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A.calpi, Lisboa, 1952.

IADE, fotografia, 1972. Aluno fundador do Ar.Co, serigrafia e teoria da cor, 1973. Escola Superior de Teatro do Conservatório Nacional, Lisboa, 1977. The Lee Strasberg Theatre Institute, Nova Iorque, 1982. The Common Basis Theatre, Nova Iorque (bolseiro FCG), 1997. Colaborou com: Osório Mateus, Nuno Carinhas, Norberto Barroca, Lúcia Sigalho e Richard Foreman, teatro, Luz da Camara e Luís Guerra, performance, Pedro Ramos, dança, Luís Noronha da Costa, Manoel de Oliveira, João Mário Grilo, Cristina Hauser, cinema.

Exposições: *colectiva – Espaço AZ, 2016, + MORRE PR’AÍ ou DROP DEAD ou DIE HARD, acção dramática. *Boninas - Museu Geológico, 2017 *De-A-a-A, Calpi & Camarao – Espaço Cultural Mercês, 2018, com Alexandre Camarao. *Casa Teatro – A Montanha, 2018, com Ana Cardoso e Manuel Caldeira. *Segunda Categoria – Atelier Alexandre Camarão, Bernardo Simões Correia, 2018, colectiva. *Uma Pequena História da Linha – Casa da Cerca, 2018, colectiva.

Colecções: Figueiredo Ribeiro. Ana Jotta. Ar.Co.

Publicação Símil, Companhia das Ilhas, 2016.

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Nasceu em Chacim (Macedo de Cavaleiros) em 1941.

Licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra. Foi professor do Ensino Secundário em Vila Real, animador cultural e coorganizador das Jornadas Camilianas.

Publicou poesia, teatro, romance, conto, ensaio e crítica.

O seu romance O Cónego (2007) foi distinguido com o Grande Prémio de Literatura DST e aos seus livros de poesia Douro: Pizzicato e Chula (2004) foi atribuído o Prémio D. Dinis – Fundação Casa de Mateus. Com a obra As têmporas da cinza (2008), venceu o Prémio Luís Miguel Nava 2009. Em 2010, publica a coletânea de contos O porco de Erimanto e outras fábulas pela qual recebe o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco de 2010.

Grande parte da sua vasta obra, que se inciciou em 1974 com Algures a Nordeste (edição de autor), está publicada na editora Livros Cotovia.

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N. Lisboa, 1971. Vive e trabalha em Lisboa.

Licenciada em História de Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1994) e Mestre em História Contemporânea pela mesma Instituição (1999). Concluiu ainda o Curso de Curadoria e Organização de Exposições da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian (2003).

Iniciou funções técnicas como Especialista em Arte Contemporânea no IAC-Instituto de Arte Contemporânea, em 2001, sob a direcção de Fernando Calhau. Com a transição do IAC para IA-Instituto das Artes, passou a coordenar o Gabinete de Internacionalização. Em 2006, assumiu as funções de Subdirectora do IA. Dirigiu várias representações de Portugal às Bienais Internacionais de Artes Visuais e de Arquitectura, em Veneza e em São Paulo. Em 2007, assumiu o projecto de renovação da Bienal Internacional de Arte e Cultura de São Tomé e Príncipe e foi comissária-geral da 5ª (2008) e da 6ª (2011) edições. Foi docente de Curadoria no Curso de Pós-Graduação em Curadoria e Programação das Artes da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, Lisboa, entre 2012 e 2015. Em 2016 recebeu uma bolsa anual da Fundação Calouste Gulbenkian, para um projecto internacional de investigação e qualificação profissional sobre Born Digital / Software based art.

É curadora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, desde 2008. Autora de projectos vários na área da curadoria e historiografia, tem obra publicada desde 1994.

 

B. Lisbon, 1971, lives and works in Lisbon. Adelaide Ginga has a degree in History of Art from the Faculty of Social Sciences and Humanities of the New University of Lisbon (1994) and a master’s in Contemporary History from the same institution (1999). She has also completed the Course in Curating and Exhibition Organisation at the Higher School of Fine Arts of Lisbon in partnership with the Calouste Gulbenkian Foundation (2003).

She began working as a specialist in contemporary art at the IAC (Institute of Contemporary Art), in 2001, under the direction of Fernando Calhau. When the IAC became the IA (Arts Institute), she was made coordinator of the Internationalisation Office. In 2006, she took on the role of deputy director of the IA. She directed several representations of Portugal in International Biennales of Visual Arts and Architecture, in Venice and São Paulo. In 2007, she took on the renovation project of the International Biennale of Art and Culture of São Tomé and Príncipe and was the general-commissioner of the 5th (2008) and 6th (2011) editions. She taught curating in the Post-Graduate Course in Curating and Arts Programming at the Faculty of Human Sciences of the Catholic University of Portugal, Lisbon, between 2012 and 2015. In 2016 she received an annual grant from the Calouste Gulbenkian Foundation, for an international research project and professional qualification in Born Digital / Software based art.

She has been curator of the National Museum of Contemporary Art – Chiado Museum, in Lisbon, since 2008, and is the author of several projects in the field of curating and historiography. She has published work since 1994.

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Nasceu em São Mamede do Coronado, Trofa, em 1937. Entre os dez e os vinte e um anos de idade, aprendeu o ofício de santeiro nas oficinas de arte sacra da sua terra natal. Diplomado pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1961-1967) e pós-graduado pela Saint Martin’s School of Art de Londres (1968-1970). Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian: Porto (1962-1967) e Londres (1968-1970). Professor Associado, agregado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Leccionou no curso de Escultura da ESBAP (1971-1976), no curso de Arquitectura da FAUP (1970-1999) e foi responsável pela orientação pedagógica e artística do Círculo de Artes Plásticas, Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (1972-1985). Dedicou-se ao estudo do Zen, do Tao, do Tantra e da Psicologia Profunda. Viajou pelo Oriente e pelo Ocidente para viver e interiorizar outras culturas. Expõe desde 1963. Realizou 93 exposições individuais e participou em mais de cem exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro; está representado em museus e colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro; realizou esculturas públicas em diversos países; recebeu numerosos prémios e publicou inúmeros textos e três livros, um em co-autoria, sobre Arte e sobre Pedagogia. Morreu no Porto no dia 15 de Abril de 2017.

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Poeta, narrador, ensaísta, performer e professor universitário, nasceu no dia 26 de Dezembro de 1937, no Porto.

Licenciou-se em Filologia Germânica na Universidade de Coimbra e, entre 1960 e 1977, exerceu funções de leitor de Português e de Literatura Portuguesa em Heidelberg, na Alemanha.

Regressando a Portugal, desenvolveu uma intensa actividade no domínio da criação literária relacionada com os movimentos experimentalistas. Os seus textos, por vezes publicados em livros com uma configuração gráfica original, assumem um sentido polémico, que ocasionalmente os próprios títulos podem evidenciar, e ao mesmo tempo de vanguarda. É autor de O Silêncio dos Poetas (1978), um importante estudo sobre o sentido da criação literária ligada aos movimentos de vanguarda, a qual se caracteriza pelo seu "desvio da norma"; o desenvolvimento dos seus pontos de vista leva-o a estabelecer uma bem fundamentada e sugestiva "fenomenologia da modernidade". Realizou o seu primeiro happening em 1977 no Jardim Zoológico de Lisboa, Homo Sapiens, e, mais tarde, Uma Tarefa para o Ano Vindouro, dividida em duas partes (31/12/1999 e 01/01/2000), também em Lisboa, na Galeria Ler Devagar. Traduziu, entre outros, Thomas Bernhard (A Força do Hábito, em colaboração com João Barrento, 1991) e Botho Strauss (O Parque). Colaborou com Miguel Vale de Almeida e Rui Simões em Pornex: Textos Teóricos e Documentais de Pornografia Experimental Portuguesa (coord. de Leonor Areal e Rui Zink), 1984.

Foi professor auxiliar convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O seu livro De Nada (Boca, 2012) é distinguido com o Prémio Nacional de Poesia Diógenes, atribuído pela revista Cão Celeste e por um júri constituído por Luís Miguel Queiróz, Rosa Maria Martelo e Rui Caeiro.

 

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Nasceu no Canadá. É doutorado em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a classificação final de aprovado com distinção e louvor, por unanimidade. É Professor Auxiliar na Universidade da Beira Interior, leccionando nos cursos de Ciência Política e Relações Internacionais (1.º Ciclo), Ciências da Comunicação (1.º Ciclo), Estudos Ibéricos (2.º Ciclo) e Ciência Política (2.º Ciclo). Na mesma universidade, exerce ainda os cargos de Director do Mestrado em Estudos Ibéricos e de membro do Conselho Científico da Faculdade de Artes e Letras. Integra o Centro de História da Sociedade e da Cultura da Universidade de Coimbra, a Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa (Secção de História) e a Associação Internacional Colóquios da Lusofonia. Uma das suas últimas publicações foi o capítulo de livro intitulado «Uma Potência em Ascensão: Portugal à luz do discurso proferido por D. Garcia de Meneses perante o Papa Sisto IV (1481)», in Representações da Portugalidade, org. André Barata, António Santos Pereira e José Ricardo Carvalheiro, Alfragide, Caminho, Dezembro de 2011, pp. 243-264.

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Nasceu em Lisboa, a 5 de Maio de 1972. Realizou estudos na Universidade Católica Portuguesa, na Universidade de Lisboa, na Universidade Albert Ludwig (Freiburg, Alemanha) e na Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 2007. É actualmente Professor no Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, no qual é Director do Curso de Licenciatura em Filosofia. É Presidente da Associação de Professores de Filosofia, membro da Direcção da Associação Portuguesa de Filosofia Fenomenológica e sócio da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa, da Martin-Heidegger-Gesellschaft e da Carl Schmitt-Förderverein. É investigador da Unidade I&D Linguagem, Interpretação e Filosofia, sediada na Universidade de Coimbra, e colaborador em projectos do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e do Instituto de Filosofia Prática, da Universidade da Beira Interior (Covilhã). Os seus campos de investigação privilegiados são os da Filosofia Política e da Filosofia Moderna e Contemporânea, particularmente o da Fenomenologia. Traduziu obras de filósofos como Johann Gottlieb Fichte e Martin Heidegger, assim como de pensadores como Carl Schmitt, Ernst Jünger ou Eric Voegelin.

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Alfred Jarry [Laval, 1873-Paris, 1907] foi de um modo raro homem de letras. Os seus actos mais insignificantes, as suas traquinices, eram literatura. Porque estava ancorado nas letras e em mais nenhum lado. Mas de que forma admirável! Foi um dia dito à minha frente que Jarry tinha sido o último autor burlesco. É um erro! A maior parte dos autores do século XV e uma grande parte dos autores do século XVI não teriam sido, se assim fosse, mais do que burlescos. Esta palavra não pode designar os mais raros produtos da cultura humanista. Não dispomos de termo que possa aplicar-se a esta jovialidade particular onde o lirismo se faz satírico; onde a sátira, por se exercer sobre a realidade, de uma tal forma ultrapassa o objecto e consegue destruí-lo; tão alto sobe, que só a muito custo lá chega a poesia; ao passo que a trivialidade está aqui relacionada com o próprio gosto, e por um fenómeno inconcebível faz-se necessária. Só o Renascimento permitiu estes deboches da inteligência onde os sentimentos não se incluem; e Jarry, por um milagre, foi o derradeiro desses deboches sublimes.

[Guillaume Apollinaire]

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José Sobral de Almada Negreiros (Trindade, São Tomé e Príncipe, 7 de Abril de 1893 – Lisboa, 15 de Junho de 1970) foi um artista multidisciplinar que se dedicou fundamentalmente às artes plásticas (desenho, pintura, etc.) e à escrita (romance, poesia, ensaio, dramaturgia), ocupando uma posição central na primeira geração de modernistas portugueses.

Almada Negreiros é uma figura ímpar no panorama artístico português do século XX. Essencialmente autodidacta (não frequentou qualquer escola de ensino artístico), a sua precocidade levou-o a dedicar-se desde muito jovem ao desenho de humor. Mas a notoriedade que adquiriu no início de carreira prende-se acima de tudo com a escrita, interventiva ou literária. Almada teve um papel particularmente activo na primeira vanguarda modernista, com importante contribuição para a dinâmica do grupo ligado à Revista Orpheu, sendo a sua acção determinante para que essa publicação não se restringisse à área das letras. Aguerrido, polémico, assumiu um papel central na dinâmica do futurismo em Portugal. Mas a intervenção pública de Almada e a sua obra não marcaram apenas o primeiro quartel do século XX. A sua acção prolongou-se ao longo de várias décadas, sobrepondo-se à da segunda e terceira geração de modernistas. A contundência das suas intervenções iniciais iria depois abrandar, cedendo o lugar a uma atitude mais lírica e construtiva que abriu caminho para a sua obra plástica e literária da maturidade. Almada é também um caso particular no modo como se posicionou em termos de carreira artística. Esteve em Paris, como quase todos os candidatos a artista então faziam, mas fê-lo desfasado dos companheiros de geração e por um período curto, sem verdadeiramente se entrosar com o meio artístico parisiense. E se Paris foi para ele pouco mais do que um ponto de passagem, a sua segunda permanência no estrangeiro revelou-se ainda mais atípica. Residiu em Madrid durante vários anos e o seu regresso ficou associado à decisão de se centrar definitiva e exclusivamente em Portugal. Ao longo da vida empenhou-se numa enorme diversidade de áreas e meios de expressão – desenho e pintura, ensaio, romance, poesia, dramaturgia, bailado. Sem se fixar num domínio único e preciso, o que emerge é sobretudo a imagem do artista total, inclassificável, onde o todo supera a soma das partes.

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Aloysius Bertrand [Ceva (Piemonte), 20 de Abril de 1807 – Paris, 29 de Abril de 1841]. Viveu em Dijon, cidade que o marcou profundamente, mas fez algumas incursões em Paris, onde experimentou enormes dificuldades materiais e de relacionamento com o meio literário e editorial. Aí se instalou de 1833 até à sua morte, vítima da tuberculose, e aí foi enterrado na vala-comum do cemitério de Montparnasse. Deixou-nos a obra Gaspar da Noite – Fantasias à maneira de Rembrandt e Callot, editada postumamente pelo seu amigo, o escultor David d’Angers, com a ajuda de Sainte-Beuve. Alguns fragmentos já tinham sido publicados no jornal literário Le Provincial. A sua forma inovadora – «nem-prosa-nem-verso» – causou estranheza nos meios literários. Baudelaire reconheceu a sua influência no Le Spleen de Paris e alguns dos seus textos inspiraram René Magritte e Maurice Ravel.

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Nasceu em Évora no dia 31 de Julho de 1939.

O primeiro contacto com a pintura efectua-se através de aulas de desenho com António Charrua. Em 1956, fixa-se em Lisboa onde começa por se matricular na Faculdade de Direito e, mais tarde, na Faculdade de Letras, em Filosofia, licenciatura que conclui em 1975.

Em Junho de 1961 efectua a sua primeira viagem ao estrangeiro, a Paris, onde estabelece contacto com pintores próximos do surrealismo e com a arte norte-americana. No seu percurso, a pintura e a escrita mantiveram caminhos paralelos, que se cruzaram frequentemente. A teoria da arte faz parte da sua obra literária, assim como a poesia e pequenas histórias de natureza surrealista.

O reconhecimento da sua obra reflectiu-se em exposições retrospectivas como as da Fundação de Serralves e da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi distinguido com o Grande Prémio Fundação EDP Arte em 2004.

Faleceu no Porto no dia 11 de Fevereiro de 2006.

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Álvaro Siza Vieira (Matosinhos,1933) estudou, entre 1949 e 1955, na Escola Superior de Belas-Artes, onde leccionou de 1966 a 1969, voltando em 1976 (sempre como professor assistente). Fortemente marcado pelas obras dos arquitectos Adolf Loos, Frank Lloyd Wright, e Alvar Aalto, cedo conseguiu desenvolver a sua própria linguagem, embebida não só nas referências modernistas internacionais mas também na forte tradição construtiva portuguesa, das quais resultaram obras de grande requinte e detalhe no modernismo português, entre as quais se destaca a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira. Siza Vieira criou verdadeiros marcos na história da arquitectura portuguesa e internacional, influenciando várias gerações de arquitectos. Vejam-se as Piscinas de Marés, o Museu de Serralves, a igreja de Marco de Canaveses, ou o museu para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, no Brasil, onde Álvaro Siza retorna a umas das suas mais fortes influências de linguagem arquitectónica, Le Corbusier. As suas obras encontram-se por todo o mundo, da América à Ásia, passando por países como Portugal, Espanha, Países Baixos, Bélgica, Brasil, Coreia do Sul, Estados Unidos, entre outros. Siza foi ainda professor visitante na Escola Politécnica Federal de Lausana, na Universidade de Pensilvânia, na Universidade de Los Andes em Bogotá e na Universidade de Harvard.

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Nasceu a 14 de Novembro de 1887 em Manhufe, freguesia de Mancelos, no concelho de Amarante.

Fez estudos liceais em Amarante e frequentou a Academia de Belas-Artes de Lisboa em 1905, tentando seguir o curso de Arquitectura que interrompeu para partir para Paris, em 1906, instalando-se, então, em Montparnasse. Frequentou ateliers preparatórios para o concurso de admissão às Beaux-Arts parisienses, ainda com destino a Arquitectura, vindo, no entanto, a dedicar-se exclusivamente à Pintura, tendo frequentado a Academia Viti do pintor espanhol Anglada Camarasa. Nesta primeira época realizou várias caricaturas e algumas pinturas marcadas por aspectos naturalistas e impressionistas. Em 1910 fez uma estada de alguns meses em Bruxelas e em 1911 expôs trabalhos no Salon des Indépendants, em Paris, havendo-se aproximado progressivamente das vanguardas e de artistas como Modigliani, Brancusi, Archipenko, Juan Gris, Robert e Sonia Delaunay. Em 1912 publicou o álbum XX Dessins e expôs no Salon des Indépendants e no Salon d’Automne. Em 1913 tomou parte, com oito trabalhos, no Armory Show, nos Estados Unidos da América, aí restando algumas das obras expostas, hoje patentes ao público nos museus americanos. Nesse ano participou ainda no Herbstsalon da Galeria Der Sturm, em Berlim. Em 1914 encontrou-se em Barcelona com Gaudí, e partiu depois para Madrid onde foi surpreendido pela guerra. Regressou a Portugal, instalando-se em Manhufe, e casou no Porto com Lucia Pecetto, que conhecera em Paris em 1908. Pintou com grande constância, refez algumas obras no seu atelier da Casa do Ribeiro, cultivou a amizade com Eduardo Viana, Almada Negreiros e os Delaunay (que então se instalaram em Vila do Conde).

