosofía de la Universidad de Salamanca. Sus intereses científicos se hallan determinados por la dirección investigadora y docente, encontrándose ambas tareas en la recepción oriental y occidental del pensamiento aristotélico a lo largo del periodo medieval y moderno (aponcela@usal.es).

Livros relacionados
 

Maputo, Moçambique, 1958. Formada em Escultura pela Michaelis School of Fine Arts da Universidade de Cape Town, África do Sul, em 1983. Desde 2003 é professora assistente na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Artista de dupla nacionalidade portuguesa e moçambicana, o seu trabalho detém-se largamente na exploração das relações interculturais e identitárias entre o mundo ocidental e o mundo africano. Do formalismo que explora nas suas primeiras esculturas, a artista evolui para trabalhos marcados pela confrontação de objectos, memórias e arquitecturas, recorrendo à fotografia, ao vídeo e à instalação, meios que lhe permitem desenvolver conceptualmente uma reflexão sobre os modelos estéticos e culturais modernistas e a sua leitura teórica e histórica. Em 1995 foi galardoada com o Prémio de Escultura na Bienal das Caldas da Rainha. Foi a representante de Portugal na Bienal de Veneza de 2007 com a obra Maison Tropicale. Esteve também presente nas Bienais de Istambul (1999), São Paulo (2008) e Bucareste (2010). O seu trabalho tem sido apresentado em inúmeras exposições nacionais e internacionais e está representada em diversas colecções públicas e privadas em todo o mundo.

Livros relacionados
 

Nasceu em Moçambique (Maputo, 1938), mas fixou-se no Porto em 1955. Matriculou-se na Escola de Belas-Artes, licenciando-se em Pintura com a nota máxima de 20 valores — viria, por isso, a integrar o grupo denominado «Os Quatro Vintes», com Armando Alves, Jorge Pinheiro e José Rodrigues). Viveu e trabalhou na cidade do Porto. Foi professor na Escola Superior de Belas-Artes (actual Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto) entre 1962 e 2000, ano em que se jubilou como professor catedrático. Participou na fundação da Cooperativa Árvore (1964). Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e do British Council na Saint Martin's School of Art e na Slade School of Fine Art, Londres (1967, 1968). Após uma primeira exposição individual em 1959 (Galeria Divulgação, Porto), a sua obra tem sido apresentada em inúmeras mostras individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro. Entre as suas exposições individuais podem destacar-se: Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa (1972); Galeria Quadrum, Lisboa (1975); Centro de Arte Contemporânea, Museu Soares dos Reis, Porto (1976); Galeria Módulo, Porto (1979); Centro Cultural de Belém (1994); Museu de Arte Contemporânea de Serralves (1993, 2001); Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (2003, 2006); Galeria EMI – Valentim de Carvalho, Lisboa (1985, 1986, 1990, 1991); Galeria Quadrado Azul Porto (1992, 1995, 1997, 2000, 2001, 2003, 2006, 2007, 2008, 2009). Alguns dos seus desenhos ilustram livros de Eugénio de Andrade, Maria Alzira Seixo, Mário Cláudio, Fiama Hasse Pais Brandão, entre muitos outros. Foi galardoado com diversos prémios, entre os quais: Prémio Internacional na 13.ª Bienal de São Paulo (1975); Prémio EDP Pintura (2000); Prémio Gulbenkian Arte (2007). Morreu no Porto a 29 de Março de 2011.

Livros relacionados
 

Santo Estêvão, Tavira (1973).

Tem desde sempre uma forte relação com o desenho e a pintura. Outras materialidades preenchem-lhe ainda a vida: o barro, a terra, a areia e os despojos que o rodeiam. Os restos da construção. De casas. Trabalha desde que se conhece. Fazer, fazer, fazer, … Mais tarde chega a Academia. É esta que dá abrigo ao seu ímpeto de conhecer, experimentar, ir mais além.

Licenciado em Artes Visuais na Universidade do Algarve (2012), continuando com a pós-graduação Artes Visuais e Performativas na mesma instituição, onde desempenha também funções de monitor de Laboratório de Artes Visuais.

Há o trabalho em comunidade — os colectivos, as associações, os movimentos, os grupos — onde participa em várias exposições e em projectos de acção político-artística. Há ainda as exposições individuais, onde se faz ouvir a solo, acompanhado de pessoas que o inspiram. A sua obra está representada no Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia, Lisboa.

Pintura, escultura, instalação, performance, tudo vale para expressar, apontar e registar desigualdades.

Fazer, fazer, fazer… intervir, intervir, intervir. Acredita que a Arte salva o Mundo.

Livros relacionados
 
 

É professora no Departamento de Português da Universidade de Massachusetts Dartmouth (EUA), onde leciona principalmente literatura portuguesa e literaturas africanas em língua portuguesa. É autora de O Formato Mulher: A Emergência da Autoria Feminina na Poesia Portuguesa (Angelus Novus, 2009) e Mariana Alcoforado: Formação de um Mito Cultural (IN-CM, 2006; ed. original Bucknell University Press, 2000). Co-organizou também, com Helena Kaufman, After the Revolution: Twenty Years of Portuguese Literature 1974-1994 (Bucknell, 1997); com Mark Sabine, O Corpo em Pessoa: Corporalidade, Género, Sexualidade (Assírio & Alvim, 2010); e, com Hilary Owen, Gender, Empire, and Postcolony: Luso-Afro-Brazilian Intersections (Palgrave Macmillan, 2014). É co-editora da revista Portuguese Literary and Cultural Studies e editora da Adamastor Book Series (Tagus Press, UMass Dartmouth).

 

Is Professor of Portuguese and Women’s and Gender Studies at the University of Massachusetts Dartmouth. She is the author of The Portuguese Nun: Formation of a National Myth (2000; Portuguese translation 2006) and O Formato Mulher: A Emergência da Autoria Feminina na Poesia Portuguesa (2009), and co-editor of After the Revolution: Twenty Years of Portuguese Literature 1974-1994 (1997), Embodying Pessoa: Corporeality, Gender, Sexuality (2007; Portuguese edition 2010), and Gender, Empire and Postcolony: Luso-Afro-Brazilian Intersections (2014). She currently serves as coeditor of the journal Portuguese Literary and Cultural Studies and as editor of the Adamastor Book Series (both published by UMass Dartmouth’s Tagus Press/Center for Portuguese Studies and Culture).

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

De seu nome Antoine Marie Joseph Artaud, nasceu em Marselha no dia 4 de Setembro de 1896. Artisticamente, adoptou o nome Antonin, carinhoso diminutivo materno que vem da sua infância.

Dramaturgo, poeta, actor (no teatro e no cinema), desenhador e teórico do teatro, é o criador do "Teatro da Crueldade", um conceito que procura um modo novo de fazer e de olhar o espectáculo teatral, e o precursor do chamado "Teatro do Absurdo", tendo influenciado autores como Genet, Ionesco e Beckett.

Internado, várias vezes ao longo da vida, por razões de ordem psiquiátrica, nem sempre compreendido e aceite pela sociedade do seu tempo — tendo integrado o Movimento Surrealista, acabou por ser expulso por André Breton — mas, como nos conta Aníbal Fernandes na apresentação de Eu, Antonin Artaud, «Em 1946, um grupo de intelectuais conseguiu que ele deixasse de estar internado; que uma liberdade “vigiada” lhe restituísse Paris e uma nova oportunidade de reconhecimento público. Antonin Artaud foi reconhecido como digno de Obras Completas na grande editora Gallimard. Mas continuava um ser de radicais diferenças. Ele próprio se não considerava nascido; tinha explodido no mundo, e só a farsa orgânica de um parto lhe dera a mulher-mãe e uma naturalidade ligada a Marselha; não ia morrer, desapareceria numa realidade incompreensível aos homens de falso corpo que povoam a terra.

Dois anos depois, em 4 de Março de 1948, o jardineiro da casa de saúde onde ele vivia encontrou-o morto, sentado ao lado da cama, dir-se-á que por ter ingerido uma dose excessiva de hidrato de cloral. Tinha deixado uma última anotação escrita num caderno: continuarem a fazer de mim este enfeitiçado eterno, etc., etc.».

Livros relacionados
 
 

António Antunes (Vila Franca de Xira, 12 de Abril de 1953) publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta República, em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário Expresso onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1.º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence — Best Newspaper Design, SND — Estocolmo, Suécia (1995), Premio Internazional Sátira Politica (ex æquo, Forti dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse International (St. Just-Le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Publicou, entre outros, os livros António — 20 anos de Desenhos (1994), Desenhos Satíricos (2000) e Traços Contínuos (2005), integrando também as colectâneas Cartoons do Ano, desde 1999, e as internacionais 1970’s The Best Political Cartoon of Decade (1981), The Finest International Political Cartoons of Our Time, volumes I, II e III (1992, 1993 e 1994) e Cartoonometter (1994). Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil, Grécia e Turquia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura e à medalhística. É director do salão de humor gráfico World Press Cartoon. Na Documenta, para além de integrar Cartoons do Ano 2011 (2012) e de seleccionar e editar Boligán — Espelho de tinta, de Angel Boligán Corbo (2012), publicou Caricaturas do Metro Aeroporto (2013).

Livros relacionados
 

Nasceu em Lisboa no dia 7 de Janeiro de 1939.

Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa e viveu alguns anos em Moçambique. Integrou o Grupo do Café Gelo. Colaborou, entre 1964 e 1966, nos dois primeiros cadernos de Poesia Experimental. Em 1975 converteu-se ao Islamismo, adotando o nome Muhammad Abdur Rashid Barahona, nome com que assinou alguns trabalhos. No seu anarquismo poético mescla elementos cristãos, islâmicos e hinduístas. A paixão pelo sânscrito levou-o ao Oriente para estudar a língua.

Estreou-se com o livro Insónias e Estátuas (1961), ao qual se seguiram, entre outros, Poemas e Pedras (1962), Capelas Imperfeitas (1965), Impressões Digitais (1968), Sujata (1983), Um Livro Aberto Diante do Espelho (1992), Manhã do Meu Inverno (1996), Poema do Manto (2005), O Sentido da Vida é Só Cantar (2008), Raspar o Fundo da Gaveta e Enfunar uma Gávea (2011), O som do sôpro (2011), A doença-panaceia (2012), Maçãs de Espelho (2012), As Grandes Ondas (2013), E chorava como quem se diluía em mel d'abelhas (2013), Oscarina (2016) e Só o Som por si Só (2017).

Livros relacionados
 

É professor na Universidade da Beira Interior (UBI, Covilhã). Na UBI dirigiu o curso de licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais e o curso de mestrado em Ciência Política. Actualmente é director da Biblioteca da UBI. Integra como investigador o PRAXIS — Centro de Filosofia, Política e Cultura e o Centro de Estudos Judaicos. É investigador no projecto «Religión y sociedad civil» do Instituto Cultura y Sociedad da Universidad de Navarra. É membro da Rede Internacional de Estudos Schmittianos (RIES). É revisor científico da revista History of European Ideas. É membro do comité científico das Edizione il Foglio. Biblioteca di Scienze Politiche e Sociali. Actualmente coordena o GT de Retórica da Sociedade Portuguesa da Comunicação. A sua investigação centra-se nas áreas de Filosofia Política, Estudos Judaicos e Retórica. As suas mais recentes publicações são as seguintes: i) Neoliberalismo. Liberdade. Governo (com José Manuel Santos), Documenta, Lisboa, 2019; ii) Secularização e Teologia Política (com José Maria Silva Rosa e José António Domingues), Documenta, Lisboa, 2019; iii) «Machiavelli’s Treatment of Congiure and the Modern Oath», in Le sacré et la parole. Le serment au Moyen Âge, Aurell, Martin, Aurell, Jaume, Herrero, Montserrat (editors), Classiques Garnier, Paris, 2018; iv) Inquisição. Criptojudaísmo. Marranismo, Edições LabCom, Covilhã, 2018 (antobento@sapo.pt).

Livros relacionados
 

Nasceu em Benguela (Angola, 1962) e veio para Portugal em 1975. Vive e trabalha em Bicesse. Formou-se em Engenharia Civil pelo ISEL entre 1981 e 1985, mantendo o exercício desta actividade até à presente data.

Iniciou a sua formação artística em Desenho e Pintura, entre 1994 e 1998, na Escola «Oficina de Artes» e na Cooperativa «Atitude», ambas em Cascais. Ingressou em 2001 na Ar.Co onde deu continuidade a esta formação, desenvolvendo os seus conhecimentos em Estética, História de Arte e Prática do Desenho, até 2003. De 2004 a 2007, na mesma Escola, frequentou o curso de Escultura. Concluiu a sua formação artística ao frequentar o Curso Avançado do Ar.Co entre 2006 e 2008.

Iniciou a sua prática artística em 2006 com a exposição coletiva «Sem Título» («Telhado») na Interpress em Lisboa, mantendo esta prática e expondo regularmente o seu trabalho.

Livros relacionados
 

Obteve os graus de Licenciatura (1994) e de Mestrado (1998) em Filosofia na Universidade Católica Portuguesa – Lisboa, e de Doutoramento (2014) em Filosofia na Universidade da Beira Interior. Exerceu docência na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa – Lisboa (1996-2003) e ainda no Curso de Ciência Política da Universidade Internacional, como docente convidado (1996-2002), leccionando, desde 2004, na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior nas áreas de Filosofia e Cultura Clássicas, Éticas aplicadas, Pensamento Político e Arte da Medicina, e desenvolvendo investigação centrada na Filosofia Antiga (sobretudo aristotélica), Pensamento e Cultura Clássica, Filosofia Prática, Teorias da Decisão, Cultura e Religião e Tradução de textos clássicos gregos (tendo sido, nesse contexto, publicadas as traduções do original grego dos tratados Política e Ética a Eudemo de Aristóteles).

Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em Lisboa, em 1955.

Tirou o curso de jornalismo na Escola Superior de Meios de Comunicação Social e estudou violino nos Conservatórios de Música do Porto e de Lisboa.

O jornalismo e a música haveriam de andar ligados até 2002, quando se dedica em exclusividade à produção musical e ao projeto de música eletrónica DWART (https:// dwartmusic.bandcamp.com/music), que formou em 1985 com sua mulher Manuela Duarte, e que, ao longo dos anos, tem tido a participação de músicos como Vítor Rua, Bernardo Devlin, Nuno Rebelo, Cláudia Efe, Jonas Runa, e do performer Manoel Barbosa.

Como jornalista profissional trabalhou nos semanários A Ilustração, Tempo, Se7e, O Jornal, Jornal de Letras e Artes. Foi fundador e chefe de redação do semanário musical Rock Week. Apresentou programas musicais na Rádio Renascença, com Rui Pego e Luís Vitta, e na RTP.

Viveu em Macau entre 1987 e 1999, onde foi assessor de Imprensa do governador de Macau, Carlos Melancia, diretor da Rádio Macau e diretor-adjunto do jornal Macau Hoje. Colaborou com a BBC World Radio e no jornal de Hong Kong South China Morning Post. No regresso a Portugal trabalhou na SIC, onde integrou o grupo de jornalistas que produziu a série documental «Século XX Português» e fez parte da equipa de grande reportagem liderada por Margarida Marante.

Livros publicados: Prostituição Masculina em Lisboa, Contra-Regra, Lisboa, 1983 (grande reportagem); A Arte Eléctrica de Ser Português — 25 Anos de Rockʼn Portugal, Bertrand, Lisboa, 1985 (ensaio); Pʼla China Fora, Edições Forum Cívico, Macau, 1991 (crónicas). Colaborações em livros: capítulo sobre Música Popular, na História de Portugal Contemporâneo, António Reis (coord.), Edições Alfa, Lisboa, 1987; capítulo «Ibizamatrix», em Zapp — Estética Pop Rock, de Jorge Lima Barreto, Instituto Açoriano de Cultura, Angra do Heroísmo, 1999.

