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Doutor em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (2004), com estágio na Université Catholique de Louvain/Bélgica. Realizou pesquisa de Pós-doutorado em Filosofia pela Université Paris X - Paris/França (2014/2015) com apoio da CAPES, Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas (1998) e Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (1984). É professor Associado do Departamento de Filosofia da Universidade Federal da Bahia desde 1994 e Prof. Permanente do Programa de Doutorado e Mestrado em Filosofia. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Filosofia Moderna e Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: Ética, filosofia política, filosofia moderna (com destaque para os autores contratualistas), iluminismo, J-J Rousseau. É membro associado da Société internationale détude du XVIIIe siècle e Société Jean-Jacques Rousseau. É Líder do Grupo de Pesquisa Center for the Study of Dewey and Pragmatism/UFBA, pesquisador do Grupo de pesquisa em filosofia: Poética Pragmática: Para uma Elaboração Filosófica Contemporânea/UFBA e Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau/ UFG. Todos formalmente inscritos no Diretório de Grupos de Pesquisa no CNPq. Faz parte do núcleo de sustentação do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF. Foi Tutor do Programa de Educação Tutorial MEC/SESU, grupo PET-Filosofia com 12 alunos bolsistas no período de 2008/2014 e atualmente é Coordenador do Programa de Iniciação à Docência-PIBID-Filosofia.

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«Georges Bernanos [n. Paris, 20 de Fevereiro de 1888] foi um parisiense de infância protegida pelas larguezas de uma bem instalada família burguesa; e muito cedo dominado por uma profunda angústia. Ele próprio escreveu: Desde há muito — por causa da minha mocidade cheia de doenças e precauções que eu era obrigado a ter — sinto medo da morte; e por desgraça (o meu anjo da guarda talvez dissesse «por sorte») continuo a temê-la. A mais pequena indisposição parece-me o prelúdio da derradeira doença que tanto medo me causa. São melancolias sem fim, para as quais só tive durante muito tempo um remédio: atordoar-me.

Bernanos, duplamente licenciado em letras e direito, teve uma vida estudantil pouco brilhante nos êxitos e com percalços disciplinares; mais significativo o que lhe valeu em 1909 uns dias de prisão por ter desestabilizado uma aula da Sorbonne vociferando contra o professor que branqueava a Igreja, distorcendo o que tinha sido o seu nefasto papel durante o processo de Joana d’Arc. (Note-se que a sua admiração por esta guerreira com sopros divinos e odores campestres fez-lhe escrever mais tarde «Jeanne relapse et sainte» e talvez não tenha estado ausente na escolha da mulher com quem se casou em 1917, uma Jeanne Talbert d’Arc, garantida descendente desta visionária belicista.)

Com uma invencível indiferença pelas facilidades materiais que podiam chegar-lhe da formação académica, resolveu reduzir-se a modesto angariador de seguros para a companhia La Nationale. Talvez pudesse dedicar-se assim, com o tempo livre que esta ocupação lhe dava, à intervenção política que a sua filiação nas fileiras monárquicas dos Camelots du roi o incitava a apoiar, e talvez pudesse mostrar-se à França e ao mundo — sua ambição máxima — como escritor.

Tudo isto ele cumpriu, mas sob o peso que a educação e o sustento de seis filhos — frutos da irreprimível fertilidade daquela esposa descendente de Joana d’Arc — faziam cair sobre o seu orçamento familiar. Em 1926, com vinte e oito anos de idade, mostrou- se ao público como autor de Sous le soleil de Satan saudado como acontecimento literário, assinalável êxito num público que lia com espanto a tenebrosa história da mística Mouchette conquistada pelo vício, e de um padre-carrasco ascético e furioso lutador contra o Mal; um público que atravessava aquela trama de invulgar violência sem se deixar abater pela construção literária deliberadamente caótica que melhor servia o seu propósito, admitamos, mas toda ao contrário dos hábitos do leitor comum.

[…]

A morte de Bernanos, [Neuilly-sur-Seine] a 5 de Julho de 1948, espalhou na imprensa um assinalável número de artigos, memórias e estudos críticos que o tiverem como tema. Era um grande escritor francês dessa primeira metade do século XX; deixava na literatura a sua marca ligada a um invulgar êxito formal e a uma atitude de católico pouco adaptada às correntes centrais da sua religião. Também era um homem que seduzia, também era um homem que parecia não encontrar um lugar cómodo para viver a sua época.