Em 25 de Outubro de 1918 Amadeo morre em Espinho vítima da «pneumónica» que então grassava em Portugal.

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Amândio Reis é licenciado em Estudos Portugueses e Lusófonos (2011) e mestre em Estudos Românicos (2014) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É Bolseiro de Doutoramento FCT desde 2015, e aluno no Programa Internacional de Doutoramento em Estudos Comparatistas – PhDComp (U. Lisboa, U. Católica de Lovaina, U. Bolonha), onde desenvolve um projecto de investigação centrado no conceito de conhecimento na literatura do fim do século XIX, e, em particular, em obras de Henry James, Guy de Maupassant e Machado de Assis. É membro do Centro de Estudos Comparatistas (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), onde desenvolve investigação nas áreas de Literatura Comparada e Literatura e Cinema. Pertence à comissão editorial da revista electrónica Falso Movimento, dedicada a estudos sobre cinema e escrita, e é membro do INCH – International Network for Comparative Humanities. Em 2015, publicou O Livro Encenado: Escrita e Representação em Ana Teresa Pereira (Colibri).

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Ana Hatherly (Porto, 1929 – Lisboa, 2015).

Foi ensaísta, investigadora, tradutora, professora universitária, pintora e poeta de vanguarda. Membro destacado do grupo da Poesia Experimental Portuguesa nos anos 60 e 70, tem uma extensa bibliografia poética e ensaística. Dedicou-se também à investigação e divulgação da literatura portuguesa do período barroco, tendo fundado as revistas Claro-Escuro e Incidências.

Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa, doutorou-se em Estudos Hispânicos do Século de Oiro na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde fundou o Instituto de Estudos Portugueses. Membro da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores nos anos 70, foi também membro fundador e depois presidente do P.E.N. Clube Português e presidente do Committee for Translations and Linguistic Rights do P.E.N. Internacional.

Diplomada em técnicas cinematográficas pela International London Film School, nos anos 70 foi docente na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e no AR.CO (Centro de Arte e Comunicação Visual), em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

A sua carreira como artista plástica, iniciada nos anos 60 com a exposição «Anagramas» na Galeria Quadrante, em Lisboa (1969), conta com um extenso número de exposições individuais e colectivas em Portugal, e no estrangeiro. Das suas exposições individuais destacam-se as seguintes: «Rotura» – Galeria Quadrum, Lisboa (1977); «Descolagens da Cidade», Galeria C.A.P.C., Coimbra (1980); «Obra Visual 1960-1990», Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1992); «Pavão Negro», Galeria Presença, Porto (1999); «Ana Hatherly – Anos 60-70», Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2005) e no mesmo ano «Dessins, collages et papiers peints», Centre Culturel Calouste Gulbenkian, Paris.

Da sua participação em exposições colectivas, destacam-se as seguintes:

«Operação I», Galeria Quadrante, Lisboa (1967); «Ciclo de Poesia Experimental e Concreta», Goethe Institute, Lisboa (1973); «Poesia Visiva», Studio d’Arte Contemporanea, Roma (1974); La Biennale di Venezia (1976); «Artistes Portugaises», Centre Culturel Portugais, Fundação Calouste Gulbenkian, Paris (1977) e no mesmo ano «Artistas Portuguesas», Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa; Alternativa Zero, Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa e XIV Bienal de São Paulo; «Materializzazione del linguaggio», La Biennale di Venezia (1978); «Portuguese Art since 1910», Royal Academy, Londres (1978); «Arti Visive», La Biennale di Venezia (1980); «Festa de la Letra», Galeria Joan Prats, Barcelona (1980); «PO.EX 80», Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa (1980); «Ambient’Azione Poetica», Galeria Artestudio, Bergamo (1984); Bienal Internacional de Poesia Visual y Experimental, Cidade do México (1985); I Mostra Internacional de Poesia Visual, Centro Cultural de São Paulo (1988); III Bienal Internacional de Poesia Visual, Cidade do México (1990); «Arte Contemporânea na Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento», Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbekian, Lisboa (1992); «Drawing Towards a Distant Shore», The Drawing Center, Nova Iorque (1993); «Surrealismo (e não)», Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão (1993); «Mais do que Ver», III Jornadas de Arte Contemporânea do Porto (1996); «Alternativa Zero», Galeria Bianca, Centieri Culturali alla Zisa, Palermo (1998); «Circa 68», Exposição Inaugural do Museu de Serralves, Porto (1999); «1986-2002 ZOOM, Colecção de Arte Contemporânea da Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento: uma selecção», Museu de Serralves, Porto (2002); «Exposição Entre a Palavra e a Imagem», Palácio Vila Flor, Guimarães (2007); «Sinais – Obras da Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento», Museu Carlos Machado, Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada, Ponta Delgada, Açores (2007); «Estes e Outros Encontros – Obras da Colecção da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento», Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva, Lisboa (2013).

Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro com a medalha Oskar Nobiling por serviços distintos no campo da literatura. Em 1998 obteve o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Português; em 2003 o Prémio de Poesia Evelyne Encelot, que distingue mulheres europeias, pelas suas obras nas áreas das artes ou das ciências, em França; e o Prémio Hannibal Lucic, na Croácia. Em 2009 foi condecorada pela República Portuguesa como Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

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Nasceu em Lisboa, em 1962. É poeta, crítica literária, ensaísta e investigadora do CLEPUL. Escreveu Tempo de Morrer, Tempo para Viver (1998), Terra sem Mãe (2000), Três Vezes Deus, em co-autoria com António Rego Chaves e Armando Silva Carvalho (2001), Nocturnos (2002), Nós/Nudos, 25 poemas sobre imagens de Paula Rego (traduzido para castelhano por Floriano Martins, Prémio Pen Clube 2004), Lápis Mínimo (2008) e Adornos (2011). Organizou o livro de entrevistas O Falar dos Poetas (2011) e é autora do volume de ensaios As Palavras Fracturadas (2013). Nós/Nudos foi publicado em França com o título Noeuds (2007), tradução de Catherine Dumas. Editou no Brasil a antologia A Definição da Noite (2003). Alguns dos seus poemas estão traduzidos para castelhano, catalão, francês, inglês, alemão, romeno e esloveno. Coordena a revista Colóquio-Letras da Fundação Gulbenkian desde 2009. Licenciada em Direito pela Universidade Católica Portuguesa e advogada, foi jornalista cultural, durante mais de vinte anos, no Diário Popular e no Diário de Notícias, e cronista nas revistas Paralelo e Artes e Leilões

 

Fotografia: Anna Oswaldo Cruz, 2011.

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Nasceu em Faro no dia 17 de Junho de 1972.

Fez toda a sua formação em Lisboa, onde se doutorou em Filosofia Contemporânea. É professor universitário na Universidade da Beira Interior e investigador do Instituto de Filosofia Prática. Os seus interesses académicos circulam pela teoria política, o pensamento existencial e a psicologia.

Tem publicado livros de ensaio, como Metáforas da Consciência (Campo das Letras, 2000), sobre o pensamento de Jean-Paul Sartre, ou Mente e Consciência (Phainomenon, 2009), conjunto de ensaios sobre filosofia da mente e fenomenologia. Publicou Círculos – Experiências Descritivas (Caminho, 2007), um livro de fragmentos filosóficos, em parceria com Rita Taborda Duarte. Editou Representações da Portugalidade (Caminho, 2011), obra colectiva que inquire criticamente os discursos identitários sobre o país.

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Nasceu na Amadora, em 26 de Julho de 1974. Trabalha desde 1992 como ilustrador, designer gráfico, animador e caricaturista, colaborando com as mais importantes publicações portuguesas. Vencedor de vários prémios nacionais e internacionais, já viu o seu trabalho exposto em Portugal, Espanha, Brasil, França e EUA. Em 2002 foi galardoado com o prémio Gold Award para Portfolio de Ilustração pela Society for News Design (EUA), um dos mais importantes prémios de ilustração a nível mundial. The New Yorker, The New York Times, Word, Vanity Fair, Harper’s, The Independent on Sunday, Bilboard, e Diário de Notícias são apenas alguns dos títulos em cujas páginas se podem encontrar trabalhos seus. Realizou a curta-metragem de animação Jantar em Lisboa, com argumento de J.P. Simões, cuja produção terminou em 2007. Em 2004, iniciou uma parceria de criação new media com o músico/programador Nuno Correia, baptizada Video Jack, que editou o CD/DVD Heat Seeker, divulgado amplamente no Reino Unido, França, Polónia, Estónia, Finlândia e Alemanha. Mais recentemente, a dupla realizou os projectos AVOL (Audio-Visual OnLine), a convite da Direcção-Geral das Artes, e Master and Margarita, adaptação audio-visual da obra homónima de Mikhail Bulgákov. Em 2008 criou com João Paulo Cotrim o projecto de cartoons animados Spam Cartoon, que conta com a colaboração dos ilustradores Cristina Sampaio e João Fazenda. Spam Cartoon é transmitido semanalmente no canal SIC, SIC Notícias e SIC Internacional. André Carrilho vive e trabalha em Lisboa.

 

 

Foto: Jordi Burch (pormenor).

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Nasceu em Lisboa em 1977 e viveu algum tempo nos Estados Unidos da América (época Clinton). É membro do Teatro Praga (a companhia mais megalopsíquica de todos os tempos). Frequentou o Conservatório Nacional de Música, a Escola Superior de Música e a Escola Superior de Teatro e Cinema. Foi membro do Coro Gulbenkian, da companhia de teatro Casa Conveniente, e colabora assiduamente com a companhia de teatro Cão Solteiro. Para além de teatro, encenou óperas na Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian e Teatro Nacional São Carlos. É autor dos textos «Shoot the Freak», «Cenofobia», dos «Top Models: Susana Pomba» e «Paula Sá Nogueira» e do bailado «Perda Preciosa» para a CNB considerado melhor espectáculo do ano (2012) pela SPA. Apresenta regularmente os seus espectáculos em várias cidades europeias. Tem textos editados pela Culturgest, Tinta-da-China e Documenta. Foi considerado um dos portugueses mais influentes do ano de 2012 pelo jornal Expresso. Apresentará (2013) «A Tempestade» no CCB e MC-93 em Paris.

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Nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, em 1976.

Licenciou-se em Design Industrial (FA-UTL) e concluiu o Curso Avançado de Artes Plásticas (Ar.Co) em Lisboa. Como artista plástica tem desenvolvido o seu trabalho na área do desenho, da performance, das intervenções e das instalações, explorando a noção de «processo» e procurando testar os limites da definição e materialização da obra de arte. Fez formação em Artes Performativas dentro e fora de Portugal. Foi bolseira Dance Web Europe 07, em Viena, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Obteve a nomeação portuguesa do Prémio União Latina Jovem Criação em Artes Plásticas em 2017. Como performer e criadora tem colaborado em projectos diversos com coreógrafos e artistas plásticos, como foi o caso da sua mais recente participação em Artigo 19, projecto de Urândia Aragão para o Teatro Maria Matos, Lisboa (2016). Participou em festivais, exposições colectivas e individuais em Portugal, Estónia, Áustria e Brasil. Das exposições mais recentes destaca-se a individual Momento I, Espaço Arte Tranquilidade, com curadoria de Maria do Mar Fazenda, Lisboa (2014) e as colectivas (Co)Habitar, curadoria de Filomena Serra, Giulia Lamoni e Margarida Brito Alves na Casa da América Latina, Lisboa (2016) e Estática Esfinge, Desenho e Animismo Parte II, curadoria de Nuno Faria, patente no CIAJC, Guimarães (2017).

Tem vindo a realizar residências artísticas de âmbito nacional e internacional – entre as mais recentes conta-se a sua participação no Ateliê Aberto em Campinas, com a exposição Caderno de Viagem (2013), apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela FAAP-Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo (2014). É bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no programa Residência Artística Internacional Künstlerhaus Bethanien, na presente edição de 2017-2018.

Actualmente vive e trabalha entre Berlim e Lisboa.

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É professora no Departamento de Português da Universidade de Massachusetts Dartmouth (EUA), onde leciona principalmente literatura portuguesa e literaturas africanas em língua portuguesa. É autora de O Formato Mulher: A Emergência da Autoria Feminina na Poesia Portuguesa (Angelus Novus, 2009) e Mariana Alcoforado: Formação de um Mito Cultural (IN-CM, 2006; ed. original Bucknell University Press, 2000). Co-organizou também, com Helena Kaufman, After the Revolution: Twenty Years of Portuguese Literature 1974-1994 (Bucknell, 1997); com Mark Sabine, O Corpo em Pessoa: Corporalidade, Género, Sexualidade (Assírio & Alvim, 2010); e, com Hilary Owen, Gender, Empire, and Postcolony: Luso-Afro-Brazilian Intersections (Palgrave Macmillan, 2014). É co-editora da revista Portuguese Literary and Cultural Studies e editora da Adamastor Book Series (Tagus Press, UMass Dartmouth).

 

Is Professor of Portuguese and Women’s and Gender Studies at the University of Massachusetts Dartmouth. She is the author of The Portuguese Nun: Formation of a National Myth (2000; Portuguese translation 2006) and O Formato Mulher: A Emergência da Autoria Feminina na Poesia Portuguesa (2009), and co-editor of After the Revolution: Twenty Years of Portuguese Literature 1974-1994 (1997), Embodying Pessoa: Corporeality, Gender, Sexuality (2007; Portuguese edition 2010), and Gender, Empire and Postcolony: Luso-Afro-Brazilian Intersections (2014). She currently serves as coeditor of the journal Portuguese Literary and Cultural Studies and as editor of the Adamastor Book Series (both published by UMass Dartmouth’s Tagus Press/Center for Portuguese Studies and Culture).

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De seu nome Antoine Marie Joseph Artaud, nasceu em Marselha no dia 4 de Setembro de 1896. Artisticamente, adoptou o nome Antonin, carinhoso diminutivo materno que vem da sua infância.

Dramaturgo, poeta, actor (no teatro e no cinema), desenhador e teórico do teatro, é o criador do "Teatro da Crueldade", um conceito que procura um modo novo de fazer e de olhar o espectáculo teatral, e o precursor do chamado "Teatro do Absurdo", tendo influenciado autores como Genet, Ionesco e Beckett.

Internado, várias vezes ao longo da vida, por razões de ordem psiquiátrica, nem sempre compreendido e aceite pela sociedade do seu tempo — tendo integrado o Movimento Surrealista, acabou por ser expulso por André Breton — mas, como nos conta Aníbal Fernandes na apresentação de Eu, Antonin Artaud, «Em 1946, um grupo de intelectuais conseguiu que ele deixasse de estar internado; que uma liberdade “vigiada” lhe restituísse Paris e uma nova oportunidade de reconhecimento público. Antonin Artaud foi reconhecido como digno de Obras Completas na grande editora Gallimard. Mas continuava um ser de radicais diferenças. Ele próprio se não considerava nascido; tinha explodido no mundo, e só a farsa orgânica de um parto lhe dera a mulher-mãe e uma naturalidade ligada a Marselha; não ia morrer, desapareceria numa realidade incompreensível aos homens de falso corpo que povoam a terra.

Dois anos depois, em 4 de Março de 1948, o jardineiro da casa de saúde onde ele vivia encontrou-o morto, sentado ao lado da cama, dir-se-á que por ter ingerido uma dose excessiva de hidrato de cloral. Tinha deixado uma última anotação escrita num caderno: continuarem a fazer de mim este enfeitiçado eterno, etc., etc.».

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António Antunes (Vila Franca de Xira, 12 de Abril de 1953) publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta República, em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário Expresso onde continua a publicar as suas obras. Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1.º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence — Best Newspaper Design, SND — Estocolmo, Suécia (1995), Premio Internazional Sátira Politica (ex æquo, Forti dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse International (St. Just-Le-Martel, França, 2010). Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Publicou, entre outros, os livros António — 20 anos de Desenhos (1994), Desenhos Satíricos (2000) e Traços Contínuos (2005), integrando também as colectâneas Cartoons do Ano, desde 1999, e as internacionais 1970’s The Best Political Cartoon of Decade (1981), The Finest International Political Cartoons of Our Time, volumes I, II e III (1992, 1993 e 1994) e Cartoonometter (1994). Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil, Grécia e Turquia. António dedica-se também ao design gráfico, à escultura e à medalhística. É director do salão de humor gráfico World Press Cartoon. Na Documenta, para além de integrar Cartoons do Ano 2011 (2012) e de seleccionar e editar Boligán — Espelho de tinta, de Angel Boligán Corbo (2012), publicou Caricaturas do Metro Aeroporto (2013).

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Nasceu em Lisboa no dia 7 de Janeiro de 1939.

Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa e viveu alguns anos em Moçambique. Integrou o Grupo do Café Gelo. Colaborou, entre 1964 e 1966, nos dois primeiros cadernos de Poesia Experimental. Em 1975 converteu-se ao Islamismo, adotando o nome Muhammad Abdur Rashid Barahona, nome com que assinou alguns trabalhos. No seu anarquismo poético mescla elementos cristãos, islâmicos e hinduístas. A paixão pelo sânscrito levou-o ao Oriente para estudar a língua.