Discos editados (DWART): «Mate» — Música Moderna Portuguesa, 2º Volume, Dansa do Som, 1985; Red Tapes, dwartmusic, 2009; Flying Kites on the Freeway, dwartmusic, 2017; Taipei Disco, Holuzan, 2018; Electricidade Estética, Strangelove Music, 2019. Colaborações em discos: Vydia (1992), Os Ressoadores (1995) e FCSH (2017), de Vítor Rua; Sonia (2017), com Vítor Rua e Chris Cutler; Sabotage (2017), com Vítor Rua, Chris Cutler e JP Simões; foi produtor executivo e músico convidado no álbum Biombos, dos Telectu (China Recording Company, Pequim, 1994), o primeiro CD de músicos ocidentais gravado, editado e distribuído na República Popular da China; participou na gravação do hino oficial da EXPO-98, Pangea, composto por Nuno Rebelo, tendo tocado o instrumento chinês Guzheng; fez música para a peça de dança-performance The Sparkling Hallucination, da coreógrafa e bailarina chinesa Jane Lei, no festival Journey to the East, Hong Kong Cultural Centre, 1999.

Em 2018, a convite de Vítor Rua, integrou a reformação dos Telectu.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em Lisboa em 1964. Licenciou-se em Design de Comunicação pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e fez mestrado em Theatre Design na Slade School of Fine Art em Londres (onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian). Desenhou semanalmente um cartoon editorial para «O Inimigo Público» (jornal Público). Publica banda desenhada em jornais e revistas, desde 1978, em Portugal, Espanha, França e Itália. Dos vários livros editados destacam-se a trilogia de Filipe Seems (com Nuno Artur Silva), A Arte Suprema e Rei (com Rui Zink) ou O Senhor Abílio. Criou o projecto Subway Life (http://www.subway-life.com) desenhando pessoas sentadas nas carruagens do Metro em Londres, Berlim, Estocolmo, Nova Iorque, São Paulo, Tóquio, Atenas, Moscovo e Cairo. Concebeu cenografia e figurinos para teatro nas peças O Que Diz Molero, Arte ou Como Fazer Coisas Com Palavras, entre outras. O Desenho Digital em tempo real tem sido uma das suas principais actividades: integrou várias performances com músicos, bailarinos e actores em Portugal, França, Alemanha, Japão e EUA, entre as quais o Concerto Desenhado com o pianista Mário Laginha ou a ópera Antígono com a orquestra Divino Sospiro.

Livros relacionados
 
 

Nasceu em Rio Maior, em 1951. Frequentou os cursos de Sociologia, Direito e História da Arte. Artista plástico e jornalista, a sua actividade divide-se entre o cartoon e a pintura. Começou a publicar cartoons em 1978 no semanário Edição Especial. Entre 1979/80, no jornal Tempo e também no jornal A Tribuna. De 1981 a 1983 publica no jornal Expresso. Segue-se o Semanário 1983/2000, A Capital 1984/2000. De 2000 a 2009 no jornal 24 Horas. Colaborou também nas revistas Fortuna e Villas & Golfe e actualmente na Golf Digest. No presente, publica cartoons nos jornais Correio da Manhã, O Ribatejo e Jornal do Algarve. Desde 1979 que tem feito inúmeras exposições individuais e colectivas, tanto de cartoons como de pintura, em Portugal e no estrangeiro. Ganhou os seguintes prémios: Prémio Desenho do Ano – Salão Nacional de Caricatura, Vila Real, 1987; 1.º Prémio do Salão de Tecnologia e Desenvolvimento, Instituto Superior Técnico, 1988; Prémio Cartoon de Imprensa – Salão Nacional de Caricatura, Porto de Mós, 1988; Prémio Cartoon de Imprensa – Salão Nacional de Caricatura, Porto de Mós, 1990; Prémio Cartoon de Imprensa – VII Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1992; Prémio Humor de Imprensa – VIII Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1994; Grande Prémio do IX Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1995; Prémio Gazeta, Cartoon 1995 – Clube de Jornalistas, Lisboa, 1995. Entre os vários livros de cartoons publicados, contam-se a série Cartoons do Ano, em parceria com outros cartoonistas e que se publicam desde 1999. Como cartoonista, está representado nos museus Sammlung Karikaturen & Cartoons, Basileia, Suíça e Herausgeber – Haus der Bumdesrepublik Deutschland, Bonn, Alemanha.

Livros relacionados
 

Nasceu em 1961. Licenciado em Comunicação Social, foi jornalista do Público de 1989 a 2012, onde se dedicou às questões religiosas, da revista Cáritas (1986-1989) e do Diário de Lisboa (1989). Colaborou nos programas «Toda a Gente é Pessoa» (Antena 1) e «Setenta Vezes Sete» (RTP) e no jornal Expresso. Venceu por duas vezes, em 1995 e em 2006, o Prémio Europeu de Jornalismo Religioso na Imprensa Não-Confessional, instituído pela  Conferência das Igrejas Europeias e pela Fundação Templeton. Participou em diversas publicações e obras colectivas. Publicou vários livros, entre os quais Vidas de Deus na Terra dos Homens, Um Papa (In)Esperado, Quando a Igreja Desceu à Terra, Francisco — Pastor Para Uma Nova Época, O Coração da Igreja Tem de Bater (entrevista com J. Carreira das Neves), Lugares do Infinito (guia de mosteiros com hospedaria) e Deus Vem a Público, que recolhe um conjunto de entrevistas a pensadores e líderes reigiosos estrangeiros.

Livros relacionados
 

Lubango, Angola, 1963. Vive em Coimbra. Licenciado pela Escola de Belas-Artes do Porto em 1987. Doutorado pela Universidade de Coimbra em 2000. Professor no Curso de Arquitectura e director do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Investigador do Centro de Estudos Sociais. As suas performances dos anos 1980 levaram-no à música, num percurso onde a utilização de vários meios (pintura, desenho, vídeo, música) decorre duma forte relação com a performance

Exposições individuais mais recentes: 2020 — Desterrado, galeria Ala da Frente, Famalicão; Sleeping Beauty, Casa das Artes, Porto; 2019 — What do you think you’re drawing?, Centro das Artes de Águeda; Next Stop is Yesterday, Galeria Municipal de Leiria; 2018 — My own Moon, Espaço Mira, Porto; Headless Crowns, Cooperativa Árvore, Porto; Cleaning up the Vacuum – Prelude – Gabinete Edições, Lisboa; 2017 — Cleaning up the Vacuum, Galeria Fernando Santos, Porto 2016 — Young people thinking about each other — Cabeças em trânsito, Galeria João Esteves de Oliveira, Lisboa; Livro de lembranças dos planetas, Museu da Ciência da Universidade de Coimbra 2015 — Stuffing my dreams into my head, MCO, Porto; Heading West, Appleton Square, Lisboa 2013 — The sorrows of electricity, Filomena Soares, Lisboa; 2012 — Square feet, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra; 2011 — This widow is blocking my Windows, Museu do Chiado, Lisboa; Shall I vote for Elvis?, Teatro Municipal da Guarda; 2010 — La Prospettiva is sucking reality, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira; Na cátedra de S. Pedro, Museu Grão Vasco, Viseu; 2009 — La prospettiva, Mario Mauroner, Viena; Brrrrain, (exposição antológica) Culturgest, Lisboa; Crying my brains out, Filomena Soares, Lisboa; 2007 — I think differently now that I can paint, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; 2006 — Under the stars, ZDB, Lisboa; 2005 — Pictures are not movies, Filomena Soares, Lisboa; 2004 — 40 years in a plane, Kenny Schachter conTEMPorary, Nova Iorque. I’m growing heads in my head, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra; 2003 — You are what you eat, Centro Cultural Andratx, Palma de Maiorca, 2002 — Telepathic agriculture, Galerie Schuster, Berlin e Frankfurt; 2001 — Foggy Days in Old Manhattan, Filomena Soares, Lisboa.

Últimas exposições colectivas: 2019 — Bienal Anozero, Coimbra; Constelações, Museu Berardo, Lisboa; Wait, Museu Berardo, Lisboa; Trabalho Capital, Centro de Arte Oliva, São João Da Madeira 2018 — GERMINAL. O núcleo Cabrita Reis na Coleção de Arte Fundação EDP, Galeria Municipal, Porto; MAAT, Lisboa; Victória Sobre o Sol — from Black Square to Lopphole, Colégio das Artes, Coimbra.

Colecções públicas em que está representado: Secretaria de Estado da Cultura, Fundação de Serralves, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, MEIAC — Museu Extremeño Ibero-Americano de Arte Contemporânea, Badajoz, Espanha, EDP, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu Nacional de Arte Contemporânea / Museu do Chiado, entre outras.

Livros relacionados
 
 
 
 

Doctor in Philosophy by the University of Lisbon in 2009, with the thesis on the philosophical thought of St. Bonaventure (“Analogy and Metaphor. A Poetics of Thought”). He is a full member of the Centre of Philosophy of the University of Lisbon. He is also a member of the Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale (SIEPM). His research trajectory mainly is oriented in the areas of Ancient and Medieval philosophy and theology, deepening into the history of political thought, philosophy of mind and metaphysics. Another of his lines of research is Portuguese thought and didactics of philosophy, contributing to it, with various publications and conferences on the themes. Currently conducting a post-doctoral research focused on “tradition, reception and transformations” of the political philosophy of Aristotle in the Latin West. Some publications: “Álvaro Gomes e o clássico problema da imortalidade da alma” (2017), “Filosofia e Ensino da Filosofia em Joaquim Cerqueira Gonçalves” (2016), “Societas e Communitas. Guilherme de Moerbeke na encruzilhada do macromodelo político moderno” (2015) (antonio. rocha.martins@gmail.com).

Livros relacionados
 

Nasceu em 1941 em Lisboa, onde vive.

De 1965 a 1975 viveu em Londres, onde frequentou a St. Martin's School of Art. De 1978 a 1992 foi professor de pintura no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa.

Expõe, individual e colectivamente, desde 1964. 

Foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (2011) e o Prémio EDP de Desenho, EDP - Arte (2002).

Está representado, entre outras, nas seguintes colecções: Banco de Portugal, Lisboa; Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, Almada; Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação Carmona e Costa, Lisboa; Fundação EDP, Lisboa; Fundação Ilídio Pinho, Porto; Ministério da Cultura, Lisboa; Museu de Arte Contemporânea – Fundação de Serralves, Porto; Museu de José Malhoa, Caldas da Rainha; Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante; Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa; Parlamento Europeu, Estrasburgo; Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa.

Livros relacionados
 
 
 
Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 
 
 
 
 

É natural de Faial (Horta), Açores (1941).

Livros publicados: Que se passa na frente; PREC I e II; O Superman; Eanito el Estático; O Último Tarzan; O Fim do PREC; Demito-me uma Ova; Camarate: Como, Porquê e Quem; Agarra Mas Não Abuses; Alto Cão Traste; O Produto Interno Brito; Cão Traste; Desculpe o Mau Jeito; Soares É Fixe; O Fenómeno (com António); Porreiro Pá. Jornais e revistas: A Parada da Paródia; A Mosca; Diário de Lisboa; Lorentis; Observador; O Século; Vida Mundial; O Jornal Novo; A Tarde; O Dia; O Diabo; Semanário; O Independente; Fócus; Grande Reportagem; TVI e O Sol. Exposições: 1995 – Exposição colectiva no Palácio de Belém; 1999/2010 – Exposição Colectiva: Cartoon Xira, Vila Franca de Xira. Prémios: 1987 – 1.º Prémio de Desenho Humorístico, do Salão Nacional de Caricatura; 1989 – Prémio C.P.P.M. – Humor e Património; 1994 – Grande Prémio do Salão de Caricatura; 1996 – Prémio Nacional de Humor de Imprensa; 2004 – Menção Honrosa Prémio Stuart; 2008 – Grande Prémio, Porto Cartoon World Festival; 2009 – 2.º Prémio Porto Cartoon World Festival; 2010 – Menção Honrosa Porto Cartoon World Festival – Escultura. Esculturas: 1995 – Escultura Gonçalves Zarco, na Avenida Gonçalves Zarco, no Restelo em Lisboa; 1997 – Escultura urbana do Aeroporto de Macau, em Macau; 2001 – Escultura alusiva às vítimas do atentado do 11 de Setembro na Av. Estados Unidos  da América; 2002 – Escultura Cauda da Baleia, Câmara Municipal de Oeiras; 2005 – Escultura Imperador Carlos I da Áustria, Câmara Municipal do Funchal, Madeira; 2008 – Escultura Três Cavalos, Câmara Municipal de Oeiras; 2009 – Escultura Infante D. Henrique, Câmara Municipal de Vila do Bispo, Sagres; 2009 – Escultura D. Diogo de Menezes, Câmara Municipal de  Cascais. 

Morreu em Lisboa no dia 14 de Março de 2019.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

Nasceu no dia 21 de Setembro de 1929 em Westcliff-on-Sea, condado de Essex, Inglaterra.

Fez estudos clássicos (grego, latim, cultura clássica) e de filosofia no Balliol College, Universidade de Oxford. Foi Assistente no University College e professor no Bedford College, em Londres. Nomeado professor catedrático de filosofia na Universidade de Cambridge, com apenas 38 anos, foi, de 1979 a 1987, Reitor do King’s College. Em 1989 e 1990 foi professor em Berkeley, na Universidade da Califórnia. A saída de Inglaterra foi justificada pelo próprio como reacção à política universitária do governo de Margareth Thatcher. Regressa a Inglaterra, em 1990, para ocupar uma cátedra de Filosofia Moral, na Universidade de Oxford, onde ensina até à jubilação, em 1996.

Morreu no dia 10 de Julho de 2003, em Roma, vítima de ataque cardíaco.

Livros relacionados
 

Poeta e ensaísta, nasceu em 1954.

Prémio AICA/Fundação Gulbenkian de Crítica de Arte (1983).

Catedrático de Teoria e História da Arte, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.

Organizou a colecção de arte portuguesa contemporânea do MEIAC – Museo Extremeño Ibero-Americano de Arte Contemporaneo (Badajoz, Espanha), integrou a Comissão de Compras da Fundação de Serralves (1990-1996) onde organizou diversas exposições. Entre 1997 e 2001, foi Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda onde fundou o Centro de Estudos do Surrealismo e organizou diversas exposições. Membro do Conselho de Administração da Fundação Berardo em representação do Estado (2005-2009).

Organizou, como comissário independente, mais de uma centena de exposições em Museus e Instituições em Portugal e Espanha. Prefaciou mais de cinco centenas de catálogos em Portugal e no estrangeiro.

Dirigiu a colecção «Caminhos da Arte Portuguesa no Século XX» (40 volumes publicados) na Editorial Caminho. Colaborou nas revistas Lapiz, Arte y Parte (Espanha), Artforum e Contemporanea (EUA).

Publicou diversas recolhas de poesia e vários livros de ensaio e em que destaca: Poesia: A Noite, Relógio D'Água, Lisboa, 2006; Negócios em Ítaca, Relógio D'Água, Lisboa, 2012; A Ciência das Sombras, (Poesia 1975-2006), Relógio D’Água, Lisboa, 2018. Ensaio: Imagem da Fotografia, Assírio & Alvim, Lisboa, 1996; Immagine della Fotografia, Jouvence, Roma, 2006, Relógio D’Água, prefácio de António Tabucchi, Lisboa, 2014; O Plano de Imagem, Assírio & Alvim, Lisboa, 1996; As Imagens e as Coisas, Campo das Letras, Porto, 2002; Quatro Movimentos da Pele, Campo das Letras, Porto, 2004; Força de Imagem — O Surrealismo, Campo das Letras, Porto, 2006; Arte Portuguesa no Século XX — Uma História Critica, Coral Books, Porto, 2016; Arte e Infinitude – O Contemporâneo entre a Arkhé e o Tecnológico, Relógio D’Água, Lisboa, 2018.

 

Fotografia de Isabel Lopes Gomes.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 

Bertílio Martins nasceu em Tavira em 1984, vive e trabalha em Faro.

Em 2011, completou a licenciatura em Artes Visuais pela Universidade do Algarve e posteriormente, em 2016, obteve um mestrado em Comunicação Cultura e Artes pela mesma instituição.