[Aníbal Fernandes, «Apresentação», Diálogos das Carmelitas]

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[…] nasceu em Paris no ano 1808, e aos quarenta e sete anos de idade foi encontrado morto por enforcamento numa trave da rua de La Vieille-Lanterne, mal afamada, diz-se, e hoje sem nenhum rasto na urbanização que rodeia a torre de Saint-Jacques; pendurou-se em coordenadas da cidade que pertencem agora a um qualquer recanto do teatro Sarah Bernhardt.

Gérard de Nerval, na realidade Gérard Labrunie, inventou para si e para o público um Nerval de sílabas que bem se casam com o estado de nervos psicótico que o dominou e determinou nalguns momentos célebres da sua literatura. Órfão de mãe a partir dos dois anos de idade e com um pai médico militar obrigado a exigências profissionais que o impediam de olhar pelo seu filho, foi uma criança destituída desde a primeira infância de uma qualquer figura a que pudesse chamar materna ou paterna, e encontrou a sua tutela emocional num tio-avô que o fez herdeiro de trinta mil francos (recompensa do seu amor de quase-pai) — desbaratados, diga-se desde já, em folganças de dois anos num Paris vivido à larga e a pagar as páginas luxuosas da revista Le Monde Dramatique, inspiradora de gastos perdulários que as suas poucas vendas mal agradeceram.

Mas até à plena vivência destes momentos, desde muito cedo mostrou que seria escritor. Não foi surpresa, para quem o sentia de perto, ver o seu nome impresso nas páginas de um jornalismo parisiense mais ou menos lateral, anunciado no sítio do autor em peças de teatro (que nunca entusiasmaram excessivamente o bulevar, mesmo nas duas vezes em que colaborou com Alexandre Dumas), e depois como autor de contos e novelas; tudo contra as insistências do seu pai (com quem tinha passado a viver depois de ele estar reformado) que em sonhos de médico velho se via profissionalmente prolongado por um filho e o forçou (por pouco tempo) a sentar-se e a afogar-se em tédios de corpo e alma nos frios e lustrosos bancos da Sorbonne.

Gérard de Nerval gostava muito mais do convívio com intelectuais e dos salões que eles frequentavam. Era visto no círculo de Pétrus Borel, era íntimo de Théophile Gautier e Jules Janin, conversava com Victor Hugo e ouvia com atenção Baudelaire. E também sabia a par destas tertúlias apaixonar-se e ser nas paixões infeliz; por isso amou perdidamente a actriz Jenny Colon, casada, que lhe não deu nesse amor grandes êxitos — mas fez dela a futura Aurélia da novela publicada com este nome no título; por isso amou com fraca retribuição Sophie Darves, amazona fogosa que morreu numa cavalgada imprudente — e ele transformou na Sylvie que é uma das suas Filhas do Fogo.

Em 1841 teve uma primeira crise de loucura. Começou a ver o que os outros não viam, a ouvir o que os outros não ouviam; foi forçado a sujeitar-se a um período de internamento numa clínica, e saiu de lá num estado de palavras que não mereceu muita confiança àqueles que o rodeavam. Os seus amigos olharam-no como um «incurável», e ele quis dar-lhes prova da sua sanidade mental fazendo uma viagem ao Oriente e extraindo dela matéria literária para um livro que o mostraria ao mundo em plena posse das suas capacidades intelectuais. Conseguiu, podemos com isto espantar-nos, de jornais e ao que parece de um editor, subsídios que o levaram ao Cairo, ao Líbano, à Síria e a Constantinopla. «Não sou doido», afirmava para estabelecer o que só era um especioso matiz, «tenho apenas teomanias». Numa carta desta época lamenta-se: «Quase todos […] estiveram de acordo em falar de mim como de uma espécie de profeta, de iluminado, com a razão perdida por me ter sujeitado na Alemanha a rituais de sociedades secretas e ter estudado os símbolos do Oriente. […] Desde aí os meus amigos […] continuam a chorar a minha razão perdida. […] E em vão falo, argumento, e até escrevo.» E numa outra, endereçada ao seu pai em Agosto de 1843: «Nem o mar, nem o calor, nem o deserto conseguiram interromper esta bela saúde que os meus amigos punham em causa antes da minha partida. Esta viagem servir-me-á sempre para demonstrar que fui há dois anos vítima de um acidente muito isolado. […] Faço esquecer a doença com uma viagem; instruí-me, cheguei mesmo a divertir- -me, isto fez-me bem no que respeita ao estado da minha saúde.»