Estreou-se com o livro Insónias e Estátuas (1961), ao qual se seguiram, entre outros, Poemas e Pedras (1962), Capelas Imperfeitas (1965), Impressões Digitais (1968), Sujata (1983), Um Livro Aberto Diante do Espelho (1992), Manhã do Meu Inverno (1996), Poema do Manto (2005), O Sentido da Vida é Só Cantar (2008), Raspar o Fundo da Gaveta e Enfunar uma Gávea (2011), O som do sôpro (2011), A doença-panaceia (2012), Maçãs de Espelho (2012), As Grandes Ondas (2013), E chorava como quem se diluía em mel d'abelhas (2013), Oscarina (2016) e Só o Som por si Só (2017).

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É Doutor pela Universidade da Beira Interior (UBI, Covilhã, Portugal)). Integra como investigador o Instituto de Filosofia Prática (IFP) e o Centro de Estudos Judaicos (CEJ), Unidades de Investigação e Desenvolvimento da UBI. É membro do editorial board da revista Machiavelli and Machiavellism integrada no «Progetto Hypermachiavellism». A sua investigação centra-se nas áreas da Teologia Política, Filosofia Política, História do Direito e Estudos Judaicos. Em colaboração com Rui Bertrand Romão, organizou e editou Guerra, Filosofia e Política (Covilhã, UBI, 2008). Publicou vários artigos em revistas científicas nacionais e internacionais e em obras colectivas nacionais e internacionais. Organizou e editou Maquiavel e o Maquiavelismo (Almedina, Lisboa, 2012) e Razão de Estado e Democracia (Almedina, Lisboa, 2012). Organizou e editou (com José Maria da Silva Rosa) Revisiting Spinoza’s, Theological-Political Treatise, Georg Olms Verlag, Hildesheim-Zürich-New York.

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Nasceu em Benguela (Angola, 1962) e veio para Portugal em 1975. Vive e trabalha em Bicesse. Formou-se em Engenharia Civil pelo ISEL entre 1981 e 1985, mantendo o exercício desta actividade até à presente data.

Iniciou a sua formação artística em Desenho e Pintura, entre 1994 e 1998, na Escola «Oficina de Artes» e na Cooperativa «Atitude», ambas em Cascais. Ingressou em 2001 na Ar.Co onde deu continuidade a esta formação, desenvolvendo os seus conhecimentos em Estética, História de Arte e Prática do Desenho, até 2003. De 2004 a 2007, na mesma Escola, frequentou o curso de Escultura. Concluiu a sua formação artística ao frequentar o Curso Avançado do Ar.Co entre 2006 e 2008.

Iniciou a sua prática artística em 2006 com a exposição coletiva «Sem Título» («Telhado») na Interpress em Lisboa, mantendo esta prática e expondo regularmente o seu trabalho.

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Obteve os graus de Licenciatura (1994) e de Mestrado (1998) em Filosofia na Universidade Católica Portuguesa – Lisboa, e de Doutoramento (2014) em Filosofia na Universidade da Beira Interior. Exerceu docência na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa – Lisboa (1996-2003) e ainda no Curso de Ciência Política da Universidade Internacional, como docente convidado (1996-2002), leccionando, desde 2004, na Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior nas áreas de Filosofia e Cultura Clássicas, Éticas aplicadas, Pensamento Político e Arte da Medicina, e desenvolvendo investigação centrada na Filosofia Antiga (sobretudo aristotélica), Pensamento e Cultura Clássica, Filosofia Prática, Teorias da Decisão, Cultura e Religião e Tradução de textos clássicos gregos (tendo sido, nesse contexto, publicadas as traduções do original grego dos tratados Política e Ética a Eudemo de Aristóteles).

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Nasceu em Lisboa em 1964. Licenciou-se em Design de Comunicação pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e fez Mestrado em Theatre Design na Slade School of Fine Art em Londres (onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian). Desenhou semanalmente um cartoon editorial para O Inimigo Público (jornal Público). Publica banda desenhada em jornais e revistas, desde 1978, em Portugal, Espanha, França e Itália. Dos vários livros editados destacam-se a trilogia de Filipe Seems (com Nuno Artur Silva), A Arte Suprema e Rei (com Rui Zink) ou O Senhor Abílio. Criou o projecto Subway Life (http://www.subway-life.com) desenhando pessoas sentadas nas carruagens do Metro em Londres, Berlim, Estocolmo, Nova Iorque, São Paulo, Tóquio, Atenas, Moscovo e Cairo. Concebeu cenografia e figurinos para teatro nas peças O Que Diz Molero, Arte ou Como Fazer Coisas Com Palavras, entre outras. O Desenho Digital em tempo real tem sido uma das suas principais actividades: integrou várias performances com músicos, bailarinos e actores em Portugal, França, Alemanha, Japão e EUA, entre as quais o Concerto Desenhado com o pianista Mário Laginha ou a ópera Antígono com a orquestra Divino Sospiro.

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Nasceu em Rio Maior, em 1951. Frequentou os cursos de Sociologia, Direito e História da Arte. Artista plástico e jornalista, a sua actividade divide-se entre o cartoon e a pintura. Começou a publicar cartoons em 1978 no semanário Edição Especial. Entre 1979/80, no jornal Tempo e também no jornal A Tribuna. De 1981 a 1983 publica no jornal Expresso. Segue-se o Semanário 1983/2000, A Capital 1984/2000. De 2000 a 2009 no jornal 24 Horas. Colaborou também nas revistas Fortuna e Villas & Golfe e actualmente na Golf Digest. No presente, publica cartoons nos jornais Correio da Manhã, O Ribatejo e Jornal do Algarve. Desde 1979 que tem feito inúmeras exposições individuais e colectivas, tanto de cartoons como de pintura, em Portugal e no estrangeiro. Ganhou os seguintes prémios: Prémio Desenho do Ano – Salão Nacional de Caricatura, Vila Real, 1987; 1.º Prémio do Salão de Tecnologia e Desenvolvimento, Instituto Superior Técnico, 1988; Prémio Cartoon de Imprensa – Salão Nacional de Caricatura, Porto de Mós, 1988; Prémio Cartoon de Imprensa – Salão Nacional de Caricatura, Porto de Mós, 1990; Prémio Cartoon de Imprensa – VII Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1992; Prémio Humor de Imprensa – VIII Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1994; Grande Prémio do IX Salão Nacional de Caricatura, Oeiras, 1995; Prémio Gazeta, Cartoon 1995 – Clube de Jornalistas, Lisboa, 1995. Entre os vários livros de cartoons publicados, contam-se a série Cartoons do Ano, em parceria com outros cartoonistas e que se publicam desde 1999. Como cartoonista, está representado nos museus Sammlung Karikaturen & Cartoons, Basileia, Suíça e Herausgeber – Haus der Bumdesrepublik Deutschland, Bonn, Alemanha.

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Nasceu em 1961. Licenciado em Comunicação Social, foi jornalista do Público de 1989 a 2012, onde se dedicou às questões religiosas, da revista Cáritas (1986-1989) e do Diário de Lisboa (1989). Colaborou nos programas "Toda a Gente é Pessoa" (Antena 1) e "Setenta Vezes Sete" (RTP) e no jornal Expresso. Venceu por duas vezes, em 1995 e em 2006, o Prémio Europeu de Jornalismo Religioso na Imprensa Não-Confessional, instituído pela  Conferência das Igrejas Europeias e pela Fundação Templeton. Participou em diversas publicações e obras colectivas. Publicou vários livros, entre os quais Vidas de Deus na Terra dos Homens, Um Papa (In)Esperado, Quando a Igreja Desceu à Terra, Francisco – Pastor Para Uma Nova Época, O Coração da Igreja Tem de Bater (entrevista com J. Carreira das Neves), Lugares do Infinito (guia de mosteiros com hospedaria) e Deus Vem a Público, que recolhe um conjunto de entrevistas a pensadores e líderes reigiosos estrangeiros.

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Nasceu em 1941 em Lisboa, onde vive.

De 1965 a 1975 viveu em Londres, onde frequentou a St. Martin's School of Art. De 1978 a 1992 foi professor de pintura no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa.

Expõe, individual e colectivamente, desde 1964. 

Foi distinguido com diversos prémios, entre os quais o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso (2011) e o Prémio EDP de Desenho, EDP - Arte (2002).

Está representado, entre outras, nas seguintes colecções: Banco de Portugal, Lisboa; Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, Almada; Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Fundação Carmona e Costa, Lisboa; Fundação EDP, Lisboa; Fundação Ilídio Pinho, Porto; Ministério da Cultura, Lisboa; Museu de Arte Contemporânea – Fundação de Serralves, Porto; Museu de José Malhoa, Caldas da Rainha; Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante; Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa; Parlamento Europeu, Estrasburgo; Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa.

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É natural de Faial (Horta), Açores (1941).

Livros publicados: Que se passa na frente; PREC I e II; O Superman; Eanito el Estático; O Último Tarzan; O Fim do PREC; Demito-me uma Ova; Camarate: Como, Porquê e Quem; Agarra Mas Não Abuses; Alto Cão Traste; O Produto Interno Brito; Cão Traste; Desculpe o Mau Jeito; Soares É Fixe; O Fenómeno (com António); Porreiro Pá. Jornais e revistas: A Parada da Paródia; A Mosca; Diário de Lisboa; Lorentis; Observador; O Século; Vida Mundial; O Jornal Novo; A Tarde; O Dia; O Diabo; Semanário; O Independente; Fócus; Grande Reportagem; TVI e O Sol. Exposições: 1995 – Exposição colectiva no Palácio de Belém; 1999/2010 – Exposição Colectiva: Cartoon Xira, Vila Franca de Xira. Prémios: 1987 – 1.º Prémio de Desenho Humorístico, do Salão Nacional de Caricatura; 1989 – Prémio C.P.P.M. – Humor e Património; 1994 – Grande Prémio do Salão de Caricatura; 1996 – Prémio Nacional de Humor de Imprensa; 2004 – Menção Honrosa Prémio Stuart; 2008 – Grande Prémio, Porto Cartoon World Festival; 2009 – 2.º Prémio Porto Cartoon World Festival; 2010 – Menção Honrosa Porto Cartoon World Festival – Escultura. Esculturas: 1995 – Escultura Gonçalves Zarco, na Avenida Gonçalves Zarco, no Restelo em Lisboa; 1997 – Escultura urbana do Aeroporto de Macau, em Macau; 2001 – Escultura alusiva às vítimas do atentado do 11 de Setembro na Av. Estados Unidos  da América; 2002 – Escultura Cauda da Baleia, Câmara Municipal de Oeiras; 2005 – Escultura Imperador Carlos I da Áustria, Câmara Municipal do Funchal, Madeira; 2008 – Escultura Três Cavalos, Câmara Municipal de Oeiras; 2009 – Escultura Infante D. Henrique, Câmara Municipal de Vila do Bispo, Sagres; 2009 – Escultura D. Diogo de Menezes, Câmara Municipal de  Cascais. 

Morreu em Lisboa no dia 14 de Março de 2019.

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Nasceu no dia 21 de Setembro de 1929 em Westcliff-on-Sea, condado de Essex, Inglaterra.

Fez estudos clássicos (grego, latim, cultura clássica) e de filosofia no Balliol College, Universidade de Oxford. Foi Assistente no University College e professor no Bedford College, em Londres. Nomeado professor catedrático de filosofia na Universidade de Cambridge, com apenas 38 anos, foi, de 1979 a 1987, Reitor do King’s College. Em 1989 e 1990 foi professor em Berkeley, na Universidade da Califórnia. A saída de Inglaterra foi justificada pelo próprio como reacção à política universitária do governo de Margareth Thatcher. Regressa a Inglaterra, em 1990, para ocupar uma cátedra de Filosofia Moral, na Universidade de Oxford, onde ensina até à jubilação, em 1996.

Morreu no dia 10 de Julho de 2003, em Roma, vítima de ataque cardíaco.

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Nasceu em 1954. Poeta e ensaísta. Prémio AICA/Fundação Gulbenkian de Crítica de Arte (1983). Catedrático de Teoria e História da Arte, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Organizou a colecção de arte portuguesa contemporânea do M.E.I.A.C.-Museo Extremeño Ibero-Americano de Arte Contemporaneo (Badajoz/Espanha), integrou a Comissão de Compras da Fundação de Serralves (1990-1996) onde organizou diversas exposições. Entre 1997 e 2001, foi Director Artístico da Fundação Cupertino de Miranda onde fundou o Centro de Estudos do Surrealismo e organizou diversas exposições. Membro do Conselho de Administração da Fundação Berardo em representação do Estado (2005-2009).

Organizou, como comissário independente, mais de uma centena de exposições em Museus e Instituições em Portugal e Espanha. Prefaciou mais de cinco centenas de catálogos em Portugal e no estrangeiro.

Dirigiu a colecção «Caminhos da Arte Portuguesa no Século XX» (40 volumes publicados) na Editorial Caminho. Colaborou nas revistas Lapiz, Arte y Parte (Espanha), Artforum e Contemporanea (EUA).

Publicou diversas recolhas de poesia e vários livros de ensaio e em que destaca: Poesia: A Noite, Relógio D'Água, Lisboa, 2006; Negócios em Ítaca, Relógio D'Água, Lisboa, 2012; A Ciência das Sombras, (Poesia 1975-2006), Relógio D’Água, Lisboa, 2018. Ensaio: Imagem da Fotografia, Assírio & Alvim, Lisboa, 1996; Immagine della Fotografia, Jouvence, Roma, 2006, Relógio D’Água, prefácio de António Tabucchi, Lisboa, 2014; O Plano de Imagem, Assírio & Alvim, Lisboa, 1996; As Imagens e as Coisas, Campo das Letras, Porto, 2002; Quatro Movimentos da Pele, Campo das Letras, Porto, 2004; Força de Imagem — O Surrealismo, Campo das Letras, Porto, 2006; Arte Portuguesa no Século XX - Uma História Critica, Coral Books, Porto, 2016; Arte e Infinitude – O Contemporâneo entre a Arkhé e o Tecnológico, Relógio D’Água, Lisboa (no prelo).

 

Fotografia de Isabel Lopes Gomes.

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Bruno Marchand é Mestre em Estudos Curatoriais pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e doutorando em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. Entre 2003 e 2008 foi colaborador da Galeria 111 para as áreas de produção e comunicação. É autor de um livro sobre a vida e a obra do artista José de Carvalho, publicado pela editora Casa do Sul em 2004, e foi editor de Robert Rauschenberg: Crítica e a Obra de 1949 a 1974, publicado no âmbito da colecção de arte contemporânea Público/Serralves. Em 2007 comissariou a exposição Documento:Projecto:Ficção incluída no projeto “Antena” – programa de itinerâncias da colecção da Fundação de Serralves – e colaborou com a revista L+Arte entre 2008 e 2011 nas secções “Arquivo” e “Livros&Net”. Tem escrito para catálogos e outras publicações artísticas, integrado júris, apresentado comunicações em colóquios e conferências e prestado serviços como consultor para instituições nacionais. Desde Maio de 2009 é responsável pela programação do Chiado 8, Arte Contemporânea – projecto da Companhia Fidelidade Mundial com direcção artística da Culturgest – e, desde Janeiro de 2010, é co-curador (com Ana Anacleto) do ciclo de exposições colectivas Appleton Recess, a decorrer na Appleton Square, em Lisboa. Actualmente, dirige e edita os Cadernos de Curadoria – jornais gratuitos dedicados à reflexão sobre as práticas curatoriais em Portugal, projecto concebido para Guimarães Capital Europeia da Cultura, 2012.

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Lisboa, 16 de Março de 1825 – Vila Nova de Famalicão, 1 de Junho de 1890. O escritor dominou a segunda geração romântica e pode considerar-se como seu maior representante. Publicou volumes de poesia lírica nos moldes da época; poemetos satíricos mais ou menos pessoais; folhetos e amplos volumes de contundentes polémicas; dedicou-se também à crítica e à história literária, com agudo senso do ridículo e de certos factores biográficos; muito versado em problemas genealógicos, em certas miuçalhas eruditas, bibliográficas e anedotas históricas, deixou também vários volumes de investigação e miscelânea; para o teatro produziu dramas históricos e passionais, e comédias de caracteres; no jornalismo, além de folhetins, poesia e crítica literária, produziu ainda, em vários periódicos, um trabalho vasto e indiferenciado de redacção e direcção; traduziu muito; prefaciou e editou numerosas obras; deixou epistolografia vastíssima. No entanto, o género mais importante da sua obra é a novela e o conto, género em que criou algumas obras-primas e com as quais preencheu o melhor de vários volumes.

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É bolseira de pós-doutoramento em Ciências da Comunicação da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Doutorada em Ciências da Comunicação, é investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho, onde tem estado envolvida em projetos e iniciativas na área dos estudos de género, diversidade e média. Das suas mais recentes publicações destacam- -se o livro De Outro Género: Propostas para a Promoção de um Jornalismo mais Inclusivo (2014), do qual é co-autora, e Gender in Focus: (New) Trends in Media (2016) do qual é co-editora. É também professora auxiliar na Universidade Lusófona do Porto. Foi vice-chair da secção de Género e Comunicação da Associação Europeia de Investigação em Educação e Comunicação – ECREA. Integra o Conselho de Opinião da Rádio e Televisão Portuguesa, em representação das ONG da área da cidadania e igualdade de género. Tem estado envolvida com diversas ONG portuguesas na área dos direitos humanos.