Participou em várias exposições colectivas e individuais desde 2010, tais como: REINVENÇÕES: 100 Anos da Conferência Futurista de Almada Negreiros, São Luís Teatro Municipal, Lisboa, em 2017. “()”, Ermida de N.S. de Guadalupe, Vila do Bispo e “(In)coberto”, Galeria TREM, Faro, em 2016. “(Des)envolvimentos emergentes”, Palácio da Galeria, Tavira; “Cadavre Exquis”, Casa das Artes de Tavira e XVIII Bienal De Cerveira, em 2015. “Réplica”, Casa das Artes de Tavira, em 2013. “É perigoso olhar para dentro”, galeria Trem, Faro e “Homeless Place”, Lisboa, em 2012.

Terra, carne, sangue, experimentação e obsessão, são o mote para executar o seu trabalho.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu em Sofia, em 1970. Filósofo e escritor, é autor vários livros e de numerosas publicações em diversas línguas. Começou a ensinar na Universidade de Sofia em 1997. É professor de Filosofia na Nova Universidade búlgara (desde 2001) e professor convidado na Universidade de Artes em Berlim (desde 2010) e na Universidade Hollins (desde 2014). Foi vice-presidente do Collège international de philosophie de Paris, onde dirigiu o programa «Métamorphoses de la communauté. Vers une ontologie modale» (2004-2010), e professor no HZT – UdK Berlin (2011-2017). Proferiu numerosas conferências em diversas universidades europeias, americanas e asiáticas, e em instituições culturais. É membro dos conselhos de redacção das revistas Lignes (Paris), Crítica e humanismo (Sofia), Materiali Foucaultiani (Rome/Paris ) e Stasis (São Petersburgo). É membro fundador do grupo artístico e editorial «Metheor». Colaborou — como autor, teórico, dramaturgo, actor ou comissário de exposição — em projectos visuais, de teatro, de cinema e de dança contemporânea. A exigência de novas formas filosóficas, éticas e políticas tem orientado o seu trabalho ao longo dos anos.

 

Fotografia: © Boryana Pandova (2019).

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

Bruno Domingues da Ponte (1932-2018) nasceu em Ponta Delgada, São Miguel, Açores, mas cedo foi para Lisboa onde frequentou a licenciatura em Económicas, que não concluiu. Posteriormente, licenciou-se e fez o mestrado em Hispanic Studies e a pós-graduação em Linguistics, na Universidade de Edimburgo.

Com interesses culturais multifacetados, durante a sua vida foi editor, galerista, gerente, tradutor, jornalista, professor e escritor.

Colaborou no suplemento de artes e letras do semanário micaelense A Ilha (1952-1956). Em Lisboa, foi redactor do semanário cultural Jornal de Letras e Artes, desde o seu início em 1961, e, posteriormente, foi editor das páginas dedicadas ao teatro.

Foi co-fundador da Editorial Minotauro (1960-1966), que dirigiu. A editora, que publicou obras de invulgar qualidade literária, inovadoras no meio cultural português e de elevado apuro gráfico, seria barbaramente encerrada pela PIDE, que, selando a porta para impedir qualquer funcionário de nela entrar, deixou deliberadamente uma torneira aberta que destruiria todo o stock, obras de arte e documentação contabilística.

Dirigiu a Galeria de Arte Divulgação, que funcionava no mesmo espaço da Minotauro e que, tal como a editora, teria o mesmo fim ditado pela PIDE. Esta Galeria expôs artistas emergentes na época — António Areal, René Bertholo, Lourdes Castro, Rodrigo, Menez, entre muitos outros —, que vieram a distinguir-se no meio artístico português. O pintor e escultor catalão Antoni Tàpies foi outro artista que a Galeria teve também o mérito de expor.

Activista antifascista toda a vida, trabalhou em Londres na International Defence and Aids Fund, uma organização anti-apartheid, fundada em 1956, onde Bruno da Ponte publicou o seu livro The Last to Leave — Portuguese Colonialism in Africa (IDAF, 1974).

Convidado pelo Governo moçambicano de Samora Machel para fundar e dirigir a Escola de Jornalismo em Maputo, apoiada pela UNESCO e destinada a alunos de vários países das ex-colónias portuguesas, aí permaneceu entre 1980 e 1984.

De novo em Lisboa, envolve-se na fundação das Edições Salamandra (1984-2005), que, entre muitos obras de autores de várias nacionalidades, cria a Colecção Garajau — nome de uma ave frequente nas ilhas açorianas — dedicada a autores açorianos e a temas sobre os Açores, criando um importante acervo da variada criatividade açoriana. Onésimo de Almeida designou esta Colecção, com 121 títulos, «A grandiosa ponte de Bruno da Ponte» que tornou «todos os seus editados menos ilhéus» (2005).

Livros relacionados
 
 
 
 
Livros relacionados
 
 
 

Lisboa, 16 de Março de 1825 – Vila Nova de Famalicão, 1 de Junho de 1890. O escritor dominou a segunda geração romântica e pode considerar-se como seu maior representante. Publicou volumes de poesia lírica nos moldes da época; poemetos satíricos mais ou menos pessoais; folhetos e amplos volumes de contundentes polémicas; dedicou-se também à crítica e à história literária, com agudo senso do ridículo e de certos factores biográficos; muito versado em problemas genealógicos, em certas miuçalhas eruditas, bibliográficas e anedotas históricas, deixou também vários volumes de investigação e miscelânea; para o teatro produziu dramas históricos e passionais, e comédias de caracteres; no jornalismo, além de folhetins, poesia e crítica literária, produziu ainda, em vários periódicos, um trabalho vasto e indiferenciado de redacção e direcção; traduziu muito; prefaciou e editou numerosas obras; deixou epistolografia vastíssima. No entanto, o género mais importante da sua obra é a novela e o conto, género em que criou algumas obras-primas e com as quais preencheu o melhor de vários volumes.

Livros relacionados
 

É bolseira de pós-doutoramento em Ciências da Comunicação da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Doutorada em Ciências da Comunicação, é investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, onde tem estado envolvida em projetos e iniciativas na área dos estudos de género, diversidade e media. Das suas mais recentes publicações destacam-se o livro De Outro Género: Propostas para a Promoção de Um Jornalismo mais Inclusivo (2014), do qual é co-autora, e Gender in Focus: (New) Trends in Media (2016) do qual é co-editora. É também professora auxiliar na Universidade Lusófona do Porto. Foi vice-chair da secção de Género e Comunicação da Associação Europeia de Investigação em Educação e Comunicação – ECREA. Integra o Conselho de Opinião da Rádio e Televisão Portuguesa, em representação das ONG da área da cidadania e igualdade de género. Tem estado envolvida com diversas ONG portuguesas na área dos direitos humanos.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

Carlos Alberto Brito Ferreira do Amaral nasceu em Lisboa em 1943 por acaso e em Paris em 1963 por necessidade… político-militar. Estudos de comércio em Lisboa, licenciatura de sociologia em Paris e formação artística em parte alguma. Múltiplos empregos com função alimentar entre 1957 e 1979; desenhador de imprensa desde 1980. Publicou desenhos em numerosos títulos franceses, entre os quais La Vie Ouvrière, Les Nouvelles Littéraires, L’Événement du Jeudi, Le Monde Diplomatique, L’Humanité, Citoyens du Monde e alguns portugueses, em 1974/75: República, Sempre Fixe, Diário de Lisboa; colaborou regularmente no diário Le Monde de 1983 a 2011 e no semanário satírico Le Canard Enchaîné de 1987 a 2012. Participou em exposições colectivas em vários países da Europa, das Américas e da Ásia; exposições individuais em França e Portugal; recebeu vários prémios nacionais e internacionais; participou em júris internacionais na Grécia, Portugal, Alemanha, Brasil e Dinamarca. Publicou igualmente alguns livros e participou noutros. Actualmente vice-presidente geral da FECO, Federation of Cartoonists Organizations, que federa uns 2000 desenhadores de cerca de 30 países nos 5 continentes.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 

(Lisboa, 1980) é professor e investigador de cinema, integrado no Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), da Escola das Artes (EA) da Universidade Católica Portuguesa — Porto. Desde 2019 que integra como programador o comité de selecção de longas metragens do festival IndieLisboa. É crítico de cinema e membro fundador do site de cinefilia À pala de Walsh. É licenciado em Cinema e em Direito, e doutorado em Ciências da Comunicação com uma tese sobre Educação para o Cinema, tendo colaborado ao longo dos anos em rios projectos internacionais nessa área (CinEd; Shortcut; Moving Cinema), coordenados em Portugal pela associação Os Filhos de Lumière. É autor de vários cadernos pedagógicos, nomeadamente sobre filmes de Pedro Costa, Manoel de Oliveira ou João Salaviza. É vice-presidente da AIM — Associação de Investigadores da Imagem em Movimento.

Livros relacionados
 

Nasceu em Guimarães, em 1951.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu durante alguns anos a advocacia, que abandonou para se dedicar à docência e à escrita. Tem colaboração dispersa por numerosas publicações e revistas literárias.

Tem publicados os seguintes livros: O Número Perfeito (edição do autor, Guimarães, 1987) O Invisível Simples (Limiar, Porto, 1988); Rotações [com António Ramos Rosa e Agripina Costa Marques] (Cadernos Solares, Lisboa, 1991); Três Ritos (Pedra Formosa, Guimarães, 1993); Movimento e Repouso (Pedra Formosa, Guimarães, 1994); Sinais [edição bilingue portuguesa-finlandesa, com fotografias de Markku Niemenlehto] (edição de autor, Guimarães, 1998); A Nuvem (Pedra Formosa, Guimarães, 2000); Coração Alcantilado (Opera Omnia, Guimarães, 2007); Arte Nenhuma (Opera Omnia, Guimarães, 2012).

 

 

 

 

 

 

 

Nasceu em Guimarães em 1951. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, tendo exercido advocacia até 1985. Professor do ensino secundário, vivendo na sai cidade natal, onde publicou o seu primeiro livro, em 1987.

Livros relacionados
 

Carlos Relvas (1838-1894) nasceu na Golegã, filho de um abastado proprietário rural. Educado por professores particulares, aprendeu ciências e línguas, com destaque para o francês. No entanto, depressa se deixa atrair pelas actividades ao ar livre, distinguindo-se de igual modo no tiro de pistola e carabina, como jogador de pau, florete e sabre, ou na equitação. Homem eclético, Carlos Relvas interessou-se sobretudo pela fotografia, produzindo uma obra de grande envergadura, onde se destaca também a magnífica casa-estúdio que construiu no jardim da sua residência do Outeiro. Mas além de fotógrafo, foi ainda político e lavrador, criador de cavalos e cavaleiro, inventor, e até músico. À frente das propriedades da família, Relvas mostra-se um agricultor influente, sector onde introduziu máquinas e processos de produção pioneiros. Monarca convicto, figura de fidalgo da época, Carlos Relvas vive no coração das suas terras, impondo-se pela fortuna, talento e carisma. Criador de gado e produtor de azeite, mel e vinho, Relvas exporta os seus produtos e é distinguido em várias exposições internacionais do sector. Com uma curiosidade insaciável e uma absoluta necessidade de inventar e descobrir, Relvas coloca esta sua faceta principalmente ao serviço da fotografia. Mas alarga-a a outras áreas. É assim que concebe e constrói um bote salva-vidas revolucionário, que tinha a particularidade de voltar à posição inicial sempre que se virava.

Livros relacionados
 
 
 
Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em 1981, em Portugal, e reside em Londres. É curadora, ensaísta e investigadora.

Atualmente, é doutoranda no PhD Curatorial/Knowledge (Departamento Visual Cultures), do Goldsmiths College, da Universidade de Londres. Até iniciar o doutoramento esteve a lecionar na ESAD|CR na Licenciatura de Design e no Mestrado de Gestão Cultural, e na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto no Mestrado de Artes e Design em Espaço Público tendo também co-orientado dissertação de mestrado. Licenciou-se em História – variante História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2003 e terminou o seu mestrado em Estudos Curatoriais pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa em 2009. No ano lectivo de 2010/2011 foi selecionada pelo programa CuratorLab para desenvolver um trabalho de investigação sobre praticas curatoriais (Universidade Konstfack, Estocolmo, Suécia). Esta investigação contou com a orientação da curadora Maria Lind. Colaborou, também, como curadora assistente de Claire Doherty na Situations, programa de curadoria da Universidade West of England, Bristol em 2009. Entre outros projectos curatoriais, em 2011 foi curadora da quarta edição do Junho das Artes, em Óbidos; em 2010 foi curadora da exposição «o mundo visto da terra, aqui à volta de casa*» no Museu Bernardo; e em 2008 realizou o Projecto Criação Artística no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Tem escrito artigos de opinião em revistas da especialidade, textos para catálogos e realizado conferências abordando as temáticas que têm sido alvo da sua investigação.

Livros relacionados
 

Nasceu em Concepción, Chile, em 1970.

É licenciada em Artes e ex-advogada. Em 2003 foi seleccionada em Le Fresnoy, França, para um programa de residência que apostava no cruzamento entre arte contemporânea e cinema. Saquel utiliza a imagem em movimento para alterar a percepção da temporalidade de assuntos aparentemente banais e sem importância. Os gestos corporais, a história da pintura e os seus géneros, a observação da natureza despojada da presença humana, referências cinematográficas e documentais são alguns dos pontos de partida da sua obra em vídeo. A fotografia, a serigrafia e outros procedimentos gráficos acompanham também a sua reflexão sobre a imagem em movimento. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais e colectivas, em festivais de cinema e videoarte, entre os quais, Espai 13, na Fundación Joan Miró, em Barcelona; na Kadist Art Foundation, Paris; no Harbourfront Centre, Toronto, Canadá; no Musée d’Art Moderne et Contemporain de Strasbourg; Grand Palais, Paris; Espace Culturel Louis Vuitton, Paris; Bloomberg Space, Londres; Württembergischer Kunstverein Stuugart.

Vive e trabalha em Paris desde 2005.

Livros relacionados
 

Concluiu a licenciatura em História da Arte, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 2000. Em 2008 concluiu o mestrado em Museologia e Património, nesta mesma instituição. Desenvolveu competências nas áreas científicas da investigação em história da arte em contexto museológico através de actividades relacionadas com a documentação ou estudo das colecções (sobretudo na sua inventariação e catalogação) e exposição. Esta investigação desenvolveu-se em função da edição do Catálogo Raisonné de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), sendo ainda autora da Fotobiografia do artista (Volume I do Catálogo Raisonné, editado em Dezembro de 2007). Entre 2004-2006 realizou a investigação preparatória da exposição Amadeo de Souza-Cardoso Diálogo de Vanguardas, assumindo as funções de comissária-adjunta e coordenadora editorial do catálogo da referida exposição (coordenação partilhada com Helena de Freitas). Integrou a equipa científica do volume II do Catálogo Raisonné de pintura de Amadeo de Souza-Cardoso. Actualmente trabalha na Casa das Histórias Paula Rego.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

Nasceu em Lisboa, em 1972.

Historiadora da arte. Trabalha no âmbito da arte contemporânea, através de projectos curatoriais, edições, inventariação e organização de espólios artísticos, seminários, cinema documental, membro de júris, entre outros. Doutorada em História da Arte – Teoria da Arte em 2015 pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mediante bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Investigadora, desde 2006, do Instituto de História da Arte (FCSH-UNL). Desenvolve, desde 2014, investigação curatorial para a Colecção do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves. Integrou, entre 1995-2006, o Serviço de Exposições da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea (Almada), onde desenvolveu projectos de investigação e colaborou e/ou foi responsável pela coordenação de exposições e respectivos catálogos. Co-autora do filme documentário sobre o escultor Alberto Carneiro, Dificilmente o que habita perto da origem abandona o lugar (2008, produção Laranja Azul). Autora de livros e catálogos de exposição e de ensaios para catálogos de exposição, actas de congressos e imprensa. Prémio José de Figueiredo [ex-aequo], Academia Nacional de Belas Artes, 2008, com o livro Alberto Carneiro, os primeiros anos, 1963-1975 (2007). É membro da Associação Portuguesa dos Historiadores da Arte, da Associação Internacional de Críticos de Arte Portugal e da International Association of the Word and Image Studies.

