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(A)COLHER O QUE ESTÁ PERDIDO — FRENTE A «CAMPONESA TRANSPORTANDO LENHA» DE HOPPNER
Unidades:
PREÇO:
12.00€
AUTOR
EDITORA
Documenta
COLECÇÃO
Frente à Obra. Arte e Filosofia | 6
SINOPSE

Ramiro A. Gonçalves: «A pintura Camponesa Transportando Lenha brinda-nos com uma interessante visão dos mais jovens membros das classes trabalhadoras; o artista capta na tela uma jovem idealizada cujo rosto de expressão doce, marcado pelos olhos vívidos e bochechas rosadas, contrasta com a severidade da carga que transporta à cabeça.»

 

Inscrito nas periferias dos valores de uma sociedade profundamente hierárquica, o quadro de Hoppner aparece-nos como gesto gratuito, fora do círculo de poder dos comanditários, mas também como fruto da generosidade de quem concede (ou, ao menos, de quem pensa ter esse dom) o direito à memória que a barbárie lhe tenha retirado. Apanhada a caminho — talvez da casa que se avista ao longe —, a figura da camponesa, em posição erecta, ocupa o lugar central, no primeiro plano de uma paisagem rural, cheia de arvoredos banhados em tons outonais, cuja mansidão cromática surge imersa na luz dourada do crepúsculo. Embora esteja a ocupar uma posição de destaque, a rapariga está perto das margens, perto de um espelho de água, tão quieto quanto a espera, tão opaco como se a noite emanasse dele. Quem sabe a própria camponesa-ninfa não seja consequência do seu exalar, da sua quase respiração do lago? O espelho de água serve de pano de fundo, mas concentra à sua volta — em roda, distribuindo-os nas suas orlas — a rapariga, o arvoredo e as casas, ao longe, na outra margem, onde, apesar da distância, ainda se consegue entrever uma pequena chama de uma fogueira e o respectivo fumo, que ao subir acaba por confundir-se com o céu.

[Golgona Anghel]

 

A presente colecção reúne as conferências apresentadas no ciclo «Frente à Obra. Arte e Filosofia», que teve lugar no Museu Nacional de Arte Antiga, entre 2 e 7 de Maio de 2022, como resultado de uma colaboração entre o Plano Nacional das Artes, o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Instituto de Filosofia da Nova e o MNAA. Os oradores foram convidados a escolher uma obra do Museu e a propor uma reflexão filosófica na presença da mesma, antecedida por uma contextualização histórica apresentada por um membro da equipa do Museu. A publicação das conferências vem agora a público, entendendo-se como uma partilha e um testemunho das possibilidades que a relação entre a arte, a história e o pensamento abrem a todos nós.

[Maria João Mayer Branco, Paulo Pires do Vale, Tomás Maia]

Apresentação: Ramiro A. Gonçalves
Data:
Outubro de 2024
Acabamento:
Brochado
Formato:
16,5 x 21 cm
Páginas:
64 (a cores)
EAN:
9789895681761
OBSERVAÇÕES

Com o IFILNOVA, Plano Nacional das Artes e MNAA.

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