Luís Pinheiro de Almeida: «Importante, relevante, é mesmo o 25 de Abril de 1974. Não seríamos o que somos hoje se não fosse esse “dia inicial”.»
A frase que, na minha opinião, resume tudo, de 24 de Abril a 26 de Novembro, é a estrofe da canção do Chico Buarque: «Foi bonita a festa, pá…». Um golpe militar — uma revolução, contra uma ditadura altamente militarizada, praticamente sem tiros e sem sangue. Todo o processo revolucionário subsequente, cheio de controvérsias e confrontos políticos e sociais, tudo também praticamente sem violência mortal. Não é pouca coisa. […]
Na minha modesta opinião, o 25 de Novembro de 1975 não foi o único, mas foi um dos momentos mais marcantes da nossa riquíssima e animada história recente, depois da Revolução de 25 de Abril de 1974.
O 25 de Abril é a grande marca revolucionária da segunda metade do século XX europeu. Pôs fim a quase meio século de ditadura, a mais longa da Europa Ocidental, obscurantista e violenta. Uma violência frequentemente escondida atrás da hipócrita teoria dos «brandos costumes» e dos chamados «safanões a tempo». Safanões tão «brandos» que passaram por treze anos de guerra colonial em três frentes africanas, uma derrota militar na Índia, e o assassinato de adversários políticos, alguns longamente premeditados, como o do general Humberto Delgado (e da sua companheira, Arajaryr Campos).
[João Barroso Soares]
Todos, incluindo os palermas e ignorantes têm direito a comemorar o «seu» 25 de Novembro. Foi para isso que se fez o 25 de Abril.
[Sousa e Castro]