 

[Fotografia de Luísa Saldanha]

Livros relacionados
 

É professora auxiliar do Departamento de Sociologia da Universidade da Beira Interior (UBI) e investigadora do CIES-IUL (Centro de Pesquisa e Estudos em Sociologia). Atualmente é presidente do Departamento de Sociologia da UBI. Os seus interesses da pesquisa são género e cidadania; mobilidades, transportes,e desigualdades; trabalho e organizações. O seu doutoramento analisou as áreas metropolitanas portuguesas utilizando o paradigma das mobilidades. Está particularmente interessada na relação entre mobilidades rurais e transfronteiriças e o desenvolvimento local. É presidente da Comissão de Igualdade da UBI (CI-UBI) pelo que trabalha as temáticas do género, ensino superior e investigação numa abordagem de investigação-ação ao mesmo tempo que se dedica ativamente a atividades de gestão de mudanças organizacionais e de intervenção social na comunidade local.

Livros relacionados
 

É um dos mais notórios cartoonistas da sua geração no Brasil.

Natural de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, iniciou a sua carreira como ilustrador e caricaturista aos 15 anos, no jornal Diário de Minas (DM), em 1988, num projeto editorial arrojado e revolucionário para os padrões gráficos e editoriais da época. Trabalhou e adquiriu experiência no ambiente frenético da redação, que tinha na coordenação dois visionários jornalistas: Sulamita Esteliam e Sebastião Martins, que valorizavam a produção de conteúdo sempre acompanhada por muitas ilustrações ao longo das páginas nas edições diárias.

Desde criança já sabia que queria ser desenhista, inspirado na genialidade do mestre Ziraldo e, mais tarde, no talento dos irmãos Paulo e Chico Caruso, que o ajudaram a abrir portas, e permitiram que a sua arte ultrapassasse importantes fronteiras na grande imprensa brasileira.

Porém, movido pelo ímpeto de se descobrir e se aprimorar na profissão, ingressou, em 1991, no curso de Educação Artística da Escola Guignard – Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG). Foi neste período, aos 19 anos, que ele também se afirmou como artista plástico, sem se afastar da grande paixão pelas artes gráficas e, principalmente, pelo exercício diário de desenhar caricaturas.

Mas inquieto que sempre fora, perseguiu novas lições sobre o uso de texturas no desenho e afastou-se do formato convencional da escola académica de arte.

Criou laços intuitivos com o autodidatismo e orientou-se em pesquisas e na profunda admiração pelos trabalhos dos artistas gráficos: Hermegildo Sábat, Carlos Nine, Luis Trimano, Cássio Loredano, Mario Vale, Henfil, Angeli, Ralph Steadman, Robert Crumb e Brad Holland. E isso foi definitivo para causar um sobressalto criativo na sua abordagem artística.

Cau também domina várias técnicas nas artes plásticas e pintura, e é a meio dos estudos no uso das tintas que ele mais se realiza ao se reciclar nas obras dos grandes mestres e pintores que ele mais admira: Rubens, Goya, Rembrandt, Picasso, Magritte, Toulouse-Lautrec, George Grosz, Candido Portinari, Anita Malfatti e Jean-Michel Basquiat.

Desde 1993, Cau adotou Salvador, a capital da Bahia, para viver e trabalhar em estúdio próprio nas suas produções. Colaborou por mais de três décadas nos importantes veículos impressos de comunicação do Brasil, tendo publicado os seus trabalhos em destacados jornais e revistas: O Estado de São Paulo (Estadão), Jornal do Brasil, Hoje em Dia, Cometa Itabirano, Pasquim 21, Playboy, Palavra, Gráfica Magazine, Veja e Piauí. O impacto positivo dos seus trabalhos na imprensa baiana levaram-no a receber, no ano de 2009, na Câmara de Vereadores, o título de Cidadão Honorário da Cidade de Salvador, em reconhecimento da sua atuação no jornalismo baiano, principalmente através dos desenhos de humor político publicados diariamente nas páginas de opinião editorial, no jornal A Tarde por dezasseis anos.

Em 2020, ele completa 32 anos de carreira e, no seu currículo, possui mais de sessenta grandes prémios nacionais e internacionais, além de inúmeras menções honrosas.

Participou em várias exposições e júris, incluindo a curadoria do 8º RIDEP (Rencontres Internationales du Dessin de Presse) – França, em 2007.

Ministrou oficinas, workshops e palestras em países como Colômbia, Cuba, França e Portugal.

O seu talento é reconhecido internacionalmente, e, a cada dia, o artista tem vindo a surpreender em diversas áreas do humor gráfico, com propostas novas de cartoons, caricaturas, charges, ilustrações, pinturas em telas e painéis, banda desenhada, animação, desenhos, criação de marcas e projetos gráficos, entre outras.

Atualmente, é freelancer e publica regularmente nos jornais: A Tarde, em Salvador; Le Monde Diplomatique-Brasil, em São Paulo; e Courrier International, em Paris. Entre os livros que ilustrou, destacam-se: o álbum de banda desenhada/HQ Billy Jackson (2013), pela RV Cultura e Arte Editora; O Dia em que os Gatos Aprenderam a Tocar Jazz (2012); Dias de Tempestade (2013); e E Eu, Só uma Pedra (2016) – todos pela Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). No final de 2019, concluiu as ilustrações para o livro infantojuvenil ATchim!, da mesma editora.

É também coautor e ilustrador do livro Pastinha, o Menino que Virou Mestre de Capoeira – único livro baiano infantojuvenil a ser finalista do Prémio Jabuti, em 2012, publicado pela Solisluna Editora.

Livros relacionados
 

Cécile Bertrand é uma das raras mulheres, senão a única, que alguma vez ocupou o lugar de caricaturista editorial num diário francófono.

Nascida em Liège, Bélgica, inicia-se na ilustração para crianças depois dos estudos em arte que fez na escola Saint-Luc. É também pintora e escultora. Desde 1981 que faz as ilustrações de numerosos livros para a juventude. Em 1989 começou uma carreira de caricaturista e adquiriu rapidamente notoriedade graças ao seu estilo característico, redondo, cheio e, ao mesmo tempo, marcado pela sensibilidade. O seu traço simples e divertido veicula um discurso poderoso e eficaz, usando com abundância metáforas visuais, com textos curtos e incisivos. As suas colaborações mais conhecidas são em Vif / L’Express, Plus Magazine e Axelle, uma revista da vida feminina onde ela aborda as questões de um ponto de vista mais feminista. Em 2003, publica a primeira recolha dos seus desenhos de imprensa, Les femmes et les enfants d’abord («As mulheres e as crianças em primeiro lugar»). Desde 2005, é caricaturista editorialista no diário La Libre Belgique com a sua série Os Piolhos. Em 2007 publicou uma coletânea das suas caricaturas Les Poux. Expõe também com regularidade as suas obras plásticas. É membro do Cartooning for peace / Desenhos para a paz. Recebeu por duas vezes o Grand Prix PCB (Press Cartoon Belgium) em 2007 e 2011. [Extrato do livro de Mira Falardeau Femmes et Humour («Mulheres e Humor), edições Hermann, 2014]

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Investigadora Principal da Universidade de Lisboa e do Centro de Biologia Ambiental (CBA). Especialista em Briologia, desenvolvendo investigação sobre a Brioflora de Portugal, Espanha, Ilhas da Madeira e Açores, abrangendo estudos florísticos, taxonómicos e ecológicos de floras tropicais. Desenvolveu as primeiras abordagens sobre a diversidade biológica de briófitos e outros organismos, assim como, a primeira Lista Vermelha dos Briófitos Ibéricos e de Portugal. Colaborou na avaliação da biodiversidade e na obtenção de padrões de distribuição e modelação de ocorrência de briófitos em todo o país, baseados em análises informáticas e de GIS. Simultaneamente, desenvolve Investigação Aplicada (impactos ambientais e alterações de clima), biomonitorização da qualidade ambiental, de poluição atmosférica e aquática, em estudos de Impacto Ambiental e na quantificação de metais pesados no ambiente, alguns ligados à saúde.

Publicou cerca de 420 títulos quer em revistas nacionais, quer internacionais. Destas publicações 26 correspondem a livros ou capítulos de livros, em que foi autora, co-autora ou colaboradora.
Livros relacionados
 
 
 

Licenciado em Biologia Vegetal Aplicada e Doutorado em Ecologia pela Universidade de Lisboa. Pós Doutoramento em Ecossistemas Tropicais. Desde 1996 desenvolve estudos em ecologia e taxonomia de briófitos em Portugal. O objetivo principal de sua tese de doutoramento foi contribuir para o conhecimento das comunidades de briófitos epífitos dos carvalhais da Rede Natura 2000. Neste momento colabora com a UICN na conservação das espécies e trabalha em modelação ecológica, tentando perceber o efeito das alterações climáticas nos diferentes taxa. Desde 2007 trabalha também na caracterização das comunidades briofíticas do Arquipélago de São Tomé e Príncipe. É responsável por cerca de 15.000 espécimes georreferenciados de briófitos alojados no herbário do Museu Nacional de História Natural e da Ciência-Universidade de Lisboa.

Livros relacionados
 
 

Nasceu em Lausanne no dia 24 de Setembro de 1878.

Licenciado em letras clássicas pela Universidade de Lausanne, foi professor e preceptor. Era um solitário e, como nos diz Aníbal Fernandes na Apresentação de Derborence, «arrastava-se, entediado, por estas ocupações, sentindo que só havia em si um escritor literário». Viveu entre Paris e a sua terra natal. Em 1914, com o início da Grande Guerra, regressou à Suíça, onde continuou a dedicar-se à escrita. A sua obra trata essencialmente da relação Homem-Natureza e da impotência dos humanos relativamente às forças naturais. A sua escrita dividiu e extremou opiniões, acabando por ser reconhecida de forma mais generalizada e consensual. Entre os seus defensores, encontramos Cocteau, Rolland, Céline, Claudel.

Morreu em Lausanne no dia 23 de Maio de 1947.

Livros relacionados
 
 

É Professor de Filosofia alemã na Université Lille 3, membro do laboratório Savoirs, Textes, Langage (CNRS, Lille3, Lille1) e membro associado do Centre d’herméneutique phénoménologique (Université Paris-Sorbonne). Entre outros títulos, é autor de Au détour du sens. Perspectives d’une philosophie herméneutique (Paris, 2007), Qu’est-ce qu’une conception du monde? (Paris, 2006), La Philosophie de Schleiermacher. Herméneutique, dialectique, éthique (Paris, 1995). Tradutor de filosofia alemã (Feuerbach, Cassirer, Manfred Frank, Josef Simon…), editou, traduziu e apresentou numerosos textos de Schleiermacher, entre os quais a Ética (Paris, 2003) e a Hermenêutica (Paris-Lille, 1989), e, em colaboração, a Estética (Paris, 2004), a Dialéctica (Paris, 1997) e os Diferentes métodos do traduzir (Paris, 1999). Os seus principais domínios de investigação são a história da filosofia alemã e a questão da hermenêutica, quer na sua relação com a história, quer nas suas dimensões contemporâneas.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu em Belo Horizonte, Brasil, em 1974.

Graduada em Belas Artes na Universidade Federal de Minas Gerais (1997-1999). O seu trabalho tem circulado em importantes exposições como as Bienais de Havana (2006) e de Lyon (2007); a Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2013 e 2014); a Bienal de Istambul (2013) e a Bienal de Sharjah (2013 e 2015).

Das suas exposições contam-se Panorama da Arte Brasileira, São Paulo e Madrid (2007- -2008); To come to, Sprovieri Gallery, Londres (2009); Bienal de São Paulo, Brasil (2010); Zero de Conduta, Galeria Vermelho, São Paulo (2011); No Lone Zone, Tate Modern, Londres (2012); Triennial of New Museum, Nova Iorque (2012); Sala de Arte Publico Siqueiros, Cidade do México (2012); Dundee Contemporary Art, Escócia (2012); Secession, Viena (2014); Em-entre-paraperante, Silvia Cintra + Box4, Rio de Janeiro (2015); Duplex Gallery, PS1, Nova Iorque (2016).

Em 2017 ocupou o Pavilhão Brasileiro na 57.ª Bienal de Veneza e em 2018 desenvolveu a exposição individual The Family in Disorder: Truth or Dare no Modern Art Museum, Oxford. Foi vencedora de prémios como o International Prize for Performance, Trento (2006); o Annual TrAIN Artist in Residency award at Gasworks, Londres (2009); e The Future Generation Art Prize, Kiev (2010). Recebeu uma Menção Honrosa na 57.ª Bienal de Veneza (2017).

Actualmente vive e trabalha em São Paulo.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Claire de Santa Coloma (*1983, Buenos Aires) vive e trabalha em Lisboa. Estudou escultura de talha direta nos Ateliers Beaux Arts de la Ville de Paris. Simultaneamente, obteve o mestrado de investigação em Artes Plásticas na Universidade La Sorbonne, Paris. Entre 2007 e 2009 foi artista residente na Casa de Velázquez, em Madrid, e frequentou o programa de Estudos Independentes da Maumaus, emLisboa (2009-2010). Entre as suas exposições recentes destacam-se: «Modo de Uso», 3+1 Arte Contemporânea, Lisboa (2020); «Chuva», Appleton – Associação Cultural, Lisboa (2018). A sua obra é representada em coleções públicas e privadas.

 

Claire de Santa Coloma (*1983, Buenos Aires) lives and works in Lisbon. Santa Coloma studied direct carving sculpture at Ateliers Beaux Arts de la Ville de Paris. At the same time, she obtained a ma in Visual Arts Research at La Sorbonne, Paris. Between 2007 and 2009 she was artist in residence at Casa de Velázquez, Madrid and attended the Independent Studies programme at Maumaus in Lisbon (2009-2010). Recent exhibitions include: “Modo de Uso”, 3+1 Arte Contemporânea, Lisbon (2020) and “Chuva”, Appleton – Associação Cultural, Lisbon (2018). Her work is represented in numerous public and private collections.

Livros relacionados
 

Coordenadora do projecto Falso Movimento — Estudos sobre escrita e cinema, é professora auxiliar no Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da mesma instituição. Desenvolve o seu trabalho nas áreas da Literatura Brasileira, da Literatura Comparada e dos Estudos Interartes. O seu livro A Forma do Meio. Livro e Narração na Obra de João Guimarães Rosa foi publicado em 2011 pela Unicamp (Brasil). No âmbito do projecto editou com José Bértolo A Escrita do Cinema: Ensaios (Documenta, 2015), com Tom Conley Falso Movimento: Ensaios sobre escrita e cinema (Cotovia, 2016) e, com Francisco Frazão e Susana Nascimento Duarte, uma antologia da crítica de Serge Daney (O Cinema que faz escrever: textos críticos, Angelus Novus, 2015).

Livros relacionados
 

Arquitecta de formação, divide o seu trabalho actual entre a escrita e a realização cinematográfica, entre a ficção e os documentários. Nascida no Porto em 1970, estudou arquitectura nessa cidade e cinema em Lisboa e Barcelona. Licenciou-se em arquitectura na FAUP em 1995. Publicou o seu primeiro livro de contos, O Caderno Negro, em 2003, na Editora Tinta Permanente, e o segundo, A Fábrica da Noite, na Editora Ulisseia, em 2010. A sua peça Londres foi vencedora do Grande Prémio de Teatro SPA/Teatro Aberto 2011, e editada pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Publicou o seu primeiro romance, A Casa Azul, em 2014. Concluiu o curso de Escrita de Argumentos para Longas-metragens da Gulbenkian, com a London Film School, em 2006. Terminou o curso de cinema na Restart, em 2007. Os seus contos foram editados em Portugal, Espanha e Itália. Realizou quatro curtas metragens e um documentário. Foi responsável pelos argumentos, storyboards, realização, direcção de arte, montagem e (na maioria dos casos) produção dos seus próprios filmes. Estes já foram exibidos em Portugal, no Brasil, no Uruguai, na Índia, em Cuba e em Itália, tendo sido premiados em diversos festivais.

Livros relacionados
 

Jornalista, crítica de dança e escritora, nasceu em Lisboa, em 1972.

Escreve sobre artes performartivas em geral e dança em particular para jornais desde 1994, em publicações como BLITZ, O Independente, Jornal de Letras, NetParque – portal de cultura do Parque das Nações, Dance Europe, Mouvement, Visão, entre outros. Escreve sobre artes performativas para o semanário Expresso desde 2005.