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Carlos Alberto Brito Ferreira do Amaral nasceu em Lisboa em 1943 por acaso e em Paris em 1963 por necessidade… político-militar. Estudos de comércio em Lisboa, licenciatura de sociologia em Paris e formação artística em parte alguma. Múltiplos empregos com função alimentar entre 1957 e 1979; desenhador de imprensa desde 1980. Publicou desenhos em numerosos títulos franceses, entre os quais La Vie Ouvrière, Les Nouvelles Littéraires, L’Événement du Jeudi, Le Monde Diplomatique, L’Humanité, Citoyens du Monde e alguns portugueses, em 1974/75: República, Sempre Fixe, Diário de Lisboa; colaborou regularmente no diário Le Monde de 1983 a 2011 e no semanário satírico Le Canard Enchaîné de 1987 a 2012. Participou em exposições colectivas em vários países da Europa, das Américas e da Ásia; exposições individuais em França e Portugal; recebeu vários prémios nacionais e internacionais; participou em júris internacionais na Grécia, Portugal, Alemanha, Brasil e Dinamarca. Publicou igualmente alguns livros e participou noutros. Actualmente vice-presidente geral da FECO, Federation of Cartoonists Organizations, que federa uns 2000 desenhadores de cerca de 30 países nos 5 continentes.

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Nasceu em Guimarães, em 1951.

Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu durante alguns anos a advocacia, que abandonou para se dedicar à docência e à escrita. Tem colaboração dispersa por numerosas publicações e revistas literárias.

Tem publicados os seguintes livros: O Número Perfeito (edição do autor, Guimarães, 1987) O Invisível Simples (Limiar, Porto, 1988); Rotações [com António Ramos Rosa e Agripina Costa Marques] (Cadernos Solares, Lisboa, 1991); Três Ritos (Pedra Formosa, Guimarães, 1993); Movimento e Repouso (Pedra Formosa, Guimarães, 1994); Sinais [edição bilingue portuguesa-finlandesa, com fotografias de Markku Niemenlehto] (edição de autor, Guimarães, 1998); A Nuvem (Pedra Formosa, Guimarães, 2000); Coração Alcantilado (Opera Omnia, Guimarães, 2007); Arte Nenhuma (Opera Omnia, Guimarães, 2012).

 

 

 

 

 

 

 

Nasceu em Guimarães em 1951. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, tendo exercido advocacia até 1985. Professor do ensino secundário, vivendo na sai cidade natal, onde publicou o seu primeiro livro, em 1987.

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Carlos Relvas (1838-1894) nasceu na Golegã, filho de um abastado proprietário rural. Educado por professores particulares, aprendeu ciências e línguas, com destaque para o francês. No entanto, depressa se deixa atrair pelas actividades ao ar livre, distinguindo-se de igual modo no tiro de pistola e carabina, como jogador de pau, florete e sabre, ou na equitação. Homem eclético, Carlos Relvas interessou-se sobretudo pela fotografia, produzindo uma obra de grande envergadura, onde se destaca também a magnífica casa-estúdio que construiu no jardim da sua residência do Outeiro. Mas além de fotógrafo, foi ainda político e lavrador, criador de cavalos e cavaleiro, inventor, e até músico. À frente das propriedades da família, Relvas mostra-se um agricultor influente, sector onde introduziu máquinas e processos de produção pioneiros. Monarca convicto, figura de fidalgo da época, Carlos Relvas vive no coração das suas terras, impondo-se pela fortuna, talento e carisma. Criador de gado e produtor de azeite, mel e vinho, Relvas exporta os seus produtos e é distinguido em várias exposições internacionais do sector. Com uma curiosidade insaciável e uma absoluta necessidade de inventar e descobrir, Relvas coloca esta sua faceta principalmente ao serviço da fotografia. Mas alarga-a a outras áreas. É assim que concebe e constrói um bote salva-vidas revolucionário, que tinha a particularidade de voltar à posição inicial sempre que se virava.

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Carolina Rito é curadora, ensaísta e investigadora. Nasceu em 1981 em Portugal e reside em Londres.

Atualmente, é Doutoranda no PhD Curatorial/Knowledge (Departamento Visual Cultures), do Goldsmiths College, da Universidade de Londres. Até iniciar o Doutoramento esteve a lecionar na ESAD|CR na Licenciatura de Design e no Mestrado de Gestão Cultural, e na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto no Mestrado de Artes e Design em Espaço Público tendo também co-orientado dissertação de Mestrado. Licenciou-se em História – variante História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 2003 e terminou o seu Mestrado em Estudos Curatoriais pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 2009. No ano lectivo de 2010/2011 foi selecionada pelo programa CuratorLab para desenvolver um trabalho de investigação sobre praticas curatoriais (Universidade Konstfack, Estocolmo, Suécia). Esta investigação contou com a orientação da curadora Maria Lind. Colaborou, também, como curadora assistente de Claire Doherty na Situations, programa de curadoria da Universidade West of England, Bristol em 2009. Entre outros projectos curatoriais, em 2011 foi curadora da quarta edição do Junho das Artes, em Óbidos; em 2010 foi curadora da exposição “o mundo visto da terra, aqui à volta de casa*” no Museu Bernardo; e em 2008 realizou o Projecto Criação Artística no Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Carolina Rito tem também escrito artigos de opinião em revistas da especialidade, textos para catálogos e realizado conferências abordando as temáticas que têm sido alvo da sua investigação.

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Nasceu em Concepción, Chile, em 1970.

É licenciada em Artes e ex-advogada. Em 2003 foi seleccionada em Le Fresnoy, França, para um programa de residência que apostava no cruzamento entre arte contemporânea e cinema. Saquel utiliza a imagem em movimento para alterar a percepção da temporalidade de assuntos aparentemente banais e sem importância. Os gestos corporais, a história da pintura e os seus géneros, a observação da natureza despojada da presença humana, referências cinematográficas e documentais são alguns dos pontos de partida da sua obra em vídeo. A fotografia, a serigrafia e outros procedimentos gráficos acompanham também a sua reflexão sobre a imagem em movimento. O seu trabalho tem sido apresentado em exposições individuais e colectivas, em festivais de cinema e videoarte, entre os quais, Espai 13, na Fundación Joan Miró, em Barcelona; na Kadist Art Foundation, Paris; no Harbourfront Centre, Toronto, Canadá; no Musée d’Art Moderne et Contemporain de Strasbourg; Grand Palais, Paris; Espace Culturel Louis Vuitton, Paris; Bloomberg Space, Londres; Württembergischer Kunstverein Stuugart.

Vive e trabalha em Paris desde 2005.

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Concluiu a Licenciatura em História da Arte, na Faculdade de ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa em 2000. Em 2008 concluiu o Mestrado em Museologia e Património, nesta mesma instituição. Desenvolveu competências nas áreas científicas da investigação em história da arte em contexto museológico através de actividades relacionadas com a documentação ou estudo das colecções (sobretudo na sua inventariação e catalogação) e exposição. Esta investigação desenvolveu-se em função da edição do Catálogo Raisonné de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), sendo ainda autora da Fotobiografia do artista (Volume I do Catálogo Raisonné, editado em Dezembro de 2007). Entre 2004-2006 realizou a investigação preparatória da exposição Amadeo de Souza-Cardoso Diálogo de Vanguardas, assumindo as funções de Comissária-adjunta e coordenadora editorial do catálogo da referida exposição (coordenação partilhada com Helena de Freitas). Integrou a equipa científica do volume II do catálogo Raisonné de pintura de Amadeo de Souza-Cardoso. Actualmente trabalha na Casa das Histórias Paula Rego.

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Nasceu em Lisboa, em 1972.

Historiadora da arte. Trabalha no âmbito da arte contemporânea, através de projectos curatoriais, edições, inventariação e organização de espólios artísticos, seminários, cinema documental, membro de júris, entre outros. Doutorada em História da Arte – Teoria da Arte em 2015 pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mediante bolsa de doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Investigadora, desde 2006, do Instituto de História da Arte (FCSH-UNL). Desenvolve, desde 2014, investigação curatorial para a Colecção do Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves. Integrou, entre 1995-2006, o Serviço de Exposições da Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea (Almada), onde desenvolveu projectos de investigação e colaborou e/ou foi responsável pela coordenação de exposições e respectivos catálogos. Co-autora do filme documentário sobre o escultor Alberto Carneiro, Dificilmente o que habita perto da origem abandona o lugar (2008, produção Laranja Azul). Autora de livros e catálogos de exposição e de ensaios para catálogos de exposição, actas de congressos e imprensa. Prémio José de Figueiredo [ex-aequo], Academia Nacional de Belas Artes, 2008, com o livro Alberto Carneiro, os primeiros anos, 1963-1975 (2007). É membro da Associação Portuguesa dos Historiadores da Arte, da Associação Internacional de Críticos de Arte Portugal e da International Association of the Word and Image Studies.

 

[Fotografia de Luísa Saldanha]

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Cécile Bertrand é uma das raras mulheres, senão a única, que alguma vez ocupou o lugar de caricaturista editorial num diário francófono.

Nascida em Liège, Bélgica, inicia-se na ilustração para crianças depois dos estudos em arte que fez na escola Saint-Luc. É também pintora e escultora. Desde 1981 que faz as ilustrações de numerosos livros para a juventude. Em 1989 começou uma carreira de caricaturista e adquiriu rapidamente notoriedade graças ao seu estilo característico, redondo, cheio e, ao mesmo tempo, marcado pela sensibilidade. O seu traço simples e divertido veicula um discurso poderoso e eficaz, usando com abundância metáforas visuais, com textos curtos e incisivos. As suas colaborações mais conhecidas são em Vif / L’Express, Plus Magazine e Axelle, uma revista da vida feminina onde ela aborda as questões de um ponto de vista mais feminista. Em 2003, publica a primeira recolha dos seus desenhos de imprensa, Les femmes et les enfants d’abord («As mulheres e as crianças em primeiro lugar»). Desde 2005, é caricaturista editorialista no diário La Libre Belgique com a sua série Os Piolhos. Em 2007 publicou uma coletânea das suas caricaturas Les Poux. Expõe também com regularidade as suas obras plásticas. É membro do Cartooning for peace / Desenhos para a paz. Recebeu por duas vezes o Grand Prix PCB (Press Cartoon Belgium) em 2007 e 2011. [Extrato do livro de Mira Falardeau Femmes et Humour («Mulheres e Humor), edições Hermann, 2014]

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Investigadora Principal da Universidade de Lisboa e do Centro de Biologia Ambiental (CBA). Especialista em Briologia, desenvolvendo investigação sobre a Brioflora de Portugal, Espanha, Ilhas da Madeira e Açores, abrangendo estudos florísticos, taxonómicos e ecológicos de floras tropicais. Desenvolveu as primeiras abordagens sobre a diversidade biológica de briófitos e outros organismos, assim como, a primeira Lista Vermelha dos Briófitos Ibéricos e de Portugal. Colaborou na avaliação da biodiversidade e na obtenção de padrões de distribuição e modelação de ocorrência de briófitos em todo o país, baseados em análises informáticas e de GIS. Simultaneamente, desenvolve Investigação Aplicada (impactos ambientais e alterações de clima), biomonitorização da qualidade ambiental, de poluição atmosférica e aquática, em estudos de Impacto Ambiental e na quantificação de metais pesados no ambiente, alguns ligados à saúde.

Publicou cerca de 420 títulos quer em revistas nacionais, quer internacionais. Destas publicações 26 correspondem a livros ou capítulos de livros, em que foi autora, co-autora ou colaboradora.
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Licenciado em Biologia Vegetal Aplicada e Doutorado em Ecologia pela Universidade de Lisboa. Pós Doutoramento em Ecossistemas Tropicais. Desde 1996 desenvolve estudos em ecologia e taxonomia de briófitos em Portugal. O objetivo principal de sua tese de doutoramento foi contribuir para o conhecimento das comunidades de briófitos epífitos dos carvalhais da Rede Natura 2000. Neste momento colabora com a UICN na conservação das espécies e trabalha em modelação ecológica, tentando perceber o efeito das alterações climáticas nos diferentes taxa. Desde 2007 trabalha também na caracterização das comunidades briofíticas do Arquipélago de São Tomé e Príncipe. É responsável por cerca de 15.000 espécimes georreferenciados de briófitos alojados no herbário do Museu Nacional de História Natural e da Ciência-Universidade de Lisboa.

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Nasceu em Lausanne no dia 24 de Setembro de 1878.

Licenciado em letras clássicas pela Universidade de Lausanne, foi professor e preceptor. Era um solitário e, como nos diz Aníbal Fernandes na Apresentação de Derborence, «arrastava-se, entediado, por estas ocupações, sentindo que só havia em si um escritor literário». Viveu entre Paris e a sua terra natal. Em 1914, com o início da Grande Guerra, regressou à Suíça, onde continuou a dedicar-se à escrita. A sua obra trata essencialmente da relação Homem-Natureza e da impotência dos humanos relativamente às forças naturais. A sua escrita dividiu e extremou opiniões, acabando por ser reconhecida de forma mais generalizada e consensual. Entre os seus defensores, encontramos Cocteau, Rolland, Céline, Claudel.

Morreu em Lausanne no dia 23 de Maio de 1947.

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É Professor de Filosofia alemã na Université Lille 3, membro do laboratório Savoirs, Textes, Langage (CNRS, Lille3, Lille1) e membro associado do Centre d’herméneutique phénoménologique (Université Paris-Sorbonne). Entre outros títulos, é autor de Au détour du sens. Perspectives d’une philosophie herméneutique (Paris, 2007), Qu’est-ce qu’une conception du monde? (Paris, 2006), La Philosophie de Schleiermacher. Herméneutique, dialectique, éthique (Paris, 1995). Tradutor de filosofia alemã (Feuerbach, Cassirer, Manfred Frank, Josef Simon…), editou, traduziu e apresentou numerosos textos de Schleiermacher, entre os quais a Ética (Paris, 2003) e a Hermenêutica (Paris-Lille, 1989), e, em colaboração, a Estética (Paris, 2004), a Dialéctica (Paris, 1997) e os Diferentes métodos do traduzir (Paris, 1999). Os seus principais domínios de investigação são a história da filosofia alemã e a questão da hermenêutica, quer na sua relação com a história, quer nas suas dimensões contemporâneas.

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Nasceu em Belo Horizonte, Brasil, em 1974.

Graduada em Belas Artes na Universidade Federal de Minas Gerais (1997-1999). O seu trabalho tem circulado em importantes exposições como as Bienais de Havana (2006) e de Lyon (2007); a Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2013 e 2014); a Bienal de Istambul (2013) e a Bienal de Sharjah (2013 e 2015).

Das suas exposições contam-se Panorama da Arte Brasileira, São Paulo e Madrid (2007- -2008); To come to, Sprovieri Gallery, Londres (2009); Bienal de São Paulo, Brasil (2010); Zero de Conduta, Galeria Vermelho, São Paulo (2011); No Lone Zone, Tate Modern, Londres (2012); Triennial of New Museum, Nova Iorque (2012); Sala de Arte Publico Siqueiros, Cidade do México (2012); Dundee Contemporary Art, Escócia (2012); Secession, Viena (2014); Em-entre-paraperante, Silvia Cintra + Box4, Rio de Janeiro (2015); Duplex Gallery, PS1, Nova Iorque (2016).

Em 2017 ocupou o Pavilhão Brasileiro na 57.ª Bienal de Veneza e em 2018 desenvolveu a exposição individual The Family in Disorder: Truth or Dare no Modern Art Museum, Oxford. Foi vencedora de prémios como o International Prize for Performance, Trento (2006); o Annual TrAIN Artist in Residency award at Gasworks, Londres (2009); e The Future Generation Art Prize, Kiev (2010). Recebeu uma Menção Honrosa na 57.ª Bienal de Veneza (2017).

Actualmente vive e trabalha em São Paulo.

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Nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1983. Vive e trabalha em Lisboa.

Estudou escultura de talha directa nos Ateliers Beaux Arts de la ville de Paris. Simultaneamente, obteve o mestrado de investigação em Artes Plásticas na Universidade La Sorbonne, Paris. Entre 2007 e 2009 foi artista residente na Casa de Velázquez em Madrid. Entre 2009-2010 frequentou o programa de Estudos Independentes da MAUMAUS, em Lisboa, com o qual participou na 29ª Bienal de São Paulo. Em 2010, participou na residência La Belle Alliance (Metropole), no Goethe Institute de Lisboa. Em 2017 é convidada para integrar o programa de Lisboa Capital de Cultura Ibero Americana com uma residência nos ateliers dos Coruchéus e um projeto a apresentar na galeria Quadrum. No mesmo ano, vence Prémio Novos Artistas Fundação EDP (Lisboa, 2017).

Expõe regularmente desde 2008. Entre as suas exposições individuais destacam-se: Guía Prático para Fazer uma Escultura Básica de Madeira, Galeria 3+1 Arte Contemporânea (Lisboa, 2014); A ordem complexa, Galeria Progetti (Rio de Janeiro, 2012); A escassez nos salvará da catástrofe, Galeria 3+1 Arte Contemporânea (Lisboa, 2011) e A Experiência da Medida, Carpe Diem Art & Research (Lisboa, 2010). Entre as suas exposições colectivas destacam-se: Coleção Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2018); 1000 anos depois entre Vénus e Marte, obras da Colecção António Cachola, Galeria Municipal do Porto (Porto, 2017); Prémio Novos Artistas Fundação EDP, Maat (Lisboa, 2017); Excusa Argumental, Museo de Arte Contemporáneo Gaz Natural Fenosa (A Coruña, 2015); Bienal de Arte de Buenos Aires (Buenos Aires, 2013); Geografía Portátil, MUMU (Córdoba, Argentina, 2013).

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Coordenadora do projecto Falso Movimento – estudos sobre escrita e cinema, é Professora Auxiliar no Departamento de Literaturas Românicas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da mesma instituição. Desenvolve o seu trabalho nas áreas da Literatura Brasileira, da Literatura Comparada e dos Estudos Interartes. O seu livro A Forma do Meio. Livro e Narração na obra de João Guimarães Rosa foi publicado em 2011 pela Unicamp (Brasil). No âmbito do projecto editou com José Bértolo A Escrita do Cinema: Ensaios (Documenta, 2015), com Tom Conley Falso Movimento: ensaios sobre escrita e cinema (Cotovia, 2016) e, com Francisco Frazão e Susana Nascimento Duarte, uma antologia da crítica de Serge Daney (O Cinema que faz escrever: textos críticos, Angelus Novus, 2015).