As memórias orientais de Nerval preencheram um relato que em sete anos de trabalho acabou por ocupar várias centenas de páginas e veio a chamar-se Voyage en Orient. E o discurso ali oferecido, sempre a um passo do romance, percorreu realidades subtilmente transformadas pela imaginação ou pelos seus sonhos de poeta. Reconheceu-o ele próprio assim: «é a criação de um universo fechado e consumado que a si próprio se basta, mais verdadeiro do que a realidade quotidiana, mais vivo do que a vida, ainda que diferente dela.»

Nas páginas desta volumosa obra intercala-se uma novela a que chamaremos Balkis; que assume um valor literário independente e nos é dada a conhecer através das palavras de um profissional contador de histórias. (Antes de ser publicada no extenso livro Voyage en Orient (1851), surgiu em 1850 nos números de Março a Maio da revista Le National.) Nerval pretende fazer-nos crer que a escutou ao longo de duas semanas de Ramadão num café de Constantinopla, e que assim soube da estranha relação entre Salomão e Balkis, construída e imaginada a partir de textos centrais e menos centrais das tradições cristãs e muçulmanas.

[…]

Foi este Gérard de Nerval ameaçado pela fome, com a indiferença dos seus amigos, num pleno vazio de sentimentos de amizade, frequentado por «teomanias» cada vez mais persistentes, pela realidade fictícia das suas próprias invenções, que na muito fria noite de 25 para 26 de Janeiro de 1855 se dirigiu à rua de La Vieille-Lanterne e bateu tardiamente à porta de uma casa de passe para pedir abrigo. A sua gerente, já desembaraçada dos últimos clientes, já com as suas pupilas a dormir, recusou-se a atendê-lo.

Nerval seguiu então o conselho supremo do seu desespero. Havia ali a dois passos a convidativa trave horizontal de um gradeamento, à frente da parede onde costumava grasnar «o corvo da rainha de Sabá». Com um pedaço de corda que trazia no bolso, enforcou-se.

[Aníbal Fernandes, in «Apresentação» de Balkis]

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Nasceu em 1967, em Lisboa, cidade onde vive e trabalha.

A partir de 1996, o trabalho que tem vindo a apresentar consiste essencialmente em pinturas realizadas sob vidro acrílico, executadas na face oposta à que é mostrada ao público. A arquitectura modernista tem sido objecto de constante revisitação, sujeita a desvios e associações inesperadas.

Realizou várias exposições individuais, entre as quais se podem destacar «Mnemopolis» (Fundação Calouste Gulbenkian–Centro de Arte Moderna, 2004), «Modelo para armar» (Galeria Fortes Vilaça, S. Paulo, 2007), «Wallpaper» (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2011), «Reversos» (Palexco, La Coruña, 2013), «Second Nature» (Galerie Suzanne Tarasiève, Paris, 2015) «Late Night Shopping» (Galeria Pedro Cera, Lisboa, 2017), «Umbra» (Carbon 12, Dubai, 2018).

Está representado em diversas colecções públicas ou privadas, nomeadamente: Fundação ARCO, Madrid; CAM/JAP, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; EDP–Electricidade de Portugal; Colecção Fundação de Serralves, Porto; Colecção António Cachola, MACE, Elvas; Colecção Fundação Ilídio Pinho, Porto; Museu da Cidade, Lisboa; Colecção Associação Industrial Portuguesa, Lisboa; Fundación Barrié, A Coruña ; Musée d’Art Moderne Grand-Duc Jean-Mudam, Luxembourg; Colecção de Arte Contemporânea Arquipélago, São Miguel, Açores.