Foi editora do magazine sobre artes performativas «Palcos AGORA» (2015 na RTP2). Foi editora do suplemento semanal «Artes de Palco», do programa «Magazine», da 2: da RTP (de 2004 a 2006), e editora do magazine cultural «AGORA», também da RTP2 (2012-2014). Escreveu sobre artes e cultura, nomeadamente dança, para jornais como O Independente, Diário Económico, O Público ou Jornal de Letras. Entre 2001 e 2003, teve um programa semanal de entrevistas na rádio Voxx, intitulado «À Conversa sobre Artes» e fez crítica de livros para a revista semanal TimeOut Lisboa.

Estreou-se na área da ficção em 2001, com Sensualistas, o primeiro livro da Trilogia Rock, ao qual se sucedeu Conto de Verão, em 2002 (livro seleccionado pelo Instituto Português do Livro e da Biblioteca para ser promovido na Feira do Livro de Frankfurt do ano seguinte), e O Tempo das Cerejas (2007), todos pela editora Oficina do Livro. Tem diversos contos publicados em colectâneas em Portugal e no estrangeiro, e textos sobre teatro e dança em publicações estrangeiras, alguns apresentados em conferências internacionais.

Fez documentação de seminários, festivais e programas de experimentação e residência artística, como o Colina – Colaboration In Arts, de Rui Horta (que aconteceu no Convento da Saudação, O Espaço do Tempo, em 2003 e 2004), TryAngle – Performing Arts Research Laboratories (2012, projecto europeu liderado por O Espaço do Tempo, de Rui Horta) ou o MOV-S (espaço de intercâmbio internacional de dança e das artes do movimento espanhol, com carácter itinerante, em Barcelona, 2007, Galiza, 2009, e Madrid, 2011), a título de exemplo… Foi, entre 2005 e 2006, observadora/consultora da rede Íris (rede de programadores de Itália, França, Espanha e Portugal).

Foi consultora da colecção de livros «Dança e Pensamento» editada a partir de 2009 em Espanha, traduzida para galego, castelhano e catalão, resultante da colaboração entre o Mercat de les Flors (Barcelona), o Centro Coreográfico Galego (Galiza) e a Universidade de Alcalá (Madrid). No âmbito desta, publicou em 2009 o ensaio «Unidades de sensação» na colectânea «Arquitecturas do olhar». Ainda nesta área, publicou o livro Corpo de Cordas – 10 anos de Companhia Paulo Ribeiro, uma história biográfica de uma vida ligada à dança, pela Assírio & Alvim (Fevereiro de 2006) e o ensaio biográfico Pina Bausch – Sentir Mais, pela D. Quixote (2010), “There is nothing that is beyond yoyr imagination” (2015, no âmbito da rede europeia “Imagine 2020 – Art and Climate Change”, que reúne 10 teatros europeus, liderada pelo Kaaitheater, em Bruxelas), “15 anos do Espaço do Tempo” (2016, Centro Coreográfico de Montemor-o-Novo, de Rui Horta). Foi a escritora principal do livro TryAngle – Performing Arts Research Laboratories (2013). A publicação constou do resultado do programa europeu com o mesmo nome, residências artísticas experimentais que aconteceram em três cidades da Europa: O Espaço do Tempo (Centro Coreográfico de Montemor-o-Novo, de Rui Horta, líder do projecto), Les Bernardines (em Marselha, França) e Tanzhaus nrw (em Düsseldorf, Alemanha). Claudia Galhós foi «scribe» (documentadora diária) dos três laboratórios.

Integrou diversos júris, de prémios e de concursos de subsídios a artistas, da dança e do teatro, no contexto do Ministério da Cultura português e também no estrangeiro, foi o elemento independente ao mesmo MC da Comissão de Acompanhamento e Avaliação das estruturas com contratos-programa plurianuais de Lisboa e Vale do Tejo e da região Centro, para as áreas da dança e transdisciplinares, entre 2010 e 2012.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

[…] tinha-lhe sido dado o nome Honoré Gabriel Riqueti de Mirabeau [9/3/1749 – 2/4/1791); era o primogénito de Victor Riqueti, economista e marquês de Mirabeau. E quando a criada de quarto de Marie-Geneviève de Vassan lhe entregou depois do parto o filho acabado de nascer, mostrou-se muito prudente com esta frase:

— Não vos assusteis, senhora.

Mostrava-lhe e encaixava-lhe nos braços uma criança de grande cabeça, tomada nos seus primeiros anos de vida por um sintoma de hidrocefalia. À fealdade fisionómica (que Victor Hugo, no seu Étude sur Mirabeau veio a definir como «grandiosa e fulgurante», secundada pelo «pé torto, dois grandes dentes e a enorme cabeça»), acrescentemos-lhe as marcas da varíola que desde os três anos de idade maus enfeites lhe deixaram na pele do rosto. É do seu pai a crueldade deste fraternal aviso: «Aí vai um sobrinho vosso, tão feio como o de Satanás.» (Má sorte física, que bem pouco encontramos na benevolente visão dos seus retratistas.)

Se o velho marquês quis ver o seu filho protegido pelas dignidades de uma honrosa carreira militar, bem cedo ele se mostrou com uma rebeldia que a tudo opôs vultuosas dívidas não pagas, devassidões e escândalos. Logo aos dezoito anos de idade entrou no seu currículo bélico uma guerra na Córsega; e, coisa curiosa a provar-nos que a sorte nos amores pouco se atém às belezas do físico: conquistou uma amiga íntima do coronel do seu regimento. A ira paterna — trovejante e digna de um marquês de romance — levou-o a pedir, e a conseguir para o seu filho, um encarceramento punitivo na ilha de Ré.

[…]

Nos seus nove meses de Amsterdão, o jovem conde de Mirabeau foi escritor e tradutor de textos ingleses assinados com o pseudónimo Saint-Mathieu. Mas a Justiça do seu país, incitada pelas diligências do marido atraiçoado, não foi lenta; a sua aventura foi juridicamente sentida como sedução de mulher casada e rapto, aquilo que a França punia com leis que condenavam à morte e ao gume da guilhotina. Houve em Maio de 1777 um pedido de extradição e a consequente entrega dos dois fugitivos a uma escolta policial; Mirabeau foi parar às masmorras de Vincennes; Sophie, grávida, foi acabar a sua gestação numa casa de saúde de Paris, e depois do parto expedida para Gien, onde tinha à sua espera uma decente reclusão no convento das irmãs de Santa Clara. Durante cinco anos, Sophie fez uma vida retirada, que só teve fim com a morte do seu velho marido; durante três anos e a poucas celas de distância do marquês de Sade, o conde de Mirabeau matou o tédio a escrever; e escreveu muito, e investigou muito; tudo o que lhe foi necessário para as suas ficções mais celebradas e pôr em livro as curiosas erudições da Erotika Biblion.

[…]

Quando morreu, a 2 de Abril de 1791, pôde encontrar-se como justificação um copo de vinho, delicioso mas envenenado. O seu funeral enfeitou-se com honras ditadas por Luís XVI (que só teria por mais um ano a cabeça presa ao pescoço), e o seu corpo foi transportado com grandes pompas para o Panteão; mas foi alguns meses depois encontrado o dito «armário de ferro» no palácio das Tulherias, com documentos que mostravam as suas relações com o rei e a rainha de Versalhes; a excitada correria de um povo que já executava os actos violentos da sua revolução, encaminhou-se para a sua sepultura; violou-a, despedaçou-a, e lançou-lhe os restos aos esgotos de Paris.

[Aníbal Fernandes]

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
 
 
 
 

Nasceu em Lisboa.

Tem o curso de Pintura da ESBAL.

O seu trabalho tem-se repartido entre cartoon, ilustração, animação e multimédia. Principais publicações onde colabora ou colaborou: Público, Expresso, Independente, África 21, Combate, Courrier International, New York Times, Wall Street Journal, Washington Post, Puls Biznesu, Kleine Zeitung, Die Presse.

Principais exposições: O Desenho dos Dias, Bedeteca de Lisboa 2001; Na Ponta da Linha, Cartoon Xira 2003; Ilustrace Cristiny Sampaiové, Praga 2007; Combate Ilustrações 88/89, A Comuna 1989; Por Timor, Padrão dos Descobrimentos 1992; Declaração Universal dos Direitos Humanos, Malaposta 1996; 25 Bandas Desenhadas comemorativas do 25 de abril, Cordoaria Nacional 1999; 500 anos de Brasil, Casino Estoril / Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro 2000; Coisas que Acontecem, Cordoaria Nacional 2004; World Press Cartoon, Centro Cultural Olga Cadaval 2005 a 2010; Ilustração Portuguesa, Bedeteca de Lisboa 1998 a 2004; World Press Cartoon – Prix 2005-2008, Fundação Calouste Gulbenkian, Paris 2008; Cartoons from the 27 Countries of the EU, Zappeion Megaron, Atenas 2008; Cartoon Xira, Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira 2009 e 2010; Expressions – International Cartoon Exhibition, Global Forum on Freedom of Expression, Drøbak 2009; Dessine-moi la Paix en Méditerranée, Marseille 2009; Um Século, Dez Lápis, Cem Desenhos, Museu da Presidência da República 2009; Taches d’Opinion, Mémorial Cité de l’Histoire, Caen 2010; Res Publica, Fundação Calouste Gulbenkian 2010.

Principais prémios e distinções: Society of News Design USA – Award of Exellence, 2002, 2005 e 2009; Prémio Stuart de Desenho de Imprensa, categoria Cartoon, El Corte Inglés / Casa da Imprensa, 2006 e 2010; 1.º Prémio World Press Cartoon 2007, categoria Cartoon Editorial; Menção Honrosa World Press Cartoon 2009; Society of News Design de Pamplona, Medalha de Prata 2009.

Livros relacionados
 

Artur Manuel do Cruzeiro Seixas nasceu na Amadora, em 3 de Dezembro de 1920.

Frequentou a Escola António Arroio, onde conheceu Mário Cesariny, Vespeira, Júlio Pomar e Fernando Azevedo. Em 1948, com Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Carlos Calvet, Pedro Oom e Mário-Henrique Leiria, entre outros, integra o Grupo Surrealista de Lisboa, resultante da cisão do recém-formado movimento surrealista português. Participa na exposição desse grupo em 1949 (1.ª Exposição dos Surrealistas, Lisboa).

Em 1950 entra na Marinha Mercante e parte para África. Em 1952 fixa-se em Angola, onde realiza as primeiras exposições individuais, que marcaram muito fortemente a sociedade local. Regressa a Portugal em 1964.

Em 1966 é convidado por Natália Correia a ilustrar a célebre obra Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica. Em 1967 expõe na Galeria Buchholz, em Lisboa, e expõe com Mário Cesariny no Porto.

Recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian em 1968.

Em 1970 e 1972 expõe a Galeria de São Mamede, em Lisboa, com a publicação de textos de Mário Cesariny, Laurens Vancrevel e Herberto Helder.

Em 1973 publica-se o livro Cruzeiro Seixas, por Mário Cesariny, na colecção «Escritores e Artistas de Hoje».

Entre 1968 e 1974 dirige a Galeria São Mamede e de 1976 a 1983 a Galeria da Junta de Turismo do Estoril, bem como entre 1985 e 1988 a Galeria de Vilamoura, no Algarve.

Em 1977 expõe em Amesterdão com Raúl Perez e Philip West.

Em 1986 edita-se o livro de poemas de Cruzeiro Seixas, Eu Falo em Chamas, com apresentação de André Coyné. Publica-se um álbum referindo 230 obras de diversos autores, da colecção de Cruzeiro Seixas, adquiridas pela Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão.

Colabora nas revistas surrealistas francesas Phases, holandesa Brumes Blondes e na canadiana La Tortue-Lièvre.

Nos últimos anos, galerias como Gilde (Guimarães), SOCTIP (Lisboa), Constância (Constância), Presença (Porto), Neupergama (Torres Novas), São Bento (Lisboa), Almadarte (Costa de Caparica), Funchália (Funchal), São Mamede (Lisboa), Adjectivo (Santarém), Lumière Noir (Montreal – Canadá) ou ArteManifesto (Porto) realizaram exposições individuais de Cruzeiro Seixas.

Redige diversos prefácios para exposições de Cesariny (1969), de Raúl Perez (1981), de Philip West (1988) e de Eugenio Granell (1996).

Morreu em Lisboa, em 8 de Novembro de 2020.

 

 

Foto: Cruzeiro Seixas com Perfecto E. Cuadrado.

Livros relacionados
 

Nasceu no dia 19 de Setembro de 1910, em Ludwigsburg, e morreu no dia 14 de Janeiro de 2012, em Munique.

Entre outros, traduziu para alemão alguns dos mais importantes escritores brasileiros mas é conhecido sobretudo por ser o tradutor de Guimarães Rosa.

Foi director do Goethe-Institut em Lisboa entre 1969 e 1976. Sobre este período, diz-nos João Barrento, em 25 de Fevereiro de 2013, depois de traduzir os Diários Portugueses: «O que Meyer-Clason fez na Lisboa entre a primavera marcelista e o período pós-PREC poucos o fizeram: chega a Lisboa e em pouco tempo muda a paisagem cultural de uma Cidade meio adormecida e espartilhada pela censura de uma ditadura disfarçada, isolada e já descrente de si mesma. E fá-lo entrando pela porta da esquerda, de uma esquerda certamente não coesa, marcada por tonalidades que os Diários espelham, e que vão da mais ortodoxa à mais festiva. Mas também abrindo portas que o regime normalmente fechava, trazendo ao seu Instituto figuras, alemãs e não só, que só aí poderiam ser vistas e ouvidas, fazendo germinar sementes que o terreno estéril da ditadura não conhecia. Aí, no "Goethe" desses anos, como escrevi algures, "podiam pensar-se coisas que cá fora eram impensáveis".»

Livros relacionados
 

Cyriaque Villemaux (1990 Offenburg) estudou alternadamente ballet e dança contemporânea na França e na Bélgica. Em 2008 recebeu uma bolsa para estudar com Alicia Alonso no Ballet Nacional de Cuba. Nesse mesmo ano ingressou na escola s.r.e.a.p., tendo-se graduado em 2012 com a distinção Muito Honor. Desde então tem trabalhado com artistas como Jean Calotte, Marie Piètre Gala, Cie les Claude’s e muitos outros. Actualmente estuda na Universidade Livre de Bruxelas (ULB), no departamento de Artes do Espectáculo, sob a direcção de Jim Ansor. Prepara a sua tese intitulada Biografia e Entrevista: uma prática performativa do outro.

 

Cyriaque Villemaux (1990 Offenburg) studied alternatively ballet and contemporary dance in France and Belgium. In 2008 he was granted a six months scholarship in order to study with Alicia Alonso at the Ballet Nacional de Cuba. That same year he joined the school s.r.e.a.p. from which he graduated in 2012 with the distinction Very Honorable. Since then he has been performing for artists such as Jean Calotte, Marie Piètre Gala, Cie les Claude’s and many others. At the moment he is studying at the Brussels University (ULB), the Arts du Spectacle department, under the direction of Jim Ansor and prepares the thesis Biography and Interview: a performative practice of the other.

 

Cyriaque Villemaux (1990 Offenburg) a étudié en alternance la danse classique et contemporaine, en France et au Royaume de Belgique. En 2008, il bénéficiait d’une bourse de six mois afin d’étudier avec Alicia Alonso au Ballet Nacional de Cuba. Cette même année il rejoignait l’école s.r.e.a.p. dont il sortait diplômé en 2012 avec la mention Très Honorable. Depuis lors, il a été l’interprète d’artistes tels que Jean Calotte, Marie Piètre Gala, Cie les Claude’s et bien d’autres. Il étudie à présent à l’Université Libre de Bruxelles (ULB) dans la filière Arts du Spectacle sous la direction de Jim Ansor. Il y prépare une thèse intitulée Biographie et Entretien : une pratique performative de l’autre.

