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Jerzy Andrzejewski

Andrzejewski [Varsóvia, Polónia, 19 de Agosto de 1909 – 19 de Abril de 1983], este escritor polaco, «jovem grande e magro que usava óculos de armação de massa», acompanhou as constantes mudanças políticas e a instabilidade da Polónia. Chamavam-lhe moralista. Gombrowicz, por exemplo, chegou a chamar-lhe «padre» numa das páginas do seu diário. Outros tantos acabaram por chamar-lhe «uma puta respeitável». Filho de pai merceeiro e de mãe filha de um médico de província, nasceu em 1909. Interessou-lhe estudar na universidade de Varsóvia literaturas polacas, mas saiu de lá sem grandes preocupações em trazer consigo um diploma. Conhecendo desde cedo as suas orientações sexuais, sabe-se homossexual sem querer admitir essa homossexualidade. A vontade de uma vida normal faz com que se case por duas vezes. A primeira seria com Nona Siekierzyska, mas sobre este curto casamento corria o rumor de não ter sido consumado, pois Andrzejewski desapareceu com uma das suas testemunhas, um músico chamado Eugeniusz Biernacki. O segundo casamento seria com Maria Abgarowicz, que duraria mais e dar-lhe-ia dois filhos; esta sabia da homossexualidade do marido e, ao que parece, até concordava com ela.

Os seus primeiros trabalhos literários aparecem; com vinte e sete anos de idade publica Caminhos Inevitáveis, e dois anos mais tarde aparece A Harmonia do Coração, livros de contos que já tinham surgido na revista de direita Prosto z Mostu. Era um jovem fascinado por escritores como Georges Bernanos, Joseph Conrad e François Mauriac. Ficaria com a fama de «Mauriac polaco».

[…]

Engordado por excessos de vodka, já pouco saía de casa; e muito tempo não passaria até que, a 19 de Abril de 1983, a morte provocada por um ataque cardíaco encontrou-o em Varsóvia, no seu apartamento da rua Nowiniarska com vista para o gueto. Deixaria por terminar um romance sobre o imperador Heliogábalo, figura celerada que devia muito certamente ser do seu interesse.

[Diogo Ferreira, Apresentação de As Portas do Paraíso]

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