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Gilles Deleuze (1925-1995) é hoje internacionalmente considerado como um dos nomes maiores do pensamento contemporâneo. Michel Foucault, outra grande referência da filosofia do nosso tempo, considerava Deleuze o único verdadeiro filósofo de todo o século XX francês. E o italiano Giorgio Agamben, talvez o mais importante filósofo vivo, afirmou algures que o século XX só conheceu dois filósofos da estatura dos grandes clássicos da história da filosofia: o alemão Heidegger e, precisamente, Deleuze. A obra filosófica de Deleuze teve, já em vida do pensador, mas vem tendo entretanto cada vez mais, e por toda a parte, uma extraordinária importância não só na filosofia mas em vários outros domínios, uma vez que essa obra sistematicamente confrontou, de uma forma sempre criativa, a filosofia com a literatura, a psicanálise, o cinema, a pintura, a ciência e a política.

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É licenciada (2003) em Estudos Portugueses e Espanhóis pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorada (2009) em Literatura Portuguesa Contemporânea pela mesma universidade. Actualmente, é investigadora do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e desenvolve um projecto de pós-doutoramento sobre cinema e literatura.

Publicou dois livros de ensaios — Eis-me acordado muito tempo depois de mim, uma biografia de Al Berto (Quasi Edições, 2006), Cronos decide morrer, viva Aiôn, Leituras do tempo em Al Berto (Língua Morta, 2013), A forma custa caro. Exercícios inconformados (Documenta, 2018, no prelo) — e preparou uma edição diplomática dos Diários do poeta Al Berto (Assírio & Alvim, 2012). Nas horas vagas, escreve também poesia: Vim porque me pagavam, (Mariposa Azual, 2011), Como uma flor de plástico na montra de um talho (Assírio & Alvim, 2013), Nadar na piscina dos pequenos (Assírio & Alvim, 2017).

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Nasceu em 1978 em Lisboa, onde vive e trabalha.

Formado em Escultura pela escola Ar.Co (Lisboa) e Mestre em Belas Artes pela Slade School of Fine Art de Londres, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.

Uma selecção das suas exposições individuais inclui nosey parker, Vera Cortês Art Agency, (Lisboa, 2014); Vraum, Chiado 8 e woodpecker, Ermida de Belém (Lisboa, 2013) e n.17, Empty Cube no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2013). O seu trabalho integrou também várias exposições colectivas, nomeadamente Involuntary Memory, Luis Adentado (Valencia, 2017); Sala dos Gessos, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2016); Sem título é um bom título, Ar Sólido (Lisboa, 2016); Materiais Transitórios, Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 2016); Canal Caveira, Cordoaria Nacional (Lisboa, 2015); O Riso, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2012); Plus 1 (Nova Iorque, 2010); Triangle Room (Programa Curatorial do Chelsea College of Art as and Design, 2008) e o Prémio EDP - Novos Artistas, Museu de Serralves (Porto, 2003).

Nos últimos anos, tem apresentado regularmente o seu trabalho na Galeria Vera Cortês, destacando-se as suas individuais 3/4 (2006), quero eu fazer as coisas... (2008), nosey parker (2014) e, mais recentemente, Declaração Amigável (2017).

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Nasceu em Lisboa em 1974. Mudou-se para Macau onde publicou os seus primeiros cartoons. Entretanto concluiu o curso de arquitectura em Lisboa e viveu alguns anos em Londres a trabalhar como arquitecto. Nada que lhe esmorecesse a vontade. Em 2002 iniciou enfim a carreira com que sempre sonhara. Da arquitectura perdurou a geometria, que desde cedo lhe pontuou o trabalho gráfico.Os seus trabalhos são presença assídua nas principais publicações portuguesas. Fora do âmbito nacional tem mantido parcerias com publicações estrangeiras, com destaque para colaborações com o New York Times e a revista HOW. O seu traço de pendor conceptual foi reconhecido pela Society for News Design, as revistas Creative Quarterly e 3x3 e pela colectânea 200 Best Illustrators Worldwide da Lüerzer's Archive. Em 2008 foi agraciado com o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa.

