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Paulo Brighenti

Nasceu em Lisboa, em 1968, onde ainda trabalha e vive.

Expõe desde o final da década de 1990 e, em 2002, ganhou o Prémio Revelação Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva (Lisboa). A sua obra está representada em várias coleções particulares e institucionais em Portugal, Espanha, Berlim, Londres, Nova Iorque e Rio de Janeiro, entre outras. Evidenciando uma relação próxima entre a pintura e o desenho, e por vezes incorporando técnicas da escultura, Paulo Brighenti liga elementos abstratos a outros mais reconhecíveis, ou até naturais. As cores, superfícies e texturas têm um papel importante na sua arte, que é feita também de contrastes. Um exemplo é A Grande Fogueira, presente na exposição O Roxo e as Cinzas, exposta na vertical para estabelecer estreito diálogo com a prática escultórica. Brighenti aludiu a esta relação em entrevista ao jornal Público, afirmando que a escultura o ajuda a «estabelecer uma relação mais espacial com a pintura, como se fossem tapeçarias gastas pelo tempo. São postas na vertical, confrontam-nos como se fossem corpos, mais do que representações».

Exposições mais relevantes – Galeria Belo Galsterer (Lisboa); Galeria Pedro Oliveira (Porto); MAAT (Lisboa); Centro Cultural Português (Luxemburgo); Galeria Baginski (Lisboa); Nässjö Konsthall (Nässjö, Suécia); Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa); Rooster Gallery (Nova Iorque) Galeria representante – Galeria Belo Galsterer (Lisboa).

[Carolina Correia, in O Roxo e as Cinzas]

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