 

 

Livros relacionados
 

Romancista, contista, poeta, ensaísta e pintor, David Herbert Lawrence é uma das grandes figuras literárias do século XX. Nascido em Eastwood, Nottinghamshire, em 11 de Setembro de 1885, estudou na Universidade de Nottingham, publicando em 1911 o seu primeiro romance, The White Peacock.
Em 1915, The Rainbow, o seu quarto romance, é proibido por alegada obscenidade. Também os seus quadros são retirados de uma galeria de arte.
Em 1926, já com vários romances publicados, D.H. Lawrence começa a trabalhar no que viria a ser o seu romance mais conhecido, O Amante de Lady Chatterley. Também este será proibido no Reino Unido e nos Estados Unidos, por pornografia. A partir de Junho de 1928, data em que abandonou Florença, e até à sua morte em 2 de Março de 1930, por tuberculose, Lawrence vagueia de cidade em cidade. Trabalhará até ao fim, completando Apocalypse, livro que viria a ser publicado em 1931.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu em Lisboa em 1976.

Estudou Artes Plásticas na Escola de Arte e Design das Caldas da Rainha entre 1996 e 2001. Fez o programa individual no Ar.Co em 2002. Foi artista residente na Künstlerhaus Bethanien em 2008 com a Bolsa João Hogan, atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian, e na Rijksakademie van Beeldende Kunsten, em 2010 e 2011. Entre 2013 e 2014 foi artista participante no Home Works Program no Ashkal Alwan em Beirute. Participou no programa Open Sessions no Drawing Center em Nova Iorque. Entre 2014 e 2015 foi bolseiro da Fundação Botín.

Mostrou o seu trabalho em espaços como o Hunter College Art Galleries, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação EDP, MACE, Hangar, DeLaCharge, Uma Certa Falta de Coerência, Fundação Botin, NCCA, CIAJG, Museu de Serralves, entre outros.

Desde 2016 que frequenta o programa de Doutoramento em Antropologia na Universidade da Flórida, Estados Unidos da América, com uma Bolsa Fulbright.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

É licenciado em Filologia Germânica e doutorado em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa. Foi professor cooperante na República de São Tomé e Príncipe e em Moçambique, leitor de português nas Universidades de Glasgow, Macau, Cantão e Goa e leccionou no ensino secundário. É autor de ensaios sobre imprensa periódica, Camilo Pessanha, Wenceslau de Moraes, Raul Proença, Gabriel Malagrida, o Marquês de Pombal, António Maria Eusébio (O Calafate) e Bocage. Fez a edição literária da Clepsidra, de Camilo Pessanha, e, para a Imprensa Nacional, em 4 volumes, da Obra Completa de Bocage. Publicou e colaborou em diversas obras. Comissariou exposições sobre imprensa clandestina, Bocage, Wenceslau de Moraes e Camilo Pessanha. Integrou a comissão das comemorações dos 250 anos do nascimento de Bocage. Dirige, desde a sua fundação, em 1999, o Centro de Estudos Bocageanos. É membro da Academia de Marinha e do CLEPUL.

Livros relacionados
 
 

Historiador de arte e curador de arte moderna e contemporânea.

Doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

É atualmente subdiretor-geral do Património Cultural. Foi curador-geral da BF16; diretor do Museu do Neo-Realismo de 2007 a 2013 e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado de 2013 a 2015.

Autor de diversos estudos sobre arte publicados em catálogos e volumes coletivos, publicou ainda Marcel Duchamp e o readymade – Une Sorte de Rendez-vous (Assírio & Alvim, 2007) e A Reinvenção do Real – Curadoria e Arte Contemporânea no Museu do Neo-Realismo, (Documenta, 2014).

Foi distinguido em 2015 com o Prémio (ex aequo) de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitetura – AICA/FCC, e ainda com o Prémio APOM de Investigação.

É docente convidado do ensino superior na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi crítico de arte nos semanários (1996), O Independente (1997-2000), e nas revistas Arte Ibérica (1997-2000), Artecapital.net (2006-2007) e Arqa – revista de arquitectura e arte (2000-2013).

Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em Aveiro em 1962. Doutorado em Arte Contemporânea, é professor do Colégio das Artes e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde coordena o mestrado em Estudos Curatoriais. Desde 1990 que se dedica à curadoria de arte contemporânea, bem como à ensaística sobre arte. Foi o comissário-geral da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010, director do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém e consultor da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi fundador e director da revista Pangloss. Foi o comissário da Representação Portuguesa à 48.ª Bienal de Veneza e co-comissário da Representação Portuguesa à Bienal de Veneza de Arquitectura 2010. No campo das publicações destacam-se os volumes Julião Sarmento, Catalogue Raisonée, Edições Numeradas, Vol. I (MEIAC, 2007), Luxury Bound (Electa, Milão, e Assírio & Alvim, Lisboa, 1999), Jorge Molder (Caminho, Lisboa, 2005), Helena Almeida, Pés no Chão, Cabeça no Céu (Bial, 2004), Pintura Redux (Fundação de Serralves/Público, 2006), Abrir a Caixa (Caixa Geral de Depósitos, 2009) e A Visão em Apneia (Babel, Lisboa, 2011). Colabora regularmente como ensaísta para publicações sobre arte e arquitectura.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 

Diana Niepce (1985) é bailarina, coreógrafa e escritora. Formou-se na Escola Superior de Dança (Lisboa), fez Erasmus na Teatterikorkeakoulun (Helsínquia), uma pós-graduação em Arte e Comunicação na Universidade Nova de Lisboa, completou a formação CGPAE do Forum Dança e é também professora habilitada de hatha yoga.

É criadora da peça de circo contemporâneo Forgotten Fog (2015) e das peças de dança Raw a nude (2019), 12 979 Dias (2019), Dueto (2020) e Duetos (2020). Enquanto bailarina e performer colaborou com o Bal Moderne | Rosas, Felix Ruckert, Willi Dorner, Antonio Tagliarini, Daria Deflorian, La Fura dels Baus, May Joseph, Sofia Varino, Miira Sippola, Jérôme Bel, Ana Borralho e João Galante, Ana Rita Barata e Pedro Sena Nunes, Mariana Tengner Barros, Rui Catalão, Rafael Alvarez, Adam Benjamin, Diana de Sousa e Justyna Wielgus. Fez direcção artística e foi docente na Formação de Introdução às Artes Performativas para Artistas com Deficiência na Biblioteca de Marvila – CML (2020).

Publicou um artigo no livro Anne Teresa de Keersmaeker em Lisboa (ed. EGEAC/ INCM), o conto infantil Bayadère (ed. CNB), o poema «2014» na revista Flanzine e o artigo «Experimentar o corpo» no jornal de artes performativas Coreia. Foi jurada do prémio Acesso Cultura 2018 e do Festival InShadow 2018.

 

Fotografia: © Alípio Padilha

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

Diogo Bento (1979, Torres Vedras), licenciado em Estudos Portugueses, estudou teatro, estética e formação educacional. Foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura em 2010. É professor na ESTC e na ESD.

Em teatro, trabalhou com diversas companhias e criadores, das quais destaca Inês Vaz, Miguel Bonneville, Cão Solteiro, Estrutura, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira. Colaborou com Vasco Araújo, Lara Torres, Robin Vanbesien e o compositor João Madureira. Foi encenador do Grupo de Teatro da Nova entre 2004 e 2008. Trabalha regularmente com o Teatro Praga desde 2005. Apresentou espetáculos em Portugal, Espanha, França, Itália, Roménia, Brasil, Turquia e Macau.

A criação da performance We’ll always have Paris, apresentada a 9 de fevereiro de 2019, no Impasse suscitou-lhe um interesse súbito pelo ato de escrever, que, até então, era apenas usado como mais um recurso ao serviço dos projetos em que estava envolvido.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu em 1984. É licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho reflecte sobre o estatuto da imagem e o seu potencial como veículo contracultural. Tendo como ponto de partida materiais apropriados e de arquivo, produz narrativas não lineares e pontos de vista especulativos acerca do real. Exposições recentes incluem: Espaço de Fluxos ( ZDB, Lisboa, 2017) Utopia/Dystopia ( MAAT, Lisboa, 2017), The Eighth Climate (What Does Art Do?) (11th Gwangju Biennale, 2016), Matter Fictions (Museu colecção Berardo, Lisboa, 2016 ), Hyperconnected (5th Moscow International Biennale for Young Art, Moscovo, 2016), Magician’s Right Hand (Futura, Praga, 2016), Hybridize or Disappear (Museu do Chiado – Museu Nacional de Arte Contemporânea, Lisboa, 2015), As one hand touches the other (Videoex, Zurique, 2015), Between the spider and the mind there is a hand – Outdoor I (Warm, São Paulo, 2015), Grotto-Heavens (CAC, Vilnius, 2014), BES Revelação (Museu de Serralves, Porto, 2014). The World of Interiors (The Green Parrot, Barcelona, 2014).

Livros relacionados
 

É doutorado em Filosofia pela Universidade de Coimbra com uma tese intitulada Imagem de Deus e região de indigência. A transcendência e a falta como dimensões constitutivas do Homem segundo Agostinho, entretanto publicada em livro. É membro da Societé Internationale pour l’étude de la Philosophie Médiévale (SIEPM), do instituto Linguagem, Interpretação e Filosofia (LIF) e do Centro de História e da Cultura (CHC). Traduziu obras de Leibniz e de Agostinho. Dedica-se fundamentalmente ao pensamento medieval, mais especificamente a Agostinho, Duns Escoto, Tomás de Aquino, Anselmo de Cantuária e Bernardo de Claraval. Publicou diversos artigos e vários livros, dentre os quais a obra Natura semper in se curva. A vinculação a si e a possibilidade de desvinculação segundo Duns Escoto (diogobarb@gmail.com).

Livros relacionados
 
 
 
 
Livros relacionados
 

A obra literária [de Drieu la Rochelle – Paris, 1893 – Paris, 1945] soube resistir ao limbo imposto, por decência política e patriótica, aos colaboracionistas da ocupação da França pelos nazis. Mas passado um período de nojo e temor, os editores franceses relembram-no e mantêm-no generosamente disponível nos seus catálogos; hoje ele é, sobretudo, o autor dos contos de La Comédie de Clarleroi (1934) — Marcel Arland: «Tenho-os pela sua obra-prima»; é o autor de Gilles (1939) — François Mauriac: «É um livro importante, essencial, verdadeiramente carregado com um terrível peso de sofrimento e erro.», uma das suas obras maiores e literariamente mais ambiciosa (o mais anti-semita dos romances franceses?); é o autor deste célebre O Fogo-Fátuo (1931) — Bernard Frank: «Acho-o o melhor livro de Drieu». [Aníbal Fernandes]

Livros relacionados
 

Nasceu em Lisboa (1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas. É editor do blogue Cidade Infinita.

Da obra publicada podemos destacar Orlando Ribeiro — Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela (1999); Ruy Belo — Coisas de Silêncio (2000); O Vento Sobre a Terra — apontamentos de viagens (2002); À Superfície do Tempo — Viagem à Amazónia (2002); Território em Espera (2005); Geografia do Caos (2005); Terras Templárias de Idanha (2006); Olívia e Joaquim – Doces de Santa Clara em Vila do Conde (2007); Fogo Frio - O Vulcão dos Capelinhos (2008); Comboios de Livros (2009); Desenha, produz e fotografa as ilustrações do conto O Príncipe-Urso Doce de Laranja (2009); Cidade do Mais Antigo Nome (2010).
De uma obra documental extensa, centrada no levantamento fotográfico da paisagem e das formas de ocupação do território, são de destacar as obras Portugal — O Sabor da Terra (1997) e Portugal Património (2007-2008).
 Este trabalho sobre Portugal deu origem a um arquivo fotográfico pessoal de mais de novecentas mil fotografias.

Na Documenta, publicou: A Torre (com Maria Inês Cordeiro), em 2013; Maria Gabriela Llansol — O Encontro Inesperado do Diverso (com Ilda David), em 2014; Cesariny — Em Casas Como Aquela (com José Manuel dos Santos), em 2014; Alberto Carneiro — Natureza Dentro, em 2017; Magna Terra — Miguel Torga e outros lugares, em 2018.

 

Livros relacionados
 

Nasceu em Lisboa, em 1981. É investigador júnior do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa. Fez toda a sua formação nessa universidade, onde se doutorou em Estudos Comparatistas (2014). Pós-doutor pela Universidade de São Paulo, onde leccionou na pós-graduação em Estudos Comparados. Professor assistente de Estudos Portugueses na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (2019-2020). Tem publicado sobre literatura portuguesa dos séculos XIX e início do XX, orientalismo em Portugal e autores de Goa e de Macau. Coordenou, com Hélder Garmes, o projeto «Relocalizar o Modernismo em língua portuguesa», apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (2016). O seu último trabalho é As Índias Espirituais — Fernando Pessoa e o Orientalismo Português (Tinta da China, 2019).

Livros relacionados
 
 
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu na cidade de Nova Iorque, em 1862, e faleceu em Paris, em 1937. De origens aristocratas, passou grande parte da sua infância na Europa, recebendo instrução de professores particulares. Casou com Edward Wharton em 1885, treze anos mais velho que Edith. The House Of Mirth (A Casa da Alegria), o seu primeiro romance, apareceu em 1905, e conseguiu estabelecer quase imediatamente a grande reputação da autora. Aclamada pelo público, mudou-se para Paris, onde conheceu um jovem norte-americano, por quem se apaixonou, Morton Fullerton, prosseguindo a sua carreira como romancista. Em 1912 obteve o divórcio, apresentando como fundamento a infidelidade do marido, pelo que assumiu a sua relação com Morton Fullerton. Voltou aos Estados Unidos da América apenas para receber o Prémio Pulitzer, que lhe foi atribuído em 1921, graças à publicação de The Age of Innocence (A Idade da Inocência).

Livros relacionados
 

Doutor em Filosofia pela Universidade de Coimbra com uma dissertação sobre a filosofia política de Hegel, publicada com o título Povo, Eticidade e Razão (INCM, 2006). Desde então tem dedicado a sua actividade à docência universitária e à escrita de livros, destacando-se A Individuação da Sociedade Moderna (Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011), Public Spaces, Power and Communication / Espaços Públicos, Poder e Comunicação (editor, Afrontamento, 2007) e Still Reading Hegel – 200 Years after the Phenomenology of Spirit (coordenador, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2009). Redigiu vários artigos em revistas científicas, como a DEDiCA, o European Journal of Pragmatism and American Philosophy e a Revista Filosófica de Coimbra. As suas áreas de investigação preferenciais são a filosofia social e política, estética e ética, com enfoque no estudo de Hegel e Luhmann.

Livros relacionados
 
 

Eduardo Batarda [Coimbra, 1943] frequentou a Faculdade de Medicina entre 1960 e 1963, ano em que foi admitido e se matriculou na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Terminou os respetivos Cursos, Geral e Complementar, de Pintura em 1967 e 1968, e cumpriu serviço militar obrigatório entre 1968 e 1971. Neste mesmo ano começou a frequentar, em Londres, o Royal College of Art, Faculty of Fine Art, School of Painting, onde se diplomou em 1974 (MaRCA). De 1976 até 2008 foi professor na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Expôs pela primeira vez em 1966, e realizou exposições individuais a partir de 1968. Destas, a última teve lugar no Porto, em 2013. Foram organizadas várias retrospetivas do seu trabalho: em 1975, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, do seu trabalho como bolseiro em Londres; em 1998, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Eduardo Batarda. Pinturas, 1965-1998); em 2009, no Centro de Arte Manuel de Brito, em Oeiras (Eduardo Batarda no CAMB); e em 2011, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto (Outra Vez Não. Eduardo Batarda). Em Maio de 2016, no Pavilhão Branco do Museu de Lisboa — Palácio Pimenta, realizou-se uma exposição antológica, intitulada Mise en abyme. Recebeu em 2007 o Grande Prémio Fundação EDP Arte.

Livros relacionados
 
 

Filósofo e ensaísta, nasceu a 23 de Maio de 1923, em S. Pedro de Rio Seco (Almeida – Guarda).