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Nasceu em Lisboa. Tem o curso de Pintura da ESBAL. O seu trabalho tem-se repartido entre cartoon, ilustração, animação e multimédia. Principais publicações onde colabora ou colaborou: Público, Expresso, Independente, África 21, Combate, Courrier International, New York Times, Wall Street Journal, Washington Post, Puls Biznesu, Kleine Zeitung, Die Presse. Principais exposições: O Desenho dos Dias, Bedeteca de Lisboa 2001; Na Ponta da Linha, Cartoon Xira 2003; Ilustrace Cristiny Sampaiové, Praga 2007; Combate Ilustrações 88/89, A Comuna 1989; Por Timor, Padrão dos Descobrimentos 1992; Declaração Universal dos Direitos Humanos, Malaposta 1996; 25 Bandas Desenhadas comemorativas do 25 de abril, Cordoaria Nacional 1999; 500 anos de Brasil, Casino Estoril / Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro 2000; Coisas que Acontecem, Cordoaria Nacional 2004; World Press Cartoon, Centro Cultural Olga Cadaval 2005 a 2010; Ilustração Portuguesa, Bedeteca de Lisboa 1998 a 2004; World Press Cartoon – Prix 2005-2008, Fundação Calouste Gulbenkian, Paris 2008; Cartoons from the 27 Countries of the EU, Zappeion Megaron, Atenas 2008; Cartoon Xira, Celeiro da Patriarcal, Vila Franca de Xira 2009 e 2010; Expressions – International Cartoon Exhibition, Global Forum on Freedom of Expression, Drøbak 2009; Dessine-moi la Paix en Méditerranée, Marseille 2009; Um Século, Dez Lápis, Cem Desenhos, Museu da Presidência da República 2009; Taches d’Opinion, Mémorial Cité de l’Histoire, Caen 2010; Res Publica, Fundação Calouste Gulbenkian 2010. Principais prémios e distinções: Society of News Design USA – Award of Exellence, 2002, 2005 e 2009; Prémio Stuart de Desenho de Imprensa, categoria Cartoon, El Corte Inglés / Casa da Imprensa, 2006 e 2010; 1.º Prémio World Press Cartoon 2007, categoria Cartoon Editorial; Menção Honrosa World Press Cartoon 2009; Society of News Design de Pamplona, Medalha de Prata 2009.

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Nasceu no dia 19 de Setembro de 1910, em Ludwigsburg, e morreu no dia 14 de Janeiro de 2012, em Munique.

Entre outros, traduziu para alemão alguns dos mais importantes escritores brasileiros mas é conhecido sobretudo por ser o tradutor de Guimarães Rosa.

Foi director do Goethe-Institut em Lisboa entre 1969 e 1976. Sobre este período, diz-nos João Barrento, em 25 de Fevereiro de 2013, depois de traduzir os Diários Portugueses: «O que Meyer-Clason fez na Lisboa entre a primavera marcelista e o período pós-PREC poucos o fizeram: chega a Lisboa e em pouco tempo muda a paisagem cultural de uma Cidade meio adormecida e espartilhada pela censura de uma ditadura disfarçada, isolada e já descrente de si mesma. E fá-lo entrando pela porta da esquerda, de uma esquerda certamente não coesa, marcada por tonalidades que os Diários espelham, e que vão da mais ortodoxa à mais festiva. Mas também abrindo portas que o regime normalmente fechava, trazendo ao seu Instituto figuras, alemãs e não só, que só aí poderiam ser vistas e ouvidas, fazendo germinar sementes que o terreno estéril da ditadura não conhecia. Aí, no "Goethe" desses anos, como escrevi algures, "podiam pensar-se coisas que cá fora eram impensáveis".»

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Romancista, contista, poeta, ensaísta e pintor, David Herbert Lawrence é uma das grandes figuras literárias do século XX. Nascido em Eastwood, Nottinghamshire, em 11 de Setembro de 1885, estudou na Universidade de Nottingham, publicando em 1911 o seu primeiro romance, The White Peacock.
Em 1915, The Rainbow, o seu quarto romance, é proibido por alegada obscenidade. Também os seus quadros são retirados de uma galeria de arte.
Em 1926, já com vários romances publicados, D.H. Lawrence começa a trabalhar no que viria a ser o seu romance mais conhecido, O Amante de Lady Chatterley. Também este será proibido no Reino Unido e nos Estados Unidos, por pornografia. A partir de Junho de 1928, data em que abandonou Florença, e até à sua morte em 2 de Março de 1930, por tuberculose, Lawrence vagueia de cidade em cidade. Trabalhará até ao fim, completando Apocalypse, livro que viria a ser publicado em 1931.

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Nasceu em Lisboa em 1976.

Estudou Artes Plásticas na Escola de Arte e Design das Caldas da Rainha entre 1996 e 2001. Fez o programa individual no Ar.Co em 2002. Foi artista residente na Künstlerhaus Bethanien em 2008 com a Bolsa João Hogan, atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian, e na Rijksakademie van Beeldende Kunsten, em 2010 e 2011. Entre 2013 e 2014 foi artista participante no Home Works Program no Ashkal Alwan em Beirute. Participou no programa Open Sessions no Drawing Center em Nova Iorque. Entre 2014 e 2015 foi bolseiro da Fundação Botín.

Mostrou o seu trabalho em espaços como o Hunter College Art Galleries, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação EDP, MACE, Hangar, DeLaCharge, Uma Certa Falta de Coerência, Fundação Botin, NCCA, CIAJG, Museu de Serralves, entre outros.

Desde 2016 que frequenta o programa de Doutoramento em Antropologia na Universidade da Flórida, Estados Unidos da América, com uma Bolsa Fulbright.

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Historiador de arte e curador de arte moderna e contemporânea.

Doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

É atualmente Subdiretor-Geral do Património Cultural. Foi Curador-Geral da BF16; Diretor do Museu do Neo-Realismo de 2007 a 2013 e Diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado de 2013 a 2015.

Autor de diversos estudos sobre arte publicados em catálogos e volumes coletivos, publicou ainda Marcel Duchamp e o readymade – Une Sorte de Rendez-vous (Assírio & Alvim, 2007) e A Reinvenção do Real – Curadoria e Arte Contemporânea no Museu do Neo-Realismo, (Documenta, 2014).

Foi distinguido em 2015 com o Prémio (ex aequo) de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitetura – AICA/FCC, e ainda com o Prémio APOM de Investigação.

É docente convidado do ensino superior na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Foi crítico de arte nos semanários (1996), O Independente (1997-2000), e nas revistas Arte Ibérica (1997-2000), Artecapital.net (2006-2007) e Arqa – revista de arquitectura e arte (2000-2013).

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Nasceu em Aveiro em 1962. Doutorado em Arte Contemporânea, é Professor do Colégio das Artes e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde coordena o Mestrado em Estudos Curatoriais. Desde 1990 que se dedica à curadoria de arte contemporânea, bem como à ensaística sobre arte. Foi o Comissário Geral da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2010, Director do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém e consultor da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi fundador e director da revista Pangloss. Foi o Comissário da Representação Portuguesa à 48.ª Bienal de Veneza e co-Comissário da Representação Portuguesa à Bienal de Veneza de Arquitectura 2010. No campo das publicações destacam-se os volumes Julião Sarmento, Catalogue Raisonée, Edições Numeradas, Vol. I (MEIAC, 2007), Luxury Bound (Electa, Milão, e Assírio & Alvim, Lisboa, 1999), Jorge Molder (Caminho, Lisboa, 2005), Helena Almeida, Pés no Chão, Cabeça no Céu (Bial, 2004), Pintura Redux (Fundação de Serralves/Público, 2006), Abrir a Caixa (Caixa Geral de Depósitos, 2009) e A Visão em Apneia (Babel, Lisboa, 2011). Colabora regularmente como ensaísta para publicações sobre arte e arquitectura.

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A obra literária [de Drieu la Rochelle – Paris, 1893 – Paris, 1945] soube resistir ao limbo imposto, por decência política e patriótica, aos colaboracionistas da ocupação da França pelos nazis. Mas passado um período de nojo e temor, os editores franceses relembram-no e mantêm-no generosamente disponível nos seus catálogos; hoje ele é, sobretudo, o autor dos contos de La Comédie de Clarleroi (1934) — Marcel Arland: «Tenho-os pela sua obra-prima»; é o autor de Gilles (1939) — François Mauriac: «É um livro importante, essencial, verdadeiramente carregado com um terrível peso de sofrimento e erro.», uma das suas obras maiores e literariamente mais ambiciosa (o mais anti-semita dos romances franceses?); é o autor deste célebre O Fogo-Fátuo (1931) — Bernard Frank: «Acho-o o melhor livro de Drieu». [Aníbal Fernandes]

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Nasceu em Lisboa (1968). Licenciado em Arquitectura (1991). Paralelamente à actividade inicial em Arquitectura, desenvolve projectos em Fotografia. Expõe individualmente desde 1989, tendo já participado em numerosas exposições individuais. Está representado em diversas colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Já desenvolveu a actividade de docência e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas.
Da obra publicada podemos destacar Orlando Ribeiro — Seguido de uma viagem breve à Serra da Estrela (1999); Ruy Belo — Coisas de Silêncio (2000); O Vento Sobre a Terra — apontamentos de viagens (2002); À Superfície do Tempo — Viagem à Amazónia (2002); Território em Espera (2005); Geografia do Caos (2005); Terras Templárias de Idanha (2006); Olívia e Joaquim – Doces de Santa Clara em Vila do Conde (2007); Fogo Frio - O Vulcão dos Capelinhos (2008); Comboios de Livros (2009); Desenha, produz e fotografa as ilustrações do conto O Príncipe-Urso Doce de Laranja (2009); Cidade do Mais Antigo Nome (2010).
De uma obra documental extensa, centrada no levantamento fotográfico da paisagem e das formas de ocupação do território, são de destacar as obras Portugal — O Sabor da Terra (1997) e Portugal Património (2007-2008).
 Este trabalho sobre Portugal deu origem a um arquivo fotográfico pessoal de mais de novecentas mil fotografias.

Na Documenta, publicou: A Torre (com Maria Inês Cordeiro), em 2013; Maria Gabriela Llansol — O Encontro Inesperado do Diverso (com Ilda David), em 2014; Cesariny — Em Casas Como Aquela (com José Manuel dos Santos), em 2014; Alberto Carneiro — Natureza Dentro, em 2017; Magna Terra — Miguel Torga e outros lugares, em 2018.

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Edith Newbold Jones nasceu na cidade de Nova Iorque, em 1862, e faleceu em Paris, em 1937. De origens aristocratas, passou grande parte da sua infância na Europa, recebendo instrução de professores particulares. Casou com Edward Wharton em 1885, treze anos mais velho que Edith. The House Of Mirth (A Casa da Alegria), o seu primeiro romance, apareceu em 1905, e conseguiu estabelecer quase imediatamente a grande reputação da autora. Aclamada pelo público, mudou-se para Paris, onde conheceu um jovem norte-americano, por quem se apaixonou, Morton Fullerton, prosseguindo a sua carreira como romancista. Em 1912 obteve o divórcio, apresentando como fundamento a infidelidade do marido, pelo que assumiu a sua relação com Morton Fullerton. Voltou aos Estados Unidos da América apenas para receber o Prémio Pulitzer, que lhe foi atribuído em 1921, graças à publicação de The Age of Innocence (A Idade da Inocência).

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Doutor em Filosofia pela Universidade de Coimbra com uma dissertação sobre a filosofia política de Hegel, publicada com o título Povo, Eticidade e Razão (INCM, 2006). Desde então tem dedicado a sua actividade à docência universitária e à escrita de livros, destacando-se A Individuação da Sociedade Moderna (Imprensa da Universidade de Coimbra, 2011), Public Spaces, Power and Communication / Espaços Públicos, Poder e Comunicação (editor, Afrontamento, 2007) e Still Reading Hegel – 200 Years after the Phenomenology of Spirit (coordenador, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2009). Redigiu vários artigos em revistas científicas, como a DEDiCA, o European Journal of Pragmatism and American Philosophy e a Revista Filosófica de Coimbra. As suas áreas de investigação preferenciais são a filosofia social e política, estética e ética, com enfoque no estudo de Hegel e Luhmann.

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Eduardo Batarda [Coimbra, 1943] frequentou a Faculdade de Medicina entre 1960 e 1963, ano em que foi admitido e se matriculou na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Terminou os respetivos Cursos, Geral e Complementar, de Pintura em 1967 e 1968, e cumpriu serviço militar obrigatório entre 1968 e 1971. Neste mesmo ano começou a frequentar, em Londres, o Royal College of Art, Faculty of Fine Art, School of Painting, onde se diplomou em 1974 (MaRCA). De 1976 até 2008 foi professor na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Expôs pela primeira vez em 1966, e realizou exposições individuais a partir de 1968. Destas, a última teve lugar no Porto, em 2013. Foram organizadas várias retrospetivas do seu trabalho: em 1975, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, do seu trabalho como bolseiro em Londres; em 1998, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Eduardo Batarda. Pinturas, 1965-1998); em 2009, no Centro de Arte Manuel de Brito, em Oeiras (Eduardo Batarda no CAMB); e em 2011, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto (Outra Vez Não. Eduardo Batarda). Em Maio de 2016, no Pavilhão Branco do Museu de Lisboa — Palácio Pimenta, realizou-se uma exposição antológica, intitulada Mise en abyme. Eduardo Batarda recebeu em 2007 o Grande Prémio Fundação EDP Arte.

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Nasceu em Paris no ano de 1755  — «no mesmo ano em que nasce Maria Antonieta, no mesmo ano em que o terramoto da cidade de Lisboa levará Voltaire, e Rousseau respondendo-lhe, a dar a conhecer publicamente o que pensam sobre a inevitabilidade de fenómenos desta natureza, sobre o Bem e o Mal, ficando claras as divergências», como refere Maria Etelvina Santos na apresentação da sua tradução de Memórias — Os anos do exílio em Itália (1º volume).

Foi uma das grandes retratistas do seu tempo. Tendo nascido no seio da pequena burguesia, acabará por encontrar o seu lugar entre os grandes do reino, especialmente junto do rei e da sua família, acabando por se tornar a pintora oficial da rainha Maria Antonieta.

A sua vida atravessou momentos cruciais da história de França, antes e depois da Revolução Francesa, tendo acabado por se ver forçada a sair de França, em doze longos anos de exilio que a levaram a viver em vários países europeus, como a Itália, a Áustria e a Rússia. No seu percurso durante os anos de exilo o talento de Élisabeth Vigée Le Brun foi sendo reconhecido por diversas academias artísticas.

Onde quer que tenha estado, nos momentos e nos ambientes mais aprazíveis e nos mais atribulados, nunca parou de pintar e, ao mesmo tempo, de contactar directamente com as obras dos grandes artistas contemporâneos e do passado. É disso que nos falam as suas Memórias, uma verdadeira galeria de «pintura» de um tempo incontornável da história de França e da Europa.

Morreu em Paris no ano de 1842.

 

 

 

 

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Nasceu em 1964, Lisboa, Portugal. Conservadora e curadora para a área da Fotografia e Novos Media, no Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Lisboa. Mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Investigadora de História da Fotografia, tendo publicado a obra João Martins – Imagens de um tempo descritivo desolador, Mimesis, Porto, 2001. Tem diversos ensaios publicados sobre história da fotografia portuguesa. Desenvolve uma actividade regular na área da crítica, bem como na realização de seminários e conferências, em diversas instituições. Comissariou as exposições «1980-2004 - anos de actualização artística nas colecções do Museu do Chiado-MNAC», Museu Francisco Tavares Proença Júnior, Castelo Branco, 2004; «Joshua Benoliel (1873-1932) - repórter fotográfico», LisboaPhoto, Cordoaria Nacional, Lisboa, 2005), Batalha de Sombras: «Colecção de Fotografia dos anos 50 do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado», Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2009 e co-comissariou a exposição «Amália - Coração Independente» no Museu Berardo, Lisboa; a apresentação da exposição «Joshua Benoliel», na Casa Museu Zavala, Cuenca, no âmbito da PhotoEspaña 2009 e da exposição «Batalha de Sombras»: «Colecção de Fotografia dos anos 50 do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado», na Casa Museu Zavala, Cuenca, no âmbito da PhotoEspaña 2010. Ainda no ano de 2010 comissariou a exposição «Annemarie Schwarzenbach (1908-1942) - Auto-retratos do Mundo», no Museu Berardo, Lisboa. Coordenadora do Projecto Objectiva – Base de Dados Online para a História da Fotografia Portuguesa, com o apoio da FCG e Direcção-Geral das Artes. Investigadora portuguesa convidada do projecto FOTOFO - The History of 20th Century European Photography, com o apoio da FCG.

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Enzo Bianchi, escritor e religioso italiano, nasceu no dia 3 de Março de 1943, em Castel Boglione. Em 1965 fundou a Comunidade Monástica de Bose, precisamente no dia em que se encerrava o Concílio Vaticano II (8 de Dezembro). Estes anos afirmaram-no como uma das vozes espirituais mais surpreendentes do nosso tempo. Autor de importantes textos sobre a espiritualidade das tradições cristãs, mantém um diálogo permanente e exigente com o mundo contemporâneo. Bianchi cita muitas vezes a carta a Diogneto, um escrito do século II, que define assim os cristãos: «vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cidadãos, mas separam-se de tudo como estrangeiros. Moram na terra, mas têm a sua cidadania no céu». Para aprofundar o sentido desta cidadania prefere o termo grego políteuma — que a Bíblia de King James traduz como conversação. Mergulhado radicalmente no mundo, o cristão é chamado a entender a vida como conversa com Deus.

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Nasceu em Tréguier, Bretanha, no dia 27 de Fevereiro de 1823.