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Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 2005, apresentou a sua tese de mestrado intitulada «A Desconstrução Derridiana ou a Hospitalidade Incondicional», na Universidade de Coimbra, sob orientação da Prof.ª Fernanda Bernardo. Nos últimos anos tem vindo a desenvolver uma investigação de doutoramento em torno da problemática da lei a partir de Gilles Deleuze e de Jacques Derrida, sob a orientação do Prof. Nuno Nabais (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e do Prof. Rodolphe Gasché (State University of New York at Buffalo). É membro do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, desde 2007, e da associação Unipop, desde 2012. Actualmente trabalha como gestor de ciência e tecnologia no Departamento de Relações Internacionais da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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Graça Pereira Coutinho nasceu em Lisboa, onde tirou o curso de Escultura na ESBAL. Em 1971 foi estudar para Londres, onde tirou o curso de pós-graduação ST. Martins School of Art, onde ainda vive. Das inúmeras exposições que realizou destacam-se: Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Fundação de Serralves, Porto , Caixa Geral de Depósitos, Lisboa, Museu de Arte Contemporânea Osaka, Japão, Bienal de São Paulo, Brasil, MAC, Badajoz, Museu Historico Nacional, Rio de Janeiro, Centro Britânico, São Paulo, Centro Cultural Ecco-Brasilia. Tem exposto na Todd Gallery, Londres; Galeria Graça Fonseca, Lisboa; Galeria Cristina Guerra, Lisboa; Galeria Porta 33, Funchal; Galeria João Esteves de Oliveira, Lisboa, entre outras. Tem trabalhos em várias colecções particulares e nas colecções da Caixa Geral de Depósitos, Fundação António Prates, Fundação PLMJ, Museu de Arte Contemporânea Belém, Brasil, Museu de Arte Contemporânea Osaka, Japão, Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Lisboa, etc.

 

Fotografia © Graça Pereira Coutinho 2011 (pormenor)

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Roma, 26 de Agosto de 1880 – Paris, 9 de Novembro de 1918. Olhado, durante muito tempo, como um génio fantasista e mistificador, Apollinaire viu crescer a sua glória ao longo dos anos. Teve o pressentimento ousado das vias por onde deveria seguir a poesia moderna (autonomia das imagens, ruptura da sintaxe, abandono da pontuação, arte da colagem literária, modernidade do vocabulário). Foi também um dos iniciadores mais perspicazes da arte moderna. Proveniente do simbolismo, libertou-se muito cedo de toda a influência desta escola para enriquecer o universo da poesia com modulações de uma ressonância única de imagens insólitas e novas, dando-lhe o sentido do lirismo e do mistério. Vários músicos basearam algumas das suas composições na poesia de Apollinaire (Honegger, Poulenc, Chostakovitch, etc.). O melhor da sua poesia está publicado em Alcools, onde renova verdadeiramente a poesia francesa encaminhando-a «até às fronteiras do ilimitado e do futuro». A sua vida foi muito agitada, exercendo desde ofícios medíocres até professor na Renânia. Alistou-se como voluntário na Primeira Grande Guerra.

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Guy de Pourtalès [Berlim, 1881-Lausanne, 1941] […], se num primeiro momento de afirmação foi apenas tradutor de Shakespeare […], não tardaria a expor-se como ensaísta, como memorialista, e num alargado espaço de vinte anos como escritor de oito obras submetidas ao título L’Europe romantique, as que viriam a associar dois romances a seis biografias. Esta Europa romântica de Guy de Pourtalès revê-se em histórias instaladas nas margens do lago Leman — as margens que tinham sido cenário de eleição na sua juventude, as que ele voltava a amar nos romances Marins d’eau douce (1919) e Montclar (1926) — e escolhe biografias de homens ligados de perto a importantes momentos musicais do século XIX, todos contemporâneos ou mesmo próximos por amizades e ambientes, todos a gravitarem num mesmo espaço cultural. Começa com La vie de Franz Liszt (1925) e prolonga-se com Chopin ou le poète (1926), Louis II de Bavière ou Hamlet-Roi (1928), Nietzsche en Italie (1929), Wagner, histoire d’un artiste (1932) e por fim Berlioz et l’Europe Romantique (1939). Exteriormente a esta Europa Romântica foi autor de La Pêche miraculeuse […], em 1937 a escolha dos que atribuíam o Grande Prémio da Academia Francesa. [Do Prefácio de Aníbal Fernandes]

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