Dele nos diz Guilherme d'Oliveira Martins, aquando da atribuição do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes (2020):

«[…] Falar de Eduardo Lourenço é invocar o grande intérprete de Portugal. E o certo é que a sua reflexão abre horizontes, recusando uma visão fechada ou retrospetiva da nossa identidade, abrindo-lhe novas dimensões, não mitológicas, mas capazes de integrar o imaginário crítico num diálogo diacrónico e sincrónico de diversos tempos e culturas. […]

Ensaísta enciclopédico, eis como podemos definir o lugar de Eduardo Lourenço na cultura portuguesa. Não há autor fundamental do século XIX e XX da literatura portuguesa que tenha passado despercebido ao ensaísta e crítico. Como leitor incansável, pôde encontrar, mesmo em referências menos notórias, um significado, com uma capacidade única de relacionamento no tocante a uma cultura, com naturais limitações, que, sempre que se abriu e se deixou influenciar, que adicionou às suas características próprias e originalidades os elementos miméticos alheios, tantas vezes reconfigurados, com extraordinárias surpresas. Em lugar de alimentar uma ilusão sobre qualquer lusofonia paternalista ou uniformizadora, o ensaísta alerta-nos para a exigência de entendermos a modernidade como um ponto de encontro entre a racionalidade, o idealismo e a emotividade, dramática e poética. […]

Nascido em S. Pedro do Rio Seco na raia beirã em 1923, aluno do Colégio Militar, licenciado e professor na Universidade de Coimbra, onde lhe foi outorgado o Doutoramento honoris causa, lecionou em Heidelberg, em Montpellier, na Bahia e sobretudo na Universidade de Nice — ao lado de Annie Salomon, grande hispanista e sua mulher de uma vida. Fundador da revista Vértice, manteve colaboração muito ativa nas revistas culturais e na imprensa, sendo uma das referências de O Tempo e o Modo e Raiz e Utopia. Escreve não para recuperar o país, que não perdeu, mas para o "pensar" com a mesma paixão e sangue-frio intelectual com que pensava quando "teve a felicidade melancólica de viver nele como prisioneiro de alma"».

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em Paris no ano de 1755  — «no mesmo ano em que nasce Maria Antonieta, no mesmo ano em que o terramoto da cidade de Lisboa levará Voltaire, e Rousseau respondendo-lhe, a dar a conhecer publicamente o que pensam sobre a inevitabilidade de fenómenos desta natureza, sobre o Bem e o Mal, ficando claras as divergências», como refere Maria Etelvina Santos na apresentação da sua tradução de Memórias — Os anos do exílio em Itália (1º volume).

Foi uma das grandes retratistas do seu tempo. Tendo nascido no seio da pequena burguesia, acabará por encontrar o seu lugar entre os grandes do reino, especialmente junto do rei e da sua família, acabando por se tornar a pintora oficial da rainha Maria Antonieta.

A sua vida atravessou momentos cruciais da história de França, antes e depois da Revolução Francesa, tendo acabado por se ver forçada a sair de França, em doze longos anos de exilio que a levaram a viver em vários países europeus, como a Itália, a Áustria e a Rússia. No seu percurso durante os anos de exilo o talento de Élisabeth Vigée Le Brun foi sendo reconhecido por diversas academias artísticas.

Onde quer que tenha estado, nos momentos e nos ambientes mais aprazíveis e nos mais atribulados, nunca parou de pintar e, ao mesmo tempo, de contactar directamente com as obras dos grandes artistas contemporâneos e do passado. É disso que nos falam as suas Memórias, uma verdadeira galeria de «pintura» de um tempo incontornável da história de França e da Europa.

Morreu em Paris no ano de 1842.

 

 

 

 

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
 
 
 
 

Era filha única do advogado José Pardo Bazán y Mosquera Rivera, que deu um forte apoio parlamentar ao reconhecimento do catolicismo como religião do Estado Espanhol. Agradecido por estas bem sucedidas diligências, o papa Pio IX enviou de Roma uma carta onde sugeria que lhe fosse concedido o título de conde; o rei Amadeo de Saboia (El Rey Caballero) concordou, e este conde-advogado com residência mais assídua na rua Tabernas da Corunha, mas com outras que lhe davam alternativas em Sangenjo e no Pazo de Meirás, passou a ter solicitações políticas que o faziam descer da Galiza e frequentar quase todo o ano a corte de Madrid.

Emilia, a sua filha, muitos anos depois também viria a ser condessa — desta vez por graça do rei Afonso XIII; e pôde assim, nos seus últimos treze anos de vida, acrescentar uma nobreza heráldica aos seus prestígios de escritora e figura pública com um nome resumido a três palavras mas que simplificava outro — o nome-ladainha do seu baptismo — aquele que nos dá direito a perda de fôlego e a algum espanto: Emilia Antonia Socorro Josefa Amalia Vicenta Eufemia Pardo Bazán y de la Rúa-Figueroa Somoza.

Esta Emilia, com nome a perder de vista, teve uma infância protegida e folgada numa Corunha que as suas ficções literárias viriam a chamar Marineda. Teve preceptores que a defenderam indesejáveis convivências populares, impossíveis de afastar numa escola pública. E lia muito. Diz-se que fez versos aos nove anos; diz-se que aos quinze escreveu o primeiro conto. E diz-se que ela, para se demarcar do que parecia então inevitável, recusou a banalidade das lições de piano e das aulas de música, nesses anos a infalível prenda das raparigas bem nascidas.

[…]

Em 1886, esta autora de «histórias impróprias numa mulher saída de um tão honrado extracto social», e a quem chegaram a chamar puta, marimacho, gorda y fea — embora houvesse outros que já a reconheciam como um dos grandes escritores da literatura espanhola — chegou a atrever-se ao romance Los Pazos de Ulloa, que não hesitava em passear por amores incestuosos (é verdade que praticados com o desconhecimento do parentesco que os amaldiçoava), e que as bibliotecas públicas foram proibidas de ter à disposição dos seus leitores, por se deter de forma tão intolerável sobre a nobreza degradada, sobre a decadência do mundo rural galego. (Note-se que uma das explicações centrais desta decadência galega é por ela argumentada de um modo pouco usual entre os espanhóis: É claro que no atraso da Galiza há um problema histórico relevante, que vai deixar uma profunda pegada. Depois da sua amputação de Portugal, a Galiza fica como membro destroncado, sem vida própria. Quando Portugal se eleva e domina o Oceano […], a Galiza anula-se. Enquanto a irmã do Além-Minho se veste de brocado e ouro, a do Aquém solta entristecida o seu velho alaúde, retira-se para a montanha, calça tamancos de pastora; e só quando a tarde morre e recolhe os seus gados, entoa uma qualquer copla rústica.)

[…]

No dia 12 de Maio de 1921 morreu. Nessa manhã tinha começado a escrever mais uma novela: La Esfinge.

[Aníbal Fernandes, «Apresentação», Contos Bravios]

Livros relacionados
 
 

Nasceu em 1964, Lisboa, Portugal. Conservadora e curadora para a área da Fotografia e Novos Media, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Lisboa. Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora de História da Fotografia, tendo publicado a obra João Martins – Imagens de um tempo descritivo desolador, Mimesis, Porto, 2001. Tem diversos ensaios publicados sobre história da fotografia portuguesa. Desenvolve uma actividade regular na área da crítica, bem como na realização de seminários e conferências, em diversas instituições. Comissariou as exposições «1980-2004 - anos de actualização artística nas colecções do Museu do Chiado-MNAC», Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco, 2004; «Joshua Benoliel (1873-1932) - repórter fotográfico», LisboaPhoto, Cordoaria Nacional, Lisboa, 2005), Batalha de Sombras: «Colecção de Fotografia dos anos 50 do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado», Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2009 e co-comissariou a exposição «Amália - Coração Independente» no Museu Berardo, Lisboa; a apresentação da exposição «Joshua Benoliel», na Casa Museu Zavala, Cuenca, no âmbito da PhotoEspaña 2009 e da exposição «Batalha de Sombras»: «Colecção de Fotografia dos anos 50 do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado», na Casa Museu Zavala, Cuenca, no âmbito da PhotoEspaña 2010. Ainda no ano de 2010 comissariou a exposição «Annemarie Schwarzenbach (1908-1942) - Auto-retratos do Mundo», no Museu Berardo, Lisboa. Coordenadora do Projecto Objectiva – Base de Dados Online para a História da Fotografia Portuguesa, com o apoio da FCG e Direcção-Geral das Artes. Investigadora portuguesa convidada do projecto FOTOFO - The History of 20th Century European Photography, com o apoio da FCG.

Livros relacionados
 

Emmanuel Bove morreu em Julho de 1945, aos quarenta e sete anos de idade; e com razões clínicas — «caquexia e falência cardíaca, consequências de uma série de ataques palustres super-agudos» — que podem causar-nos surpresa quando as lemos sem mais explicações na sua certidão de óbito. Mas existia para esta malária um desleixado convívio com os mosquitos da Argélia; o seu, vivido durante dois anos nessa terra de influência nazi menos directa, a alimentar-se com sonhos de fuga para a Inglaterra do general De Gaulle, aquela onde a «sua» força armada coleccionava uns quantos franceses exilados na ilha britânica. São deste tempo e do lazer desta ansiosa espera os seus últimos romances: A Armadilha, Départ dans la nuit, e Non-lieu.

[…] A guerra mobilizou-o em 1940 como trabalhador militar integrado numa fundição de Cher. Foi desmobilizado em Julho — por si próprio, com um certificado em que a sua própria assinatura o desmobiliza, como será explicado pela personagem (até certo ponto autobiográfica) de A Armadilha. O sonho de Londres tinha-o levado até Argel mas o paludismo devolveu-o à França de Outubro de 1944, a França libertada, a de uma recuperada situação política que já permitia a publicação de A Armadilha, o seu melhor romance, posto à venda em Abril de 1945, na véspera do seu aniversário, dois meses antes da sua morte.

Bove já não pôde ter conhecimento de todo um entusiasmo que repetia outro, velho de vinte e um anos, suscitado pela novidade de Mes Amis, nem o artigo de Les Lettres Françaises em 26 de Maio de 1945, que dizia pela mão de Louis Parrot: «Uma arte tão contida e, podemos dizê-lo, tão cheia de desconfiança, desde há muito faz deste escritor uma das mais discretas e sensíveis testemunhas do nosso tempo. […] No livro que Emmanuel Bove agora publica, A Armadilha, é que as suas qualidades de romancista “realista” são postas em evidência com maior mestria. […] Quando se termina a leitura deste livro ofegante, que se lê de um trago sem sentirmos o mais leve cansaço e com últimos capítulos animados por uma força dramática intensa […], extraídos do nosso mundo quotidiano, a este mundo cruel que nos rodeia, não nos cansamos a todo o momento de ficar maravilhados.» 

[Aníbal Fernandes, «Apresentação» de A Armadilha]

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

Enzo Bianchi, escritor e religioso italiano, nasceu no dia 3 de Março de 1943, em Castel Boglione. Em 1965 fundou a Comunidade Monástica de Bose, precisamente no dia em que se encerrava o Concílio Vaticano II (8 de Dezembro). Estes anos afirmaram-no como uma das vozes espirituais mais surpreendentes do nosso tempo. Autor de importantes textos sobre a espiritualidade das tradições cristãs, mantém um diálogo permanente e exigente com o mundo contemporâneo. Bianchi cita muitas vezes a carta a Diogneto, um escrito do século II, que define assim os cristãos: «vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cidadãos, mas separam-se de tudo como estrangeiros. Moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu». Para aprofundar o sentido desta cidadania prefere o termo grego políteuma — que a Bíblia de King James traduz como conversação. Mergulhado radicalmente no mundo, o cristão é chamado a entender a vida como conversa com Deus.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
 

Nasceu em Tréguier, Bretanha, no dia 27 de Fevereiro de 1823.

Escreveu sobre livros do Antigo Testamento, assumindo o papel de implacável filólogo mas evitando sempre posições demasiado radicais. Le cantique des cantiques é de 1860. La vie de Jésus (1863) é o ponto alto da sua carreira de escritor e um dos grandes acontecimentos literários do século XIX. Aí recusa o Jesus divino, restituindo-o à sua dimensão humana. Escritor controverso, dividiu e extremou opiniões mas acabou por ser reconhecido, no seu país, como importante figura nacional. Foi professor das línguas hebraica, caldaica e siríaca no Collège de France, de onde foi suspenso devido às suas ideias. Readmitido mais tarde, ascendeu à direcção deste estabelecimento de ensino e teve direito a um lugar na Academia Francesa.

Morreu em Paris no dia 2 de Outubro de 1892.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasceu numa vila da Cantábria em 1961, mudou-se depois com a sua família para a cidade de Torrelavega, onde, durante o bacharelato, teve o primeiro contacto com a filosofia, chegando a doutorar-se nesta área em 1994 com uma tese sobre o pensamento político de Ockham em Dialogus. Antes tinha também estudado teologia, sendo ordenado sacerdote em 1988. Foi pastor em diversas paróquias da diocese de Santander, onde actualmente tem a seu cargo quatro pequenas comunidades.
Também desde 1988 é professor no Instituto de Teologia de Monte Corbán, em Santander, filiado depois à Universidade Católica de Salamanca. Ensina aí várias matérias filosóficas, desde Metafísica e Ética, passando por Teodiceia ou História da Filosofia.
De 1994 a 1998 trabalhou também numa biblioteca da referida Universidade, primeiro como subdirector e depois como director. Além da publicação da sua tese (melhorada — Encuentro, 2005), publicou diversos artigos, geralmente a expressão escrita da sua participação em vários congressos. Também se destaca a sua actividade como tradutor, tanto de filosofia como de teologia. Prepara a memoria de licenciatura em Teologia sobre a heresia em Ockham.

Livros relacionados
 

Tem cerca de 70 anos e é uma opuraheiva (rezadora/xamã) do povo Ava Guarani. Ela vive no tekoha (território tradicional) Potrero Guasu, no município de Paranhos, em Mato Grosso do Sul – uma área declarada como Terra Indígena desde o ano 2000, mas ainda não demarcada pelos órgãos oficiais, apesar de historicamente pertencer aos povos falantes de guarani. Com uma população atual de 200 pessoas, o tekoha está na região de fronteira seca com o Paraguai. À espera da demarcação e proibidos de usufruir plenamente de seu território, os Ava Guarani em Potrero Guasu vivem obrigados a uma relação desigual com o mundo não indígena e expostos a violências e pressões desmedidas de fazendeiros, de igrejas e do Estado, em detrimento de suas práticas de conhecimento e do bem viver.

Livros relacionados
 

Nasceu em Maputo, Moçambique, em 1987.

Concluiu os seus estudos de fotografia no Market Photo Workshop, em Joanesburgo. Os seus interesses pela História levaram-na a trabalhar temáticas relacionadas com os espaços de metamorfoses, mitologias, manipulações culturais, ou seja, a cultura como poder.

Foi membro fundador do PAN! C, uma plataforma para espaços independentes de arte contemporânea no continente africano, bem como da e.a.st. (Estação Arquivística Ephemeral ), um laboratório de pesquisa artística.

Participou na 12.ª Bienal de Dak’Art, no Senegal (2016); na 3.ª Bienal de Casablanca (2016); na Galeria SMAC, Stellenbosch, África do Sul (2016); no MUSART, Maputo & Ansteys Building, Joanesburgo (2015); Framer Framed, Amsterdão (2014); Fundação Centro de Arte de Blachère, Apt, França (2014); e Bonendale, Douala, Camarões (2014).

O seu trabalho mais recente inclui performances e exposições como: Feedback, Art Africa and the 80s, Iwalewahaus, Bayreuth (2018); Being Her(e), Banco Económico, Luanda (2017); Infecting the City Festival, Cidade do Cabo (2017);Mistake! Mistake! disse o galo… e desceu do pato, Lumiar Cité, Lisboa (2017); e (Co)Habitar, Casa da América Latina, Lisboa (2016).

Tem ainda desenvolvido várias residências artísticas, como exemplificam as que realizou no Centro Cultural Português do Maputo (2016) e no Hangar, Lisboa (2016) ou, mais recentemente, na Maison des Arts, George e Claude Pompidou, Cajarc (2018).

Actualmente reside em Paris e prepara a primeira exposição individual, intitulada Scores of Labour, a ocorrer em Novembro de 2018. 