Escreveu sobre livros do Antigo Testamento, assumindo o papel de implacável filólogo mas evitando sempre posições demasiado radicais. Le cantique des cantiques é de 1860. La vie de Jésus (1863) é o ponto alto da sua carreira de escritor e um dos grandes acontecimentos literários do século XIX. Aí recusa o Jesus divino, restituindo-o à sua dimensão humana. Escritor controverso, dividiu e extremou opiniões mas acabou por ser reconhecido, no seu país, como importante figura nacional. Foi professor das línguas hebraica, caldaica e siríaca no Collège de France, de onde foi suspenso devido às suas ideias. Readmitido mais tarde, ascendeu à direcção deste estabelecimento de ensino e teve direito a um lugar na Academia Francesa.

Morreu em Paris no dia 2 de Outubro de 1892.

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Nasceu numa vila da Cantábria em 1961, mudou-se depois com a sua família para a cidade de Torrelavega, onde, durante o bacharelato, teve o primeiro contacto com a filosofia, chegando a doutorar-se nesta área em 1994 com uma tese sobre o pensamento político de Ockham em Dialogus. Antes tinha também estudado teologia, sendo ordenado sacerdote em 1988. Foi pastor em diversas paróquias da diocese de Santander, onde actualmente tem a seu cargo quatro pequenas comunidades.
Também desde 1988 é professor no Instituto de Teologia de Monte Corbán, em Santander, filiado depois à Universidade Católica de Salamanca. Ensina aí várias matérias filosóficas, desde Metafísica e Ética, passando por Teodiceia ou História da Filosofia.
De 1994 a 1998 trabalhou também numa biblioteca da referida Universidade, primeiro como subdirector e depois como director. Além da publicação da sua tese (melhorada — Encuentro, 2005), publicou diversos artigos, geralmente a expressão escrita da sua participação em vários congressos. Também se destaca a sua actividade como tradutor, tanto de filosofia como de teologia. Prepara a memoria de licenciatura em Teologia sobre a heresia em Ockham.

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Tem cerca de 70 anos e é uma opuraheiva (rezadora/xamã) do povo Ava Guarani. Ela vive no tekoha (território tradicional) Potrero Guasu, no município de Paranhos, em Mato Grosso do Sul – uma área declarada como Terra Indígena desde o ano 2000, mas ainda não demarcada pelos órgãos oficiais, apesar de historicamente pertencer aos povos falantes de guarani. Com uma população atual de 200 pessoas, o tekoha está na região de fronteira seca com o Paraguai. À espera da demarcação e proibidos de usufruir plenamente de seu território, os Ava Guarani em Potrero Guasu vivem obrigados a uma relação desigual com o mundo não indígena e expostos a violências e pressões desmedidas de fazendeiros, de igrejas e do Estado, em detrimento de suas práticas de conhecimento e do bem viver.

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Nasceu em Maputo, Moçambique, em 1987.

Concluiu os seus estudos de fotografia no Market Photo Workshop, em Joanesburgo. Os seus interesses pela História levaram-na a trabalhar temáticas relacionadas com os espaços de metamorfoses, mitologias, manipulações culturais, ou seja, a cultura como poder.

Foi membro fundador do PAN! C, uma plataforma para espaços independentes de arte contemporânea no continente africano, bem como da e.a.st. (Estação Arquivística Ephemeral ), um laboratório de pesquisa artística.

Participou na 12.ª Bienal de Dak’Art, no Senegal (2016); na 3.ª Bienal de Casablanca (2016); na Galeria SMAC, Stellenbosch, África do Sul (2016); no MUSART, Maputo & Ansteys Building, Joanesburgo (2015); Framer Framed, Amsterdão (2014); Fundação Centro de Arte de Blachère, Apt, França (2014); e Bonendale, Douala, Camarões (2014).

O seu trabalho mais recente inclui performances e exposições como: Feedback, Art Africa and the 80s, Iwalewahaus, Bayreuth (2018); Being Her(e), Banco Económico, Luanda (2017); Infecting the City Festival, Cidade do Cabo (2017);Mistake! Mistake! disse o galo… e desceu do pato, Lumiar Cité, Lisboa (2017); e (Co)Habitar, Casa da América Latina, Lisboa (2016).

Tem ainda desenvolvido várias residências artísticas, como exemplificam as que realizou no Centro Cultural Português do Maputo (2016) e no Hangar, Lisboa (2016) ou, mais recentemente, na Maison des Arts, George e Claude Pompidou, Cajarc (2018).

Actualmente reside em Paris e prepara a primeira exposição individual, intitulada Scores of Labour, a ocorrer em Novembro de 2018. 

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É professor titular nomeado pelo senado do estado de Berlim em Corporate Communication na HMKW, University of Applied Sciences; e investigador no CECS, Universidade do Minho. Doutorado pela Universidade do Minho (Dr. phil.) e pela Universidade de Leipzig (Dr. rer. pol.), Evandro Oliveira apresentou e publicou mais de trinta trabalhos no contexto académico, e investiga na área de comunicação estratégica, política e organizacional, entre outras. Evandro foi visiting scholar/lecturer na Universidade Complutense, Universidade de São Paulo, Universidade da Beira Interior, ISCAP e INP. Após uma carreira de jornalista desde 1996, em que colaborou, entre outros, com a LUSA, SIC, e O Primeiro de Janeiro; decidiu dedicar--se às RP a partir de 2002. Como consultor senior internacional em comunicação estratégica, colaborou, entre outros, com a Agência Espacial Europeia, Comissão Europeia, Greenpeace, Amnistia Internacional, Quadriga Art – Nova Iorque, Pay Pal e Air Berlin.

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Nasceu em Terni, Itália, em 1973. Doutorado pela Universidade de Lisboa, é professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Roma «Tor Vergata» e responsável científico da Cátedra Agustina Bessa-Luís. Entre os seus estudos destacam-se Noite e Dia da Mesma Luz. Aspectos da Poesia de Eugénio de Andrade (Lisboa, 2010); Con la Notte di Profilo. Brevi saggi su Eugénio de Andrade (Roma, 2011); Por Mares que só Eu Sei. Le canzoni, il teatro, la prosa di Chico Buarque (Roma, 2011). Traduziu e organizou as edições italianas de Luís de Camões, D’Amor sì Dolcemente. Antologia di sonetti (Livorno, 2019); Maria Teresa Horta, Mia Signora di Me (Livorno, 2018); Al Berto, Orto di Incendio (Firenze, 2017); Sophia de Mello Breyner Andresen, Come un Grido Puro (Milano, 2013); David Machado, Lasciate Parlare le Pietre (Roma, 2012); Orlando Ribeiro, Portogallo. Il Mediterraneo e l’Atlantico (Roma, 2012); José Maria Vieira Mendes, Mia moglie (Roma, 2008); Eugénio de Andrade, Dal Mare o da Altra Stella (Roma, 2006); José Cardoso Pires, Gli Scarafaggi (Roma, 2006); Ivo Castro, Storia della Lingua Portoghese (Roma, 2006); Lygia Fagundes Telles, Ragazze (Roma, 2006), entre outros.

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Poeta, ensaísta e tradutor, nasceu no Porto no dia 3 de Fevereiro de 1928. Formado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra, exerceu funçoes de docência no ensino secundário e de investigação no ensino superior.

É um dos mais especializados críticos de poesia portuguesa contemporânea. Publicou vários livros de poesia e ensaio, tendo alargado também a sua actividade à ficção e ao teatro.

Os seus livros de ensaio referem-se à literatura portuguesa desde o século XIX à actualidade e a questões relacionadas com a estética e a filosofia da arte. Recebeu os prémios de tradução de poesia da Fundação Calouste Gulbenkian e Paulo Quintela da Faculdade de Letras de Coimbra. Obras de poesia e ensaio suas receberam vários prémios literários, nomeadamente da Associação Portuguesa de Escritores, do Pen Clube e da Associação Internacional de Críticos Literários.

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Fernando Lemos nasceu em Lisboa em 1926. É pintor, artista gráfico e fotógrafo. Estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio e pintura no curso livre da Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Definiu-se inicialmente como surrealista, pintando, desenhando, escrevendo poesia e fotografando. Em 1952 expôs, com Marcelino Vespeira e Fernando Azevedo, na Casa Jalco, em Lisboa. Nesse mesmo ano abandona a fotografia e em 1953 fixa residência em S. Paulo, Brasil, naturalizando-se brasileiro alguns anos mais tarde. Ao longo dos anos de 1950 dedicou-se ao desenho, vencendo o Prémio Nacional Brasileiro na Bienal de S. Paulo de 1957; trabalhou em artes plásticas, design gráfico e industrial e publicidade. Em 1961 participou com 4 desenhos na II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, FIL, Lisboa. Em 1994 expôs individualmente no CAM da Fundação Calouste Gulbenkian, e venceu o Prémio Anual de Fotografia, concedido pelo Centro Português de Fotografia, Porto, em 2001.

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Poeta, tradutor, crítico literário e professor universitário, nasceu em Lisboa no dia 12 de Maio de 1960. 

Licenciou-se e doutorou-se em Literaturas Românicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é professor.

Colabora regularmente no jornal Público e nas revistas Ler e Colóquio Letras. Tem comissariado alguns eventos dedicados à literatura, nomeadamente , "100 Livros do Século", ou a comitiva de escritores portugueses no Salão do Livro de Genève. Em 1990 publicou o seu primeiro livro de poesia, Acédia, a que se seguiram A Escada de Jacob (1993), Às Cegas (1997) e Poesia Reunida 1990-2000. De entre os seus ensaios destaque-se O Mosaico Fluido - Modernidade e Pós-modernidade na Poesia Portuguesa mais Recente (1991). Traduziu, entre outros, Baudelaire, Verlaine, Borges.

Foi comissário do Plano Nacional de Leitura de 2009 a 2017.

Em 2012 publicou a colectânea de poesia Paliativos, numa edição de tiragem reduzida. Em 2016 veio a lume o seu mais recente livro de poesia, Manual de Cardiologia.

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Trabalhou como curadora independente de 2002 a 2014. Em Janeiro de 2015 assumiu a direcção artística do Fórum Eugénio de Almeida, em Évora, instituição para a qual delineou uma nova missão. Nesta categoria, comissariou inúmeras exposições individuais e colectivas, colaborando com instituições como a Kettle’s Yard (Reino Unido), a John Hansard Gallery (Reino Unido), a Tate Modern (Reino Unido), a Fundação Calouste Gulbenkian (França), a Crac Alsace (França), a Kunstverein Springhornhof (Alemanha), a Mead Gallery (Reino Unido), a Frieze Projects (Reino Unido), entre outras. Em 2009-10 foi curadora convidada da série de exposições Portuguese Waves no Threshold Artspace, na Escócia; e em 2012 do Satellite Project no Jeu de Paume, em Paris, onde comissariou as exposições individuais de Jimmy Robert, Tamar Guimarães, Rosa Barba e Filipa César. Foi curadora assistente da 28.ª Bienal de São Paulo. Actualmente a colaborar com a Artforum, Filipa Oliveira conta com uma extensa lista de ensaios publicados em catálogos e outras publicações.

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Francisco Pinheiro (Lisboa, 1981) é artista plástico e a sua prática situa-se entre o desenho, a escultura e o som. Investigando em torno de narrativas colectivas, paisagem e seu significado, recentemente foi convidado a criar uma escultura para a exposição City Flux: Art, Architecture & Grand Rapids no contexto do ArtPrize 8 (Grand Rapids, EUA); fez parte da exposição colectiva Os Índios da Meia-Praia na Galeria 111 (Lisboa, PT); e teve uma exposição individual no Camões — Instituto da Cooperação e da Língua, com curadoria de Nuno Faria. Expôs em espaços como A Montra (Lisboa, PT), The Lab (São Francisco, EUA), 1038 Project Space (São Francisco, EUA), MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas (Elvas, PT) ou a Biblioteca Camões (Lisboa, PT). A par do seu trabalho individual, tem criado projectos colaborativos através do West Coast, uma plataforma nómada de criação e debate em torno de culturas costeiras, ciência e ecologia. Fez o mestrado pela San Francisco Art Institute (EUA, 2014) como bolseiro Fulbright/Fundação Carmona e Costa e é licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2005).

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Lisboa, Portugal, 1968. Vive e trabalha em Lisboa. A escultura tem sido um interesse constante no percurso de Francisco Tropa, artista que começou a expor no início da década de noventa e cujo trabalho tem obtido uma significativa atenção por parte das instituições e da crítica. Foi o representante de Portugal na edição de 2011 da Bienal de Veneza, e participou ainda na Bienal de Rennes (2012), na Bienal de Istambul (2011), na Manifesta (2000), na Bienal de Melbourne (1999) e na Bienal de São Paulo (1999).

Diversos meios são utilizados por Tropa, como a própria escultura, o desenho, a performance, a fotografia ou o filme, para convocar uma série de reflexões introduzidas por diferentes tradições da escultura. Temas como o corpo, a morte, a natureza, a paisagem, a memória, a origem ou o tempo, estão sempre presentes nos seus trabalhos, num processo interminável de remissão a ideias da história da arte, a outras obras de arte, a trabalhos anteriores do próprio artista, e a autores específicos.

As noções de dispositivo e de espectador são também fundamentais para a compreensão da sua prática, que desafia as categorias tradicionais da arte quer de representação quer de percepção.

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Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2004), com estágio na Université Catholique de Louvain/Bélgica. Realizou pesquisa de Pós-doutorado em Filosofia pela Université Paris X - Paris/França (2014/2015) com apoio da CAPES, Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (1998) e Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1984). É professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade Federal da Bahia desde 1994 e Prof. Permanente do Programa de Doutorado e Mestrado em Filosofia. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: Ética, filosofia política, filosofia moderna (com destaque para os autores contratualistas), iluminismo, J-J Rousseau. É membro associado da Société internationale détude du XVIIIe siècle e Société Jean-Jacques Rousseau. É Líder do Grupo de Pesquisa Center for the Study of Dewey and Pragmatism/UFBA, pesquisador do Grupo de pesquisa em filosofia: Poética Pragmática: Para uma Elaboração Filosófica Contemporânea/UFBA e Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau/ UFG. Todos formalmente inscritos no Diretório de Grupos de Pesquisa no CNPq. Faz parte do núcleo de sustentação do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF. Foi Tutor do Programa de Educação Tutorial MEC/SESU, grupo PET-Filosofia com 12 alunos bolsistas no período de 2008/2014 e atualmente é Coordenador do Programa de Iniciação à Docência-PIBID-Filosofia.

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Nasceu em 1967, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha.

A partir de 1996, o trabalho que tem vindo a apresentar consiste essencialmente em pinturas realizadas sob vidro acrílico, executadas na face oposta à que é mostrada ao público. A arquitectura modernista tem sido objecto de constante revisitação, sujeita a desvios e associações inesperadas.

Realizou várias exposições individuais, entre as quais se podem destacar «Mnemopolis» (Fundação Calouste Gulbenkian–Centro de Arte Moderna, 2004), «Modelo para armar» (Galeria Fortes Vilaça, S. Paulo, 2007), «Wallpaper» (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2011), «Reversos» (Palexco, La Coruña, 2013), «Second Nature» (Galerie Suzanne Tarasiève, Paris, 2015) «Late Night Shopping» (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2017), «Umbra» (Carbon 12, Dubai, 2018).

Está representado em diversas colecções públicas ou privadas, nomeadamente: Fundação ARCO, Madrid; CAM/JAP, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; EDP–Electricidade de Portugal; Colecção Fundação de Serralves, Porto; Colecção António Cachola, MACE, Elvas; Colecção Fundação Ilídio Pinho, Porto; Museu da Cidade, Lisboa; Colecção Associação Industrial Portuguesa, Lisboa; Fundación Barrié, A Coruña ; Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean-Mudam, Luxembourg; Colecção de Arte Contemporânea Arquipélago, São Miguel, Açores.

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Gilles Deleuze (1925-1995) é hoje internacionalmente considerado como um dos nomes maiores do pensamento contemporâneo. Michel Foucault, outra grande referência da filosofia do nosso tempo, considerava Deleuze o único verdadeiro filósofo de todo o século XX francês. E o italiano Giorgio Agamben, talvez o mais importante filósofo vivo, afirmou algures que o século XX só conheceu dois filósofos da estatura dos grandes clássicos da história da filosofia: o alemão Heidegger e, precisamente, Deleuze. A obra filosófica de Deleuze teve, já em vida do pensador, mas vem tendo entretanto cada vez mais, e por toda a parte, uma extraordinária importância não só na filosofia mas em vários outros domínios, uma vez que essa obra sistematicamente confrontou, de uma forma sempre criativa, a filosofia com a literatura, a psicanálise, o cinema, a pintura, a ciência e a política.

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É licenciada (2003) em Estudos Portugueses e Espanhóis pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorada (2009) em Literatura Portuguesa Contemporânea pela mesma universidade. Actualmente, é investigadora do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e desenvolve um projecto de pós-doutoramento sobre cinema e literatura.

Publicou dois livros de ensaios — Eis-me acordado muito tempo depois de mim, uma biografia de Al Berto (Quasi Edições, 2006), Cronos decide morrer, viva Aiôn, Leituras do tempo em Al Berto (Língua Morta, 2013), A forma custa caro. Exercícios inconformados (Documenta, 2018, no prelo) — e preparou uma edição diplomática dos Diários do poeta Al Berto (Assírio & Alvim, 2012). Nas horas vagas, escreve também poesia: Vim porque me pagavam, (Mariposa Azual, 2011), Como uma flor de plástico na montra de um talho (Assírio & Alvim, 2013), Nadar na piscina dos pequenos (Assírio & Alvim, 2017).

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Nasceu em 1978 em Lisboa, onde vive e trabalha.

Formado em Escultura pela escola Ar.Co (Lisboa) e Mestre em Belas Artes pela Slade School of Fine Art de Londres, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Uma selecção das suas exposições individuais inclui nosey parker, Vera Cortês Art Agency, (Lisboa, 2014); Vraum, Chiado 8 e woodpecker, Ermida de Belém (Lisboa, 2013) e n.17, Empty Cube no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2013). O seu trabalho integrou também várias exposições colectivas, nomeadamente Involuntary Memory, Luis Adentado (Valencia, 2017); Sala dos Gessos, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2016); Sem título é um bom título, Ar Sólido (Lisboa, 2016); Materiais Transitórios, Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 2016); Canal Caveira, Cordoaria Nacional (Lisboa, 2015); O Riso, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2012); Plus 1 (Nova Iorque, 2010); Triangle Room (Programa Curatorial do Chelsea College of Art as and Design, 2008) e o Prémio EDP - Novos Artistas, Museu de Serralves (Porto, 2003).

Nos últimos anos, tem apresentado regularmente o seu trabalho na Galeria Vera Cortês, destacando-se as suas individuais 3/4 (2006), quero eu fazer as coisas... (2008), nosey parker (2014) e, mais recentemente, Declaração Amigável (2017).

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Nasceu em Lisboa em 1974. Mudou-se para Macau onde publicou os seus primeiros cartoons. Entretanto concluiu o curso de arquitectura em Lisboa e viveu alguns anos em Londres a trabalhar como arquitecto. Nada que lhe esmorecesse a vontade. Em 2002 iniciou enfim a carreira com que sempre sonhara. Da arquitectura perdurou a geometria, que desde cedo lhe pontuou o trabalho gráfico.Os seus trabalhos são presença assídua nas principais publicações portuguesas. Fora do âmbito nacional tem mantido parcerias com publicações estrangeiras, com destaque para colaborações com o New York Times e a revista HOW. O seu traço de pendor conceptual foi reconhecido pela Society for News Design, as revistas Creative Quarterly e 3x3 e pela colectânea 200 Best Illustrators Worldwide da Lüerzer's Archive. Em 2008 foi agraciado com o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa.

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Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 2005, apresentou a sua tese de mestrado intitulada «A Desconstrução Derridiana ou a Hospitalidade Incondicional», na Universidade de Coimbra, sob orientação da Prof.ª Fernanda Bernardo. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver uma investigação de doutoramento em torno da problemática da lei a partir de Gilles Deleuze e de Jacques Derrida, sob a orientação do Prof. Nuno Nabais (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e do Prof. Rodolphe Gasché (State University of New York at Buffalo). É membro do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, desde 2007, e da associação Unipop, desde 2012. Actualmente trabalha como gestor de ciência e tecnologia no Departamento de Relações Internacionais da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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Graça Pereira Coutinho nasceu em Lisboa, onde tirou o curso de Escultura na ESBAL. Em 1971 foi estudar para Londres, onde tirou o curso de pós-graduação ST. Martins School of Art, onde ainda vive. Das inúmeras exposições que realizou destacam-se: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Fundação de Serralves, Porto , Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Museu de Arte Contemporânea Osaka, Japão, Bienal de São Paulo, Brasil, MAC, Badajoz, Museu Historico Nacional, Rio de Janeiro, Centro Britânico, São Paulo, Centro Cultural Ecco-Brasilia. Tem exposto na Todd Gallery, Londres; Galeria Graça Fonseca, Lisboa; Galeria Cristina Guerra, Lisboa; Galeria Porta 33, Funchal; Galeria João Esteves de Oliveira, Lisboa, entre outras. Tem trabalhos em várias colecções particulares e nas colecções da Caixa Geral de Depósitos, Fundação António Prates, Fundação PLMJ, Museu de Arte Contemporânea Belém, Brasil, Museu de Arte Contemporânea Osaka, Japão, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Lisboa, etc.

 

Fotografia © Graça Pereira Coutinho 2011 (pormenor)

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Roma, 26 de Agosto de 1880 – Paris, 9 de Novembro de 1918. Olhado, durante muito tempo, como um génio fantasista e mistificador, Apollinaire viu crescer a sua glória ao longo dos anos. Teve o pressentimento ousado das vias por onde deveria seguir a poesia moderna (autonomia das imagens, ruptura da sintaxe, abandono da pontuação, arte da colagem literária, modernidade do vocabulário). Foi também um dos iniciadores mais perspicazes da arte moderna. Proveniente do simbolismo, libertou-se muito cedo de toda a influência desta escola para enriquecer o universo da poesia com modulações de uma ressonância única de imagens insólitas e novas, dando-lhe o sentido do lirismo e do mistério. Vários músicos basearam algumas das suas composições na poesia de Apollinaire (Honegger, Poulenc, Chostakovitch, etc.). O melhor da sua poesia está publicado em Alcools, onde renova verdadeiramente a poesia francesa encaminhando-a «até às fronteiras do ilimitado e do futuro». A sua vida foi muito agitada, exercendo desde ofícios medíocres até professor na Renânia. Alistou-se como voluntário na Primeira Grande Guerra.

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Guy de Pourtalès [Berlim, 1881-Lausanne, 1941] […], se num primeiro momento de afirmação foi apenas tradutor de Shakespeare […], não tardaria a expor-se como ensaísta, como memorialista, e num alargado espaço de vinte anos como escritor de oito obras submetidas ao título L’Europe romantique, as que viriam a associar dois romances a seis biografias. Esta Europa romântica de Guy de Pourtalès revê-se em histórias instaladas nas margens do lago Leman — as margens que tinham sido cenário de eleição na sua juventude, as que ele voltava a amar nos romances Marins d’eau douce (1919) e Montclar (1926) — e escolhe biografias de homens ligados de perto a importantes momentos musicais do século XIX, todos contemporâneos ou mesmo próximos por amizades e ambientes, todos a gravitarem num mesmo espaço cultural. Começa com La vie de Franz Liszt (1925) e prolonga-se com Chopin ou le poète (1926), Louis II de Bavière ou Hamlet-Roi (1928), Nietzsche en Italie (1929), Wagner, histoire d’un artiste (1932) e por fim Berlioz et l’Europe Romantique (1939). Exteriormente a esta Europa Romântica foi autor de La Pêche miraculeuse […], em 1937 a escolha dos que atribuíam o Grande Prémio da Academia Francesa. [Do Prefácio de Aníbal Fernandes]

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H. de Luna (Toledo, 1575; Londres, depois de 1644). Investigadores recentes forçaram-no a alguma biografia: descobriram-no numa família de judeus convertidos e materialmente folgados que vivia em Toledo, e jovem frade na Ordem de Santo Agostinho. Podemos imaginá-lo rebelde, porque mais ou menos quinze anos de convento levaram-no à decisão drástica de se meter em roupas civis e procurar o caminho de uma França onde o protestantismo florescia (ao contrário do que lhe destinava aquela Espanha severamente católica e inquisitorial), onde respirava ainda livre das ameaças e das punições do cardeal Richelieu. Num barco do Mediterrâneo, Luna pôs-se longe dos Filipes e da Inquisição; tinha trinta e sete anos de idade, era talvez aventureiro mas seguramente um desiludido pelo catolicismo de Roma. Juan de Luna mudava-se para Montauban (futura terra natal de Ingres), nessa época importante centro de religiosos sem obediência ao Vaticano; e saía de Espanha com o sonho, dizia ele, «de poder professar publicamente a verdadeira religião», ou seja, a religião católica reformada e de atitude protestante. […] estudou durante três anos na Faculdade de Teologia protestante de Montauban e limitou-se, quando foi para Paris, a exibir o título de «intérprete da língua espanhola» e a suportar na sua vida prática as consequências de tão mal reconhecida pretensão. Sabe-se que em 1617 Juan de Luna estava casado e não dissuadido pela religião activa de ser escritor; que tinha publicado e ia publicar livros com títulos extensíssimos […] Mas do Juan de Luna ficcionista apenas ficou a conhecer-se a Segunda Parte do Lazarilho de Tormes […]. [Aníbal Fernandes, Apresentação]

 

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Doutorada em 2008 na Universidade Eötvös Lóránd, Budapeste, Hungria, foi investigadora de pós-doutoramento da FCT no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa. As suas áreas de investigação incluem teoria dos media, intermedialidade e re-mediações literárias. É autora de um livro publicado na Hungria (Koinónia, Cluj, 2010): Könyv És Film Között. A Hu˝ségelven Innen És Túl (Entre Livro e Filme. Além do Discurso da Fidelidade). Outras publicações importantes incluem ensaios nos volumes Media Borders: Multimodality and Intermediality (ed. Lars Elleström, 2010), Adaptation Studies: New Challenges, New Directions (ed. J. Bruhn, A. Gjelsvik e E.F. Hanssen, 2013), Words and Images on the Screen (2008), Film in the Post-Media Age (2012) e The Cinema of Sensations (editados por Ágnes Pethö).

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Helder Moura Pereira nasceu em Setúbal, a 7 de Janeiro de 1949. Foi professor no Ensino Secundário e Assistente da Faculdade de Letras de Lisboa (Departamento de Estudos Anglo-Americanos). No King's College da Universidade de Londres, como Leitor, ensinou Literatura Portuguesa. Leccionou também Português e Técnicas de Expressão do Português nos cursos de Formação Profissional da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa. Ingressou no Ministério da Educação em 1986, tendo exercido funções técnicas na área da educação de adultos, nomeadamente em animação de leitura e nos grupos de planeamento e redacção da revista Forma e do jornal Viva Voz. Foi técnico superior do Ministério da Justiça, em funções no Estabelecimento Prisional de Lisboa.O seu trabalho poético tem vindo a ser publicado regularmente pela editora Assírio & Alvim, obtendo o reconhecimento do público e da crítica. É disso exemplo a atribuição de diversos prémios literários, entre eles o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio de Literatura Casa da América Latina/Banif, este último pela sua tradução do livro O Inútil da Família, de Jorge Edwards. De resto, a sua actividade como tradutor é também notável e tem traduzido regularmente autores como Ernest Hemingway, Jorge Luis Borges, Sylvia Plath, Charles and Mary Lamb, Sade, Guy Debord.

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Helmut Wohl (1928-2018) faleceu no dia 8 de Maio de 2018, na sua residência de Williamsville, EUA.

Era Professor Emeritus na Boston University e ensinou história de arte na Yale University, na Cooper Union School of Art and Architecture, N.Y. e na New School for Social Research, N.Y.

As suas áreas especiais de interesse foram sobretudo o início do Renascimento italiano e a arte europeia da primeira parte do século XX.

Foi curador de várias exposições de artistas portugueses contemporâneos tendo organizado a exposição pioneira “Portuguese Art Since 1910” na Royal Academy em Londres, 1979.

Membro do Conselho Institucional do Ar.Co, acompanhou de perto o projecto da escola desde o seu início.

Era conhecedor e entusiasta do nosso país, onde passava anualmente temporadas com a família na sua casa de Colares.

 

 

Foto de João Cutileiro.

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Natural de Cabreira-do-Côa, Guarda (20-03-1969) e residente em Lisboa desde 1979. Executou trabalhos gráficos para empresas; participou em iniciativas para BD com outros artistas plásticos; esteve presente com trabalhos em exposições promovidas pela Humorgrafe: -  Encontro Iberoamericano da Cultura Humorística, Paródia & Pastiche. - 20 anos de Democracia Satírica – Mário Soares visto por Caricaturistas. - Iconografias da Sátira Contemporânea, Presidente Soares na Caricatura em Macau. - Mostras de Humor Gráfico de Alcalá Henares – Espanha. - III Bienal de Caricatura de Ourense – Espanha. Colaborou com a Editora “Elo” efectuando Bandas Desenhadas para os “CTT”, “Delta Cafés” e “Carris”; foi colaborador permanente no Semanário Expresso de  1993 a 2002 (onde iniciou a sua carreira como cartoonista e ilustrador); colaborou para o Diário de Notícias, onde, entre outras coisas, ilustrou um artigo bi-semanal do Estebes (Herman José) com textos dos Gatos Fedorento; colaborou com as revistas/jornais Valor, Exame, Semanário Económico, Jornal do Imobiliário, revista Prémio, revista Just Leader; foi premiado nos Salões Humor de Imprensa com a melhor ilustração em 1997 e 1998, Menção Honrosa no XI Salão Luso-Galaico, em Vila Real em 2007 e 1.º lugar em 2009; efectuou exposições individuais de cartoon e ilustração em vários locais do país, e uma exposição individual no Metropolitano de São Paulo – Brasil, em 2007; publicou trabalhos como cartoonista e ilustrador no Jornal i, Jornal de Negócios, Peninsula Press, entre outros títulos. Na internet tem, desde Março de 2008,  um blogue de Cartoons –  Henricartoon, http://henricartoon.blogs.sapo.pt. Actualmente publica diariamente dois cartoons nas páginas do SAPO Notícias e SAPO Desporto.

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«O escritor Henry James (Nova Iorque, 15 de Abril de 1843 - Londres, 28 de Fevereiro de 1916) prolongou-se numa obra literária de 135 títulos publicados entre 1864 e 1917 (na sua maior parte com o texto posteriormente revisto pelo autor) e coleccionados nos 24 volumes de The Novels and Tales of Henry James da New York Edition de 1917. Reconhecido com parcimónia pela crítica e pelo público do seu tempo, prejudicado pela fama de escritor difícil e com histórias de acção mínima espalhada por um grande número de páginas, depois da sua morte passou por um esquecimento quase absoluto até à "redescoberta" que o mantém hoje como grande referência na literatura em língua inglesa do final do século XIX. O reaparecimento deste gigante foi desde logo celebrado por T.S. Eliot e Ezra Pound; foi tema de um emocionado poema de W.H. Auden: "Oh, severo procônsul de indóceis províncias / Oh, poeta da dificuldade, querido artista consagrado", são dois dos seus versos; sugeriu ao narrador de The Green Hills of Africa (a conhecida novela de Ernest Hemingway) a sua inclusão entre os maiores escritores da América, ali associado a Stephen Crane e Mark Twain. […] Este poet of the difficult celebrado por Auden – o que afastava leitores das suas ficções mais extensas – fazia-se mais acessível quando o número de palavras aceite por jornais e revistas o constrangia à disciplina da história não diluída naquela onda larga, a que melhor servia e mais brilho dava, de resto, à sua experiência formal. James também sabia levar a bom termo um esforço de contenção que atingia com poucas páginas o que ele chamava the real thing (a coisa autêntica) – título, aliás, de um destes textos, e considerava objectivo central em toda a exposição literária. Cerca de 80 ficções dominadas por esta economia surgiram nas suas Obras Completas de Nova Iorque. Há nas ficções curtas de James bastantes surpresas ligadas à sua arte de saber insinuar conteúdos latentes sob outros explícitos, de ultrapassar as evidências do visível, de nos obrigar a descobrir qual é the figure of the carpet (o nunca descrito desenho do tapete).» [Aníbal Fernandes]

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Elias é um profissional das Ciências da Comunicação. Desde logo enquanto estudante de Licenciatura que se preocupa com questões de investigação. Elias licencia-se em Ciências da Comunicação e da Cultura na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, e rapidamente termina o seu primeiro livro sobre "Ciberpunk". Desde 1999 o autor envereda por trabalhar como Jornalista em revistas de tecnologias de informaçäo e entretenimento sobre Internet e vocacionadas para o multimédia.
A cultura digital representa o início da sua investigação no anos 90 e, até ao presente, permanece como núcleo temático num trabalho em estado progressivo. A sua dissertação de Mestrado intitula-se “First Person Shooter: O Ciberespaço Subjectivo”; já a sua tese de Doutoramento é em 2010 apresentada como “A Galáxia de Anime - A Animação Japonesa como New Media”. Dois dos seus últimos livros são o ensaio "Post-Web: The Continuous Geography of Digital Media" (2013) e o romance noir thriller "O Homem Completo" (2012), recentemente publicado e disponível agora na loja online amazon.com.

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Professor na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e investigador no Gabinete de Filosofia Moderna e Contemporânea da Universidade do Porto. A sua investigação incide preferencialmente na filosofia contemporânea, na sua intersecção com os domínios da literatura, da política e da educação. Dedica especial atenção à desconstrução e às obras de Jacques Derrida, de Jean-Luc Nancy e de Maurice Blanchot. Foi também co-tradutor, com Fernanda Bernardo, do livro de Jean-Luc Nancy, O Peso de um Pensamento, a Aproximação, publicado pela Palimage em 2011. Além dos textos e artigos que vem produzindo, sublinhe-se a publicação, em 2014, do livro Maurice Blanchot. A Literatura nos Limites da Filosofia (Palimage). É activista da organização SOS Racismo, tendo publicado, em 2013, o opúsculo «Racismo(s): a revisitação de um conceito»

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Possui, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), graduação (1973), mestrado (1979) e doutoramento em Comunicação (1991), e pós-doutoramento orientado pelo professor Bernard Stiegler no IRCAM, Centre Pompidou Paris 2003. Actualmente é professora associada IV da UFRJ, pesquisadora bolsista do Conselho Nacional de Pesquisa em Ciência e Tecnologia (CNPq) e coordenadora do grupo de pesquisa «Corpo e Imaginário Tecnológico». Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria da Comunicação, Filosofia e Estética, actuando principalmente nos temas corpo, comunicação, tecnologia, subjectividade e cultura. Publicou vários artigos, alguns dos quais na revista de Comunicação e Linguagens editada pelo CECL da Universidade Nova de Lisboa e vários outros em revistas brasileiras e internacionais  e o livro Breve História do Corpo e de seus Monstros, Lisboa, Editora Vega, Colecção Passagens, segunda edição 2004.

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Nasceu em 1955. Vive e trabalha em Lisboa.

Frequentou o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, de 1976 a 1981. 