Livros relacionados
 
 

É professor titular nomeado pelo senado do estado de Berlim em Corporate Communication na HMKW, University of Applied Sciences; e investigador no CECS, Universidade do Minho. Doutorado pela Universidade do Minho (Dr. phil.) e pela Universidade de Leipzig (Dr. rer. pol.), Evandro Oliveira apresentou e publicou mais de trinta trabalhos no contexto académico, e investiga na área de comunicação estratégica, política e organizacional, entre outras. Evandro foi visiting scholar/lecturer na Universidade Complutense, Universidade de São Paulo, Universidade da Beira Interior, ISCAP e INP. Após uma carreira de jornalista desde 1996, em que colaborou, entre outros, com a LUSA, SIC, e O Primeiro de Janeiro; decidiu dedicar--se às RP a partir de 2002. Como consultor senior internacional em comunicação estratégica, colaborou, entre outros, com a Agência Espacial Europeia, Comissão Europeia, Greenpeace, Amnistia Internacional, Quadriga Art – Nova Iorque, Pay Pal e Air Berlin.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Nasce em Gáfete, Crato, Portalegre.

É licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra, em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, e pós-graduada em Artes Performativas. Actualmente dá aulas de argumento cinematográfico na ESTC e faz o doutoramento em Artes.

Inicia o seu trabalho no cinema em 1990, como anotadora e assistente; e no teatro em 1993, com a encenação de Menina Júlia, na Casa Conveniente, em Lisboa. O trabalho no teatro revelar-se-ia episódico, no cinema passará a sua vida profissional. Trabalha, entre outros, com os realizadores Fernando Lopes, João César Monteiro, António da Cunha Telles, Catherine Breillat e Fernando Trueba.

Entre 1997 e 2011 realiza, e escreve, quatro filmes. O argumento de um deles — Mais Tarde, de 2001 —, foi premiado pela Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos. Partilhou, entretanto, a escrita de argumentos com outros autores nos filmes Aparição, Raiva — prémio de melhor argumento adaptado da Academia Portuguesa de Cinema — e na série  «Três Mulheres», todos estreados em 2018.

Desse ano é também o Grande Prémio do INATEL para Novos Textos de Teatro, que vence com a peça Bro. Em tudo isso pode estar e ser. É disso que fala nas aulas, é disso que fala nos filmes e nas coisas que escreve. Foi aluna de António Reis.

Livros relacionados
 
 

Nasceu em Terni, Itália, em 1973. Doutorado pela Universidade de Lisboa, é professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Roma «Tor Vergata» e responsável científico da Cátedra Agustina Bessa-Luís. Entre os seus estudos destacam-se Noite e Dia da Mesma Luz. Aspectos da Poesia de Eugénio de Andrade (Lisboa, 2010); Con la Notte di Profilo. Brevi saggi su Eugénio de Andrade (Roma, 2011); Por Mares que só Eu Sei. Le canzoni, il teatro, la prosa di Chico Buarque (Roma, 2011). Traduziu e organizou as edições italianas de Luís de Camões, D’Amor sì Dolcemente. Antologia di sonetti (Livorno, 2019); Maria Teresa Horta, Mia Signora di Me (Livorno, 2018); Al Berto, Orto di Incendio (Firenze, 2017); Sophia de Mello Breyner Andresen, Come un Grido Puro (Milano, 2013); David Machado, Lasciate Parlare le Pietre (Roma, 2012); Orlando Ribeiro, Portogallo. Il Mediterraneo e l’Atlantico (Roma, 2012); José Maria Vieira Mendes, Mia moglie (Roma, 2008); Eugénio de Andrade, Dal Mare o da Altra Stella (Roma, 2006); José Cardoso Pires, Gli Scarafaggi (Roma, 2006); Ivo Castro, Storia della Lingua Portoghese (Roma, 2006); Lygia Fagundes Telles, Ragazze (Roma, 2006), entre outros.

Livros relacionados
 

Nasceu em Milão em 15 de Setembro de 1969. Depois de uma longa passagem por França e Alemanha, voltou a Itália onde leccionou filosofia da arte e fenomenologia das artes contemporâneas na Academia de Belas Artes de Brera.

Foi bolseiro do CNR de Génova e da Akademie Schloss Solitude de Estugarda. Foi membro do Collège International de Philosophie de Paris e foi convidado por várias instituições italianas e estrangeiras importantes. Em 2020 fundou, com Andrea Cortellessa e Riccardo Venturi, a revista Antinomie, dedicada à relação entre imagens e palavras.

Entre suas obras destacamos: La comunità errante. Georges Bataille (Lanfranchi, Milão 1997), Nudità. Per una critica silenziosa (Lanfranchi, Milão 1999), Lo spazio critico. Per una decostruzione dell'istituzione museale (Sossella, Roma 2004), Costellazioni. Saggi sull’immagine, il tempo e la memoria (Lanfranchi, Milão 2006), Sub specie aeternitatis. Arte e etica (Diabasis, Reggio Emilia 2008), Il re è nudo. Aristocrazia e anarchia dell’arte (Sossella, Roma 2011), Arte essenziale (Silvana, Milão 2011), L’insieme vuoto. Per una pragmatica dell’immagine (Johan & Levi, Milão 2013), L’anarca (Mimesis, Milão 2014), Visioni. Scritti sull’arte (Lanfranchi, Milão 2016), Oscillazioni. Frammenti di un'autobiografia (SE, Milão 2016; Teerão 2019) e, com Jean-Luc Nancy, La pelle delle immagini (Bollati Boringhieri, Turim 2003; Berlim 2004; Paris 2006; Nova Iorque 2014), Iconografia dell’autore (Sossella, Roma 2006; Paris 2005, Tóquio 2008) e La fin des fins (Editions Cécile Defaut, Nantes 2015; 2.ª ed. ampliada, Kimé, Paris 2018).

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 

Docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e e investigador do Projecto RIAL — Realidade e Imaginação nas Artes e na Literatura do Centro de Estudos Comparatistas. Para lá de artigos sobre literatura e cultura francesas dos séculos XVII a XIX (do Classicismo às Luzes e ao Romantismo), tem escrito sobre a problemática da representação na pintura, na fotografia e no cinema (nomeadamente as relações entre Fernando Pessoa, o grupo de Orpheu e o cinema). Publicou, entre outros, os livros de ensaios Monstros Felizes — La Fontaine, Diderot, Sade, Marat (2000), O Caminho da Montanha (2001), O Canto de Mársias — Por Uma Poética do Sacrifício (2001), Italian Shoes (2005), Teoria do Fantasma (2011), Cinema El Dorado — Cinema e Modernidade (2015) e Imagens Roubadas (2016)

Livros relacionados
 

Poeta, ensaísta e tradutor, nasceu no Porto no dia 3 de Fevereiro de 1928. Formado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, exerceu funçoes de docência no ensino secundário e de investigação no ensino superior.

É um dos mais especializados críticos de poesia portuguesa contemporânea. Publicou vários livros de poesia e ensaio, tendo alargado também a sua actividade à ficção e ao teatro.

Os seus livros de ensaio referem-se à literatura portuguesa desde o século XIX à actualidade e a questões relacionadas com a estética e a filosofia da arte. Recebeu os prémios de tradução de poesia da Fundação Calouste Gulbenkian e Paulo Quintela da Faculdade de Letras de Coimbra. Obras de poesia e ensaio suas receberam vários prémios literários, nomeadamente da Associação Portuguesa de Escritores, do Pen Clube e da Associação Internacional de Críticos Literários.

Livros relacionados
 
 

Pintor, artista gráfico e fotógrafo, nasceu em Lisboa, em 1926. Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e pintura no curso livre da Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa. Definiu-se inicialmente como surrealista, pintando, desenhando, escrevendo poesia e fotografando. Em 1952 expôs, com Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo, na Casa Jalco, em Lisboa. Nesse mesmo ano abandona a fotografia e em 1953 fixa residência em São Paulo, Brasil, naturalizando-se brasileiro alguns anos mais tarde. Ao longo dos anos de 1950 dedicou-se ao desenho, vencendo o Prémio Nacional Brasileiro na Bienal de São Paulo de 1957; trabalhou em artes plásticas, design gráfico e industrial e publicidade. Em 1961 participou com quatro desenhos na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, FIL, Lisboa. Em 1994 expôs individualmente no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, e venceu o Prémio Anual de Fotografia, concedido pelo Centro Português de Fotografia, Porto, em 2001. Morreu no dia 17 de Dezembro de 2019, em São Paulo, Brasil.

Livros relacionados
 
 

Poeta, tradutor, crítico literário e professor universitário, nasceu em Lisboa no dia 12 de Maio de 1960. 

Licenciou-se e doutorou-se em Literaturas Românicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é professor.

Colabora regularmente no jornal Público e nas revistas Ler e Colóquio Letras. Tem comissariado alguns eventos dedicados à literatura, nomeadamente , "100 Livros do Século", ou a comitiva de escritores portugueses no Salão do Livro de Genève. Em 1990 publicou o seu primeiro livro de poesia, Acédia, a que se seguiram A Escada de Jacob (1993), Às Cegas (1997) e Poesia Reunida 1990-2000. De entre os seus ensaios destaque-se O Mosaico Fluido - Modernidade e Pós-modernidade na Poesia Portuguesa mais Recente (1991). Traduziu, entre outros, Baudelaire, Verlaine, Borges.

Foi comissário do Plano Nacional de Leitura de 2009 a 2017.

Em 2012 publicou a colectânea de poesia Paliativos, numa edição de tiragem reduzida. Em 2016 veio a lume o seu mais recente livro de poesia, Manual de Cardiologia.

Livros relacionados
 
 

Fernando Sampaio Amaro é doutorado em História da Arte Moderna e Contemporânea pela Universidade de Lund, Suécia, e é docente na licenciatura em Artes Visuais da Universidade do Algarve, onde é responsável pela área da Fotografia.

Paralelamente à investigação sobre a Imagem Fotográfica, desenvolve o seu trabalho artístico em duas linhas distintas: uma investigação plástico-formal na área da pintura e do desenho, e, essencialmente através da utilização do dispositivo da instalação, de matriz conceptual, uma outra linha de investigação onde utiliza, por exemplo, anagramas como títulos das peças, de configuração deliberadamente ambígua, propondo ao observador a possibilidade quase infinita de conceber interpretações alternativas.

Se na sua configuração inicial o título remete, enquanto âncora, para proclamações e situações históricas e culturais específicas, as modalidades desconstrutivas dos anagramas dos títulos abrem todo um vasto leque de possíveis significados, todos eles válidos e falsos ao mesmo tempo.

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

É Professora Auxiliar Convidada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde tem leccionado as disciplinas de Filosofia Medieval, Idealismo Medieval e Neoplatonismo Antigo e Medieval, entre outras. É doutorada em Filosofia pela Universidade de Lisboa, tendo defendido uma tese intitulada Figuras da Luz. Uma leitura estética da metafísica de São Boaventura. Desenvolveu o projecto de pós-doutoramento «Ontologia das ideias de João Escoto Eriúgena». É membro do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, da Sociedade Portuguesa de Filosofia Medieval e da Société Internationale pour l’Étude de la Philosophie Médiévale (SIEPM), tendo participado em diversos projectos de investigação, tais como «A Questão de Deus. História e Crítica» (coordenado por Maria Leonor Lamas de Oliveira Xavier e financiado pela FCT), e «Literarische Filmpraxis» (coordenado por Dagmar von Hoff e financiado pela DAAD). Tem publicado artigos e apresentado comunicações em Portugal e no estrangeiro (Yale University, Universität Heidelberg e Universität Mainz) sobre a filosofia de Boaventura, o pseudo-Dionísio, e ainda sobre estética contemporânea e medieval.

(filipa.a.afonso@gmail.com).

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 

Trabalhou como curadora independente de 2002 a 2014. Em Janeiro de 2015 assumiu a direcção artística do Fórum Eugénio de Almeida, em Évora, instituição para a qual delineou uma nova missão. Nesta categoria, comissariou inúmeras exposições individuais e colectivas, colaborando com instituições como a Kettle’s Yard (Reino Unido), a John Hansard Gallery (Reino Unido), a Tate Modern (Reino Unido), a Fundação Calouste Gulbenkian (França), a Crac Alsace (França), a Kunstverein Springhornhof (Alemanha), a Mead Gallery (Reino Unido), a Frieze Projects (Reino Unido), entre outras. Em 2009-10 foi curadora convidada da série de exposições Portuguese Waves no Threshold Artspace, na Escócia; e em 2012 do Satellite Project no Jeu de Paume, em Paris, onde comissariou as exposições individuais de Jimmy Robert, Tamar Guimarães, Rosa Barba e Filipa César. Foi curadora assistente da 28.ª Bienal de São Paulo. Actualmente a colaborar com a Artforum, Filipa Oliveira conta com uma extensa lista de ensaios publicados em catálogos e outras publicações.

Livros relacionados
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Francisco Pinheiro (Lisboa, 1981) é artista plástico e a sua prática situa-se entre o desenho, a escultura e o som. Investigando em torno de narrativas colectivas, paisagem e seu significado, recentemente foi convidado a criar uma escultura para a exposição City Flux: Art, Architecture & Grand Rapids no contexto do ArtPrize 8 (Grand Rapids, EUA); fez parte da exposição colectiva Os Índios da Meia-Praia na Galeria 111 (Lisboa, PT); e teve uma exposição individual no Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, com curadoria de Nuno Faria. Expôs em espaços como A Montra (Lisboa, PT), The Lab (São Francisco, EUA), 1038 Project Space (São Francisco, EUA), MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas (Elvas, PT) ou a Biblioteca Camões (Lisboa, PT). A par do seu trabalho individual, tem criado projectos colaborativos através do West Coast, uma plataforma nómada de criação e debate em torno de culturas costeiras, ciência e ecologia. Fez o mestrado pela San Francisco Art Institute (EUA, 2014) como bolseiro Fulbright/Fundação Carmona e Costa e é licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2005).

Livros relacionados
 
Livros relacionados
 

Lisboa, Portugal, 1968. Vive e trabalha em Lisboa. A escultura tem sido um interesse constante no percurso de Francisco Tropa, artista que começou a expor no início da década de noventa e cujo trabalho tem obtido uma significativa atenção por parte das instituições e da crítica. Foi o representante de Portugal na edição de 2011 da Bienal de Veneza, e participou ainda na Bienal de Rennes (2012), na Bienal de Istambul (2011), na Manifesta (2000), na Bienal de Melbourne (1999) e na Bienal de São Paulo (1999).

Diversos meios são utilizados por Tropa, como a própria escultura, o desenho, a performance, a fotografia ou o filme, para convocar uma série de reflexões introduzidas por diferentes tradições da escultura. Temas como o corpo, a morte, a natureza, a paisagem, a memória, a origem ou o tempo, estão sempre presentes nos seus trabalhos, num processo interminável de remissão a ideias da história da arte, a outras obras de arte, a trabalhos anteriores do próprio artista, e a autores específicos.

As noções de dispositivo e de espectador são também fundamentais para a compreensão da sua prática, que desafia as categorias tradicionais da arte quer de representação quer de percepção.

Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
Livros relacionados
 
 
Livros relacionados
 
 
 
Livros relacionados
 

Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2004), com estágio na Université Catholique de Louvain/Bélgica. Realizou pesquisa de Pós-doutorado em Filosofia pela Université Paris X - Paris/França (2014/2015) com apoio da CAPES, Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (1998) e Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1984). É professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade Federal da Bahia desde 1994 e Prof. Permanente do Programa de Doutorado e Mestrado em Filosofia. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: Ética, filosofia política, filosofia moderna (com destaque para os autores contratualistas), iluminismo, J-J Rousseau. É membro associado da Société internationale détude du XVIIIe siècle e Société Jean-Jacques Rousseau. É Líder do Grupo de Pesquisa Center for the Study of Dewey and Pragmatism/UFBA, pesquisador do Grupo de pesquisa em filosofia: Poética Pragmática: Para uma Elaboração Filosófica Contemporânea/UFBA e Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau/ UFG. Todos formalmente inscritos no Diretório de Grupos de Pesquisa no CNPq. Faz parte do núcleo de sustentação do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF. Foi Tutor do Programa de Educação Tutorial MEC/SESU, grupo PET-Filosofia com 12 alunos bolsistas no período de 2008/2014 e atualmente é Coordenador do Programa de Iniciação à Docência-PIBID-Filosofia.

Livros relacionados