As mais recentes exposições individuais: «As Florestas São do Outro Mundo» (pintura), Galeria Neupergama, Torres Novas, 2017; «Do Negro a Luz – Desenho 1986-2016», Fundação Carmona e Costa, Lisboa, 2016; «Epifania da Graça» (mosaico), Catedral de Bragança, 2015; «Maria Gabriela Llansol: O encontro inesperado do diverso» (com Duarte Belo), CIAJG, Guimarães, 2014; «Azul de Perdição» (pintura sobre papel), Giefarte, Lisboa, 2014; «Amor de Perdição» (pintura sobre papel), Casa de Camilo, S. Miguel de Seide, 2014; «O Quarto e o Bosque» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2012; «Pentecostes», pintura na Capela do Rato, Lisboa, 2011; «Vicente» (pintura), Teatro de São João, Porto, 2009; «Cartas de São Paulo» (pintura), Seminário Conciliar de Braga, Braga, 2009; «Pentateuco» (pintura), Museu Carlos Machado, Ponta Delgada, 2007; «Ínsula» (pintura), Escola António Arroio, Lisboa, 2006; «Tábuas de Pedra» (pintura), Porta 33, Funchal, 2005; «Florestas» (desenho), Giefarte, Lisboa, 2005.

Além da pintura, tem-se dedicado também à ilustração de livros em colaboração com muitos dos melhores poetas portugueses. Numa iniciativa de José Tolentino Mendonça, ilustrou uma nova edição, em oito volumes, da primeira tradução da Bíblia para língua portuguesa, traduzida por João Ferreira Annes d’Almeida, publicada pela Assírio & Alvim, 2006. Em 2012 ilustrou livros de Camilo Castelo Branco, Maria Velho da Costa e Manuel António Pina.

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Nasceu em Évora, 1986. Vive e trabalha em Lisboa. Iniciou a sua formação em pintura na FBAUL, e em 2010 prosseguiu os estudos em Londres, completando uma pós-graduação na Byam Shaw, na Central Saint Martins. Em 2013 concluiu o Mestrado em Pintura na Slade School of Fine Art, na UCL, como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no programa Estudo de Especialização e Valorização Profissional em Artes no Estrangeiro.

Participou em várias exposições nacionais e internacionais, das quais se destacam (2018) Vindauga – olho de vento, curadoria de Hugo Dinis, Sala 117, Porto, PT; Variations portugaises, curadoria de Caroline Bissière e Jean-Paul Blanchet, Centre d’art de Meymac, FR; (2017) Blinds, curadoria de Maria Joana Vilela, Águas-Livres 8, Lisboa, PT; (2016) Múltiplos, The Drawing Center, Nova Iorque, EUA; (2015) Descontorno, curadoria de João Pinharanda, Casa de Burgos, Évora, PT; (2014) For(Matter), residência artística e exposição com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, Atelier Concorde, Lisboa, PT; ART STABS POWER – Que se vayan todos!, curadoria de Inês Valle, Bermondsey Project, Londres, UK; (2013) 17.ª Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, PT.

Recentemente o seu trabalho foi seleccionado para o 11.º Prémio Amadeo de Souza-Cardoso e para a 6ème Biennale Jeune Création Européenne 2017-2019, apresentada em França, Dinamarca, Letónia, Roménia, Itália, Espanha e Portugal. Apresentou em 2018 uma obra de arte pública, no âmbito do programa curatorial de Gabriela Raposo, 10.10.10 Arte entre Cidades, em Alenquer.

A sua obra é representada em colecções particulares em Portugal, França, Reino Unido, Espanha, Chile e EUA; Colecção da Oliva Creative Factory, São João da Madeira, PT; National Gallery of Budapest, HU; Colecção Museu da Carris, PT; Colecção Fernando Ribeiro, PT; Colecção Joaquim Ferro, PT.

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É licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

 

Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano.

 

É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), estando neste momento a realizar um projecto de Pós-Doutoramento, aprovado pela FCT, intitulado «O processo de justiça política relativamente à PIDE/DGS, na transição para a democracia em Portugal».

 

É autora e co-autora de diversos livros, entre os quais se contam: História das Organizações Femininas do Estado Novo (Círculo de Leitores, 2000 e Temas & Debates, 2001);Textos relativos a Portugal da obra Contai aos Vossos Filhos. Um Livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-1945 (Gótica, 2000); Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira (Círculo de Leitores em 2002); Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (Esfera dos Livros, 2006); A História da PIDE (Círculo de Leitores e Temas & Debates, 2007); Mocidade Portuguesa Feminina (Esfera dos Livros, 2007); O Corporativismo em Português. Estado, Política e Sociedade no Salazarismo e no Varguismo (Rio de Janeiro, 2007); Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política (Esfera dos Livros, 2007), em co-autoria com João Madeira e Luís Farinha; Biografia de um Inspector da PIDE (Esfera dos Livros, 2008); Fotobiografia de José Afonso (Círculo de Leitores, 2009 e Temas & Debates, 2010); Tribunais Políticos. Tribunais Militares Especiais e Tribunais Plenários durante a Ditadura e o Estado Novo, em co-autoria com Fernando Rosas, João Madeira, Luís Farinha e Maria Inácia Rezola (Círculo de Leitores/Temas & Debates, 2009); Conflicts, Memory Transfers and the Reshaping of Europe (Cambridge, 2010); Cardeal Cerejeira. O Príncipe da Igreja, (Esfera dos Livros, 2010); A Cada um o seu Lugar. A Política Feminina do Estado Novo, (Círculo de Leitores/Temas & Debates, 2011); Salazar, Portugal e o Holocausto, com Claudia Ninhos (Círculo de Leitores/Temas & Debates, 2013); Espiões em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial (Esfera dos Livros, 2013); Democracia, Ditadura. Memória e Justiça Política, coord. Irene Flunser Pimentel e Maria Inácia Rezola, (Tinta da China, 2013); História da Oposição à Ditadura em Portugal. 1926-1974, (Porto, Figueirinhas, 2014); Mulheres Portuguesas. História da Vida e dos Direitos das Mulheres num Mundo em Mudança, com Helena Pereira de Melo (Clube do Autor, 2015); Bystanders, Rescuers or Perpetrators. The Neutral Countries and the Shoah, International Holocaust Remembrance Alliance/Metropol (Berlim, 2016); O Comboio do Luxemburgo. Os Refugiados judeus que Portugal não salvou em 1940, com Margarida de Magalhães Ramalho (Esfera dos Livros, 2016); O Caso da PIDEDGS. Foram julgados os principais agentes da ditadura? (Círculo de Leitores/Temas& Debates, Outubro de 2017).

 

Prémios: História das Organizações Femininas do Estado Novo, prémio Carolina Michaelis, 1999; Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto, prémio ex-aequo Adérito Sedas Nunes, atribuído pelo Instituto de Ciências Sociais, 2007; Prémio Pessoa, atribuído pelo Expresso e a Unysis, 2007; A História da PIDE, prémio especial da revista Máxima, 2008; Prémio Seeds of Science, categoria «Ciências Sociais e Humanas», 2009; A Cada um o seu Lugar. A Política Feminina do Estado Novo, prémio Ensaio da revista Máxima, 2011.

 

É Chevalière de la Légion d´Honneur francesa.

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É licenciada em Filosofia pela Universidade de Coimbra e mestre em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa com a tese «Performance ou a Arte num Lugar Incómodo» (1993). Crítica de arte desde 1991. Assessora para a área de exposições de Lisboa’94 – Capital Europeia da Cultura. Foi co-fundadora e subdirectora do Instituto de Arte Contemporânea, tutelado pelo Ministério da Cultura. Foi membro dos júris da Bienal de Veneza (2003), do Turner Prize (2010), The Vincent Award (2013), entre outros. Co-seleccionadora do Ars Mundi, Cardiff (2008). Entre as inúmeras exposições que organizou, destacam-se: Bienal de Sidney «On Reason and Emotion» (2004), «Intus» de Helena Almeida, Pavilhão de Portugal, Bienal de Veneza (2005), «Provisions for the Future», Bienal de Sharjah (2009). Entre 2009 e 2015 foi directora do CAM-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 

Degree in Philosophy by Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1987). Post-graduation and Master’s Degree in Social Communication, Departamento de Comunicação Social, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa; thesis: “Performance: Art in an Uncanny Place” (1993). Head adviser for the Exhibitions Department in Lisboa 94, Cultural Capital of Europe (co-coordination of a program of 25 exhibitions). Artistic director of Sydney Bienniale 2004 “On Reason and Emotion”, Sydney (several museums). Curator for the Portuguese Representation in Venice Biennale, June-October 2005. Selector of Artes Mundi 2008, Cardiff (Great Britain). Jury member of Venice Biennial Best Pavillion (2003), Turner Prize (2010), The Vincent Award (2013) among others. . Founder and Deputy Director between 1996 and 2001 of the Instituto de Arte Contemporânea (IAC) of the Portuguese Ministry of Culture where she runs during 3 years an international collection and organized the Portuguese representations to: Venice Biennial (2001), London Art Biennial 2000, São Paulo Biennial (1996 and 1998), Istanbul (1997 and 1999) among others activities. Among others she curated the following exhibitions and subsequent catalogues: “Sublime”, Museu do Chiado, Lisboa 1994; “The Day After Tomorrow”, Centro Cultural de Belém, Lisboa 1994; “Mediations”, Palácio Galveias and Museu do Chiado, Lisboa 1997; “Eve’s - Paula Soares”, Triennial of India, New Delhi, 1997; “Entrada Azul – Helena Almeida retrospective”, Casa da América, Madrid 1998; “Trading Images”- one year international exhibition cycle with one-person shows of Adriana Varejão, Eugenio Dittborn, Narelle Jubelin, Museu da Cidade, Lisboa 1998; “Initiare”, Centro Cultural de Belém, Lisboa 2000; “Inhabitated Drawing – Helena Almeida”, Drawing Center, New York, 2004; «Taking Time», MARCO, Vigo 2007 (Spain)., «Between the Lines», Museu das Comunicações, Lisboa 2008; Sharjah Biennial 2009. Director of CAM-Fundação Calouste Gulbenkian, Lisbon (2009-2015).

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Isabela Figueiredo nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal, incorporando o contingente de retornados. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português. Estudou Línguas e Literaturas Lusófonas, Sociologia das Religiões e Questões de Género. Publicou os seus primeiros textos no extinto suplemento DN Jovem, do Diário de Notícias, em 1983.

É autora de Conto É Como Quem Diz (Odivelas: Europress, 1988), novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, em 1988, e de Caderno de Memórias Coloniais, cuja primeira edição data de 2009. Escreve regularmente no blogue Novo Mundo. Desenvolve workshops de escrita criativa e participa em seminários e conferências sobre as suas principais áreas de interesse: estratégias de poder, de exclusão/inclusão, colonialismo dos territórios, géneros, corpo, culturas e espécies.

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«Em 21 de Outubro de 1904, Isabelle Eberhardt morreu soterrada e afogada sob uma onda do ued argelino de Aïn Sefra. Tinha vinte e sete anos de idade, era suíça, filha de pai incógnito; e a história deste vazio, que a restringiu a um único progenitor no seu registo de Genebra, desce romanescamente desde a Rússia czarista até à Europa Central.

Natalia Nicolaevna Eberhardt foi uma esposa incómoda para o general e senador Pavel Karlovich de Moerder, muito próximo de Nicolau II. O seu sangue judaico, tardiamente descoberto, lançava as bases de uma insanável desavença conjugal. Moerder sentia- se traído pela prolongada ignorância desta «impureza semita» introduzida na sua vida íntima e cuidadosamente iludida pela sua mulher. Mas tinha-a regularmente engravidado; e muito consciente da sua condição de pai russo bem colocado na vida e merecedor de respeito, evitara à educação desses filhos a promiscuidade de uma escola pública contratando Alexander Tropimovski, preceptor ucraniano, ex-pope ortodoxo, amigo de Bakunin, poliglota, e que surgia no seu lar acrescentado por uma bastante apreciável beleza física.

Natalia Nicoalevna não foi indiferente à proximidade deste educador erudito e com laivos de um requintado anarquismo. Essencialmente por isto, e para deixar a mais cómoda distância o semitismo e a fidelidade duvidosa da sua vida conjugal, o severo Moerder viu na oportunidade de um filho de pulmões fracos a boa desculpa que lhe permitiria exportar toda a sua família mais próxima para a Suíça; e, por que não, acompanhada pelas competências do acarinhado preceptor.

Natalia e Tropimovski construíram longe da corte russa, nos arredores de Genebra, um novo núcleo familiar visto de sobrolho franzido pelos bem comportados helvéticos; visto como assumido adultério e animado centro de convívio para intelectuais de esquerda e políticos expatriados.

E quando Isabelle nasceu [Genebra, Suiça, 17 de Fevereiro de 1877], concebida longe das obras do general russo, nem Moerder nem Tropimovski quiseram oferecer-lhe uma paternidade. Ao contrário de todos os seus irmãos, com um Moerder a respeitabilizar-lhes o nome, teve de contentar-se com o que havia no lado materno. Isabelle seria, para os registos oficiais e para a literatura, Isabelle Eberhardt.

[...]

Em 1899, Natalia Nicolaevna era uma mulher irremediavelmente distante dos prestígios da corte russa e com a fama incómoda de ter vindo satisfazer, longe dos olhos e dos sentimentos do seu marido, os apelos de uma exigente sensualidade. Isabelle, essa, era vista por Genebra como uma extravagante. Vestia-se com fardas de marinheiro e outros trajos masculinos; e como sentia uma sede de exotismos alimentada por leituras febris que investigavam tudo quanto havia nessa veia, desde Flaubert a Loti, e como estava irremediavelmente apaixonada por uma fé muçulmana de marcado contraponto àquela cristandade suíça, o Norte de África de Marrocos ou da Argélia, dominado pela língua francesa, mostrou- -se com contornos de sonho realizável. Conduzidas pelo mesmo impulso, mãe e filha elegeram a Bône argelina como bom lugar para se arabizarem sob o confortável abrigo de uma mensalidade que poderia lá chegar sem sobressaltos. Também havia que apagar dos seus nomes o mau travo europeu: Natalia Nicolaevna passou a ser Fatma Mannubia; e Isabelle Eberhardt, vestida à árabe, transformou- se no jovem ambíguo Mahmud Sadi.

Masculinamente vestida, Mahmud frequentava mesquitas e prostrava-se entre homens, com a cabeça a tocar no chão e voltada para Meca. Dormia com árabes encantados com o formoso rapaz que se despojava da gandurah e oferecia um corpo feminino ardente, com os atractivos equívocos da androginia.

[...]»

Aníbal Fernandes, Apresentação de «Rakhil», Sistema Solar, 2018.

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Isabelle Rimbaud (10 anos de idade em 1870): De cinco filhos a mais nova; mas (devido à morte da sua irmã Vitalie) apenas com dois irmãos, Frédéric e Arthur, e uma irmã Vitalie «segunda », poderá dizer-se, porque lhe coube por baptismo repetir o nome da irmã defunta. Virá a mostrar-se com energias de temperamento herdadas da sua mãe. Em momentos difíceis arregaça as mangas. Quando o seu irmão Arthur regressa das Áfricas atormentado por um joelho com uma ferida neoplásica, é incansável.E depois da sua morte sente-se gestora de uma grande obra literária. Escreveu a editores, a homens de letras, e sentiu-se capaz de biografar o irmão retocando-o com os branqueamentos pedidos pela sua moralidade conservadora e cristã. Em 1895, com um rasgo de grande lucidez intelectual, autoriza o impuro Verlaine a prefaciar as Poésies Complètes do seu irmão. [Aníbal Fernandes]

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Solteiro, misógino, com um azedume que lhe chegava das rotinas de manga-de-alpaca no Ministério do Interior, assim foi sentido J.-K. Huysmans nos seus trinta e três anos de vida literária.

[...]

Na literatura, onde deixou o seu nome flamengo semi-inventado (o verdadeiro era Charles Marie Georges Huysmans [Paris, 5 de Fevereiro de 1848-Paris, 12 de Maio de 1907]) bebido numa ilustre cepa de pintores da Flandres, foi exemplo de um notável domínio da palavra. E com essa frase «pintada», que pretendeu sentir como metamorfose em escrita da pincelada flamenga, pretendeu terçar armas pelo «naturalismo» — quase uma obrigação, um preço exigido pela sua convivência apertada com Émile Zola.

[...]

Mais tarde, quando os socialistas de Jaurès expulsaram com o seu combate anti-clerical de 1902 a maioria das congregações católicas, Huysmans regressou a Paris e recolheu-se na vizinhança dos beneditinos da rua Monsieur. Apesar do tempo que a devoção lhe pedia, este burguês cheio de incertezas e ressentimentos conseguiu ser presidente da Academia Goncourt desde 1900 a 1906. E foi escrevendo. Da pena saíram-lhe ortodoxias enfeitadas por boa prosa, e no capítulo dos sentimentos ainda encontrou ânimo e disponibilidade para uma admiração apaixonada, a que dedicou a Henriette du Fresnel, a jovem que em dias finais parece abrandar-lhe a misoginia.

J.-K. Huysmans abeirou-se dos sessenta arrasado por novenas, comunhões e jejuns que talvez negociassem o perdão divino para a sua obra literária de vinte anos atrás. Em 1907 morreu, apesar disto, com os grandes sofrimentos físicos de um cancro e aterrorizado com o exame rigoroso que o esperava à porta estreita de São Pedro.

«Sim», veio a dizer dele outro escritor católico, Barbey d’Aurevilly, «das duas uma: ou era um desses casos que se resolvem de pistola na boca, ou com a humilhação aos pés da cruz!»

Aníbal Fernandes

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James Hogg [Escócia, 1770-1835], poeta, romancista e ensaísta. Na sua juventude foi trabalhador agrícola e pastor, por isso a sua educação foi maioritariamente autodidacta, através da leitura. Foi amigo de grandes escritores da sua época, como Sir Walter Scott, de quem mais tarde escreveu uma biografia não autorizada. Memórias Íntimas e Confissões de um Pecador Justificado, de 1824, é o seu romance mais conhecido. Muito criticada na altura da sua publicação, acusada de ser um «grave atentado contra a religião e um insulto ao gosto moderno», a obra permaneceu na sombra até 1947, quando foi republicada com um posfácio entusiástico de André Gide. Outras obras de James Hogg incluem o longo poema The Queen's Wake (1813), a colecção de canções Jacobite Reliques (1819), e os dois romances The Three Perils of Man (1822) e The Three Perils of Woman (1823).

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